ABORTO E PROBLEMAS MENTAIS

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 8:03 pm on Tuesday, December 2, 2008

Mais uma pesquisa vem comprovar os males psicológicos que o aborto significa para a mulher que o realiza. Várias já mostraram isso.

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou (02.dez. 2008) uma noticia dando conta de que “mulheres que fizeram aborto têm 30% mais chance de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso”. É a conclusão de uma pesquisa publicada na última edição da publicação científica British Journal of Psychiatry.  

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid286567,0.htm

 “Os pesquisadores, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, dizem que os problemas mentais possivelmente relacionados ao aborto representariam entre 1,5% e 5,5% de todos os problemas mentais verificados nas mulheres”. Eles acompanharam 500 mulheres; e notaram que  ansiedade e abuso no uso de drogas são os problemas mais comuns verificados em mulheres após um aborto.

Segundo a publicação “O estudo não encontrou nenhuma evidência de que outros problemas relacionados à gravidez possam provocar algum aumento perceptível de problemas mentais”. O coordenador do estudo foi o Dr. David Fergusson, que acredita que “a conclusão da pesquisa pode ter implicações sobre a decisão de se realizar um aborto, já que muitas vezes essa decisão se baseia no possível impacto negativo de seguir em frente com uma gravidez indesejada sobre a saúde mental da mulher”. 

A conclusão dos estudiosos “claramente estabelece um desafio ao uso de argumentos psiquiátricos para justificar o aborto”, disse ele, em declarações publicadas pelo diário britânico The Daily Telegraph.
“Não há nada neste estudo que sugira que a interrupção de uma gravidez esteja associada com menores riscos de problemas mentais que o nascimento”, afirmou Fergusson.

Dr. David Fergusson afirma ainda que: “Para algumas mulheres, o aborto pode ser um evento estressante e traumático que as coloca em um risco modestamente mais elevado de uma série de problemas mentais comuns.”           Outros pesquisadores já chegaram a conclusões semelhantes. A Dra. Wanda Franz, PhD, Professora Associada de Recursos Familiares na Universidade de West Virginia (USA), no seu trabalho que tem por título “What is pos-abortion Syndrome?”, sobre as conseqüências do aborto para a mulher, mostra bem os efeitos psicológicos danosos para a mulher que aborta. Seu trabalho foi traduzido para o português e foi editado pelos “Arquivos Brasileiros de Medicina” ( julho de 1995, vol. 69, nº 7, pp. 359-361). 

Quais são os problemas que uma mulher que provocou um aborto deve encarar? Antes de tudo e principalmente, a necessidade de enfrentar a realidade de ter provocado um aborto. A verdade é que, quando uma mulher aceita submeter-se a um aborto, ela concorda em assistir à execução de seu próprio filho. Esta amarga realidade que ela tem de encarar, é exatamente o oposto do que a família e a sociedade esperam que as mulheres sejam: pacientes, amorosas e maternais.         

Isso também vai contra a realidade biológica da mulher, que é preparada especialmente para gerar e cuidar do seu filho ainda não nascido. Assumir o papel de “matadora”, particularmente de seu próprio filho, sobre o qual ela própria reconhece a responsabilidade de proteger, é extremamente doloroso e difícil. O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que ele automaticamente induz uma sensação de culpa na mulher.  

         Os terapeutas têm observado pavores irracionais e depressões ligadas às experiências abortistas e chamam o problema de  Síndrome pós-aborto (SPA). O Dr. Vincent Rue comparou-a à desordem ansiosa pós-traumática (DAPT), a qual a comunidade psiquiátrica reconhece como uma reação a longo prazo encontrada nos veteranos da Guerra do Vietnam, que subitamente exibem comportamento patológico anos após a experiência vivida na guerra.      Dr. Rue acredita que a SPA é uma forma de DAPT. A Associação Americana de Psicólogos depois de doze anos reconheceu oficialmente a DAPT como uma entidade clínica.

 A terapeuta Terry Selby, americana,  também acredita que cada abordo produz um trauma na mulher. Ela defende que o aborto é, antes de tudo, um procedimento físico, o qual produz um choque no sistema nervoso e que deve provocar um impacto na personalidade da mulher. Além das dimensões psicológicas, cada mulher que se submeteu a um aborto deve encarar a morte de seu filho que não nasceu, como uma realidade social, emocional, intelectual e espiritual.  

Tanto Selby como a Dra. Anne Speckhard trabalharam com mulheres que tentaram ignorar os efeitos do aborto e ambas acreditam que, quanto maior a rejeição, tanto maior a dor e a dificuldade quando a mulher resolve finalmente enfrentar a realidade da experiência abortiva. 

Como mencionado, Selby acredita que quanto maior a negação, mais graves serão as reações e mais doloroso será o tratamento. David Reardon, em seu levantamento de mais 200 mulheres pertencentes ao movimento de Mulheres Vitimadas pelo Aborto (WEBA), encontra também evidências, em suas observações, de que quanto mais tarde a realidade é admitida, mais difícil é a solução do problema. Assim, a conclusão é que cada aborto tem efeitos prejudiciais sobre a mulher. 

