15. outubro 2009 · 4 comments · Categories: Jesus

 

REDAÇÃO CENTRAL, 07 Out. 09 (ACI) .- O estudioso peruano do Santo Sudário de Turim, Rafael da Pedra, explicou que esta relíquia sagrada que segundo a tradição envolveu a Cristo “segue sendo um objeto único, irreprodutível e inimitável” perante as afirmações de um grupo de investigadores italianos que alegam havê-la “copiado com as mesmas características”.

 

De la Piedra explicou a ACI Digital que este experimento do professor de química orgânica Luigi Garlaschelli da Universidade de Pavia (Itália) não põe em dúvida a autenticidade desta importante relíquia também conhecida com o nome de Síndone.

 

Garlaschelli, apoiado economicamente pelo Comitê para a Inspeção de Afirmações do Paranormal com dois mil e 500 euros, “conseguiu realizar uma reprodução muito parecida com o Santo Sudário utilizando materiais da Idade Média (uso de ácidos, envelhecimento do tecido por calor e lavagem; pintura e ácido sulfúrico a 1,2 por cento em água junto com pigmentos de alumínio e cobalto)”.

 

Efetivamente, explica o perito peruano, “seu trabalho é visualmente muito parecido ao original. Digamos que é melhor que a cópia que em seu tempo fez McCrone (apoiado em uma pintura de óxido de ferro) ou a horrorosa tentativa do Joe Nickell; ou Picknett-Prince e sua suposta fotografia medieval de Leonardo Da Vinci; ou a fantasiosa fotografia-experimental do sul africano Nicholas Allen”.

 

Entretanto, precisa o perito, “uma amostra parecida como a que Garlaschelli apresentou não resistirá às conclusões multidisciplinares, que ao longo de mais de 100 anos, cientistas de todos os credos e especialidades” realizaram no Santo Sudário.

 

Bastaria, por exemplo, afirma citando ao perito americano John Jackson do Turin Shroud Center of Colorado, que estudou o Santo Sudário desde 1978, “ter em conta as propriedades tridimensionais da imagem (…) a presença de sangue humano com índices muito altos de bilirrubina, o pólen de mais de 77 plantas que vão marcando o percurso histórico do Linho até quase o século I de nossa era e, entre outros, o mecanismo de transferência da imagem de um crucificado com todas as feridas descritas nos Evangelhos a um pedaço de tecido”.

 

“A imagem do corpo se sobrepõe às feridas e é superficial já que não transpassa o tecido como o faz o sangue”, acrescentou de la Piedra.

 

Portanto, conclui, “podemos afirmar com um alto grau de certeza, que o Santo Sudário do Turim com todas as características antes mencionadas segue sendo um objeto único, irreprodutível e inimitável. Essa é a verdade interna do Santo Sudário de Turim”. 

 

Por sua parte, e ao ser consultado pela ACI Digital, John Jackson criticou a técnica mediante a qual a equipe de Garlaschelli acrescentou sangue ao sudário que criaram para logo “envelhecê-lo” e explicou alguns detalhes a respeito.

 

O sangue que está no Santo Sudário original não é sangue completo, mas sangue que se separou do soro, sangue que “provém de verdadeiras feridas”. Além disso, o sangue que aparece em distintas partes da mesma é “de um fluxo post mortem”.

 

Depois de admitir que as imagens que vistas na Internet se vêem “reais”, Jackson precisou que quando são vistas na perspectiva tridimensional “se vê algo bastante grotesco. As mãos estão incrustadas no corpo e as pernas se vêem pouco naturais”.

 

Seguidamente assinala que ele e seus colegas estão abertos a revisar o trabalho de Garlaschelli ou qualquer “outra idéia sobre este trabalho” para o qual necessitaria “muito mais informação sobre o que foi feito exatamente”.

 

Jackson também explicou que o que Garlaschelli realizou deve ser revisado. O que os cientistas têm que fazer “é apresentar seu trabalho perante seus colegas”. Ao final, o que conta, é o que “a comunidade científica decide depois de observar e revisar o trabalho”, acrescenta.

 

João Paulo II e o Santo Sudário

 

Ao chegar a Turim, em sua primeira viagem no dia 13 de abril de 1980, diante da porta do santuário da Consolata e perante as autoridades italianas, o Papa peregrino disse que “quando no princípio de setembro de 1978 vim a Turim, como peregrino, desejoso de venerar o Santo Sudário, insigne relíquia, ligada ao mistério da nossa redenção, não podia, sem dúvida, prever, que imediatamente depois da eleição de meu amado predecessor João Paulo I, que teria que voltar, com menos de dois anos de diferença com outras responsabilidades e em outro marco”.

