Em todo o mundo muitos anglicanos estão pedindo à Igreja Católica para nela ingressarem; muitos deles estão insatisfeitos com a aceitação da aprovação da ordenação de mulheres e a aceitação de um bispo homossexual, entre outras coisas.

A Igreja Anglicana, também chamada de Episcopal nos EUA, foi separada da Igreja Católica em 1534 pelo rei Henrique VIII, que era católico, mas que ficou ofendido porque o Papa não aceitou a nulidade do seu casamento com Catarina de Aragão para poder se casar com Ana Bolena.

A Santa Sé publicou, nesta terça-feira, 20/10/2009, uma nota informativa da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os decretos pessoais para os anglicanos que desejam entrar em comunhão com a Igreja Católica.

Está em preparação uma Constituição Apostólica, em que a Igreja vai responder às muitas questões que foram apresentadas à Santa Sé por grupos do clero anglicano e fiéis de diversas partes do mundo que desejam se integrar à Igreja Católica.

Nesta Constituição Apostólica, o Papa Bento XVI introduz uma estrutura canônica que fornece para tal união o “Ordinário Pessoal”, que permitirá aos anglicanos entrar em comunhão plena com a Igreja católica, conservando elementos do patrimônio litúrgico e espiritual da Igreja Anglicana, que estão de acordo com a fé católica.


Em Londres, o primaz da Igreja Católica na Inglaterra e Gales, Arcebispo Vincent Gerard Nicholso, e o primaz da Comunhão Anglicana e Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, participaram de uma coletiva de imprensa sobre a nova estrutura da Igreja para os anglicanos.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal William Levada, ressalta o interesse da Congregação em responder aos pedidos dos anglicanos em diferentes partes do mundo: “Temos tentado encontrar as solicitações para a comunhão plena que veio até nós de anglicanos de diferentes partes do mundo. Com esta proposta, a Igreja quer responder às aspirações legítimas destes grupos anglicanos para a unidade plena e visível com o Bispo de Roma, sucessor de Pedro”.

“A iniciativa veio de um número de grupos diferentes de anglicanos. Declararam que compartilham a fé católica como é expressada no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério de Pedro como um legado de Cristo para a Igreja. Para eles, o tempo veio expressar esta unidade implícita na forma visível de comunhão plena”, declarou Cardeal Levada, Prefeito da Congregação da Fé do Vaticano.

“Na medida em que estas tradições expressam numa maneira distinta a fé que é assegurada em comum, elas são um presente a ser compartilhado por toda Igreja. A unidade da Igreja não exige uma uniformidade que ignora a diversidade cultural”.

“Há um Senhor, uma fé, um batismo’”. “Nossa comunhão, portanto, é fortalecida por tal diversidade legítima. Assim, estamos felizes por estes homens e mulheres trazerem suas contribuições particulares à nossa vida comum de fé”, conclui D. Levada.

É uma grande alegria e uma grande graça saber que muitos Anglicanos querem vir para a Igreja católica; é a vitória do ecumenismo tão fomentado pelos últimos Papas, buscando a união de todos os cristãos como quer Jesus Cristo: “Haverá um só Rebanho e um só Pastor”.

 

Pesquisa feita pelo Ibope nos maiores assentamentos de reforma agrária do país revela que 72,3% deles não geram renda.

Descobriu-se o seguinte:

1. 37% das propriedades não produzem nada;

2. 10,7% não produzem nem o suficiente para a família;

3. 24,6% produzem apenas o suficiente para o consumo da família;

4. 27,7% produzem o suficiente para a familia e excedente para a venda

Os pesquisadores do Ibope bateram à porta dos assentados entre os dias 12 a 18 de setembro. Visitaram nove dos cerca de 8 mil assentamentos implantados pelo Incra no país. Não foram escolhidos a esmo. Todos os assentamentos incluídos na pesquisa têm mais de 15 anos de implantação. São considerados “emancipados”. Significa dizer que os assentados já receberam todas as verbas públicas a que teriam direito. Em tese, deveriam caminhar com as próprias pernas.

Segundo o Ibope, metade da renda dos assentados (49%) vem de atividades que não estão associadas à exploração da terra.

Considerando-se que há uma média de 4,3 pessoas em cada casa assentada nas terras do Incra, chega-se a um flagelo: Cada pessoa da família é condenada a viver com ¼ de salário mínimo.

Segundo o Ibope, excluindo-se o dinheiro que vem de fora da propriedade, a renda médias das famílias cairia de 1,7 para 0,86% do salário mínimo.

A grossa maioria (60%) é composta de terceiros. Pessoas diferentes daquelas que se beneficiaram do programa. Estão distribuídas assim:

1. 5% disseram que receberam as terras do pai ou da mãe;

2. 3% informaram ter recebido as terras de outro parente;

3. 6% admitiram que o beneficiário era outra pessoa;

4. 46% informaram que compraram a terra de outra pessoa. Esse percentual sobre para 75% no estado do Pará.

O Ibope ouviu, em consultas domiciliares, 1.000 assentados. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais –para mais ou para menos.

Todos os entrevistados são moradores de assentamentos definidos pelo Incra como de “nível 7”, já emancipados.

A sondagem expõe um retrato dramático. Se é assim nos assentamentos mais antigos, imagine-se a situação dos mais recentes. Há no Brasil cerca de 8 mil assentamentos do Incra. Foram à terra 870 mil famílias. Estão esparramados por 80,2 milhões de hectares.

É uma área maior do que os 60 milhões de hectares que se dedicam no Brasil à produção de grãos –milho, arroz, soja, etc. Dos 8 mil assentamentos, apenas 240 são considerados como “emancipados”. Foi esse pedaço das terras da reforma agrária que o Ibope revolveu.

Fonte: Reuters – 13/10/2009

Escrito por Josias de Souza

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-10-01_2009-10-31.html