Mesmo que a mulher que abortou um filho, venha a ter outros filhos, jamais esquecerá aquele que ela não deixou nascer. Isto é muito diferente para o pai, o homem, porque ele não gerou este bebê no seu ventre. Não há como a mulher esconder dela este fato; ela sabe; Deus sabe. Cada choro de criança, cada rosto de um bebê, a faz relembrar o fato triste. 

Nenhuma criatura é tão amada nesta terra como o bebê por parte de sua mãe; e nenhuma criatura dependente tanto de outra, como o bebê depende da mãe. É a relação humana mais intensa que a humanidade conhece. A mãe está pronta até a dar a vida por ele. Aliás, até com os animais ocorre assim. Se formos brincar com os pintinhos de uma galinha, ela certamente vai defendê-los, avançando contra nós. Nem a cobra mata os seus filhotes… 

O Dr. Bernard Nathanson, que chefiou a maior clinica de aborto dos EUA, e que lutou para tornar legal o aborto nos EUA, hoje um defensor da vida, afirma que além das conseqüência psicológicas, há as conseqüências físicas do aborto: laceração do colo do útero provocada pelo uso de dilatadores, perfuração do útero, hemorragias uterinas, endometrite pós-aborto, evacuação incompleta da cavidade uterina; insuficiência ou incapacidade do colo uterino, aumento das taxas de cesariana entre outras. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

  

Como é feito um aborto

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 1:23 pm on Thursday, November 27, 2008

Pe. Frank Pavone; diretor da “Priests for Life”

Sábado, Novembro 22, 2008

Tradução de William Murat

Abaixo, segue um vídeo no qual o grande Pe. Frank Pavone explica o que é um aborto. O que o padre descreve deve estar na mente de todos. Quando vemos um médico utilizando um fórceps para desmembrar uma criança ainda no ventre de sua mãe é que realmente podemos ter uma idéia da realidade cruel e hedionda do que é um aborto.

Caem por terra quaisquer argumentos do tipo “é minha escolha” ou “é meu corpo”. Por mais que queiram negar ou que queiram mascarar sob uma retórica vazia, cada aborto é uma vida que é brutalmente interrompida.

Temos que mostrar a realidade crua do aborto.

William Murat

Acessem: http://contra-o-aborto.blogspot.com/2008/11/pe-frank-pavone-como-feito-um-aborto.html

Mensagem do Presidente do Uruguai contra o aborto

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:17 am on Monday, November 17, 2008

O Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez  vetou a lei que descriminalizaria o aborto; sua mensagem é motivo de orgulho para o Uruguai e um exemplo para o Brasil e todo o mundo; segue abaixo:  “Há consenso de que o aborto é um mal social que deve ser evitado. Todavia, nos países em que o aborto foi legalizado, sua prática aumentou. Nos Estados Unidos, nos dez primeiros anos, o número de abortos triplicou e o número se mantém: o costume instalou-se. O mesmo se sucedeu na Espanha. “A legislação não pode desconhecer a realidade da existência da vida humana em sua etapa de gestação, tal como de maneira evidente é revelado pela ciência. A biologia evoluiu muito.(…) O verdadeiro de civilização de uma nação mede-se pelo modo como são protegidos os mais necessitados. Por isso deve-se proteger aos mais fracos. Porque o critério já não é mais o valor do sujeito em função dos afetos que suscita nos demais, ou da utilidade que ele oferece, senão o valor que resulta de sua simples existência. “Esta lei afeta a ordem constitucional (artigos 7o, 8o, 36o, 40o, 41o, 42o, 44o, 72o e 332o) e compromissos assumidos por nosso País em tratados internacionais, entre outros o Pacto de San José da Costa Rica, aprovado pela lei n. 15.737 de 8 de março de 1985, e a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela lei n. 16.137 de 28 de setembro de 1990.(…) 

Com efeito, o Pacto de San José da Costa Rica — convertido ademais em lei interna como maneira de reafirmar sua adesão à proteção e vigência dos direitos humanos — contém disposições expressas, como seu artigo 2o e seu artigo 4o, que obrigam nosso País a proteger a vida do ser humano desde sua concepção. Ademais, outorgam-lhe o status de pessoa. (…) 

O projeto ademais qualifica erroneamente, e de maneira forçada, contra o senso comum, o aborto como ato médico, ignorando declarações internacionais, como as de Helsinque e de Tóquio, que foram assumidas no âmbito do MERCOSUL, que vêm sendo objeto de internalização expressa em nosso país desde 1996, e que são reflexo dos princípios da medicina hipocrática, que caracterizam o médico por atuar em favor da vida e da integridade física”. A mensagem de veto do presidente uruguaio Tabaré Vázquez, contra a lei que liberaria o aborto, pode ser lida na íntegra no seguinte endereço:http://www.presidencia.gub.uy/_Web/proyectos/2008/11/s511__00001.PDF  

Para parabenizar o presidente Vázquez pela brilhante mensagem de veto: Correio eletrônico:presidente@presidencia.gub.uy Telefone:Do Brasil: 00 21 598 2 150 Fax:Do Brasil: 00 21 598 2 150 3000      

Prova do Enade (MEC) fez apologia do aborto

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:10 am on Sunday, November 16, 2008

A “Folha de São Paulo”  (15.nov. 08) noticiou que os “advogados da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) avaliam que uma questão do último Enade, exame oficial do Ministério da Educação para universitários, fez apologia ao aborto. Por isso a CNBB estuda a possibilidade de ir à Justiça contra o MEC. 