 

Logo, na homilia na Missa solene no átrio da Catedral de Turim, afirmou que “não poderia ser de outra maneira (referindo-se às testemunhas da ressurreição) na cidade que custodia uma relíquia única e misteriosa, como o Santo Sudário, testemunha singularíssima –se aceitarmos os argumentos de tantos cientistas– da Páscoa: da paixão, da morte e da ressurreição. Testemunha muda mas ao mesmo tempo surpreendentemente eloqüente!” .

 

Uma semana depois, ao rezar o Regina Coeli, dirigido em Roma em 20 de abril de 1980, o Papa João Paulo se referiu à Santa Síndone chamando-a: “a relíquia mais esplêndida da paixão e da ressurreição” .

 

Dr. Saramago,

 

Sei que o Dr. José Saramago, Prêmio Nobel de literatura (1998), não lerá essa Carta, mas ao menos ela será um desagravo às palavras ofensivas com que se dirigiu ao Papa Bento XVI e à Igreja, derramando em suas palavras amargas toda a sua bílis raivosa contra Deus e sua Santa Igreja, mais uma vez.

 

Saramago, em Roma, fez o lançamento do seu novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião. Na verdade a religião e a fé põem os supostos ateus em crise, por isso essa reação destemperada do escritor.

 

Os jornais e a internet noticiaram amplamente que em 14 de outubro (EFE) o escritor português José Saramago, em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, chamou o Papa Bento XVI de “cínico”, e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

 

Numa pesadíssima crítica destrutiva se referiu ao Papa como “neo-medievalista”, acusando-o de “cinismo intelectual”. Além disso, disse a Flores D’Arcais, que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de idéia, porque, segundo ele “as insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder.” Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

 

Dr. Saramago, antes de tudo quero lhe dizer que não temos ódio do senhor e de suas palavras; pois, Nosso Senhor nos ensinou a “pagar o mal com o bem” (Rm 12, 14), a amar os inimigos, e a abençoar os que nos amaldiçoam. Nossos mártires morreram e morrem perdoando os seus assassinos. Na verdade temos pena do senhor, pois, se de um lado o sr. é doutor nas Letras humanas, por outro lado  ainda desconhece os primeiros rudimentos das Letras divinas e eternas.

 

Dr. Saramago, por que investir tão raivosamente contra o nosso Pedro de hoje, e contra a Santa Igreja? Que mal eles fazem? Será que são os culpados pelas guerras do mundo; pela miséria de tantos, pelas catástrofes da natureza? Será que o sr, qual novo Nero, quer nos culpar pelo incêndio de Roma?

 

Fiquei pensando Dr. Saramago, onde poderia estar a causa mais profunda desse ódio que há tanto tempo o sr. destila contra a Igreja? Faz-nos lembrar do que disse o Salmista: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo”. (Sl 2, 1-2)

 

Será que o sr. sofreu algum trauma religioso na infância ou na juventude por parte de alguém da Igreja que lhe deu um contra testemunho? É possível. Ou será que o sr. foi educado nos bancos da escola marxista eivada de ateísmo, materialismo e um laicismo anti católico tão difundido nas universidades?

 

O destempero de suas palavras nos dão o direito de fazer muitas indagações desse tipo; pois não são racionais, mas passionais; não precisamos ser psicólogos para ver que são influxos da sensibilidade ferida e recalcada sobre a razão.

 

Dr. Saramago, por que ferir tão injustamente o nosso grande Pastor universal? O senhor sabe que ele é considerado um dos  melhores teólogos atuais. Sua eleição para Papa se deu num dos Conclaves mais rápidos da história. Sua santidade é notável, sua humildade explícita, como ele disse: “um humilde servo da vinha do Senhor”. Por que atacar a ele e a Igreja com tanta fúria? Saiba que atinge a todos nós seus filhos. Mas temos consciência que quando a sensibilidade cegou a razão, e a brutalidade venceu o argumento,  a razão foi sufocada.

 

Será que o senhor ainda não reconheceu, o que os historiadores modernos tem repetido: que foi a Igreja quem salvou  e moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa? Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

 

O senhor sabe que nossa Civilização foi gerada no bojo do Cristianismo que nos deu as ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons. O sr. sabe que nenhuma outra Instituição fez tanto pela caridade no mundo em todos os tempos.

