Reflexões da embaixadora norte-americana no Vaticano

Arquivado em: Vaticano — Prof. Felipe Aquino at 2:40 pm on quarta-feira, janeiro 28, 2009

 

Entrevista com Mary Ann Glendon

 

 

Por Irene Lagan

 

BOSTON (EUA), terça-feira, 27 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Enquanto o novo presidente, Barack Obama, embarca em sua missão de alinhar os Estados Unidos em uma nova direção, muitos dos embaixadores escolhidos pela ex-administração estão voltando para casa.

 

A embaixadora Mary Ann Glendon, que representou os Estados Unidos na Santa Sé, já retornou para Boston, onde é titular da cátedra Learned Hand de Direito na Havard University. A ex-embaixadora também resumirá seu trabalho como presidente da Academia Pontifícia de Ciências Sociais.

 

Nesta entrevista à Zenit, Glendon oferece algumas reflexões sobre seu trabalho em Roma, que durou cerca de um ano.

 

– Após representar o Vaticano por tantos anos, como foi representar os Estados Unidos na Santa Sé?

 

– Gledon: Como representante da Santa Sé nas Nações Unidas, eu estava envolvida em um tipo de trabalho com o qual nós, advogados, estamos acostumados – o direito focado em assuntos específicos, tais como metas de desenvolvimento e direitos humanos. O que tornou a posição de embaixadora para a Santa Sé especialmente fascinante para mim foi sua variedade. Praticamente todo dia esta função trouxe novas experiências e novidades por causa das preocupações do Vaticano, como as dos Estados Unidos, no âmbito mundial.

 

A Santa Sé tem relações diplomáticas com 177 nações; sua voz moral alcança quase todo canto da terra, e sua rede de paróquias, dioceses e colaboradores de ajuda humanitária a faz um extraordinário «posto de escuta». Muito do meu trabalho também envolveu «diplomacia pública» – falar e escrever sobre temas de preocupação comum para os Estados Unidos e para a Santa Sé.

 

E é claro que eu era responsável pela administração diária de uma pequena, mas muito movimentada embaixada. Para alguém como eu, que ensina no campo internacional, foi um grande privilégio ser capaz de adquirir em primeira mão um conhecimento sobre o Departamento de Estado dos Estados Unidos, dos Corpos Diplomáticos da Santa Sé e a arte da diplomacia como é praticada nestes tempos desafiadores.

 

– Quais foram suas maiores conquistas e desafios durante seu tempo como embaixadora?

 

– Glendon: Sinto-me muito afortunada por ter servido a nação em um momento em que as relações entre os Estados Unidos e a Santa Sé estavam especialmente próximas, como evidenciou a histórica visita de Bento XVI aos Estados Unidos em abril de 2009 e a extraordinária hospitalidade mostrada ao presidente George Bush em sua visita ao Vaticano, em junho.

 

Não apenas o Papa e o presidente partilharam uma visão comum global dos assuntos culturais e sociais, mas houve uma forte correspondência entre as visões do governo americano e da Santa Sé sobre a importância de fortalecer o consenso moral global contra o terror (especialmente contra o uso da religião como uma justificativa para a violência); promover os direitos humanos (especialmente a liberdade religiosa); fomentar o diálogo inter-religioso; e combater a pobreza, a fome e doenças através de parcerias entre governo e instituições baseadas na fé.

 

Em nosso mundo cada vez mais independente, mas cheio de conflitos, é um desafio encontrar formas de levantar e reforçar aqueles que partilham valores. Mas uma excelente oportunidade para fazê-lo aconteceu neste ano, em que as relações diplomáticas entre os EUA e a Santa Sé completaram 25 anos, com o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

Desde que a Declaração expressa tantos ideais para os quais os EUA e a Santa Sé estão dedicados, a conjunção daqueles aniversários ofereceu muitas ocasiões de explorar e expandir um terreno comum. Desta forma, consegui que nossa embaixada patrocinasse uma série de conferências sobre vários aspectos dos direitos humanos. Estou feliz por dizer que foram muito bem frequentadas – e acredito que ajudaram a aprofundar no relacionamento bilateral enquanto conseguir novos públicos com as mais altas e melhores tradições da América.