A pergunta, de número quatro, do exame de história do ENADE (Exame Nacional de Estudantes), realizado dia 09 de nov.  em todo o país, fez apologia do aborto.  O enunciado explicava que os países da União Européia estão reunindo suas “melhores leis a favor das mulheres”. Em seguida, perguntava que temas deveriam estar presentes na legislação, de modo a assegurar a “inclusão social das cidadãs”. 

De acordo com o gabarito oficial do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação), acertou quem marcou a letra A: “aborto e violência doméstica”.         “Os autores da prova e os responsáveis por ela cometeram, no mínimo, os crimes de incitação ao crime e apologia do crime, previstos no Código Penal. Tirando os casos permitidos por lei, o aborto é crime no Brasil”, diz o advogado da CNBB Felipe Zanchet Magalhães.
         O advogado disse que não haveria problema se o aborto tivesse sido mencionado como algo que está em discussão pela sociedade. “Não foi o que ocorreu na prova, que apresentou ao adolescente de forma impositiva e determinista um ponto de vista considerado criminoso”, afirma. 

A CNBB pode apresentar o problema ao Ministério Público, que também terá de estudar a questão para resolver se apresentará uma ação à Justiça contra os realizadores da prova.
Nitidamente o governo atual aprova e estimula a aprovação do aborto, especialmente por parte do Ministério da Saúde (ministro Temporão ) e Secretaria Especial da Mulher, ligada à Presidência da República (ministra Nilcéia Freire). O próprio Presidente da Republica já se pronunciou favorável à aprovação do aborto como um medida de “saúde pública”.É de todo lamentável que o MEC use uma prova nacional, onde cerca de 450 mil estudantes participaram, para fazer apologia do aborto numa prova de História. O assunto é ideológico e nada tem a ver com a matéria argüida. É preciso que os que defendem a vida se manifestem com firmeza contra isso. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Uma grande lição para a América do Sul

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:27 pm on Friday, November 14, 2008

      

 

         O Congresso do Uruguai infelizmente aprovou, tanto na Câmara dos Deputados (por um voto de diferença) como no Senado, a descriminalização do aborto naquele pais; aprovando a chamada “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva”, um eufemismo cínico e hipócrita usado para não se pronunciar a palavra aborto.  

         Mas, graças a Deus, como era esperado, o Presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, vetou o trecho da “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva” que descriminaliza a prática do aborto até o terceiro mês de gestação.  

O Presidente Vázquez é médico e católico, e coerente com sua fé, já havia anunciado que vetaria o artigo por motivos filosóficos e éticos. Dificilmente o Congresso uruguaio conseguirá derrubar o veto do Presidente, pois os pró-aborto precisarão obter 3/5 dos votos na Câmara e no Senado para derrubar o veto, algo que será muito difícil.  

O debate inflamou o país nas últimas semanas. Ativistas diziam que Vázquez não deveria contrariar sua própria base, mas ele se manteve firme e coerente com sua fé e com o ensinamento da Igreja. Os bispos do Uruguai deixaram claro que os parlamentares católicos que votaram a favor do aborto estão automaticamente excomungados, fora da Igreja Católica, como prevê o Código de Direito Canônico. Infelizmente parece que uma punição tão grave e que ameaça a salvação eterna da pessoa, já não significa mais nada, embora seja real.  

Damos graças a Deus pela coragem, coerência e firmeza do Presidente do Uruguai, que se mostra verdadeiramente católico e filho fiel da Igreja. É um exemplo para os Presidentes dos demais países da América do Sul que diante do microfones se dizem católicos, mas que na prática muitas vezes agem de maneira contrária aos princípios morais ensinados por Cristo e pela Igreja.  

A terrível ameaça da aprovação do aborto paira sobre todos os paises da América Latina – uma vez que na Europa já foi aprovado em quase todos. Somente uma ação conjunta da Igreja no Brasil – especialmente com a CNBB mobilizando como está fazendo o povo para essa luta – poderemos evitar que essa desgraça atinja nosso país e o solo desta Terra de Santa Cruz seja encharcado de tanto sangue inocente. Deus nos livre e proteja. Que Nossa Senhora da Aparecida não o permita.  

Prof. Felipe Aquino –www.cleofas.com.br  

 

 

Next Page »