 

O senhor sabe que foi a Igreja que fundou as Universidades, inclusive a de Coimbra, a famosa de sua Portugal. Sem elas o senhor não teria chegado ao Prêmio Nobel.

 

O que há de “cínico” em nosso Pastor maior?

Sabemos que os sofistas, quando não conseguem derrubar os argumentos do seu opositor, procuram, então, atingir sua pessoa, sua imagem, atirando-lhe sarcasmo. Ora, será que essas setas envenenadas contra Bento XVI não são conseqüência da falta de argumentos perante o que ele e a Igreja defendem há vinte séculos: o respeito à vida desde a geração até a morte natural, o não ao aborto, à eutanásia, à manipulação de vidas embrionárias, o não às tais “famílias alternativas”, etc.?

 

Ora, doutor Saramago, o senhor já é bastante vivido e conhecedor da História para saber o que afirmava Spalding, que as nações não perecem por falta de saber ou de riquezas, mas por falta de princípios morais.

 

O senhor acusa nosso Pai espiritual de cinismo intelectual; ora, o sr. sabe que ele é um dos maiores e melhores teólogos de nosso tempo, catedrático reconhecido no mundo todo. Portanto, atingindo a ele o sr. nos atinge a todos nós.   

 

Onde pode haver cinismo em um líder mundial que só trabalha em favor da paz, do desarmamento dos povos, da fraternidade das nações, da defesa dos mais desvalidos.? Exatamente quando ele se reúne no Sínodo da África, debatendo as misérias desse Continente tão sofrido, e o modo de saná-las, o senhor fere o nosso Pastor tão injustamente! O que o senhor tem dito sobre os outros chefes de Estado que não fazem o mesmo pela humanidade?

 

O senhor acusa o Papa de “insolência reacionária”. Ora, o sr. sabe que o que ele defende não é a “sua” Verdade, mas a Daquele que mudou o mundo, e que disse a Pilatos: “eu vim para dar testemunho da verdade”; “Eu sou a Verdade”. O sr. sabe que a Verdade não pode mudar, senão não é verdade. O mesmo princípio de Arquimedes, do empuxo, descoberto dois séculos antes de Cristo, ainda hoje é ensinado nas melhores universidades do mundo, porque é verdade.

 

Bem disse o então cardeal Ratzinger na missa “pro elegendo pontífice”, que o mundo está dominado pelo “relativismo religioso” que quer eliminar a existência de uma verdade absoluta, querendo fazer tudo relativo, ao gosto de cada um. Por não aceitar essa “ditadura do relativismo” o sr. conjura  o nosso Papa e a nossa Igreja. Eles não podem trair o Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

 

O sr. diz ainda que agora vai partir para o ataque ateísta contra a Igreja. Gostaria apenas de relembrar-lhe que a Igreja não pode ser vencida por um poder meramente humano. Não perca seu tempo. Cristo lhe prometeu que as portas do inferno, que movem o coração dos que a perseguem, jamais prevalecerão contra ela.

 

Seria bom o sr. examinar os últimos dois mil anos da História para constatar a veracidade dessa Promessa. Onde está o Império Romano que quis destruí-la e que ceifou tantos mártires? Onde está a fúria de Napoleão que mandou prender Pio VII? Onde está a União Soviética de Stalin que perguntou “quantas legiões de soldados tem o papa?”. Onde está o nazismo, o comunismo, que tentaram eliminar a Igreja e a fé católica desde as suas raízes, e que fizeram tantos mártires?

 

Ora Dr. Saramago, será que o sr. ainda não entendeu que todos aqueles que se atiraram insanamente contra a Rocha de Pedro caíram para trás desolados? Será que precisamos de mais exemplos?

 

O sr. acusa o Papa também de querer apenas agir por “interesse e poder”. O interesse que ele procura é o bem das almas e das pessoas. Gostaria que o sr. lesse o que disse o Concilio Vaticano II:

“Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido” (Mt 20,28),  (GS,3). 

 

O poder do Papa é aquele que vem de Deus, não do povo, e que está ancorado nos corações dos seus filhos que o amam como dizia Catarina de Sena, “o Doce Cristo na Terra”.