 

– Você mencionou que uma prioridade seria destacar o tema dos direitos humanos. Ao deixar seu atual cargo, qual sua perspectiva no que diz respeito aos direitos humanos no âmbito global?

 

– Glendon: Analisando o mundo contemporâneo, ninguém pode negar que a luta pela liberdade humana e a dignidade têm um longo caminho a ser trilhado. Mas o movimento dos direitos humanos que iniciou na segunda metade do século 20 tem conquistas impressionantes a seu favor: desempenhou um importante papel na queda dos regimes totalitários no Leste Europeu e no apartheid na África do Sul; ajudou a destacar a publicidade sobre abusos que de outra forma teriam sido ignorados; e efetivamente desacreditou a idéia de que o tratamento dos cidadãos de uma nação cabe exclusivamente àquela nação. Como Bento XVI disse em seu discurso às Nações Unidas no ano passado, «direitos humanos estão sendo cada dia mais apresentados como uma linguagem comum e um substrato ético de relações internacionais».

 

Mas quanto mais a idéia dos direitos humanos tem mostrado seu poder, mais intenso tem se tornado a luta para capturar esse poder por vários outros fins, que não são respeitosos da dignidade humana. Os ideais dos direitos humanos estão sob constante assalto do relativismo cultural e filosófico, que nega que qualquer valor seja universal. Ao mesmo tempo, têm sido minados indiretamente, por uma escalada de demandas por novos direitos, pela propagação de abordagens seletivas ao núcleo comum dos direitos básicos, por interpretações muito individualistas dos direitos, e por esquecimento da relação entre direitos e responsabilidades.

 

– Em seus encontros com Bento XVI, o que foi mais memorável?

 

– Glendon: Certamente, eu jamais esquecerei a visita de Bento XVI aos Estados Unidos, tão cheia de momentos e imagens marcantes, com cada discurso repleto de esperança e encorajamento; e o tão perfeitamente atencioso às pessoas às quais ele se dirigia. Depois de passar um ano em Roma, também me lembrarei de momentos silenciosos que foram especialmente reveladores do caráter pastoral desse homem sábio e gentil, seu dom de falar sobre Deus com crianças e jovens, e suas palavras paternas aos recém-ordenados sacerdotes.

 

Propaganda contra Deus nos ônibus urbanos: «uma ofensa contra os crentes»

Arquivado em: Ateísmo — Prof. Felipe Aquino at 2:17 pm on sábado, janeiro 24, 2009

Afirmam os bispos espanhóis

MADRI, sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos espanhóis divulgaram hoje uma nota na qual afirmam que a propaganda sobre a inexistência de Deus nos ônibus urbanos públicos de Madri «lesa» o direito à liberdade religiosa e é uma «ofensa» contra os crentes.

Criticam assim oficialmente a iniciativa de colocar nos ônibus urbanos de Madri, como se fez em outras cidades européias, o slogan «Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e curta a vida». 

Os prelados insistem em que «a liberdade de expressão é um direito fundamental» que deve «ser exercido por meios lícitos», mas argumentam que «os espaços públicos que devem ser utilizados de modo obrigatório pelos cidadãos não devem ser empregados para divulgar mensagens que ofendem as convicções religiosas de muitos deles». 

«Insinuar que Deus provavelmente seja uma invenção dos crentes e afirmar também que não lhes deixa viver em paz nem desfrutar a vida é objetivamente uma blasfêmia e uma ofensa aos que crêem», afirma a nota. 

Esta iniciativa «lesa o direito ao exercício livre da religião, que deve ser possível sem que ninguém se veja necessariamente menosprezado ou atacado», acrescentam os bispos. 

Contudo, afirmam que os católicos «respeitarão o direito de todos de expressar-se e estarão dispostos a atuar, com serenidade e mansidão frente às injúrias, e com fortaleza e valentia no amor e na defesa da verdade». 

A nota pede que as autoridades «velem pelo exercício pleno do direito de liberdade religiosa», compaginando-o com a liberdade de expressão, e propõem que se adotem alternativas como as levadas a cabo em Milão, Roma e Zaragoza. 

Nestas cidades não se permitiu o uso de espaços publicitários públicos para a campanha.

COMEÇOU MUITO MAL

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:12 pm on sábado, janeiro 24, 2009

 

O Presidente americano Obama, já no terceiro dia de governo, liberou financiamento a organizações pró-aborto.  Ele reverteu uma ordem executiva de Bush que proibia o envio de fundos por agências federais a grupos internacionais de planejamento familiar com atuação ligada ao aborto. (Folha SP, 24/01/2009)

A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) era proibida de fornecer financiamento não só a clínicas no exterior que interrompam a gravidez, mas também às que aconselham e encaminham pacientes a tais serviços. Também não podia haver lobby, campanhas ou qualquer discussão favorável ao direito ao aborto.

 

 A proibição foi  estabelecida inicialmente em 1984 pelo presidente Ronald Reagan (1981-1989) e anulada pelo democrata Bill Clinton (1993-2001). Bush a restaurou pouco após sua posse.
Apenas a ONG “Federação Internacional de Planejamento Familiar” deixou de receber cerca de  US$ 100 milhões em fundos dos EUA nos últimos oito anos para fomentar a prática do aborto.

 

Obama também afirmou que está “ansioso para trabalhar com o Congresso para restaurar o apoio financeiro dos EUA ao Fundo das Populações da ONU (UNFPA)”, dedicado ao planejamento familiar e a cuidados com a saúde reprodutiva (leia-se, fomento ao aborto). Bush interrompeu essas doações ao fundo em 2002.

A Vice-Presidente do “Instituto Família Católica e Direitos Humanos”, Susan Yoshihara, disse à “Folha de SP” que “Não estamos surpresos, mas muito desapontados”. “Obama vai continuar pressionando por mais medidas pró-aborto, mas de certa forma isso apenas fortalece a luta dos que realmente se preocupam com as mulheres.”

Milhares de manifestantes anti-aborto ocuparam o “National Mall” em Washington dia 22 de janeiro para protestar contra a “Roe versus Wade”, decisão da Suprema Corte que defendeu o direito ao aborto, que completou 36 anos. Enquanto o protesto seguia até a Suprema Corte, Obama emitiu uma nota reiterando que “continua comprometido com a proteção do direito da mulher de escolher”.
Já os grupos favoráveis ao direito ao aborto comemoraram ontem, mas ainda querem mais.

Entretanto, acende-se ainda mais a luta nos EUA contra o aborto; cresce o número de americanos que o rejeitam como mostram as últimas pesquisas.

Lamentavelmente o novo governo americano se inicia com um “medida de morte”, como se a morte possa ser solução para os problemas da vida. Isto nos faz lembrar o que disse o Papa Bento XVI há poucos dias: “uma civilização sem Deus é uma ameaça ao homem”. Fatos como esse mostram que a crise mundial que assola a humanidade é muito mais de fundo moral que econômico ou financeiro; é falta de Deus, é falta de amor à vida.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

 

 

 

 

Deputado Miguel Martini entra com representação judicial contra gel lubrificante

Arquivado em: Camisinha — Prof. Felipe Aquino at 6:38 pm on quinta-feira, janeiro 22, 2009

 

A ação contra o Ministério da Saúde prevê a suspensão dos efeitos do Edital de Pregão n.º 142/2008

 

O líder do PHS na Câmara, o deputado federal Miguel Martini protocolou ontem, 20/01, uma representação contra o Ministério da Saúde, pela realização do Edital de Pregão nº 142/2008, para a aquisição de 15 milhões de saches de gel lubrificante.

 

De acordo com o edital, o material é indicado para lubrificação íntima durante a relação anal e vaginal, com uso de preservativo, possibilitando assim maior conforto e segurança aos usuários. “Nós conhecemos a triste realidade do sistema de saúde pública do Brasil. Se no SUS faltam remédios primordiais aos pacientes e não tem leitos hospitalares para internação, adquirir sache de lubrificantes íntimos, em detrimento a outras necessidades básicas, é um grande equívoco. O cidadão brasileiro precisa ser respeitado”, ressalta Miguel Martini.