 

Meu irmão Saramago, não o odiamos, ao contrário, o perdoamos; queremos repetir as palavras de Santo Estevão: “Senhor, não leve em conta as suas ofensas”. E mais: “Pai, perdoai-lhe não sabe o que faz”. Pedimos ao Senhor que conceda-lhe, antes de fechar os olhos para este mundo, a graça da conversão. É tudo o que desejamos e pedimos ao Senhor da Glória.

 

Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino

www.cleofas.com.br

 

 

 

 

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS,

Professor Emérito da Universidade Mackenzie, em cuja Faculdade de Direito foi Titular de Direito Constitucional.

 

A crise hondurenha tornou manifesto que a OEA é muito mais uma organização com clara vinculação ideológica ao populismo do que uma organização de Estados Americanos voltada à preservação da democracia.

O estrangulamento da economia hondurenha, por terem seus líderes apenas cumprido sua Constituição ao depor um presidente golpista, demonstrou que a intervenção, com caráter exclusivamente ideológico, conforma a orientação daquele organismo, que conseguiu manipular de tal maneira “os politicamente corretos” ao ponto de se ter a impressão de que pretendiam  apenas preservar a democracia em Honduras.

 

Esta já estava preservada pelo cumprimento da Lei Maior. Em seu artigo 239, declara que quem pretender introduzir a reeleição pelo simples fato de formular tal intenção será deposto do cargo em que estiver e que, se for o presidente da República, será substituído pelo vice-presidente, ou não havendo vice   eleito ,  pelo Parlamento, o substituto (art. 242).

 

Mais do que isto ,  determina que as Forças Armadas (art. 272) devem preservar a Constituição Hondurenha e, no caso do presidente Zelaya, a pedido tanto do Parlamento quanto do Poder Judiciário, depuseram-no por ter convocado plebiscito para introduzir a reeleição, cuja proibição é cláusula pétrea.

 

Como se percebe, a democracia hondurenha impõe a alternância de poder, que os líderes vocacionados para o autoritarismo não desejam, como ocorre com Chávez, Mugabe, Morales, Kadafi, Côrrea e todos os ditadores africanos.

Como acentuou Dalmo Dallari, em artigo para a Folha no dia 03/10/2009, a deposição de Zelaya foi absolutamente constitucional, porque descumpriu a Constituição Hondurenha e a pena, nestes casos, é a deposição.

 

A OEA denominou o governo constitucional de golpista  e o presidente golpista, de democrático,  insuflada pelo semi-ditador Chávez. Seu secretário-geral  soltou esta pérola ideológica :  “A Constituição hondurenha é uma das piores Constituições do mundo”!  E Chávez armadilhou o Presidente Lula com a ida do histriônico mandatário, colocando-o na Embaixada Brasileira, que passou a ser uma nação intervencionista, pois permitiu que sua embaixada se transformasse em escritório promotor da tentativa de guerra civil no país, o que felizmente não ocorreu. 

 

A pressão internacional, liderada ideologicamente por semi-ditadores latino-americanos, enfraqueceu Honduras, que, sob intervenção econômica e política, foi cedendo, ao ponto de ser obrigada a negociar seus próprios fundamentos constitucionais e democráticos.

 

A lição que tiro do episódio é de que ou a OEA carece de constitucionalistas, o que seria lamentável, ou agiu ,  exclusivamente ,  por motivos ideológicos –e não democráticos- sufocando o  segundo mais pobre país das Américas e ,  desrespeitando ,  claramente ,  seu estatuto maior.

Pior foi o papel do Brasil ,  cuja Constituição proíbe a intervenção e respeita a auto-determinação dos povos, que transformou sua Embaixada em palanque político de Presidente golpista.

 

Está-se chegando a um acordo para preservação das eleições democráticas de 29 de  novembro, cujo processo eleitoral em Honduras segue sem máculas ou arranhões e, se  Honduras  conseguir  sobreviver, o próprio presidente Lula, que envolveu a diplomacia brasileira na pior de suas aventuras, poderá ser redimido. Meu neto ,  Guilherme ,  define o Presidente Lula como  o Agente 86 da política, ou seja, aquele agente do “Controle” que, mesmo errando, acerta sempre. E Lula, com o capital da vitória sobre Chicago, Tóquio e Madri nas Olimpíadas  de  2016 ,   forjou sua imagem na história, que dificilmente será superada nos próximos tempos. Que errou, todavia, errou ,  ao desrespeitar a Constituição hondurenha e abrigar um presidente canastrão no seio da Embaixada brasileira.