 

O resultado do julgamento do pregão estabeleceu a empresa Carbogel Indústria a Comércio, com o valor estimado de R$1.160.000,00 (um milhão, cento e sessenta mil reais). Martini afirma que há outras formas de o Ministério da Saúde fazer campanhas de prevenção contra doenças. “As políticas públicas de saúde para as doenças sexualmente transmissíveis deve ser objeto de reflexões sobre os conceitos de prevenção e, principalmente, observar o delineamento de ações que favoreçam a adoção de medidas preventivas em defesa da vida e da saúde da população”, ressalta o deputado.

 

O parlamentar ainda lembra que a empresa vencedora é também fornecedora, no SUS, do produto Carbogel ULT, gel especialmente recomendado para transmissão ultra-sônica, em aparelhos de ultra-sonografia, como ecógrafos e dopplers. “Inúmeros postos de saúde e hospitais públicos deixam de realizar exame nas gestantes por falta do gel condutor, não nos parece razoável o Ministério da Saúde adquirir gel íntimo, ao invés do gel para exame nas mulheres grávidas”, diz Martini.

 

Na representação judicial, o deputado Miguel Martini ressalta que não há nenhuma estatística ou estudo acadêmico ou cientifico comprovado, que confirme a redução das doenças sexualmente transmissíveis pelo uso de lubrificante íntimo. Ele também solicita a suspensão dos efeitos do Edital do Pregão nº 142/2008 e, caso já tenham sido efetivados quaisquer das etapas previstas, que sejam impugnadas.

 

 21/01/2009 - Assessoria de Comunicação do deputado federal Miguel Martini  - Janaína Santos – (31)3295-3229/8838-7885

Ministério da Saúde financia filme pró-aborto

Arquivado em: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 5:03 pm on terça-feira, janeiro 20, 2009

 Fontes: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/01/04/filme-reacende-polemica-em-torno-do-aborto-587883773.asp

http://www.fundadores.org.br/AbortoNao/principal.asp?IdTexto=1130&pag=1&categ=1

Embora o aborto seja uma prática considerada criminosa e ilegal no Brasil, o Ministério da Saúde gasta dinheiro público para a apologia desse crime.

Conforme notícia divulgada pelo site Globo.com, a Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), instituição vinculada ao Ministério da Saúde, financiou com R$ 80 mil a filmagem do documentário pró-aborto “O fim do silêncio“.

O filme contém depoimentos de mulheres que fizeram o aborto e defendem a descriminalização da prática.

A cineasta Thereza Jessouroun, responsável pelo documentário, diz, ter inspirado o roteiro em declarações favoráveis ao aborto do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A diretoria da Fiocruz, escolhida pelo próprio ministro da saúde, disse que a instituição deve estar aberta à polêmica.

Recursos públicos estão sendo gastos em filmes contrários a convicção moral da população brasileira - majoritariamente contrária ao aborto como têm mostrado as pesquisas recentes. O “Data Folha” publicou (06.04.08) o resultado de uma pesquisa de opinião pública que confirma que o povo brasileiro é contra o aborto. A pesquisa foi  feita com uma amostra científica de 4.044 brasileiros em 159 municípios. 68% dos entrevistados acham que o aborto deve continuar sendo crime no Brasil. Em 2006, essa porcentagem era de  63%, e em 2007 subiu para 65%;  e agora em 2008 o número chega a  68%. Isto significa que sete em cada dez brasileiros, segundo o Data Folha, querem que o aborto continue sendo crime e, aparentemente, este número continua em crescimento.

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0604200804.htm)

Em 2003 o IBOPE realizou uma pesquisa nacional de opinião
pública a pedido das “Católicas pelo Direito de Decidir”, onde a
pergunta era se na opinião dos entrevistados o aborto deveria ser
permitido sempre que a mulher decidisse. Somente 10% foram a
favor.

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou (02.dez. 2008) uma noticia dando conta de que “mulheres que fizeram aborto têm 30% mais chance de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso. É a conclusão de uma pesquisa publicada na última edição da publicação científica British Journal of Psychiatry.

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid286567,0.htm

 

“Os pesquisadores, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, dizem que os problemas mentais possivelmente relacionados ao aborto representariam entre 1,5% e 5,5% de todos os problemas mentais verificados nas mulheres”. Eles acompanharam 500 mulheres; e notaram que  ansiedade e abuso no uso de drogas são os problemas mais comuns verificados em mulheres após um aborto.

 

 

 

 

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