Debate sobre células tronco na TV

Arquivado em: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 10:29 pm on Sexta-feira, Abril 18, 2008

 ” AS PROMISSORAS PESQUISAS COM

CÉLULAS -TRONCO ADULTAS”

será o tema da Tribuna Independente do dia 21 DE ABRIL,

segunda-feira  às 22h00

 Rede Vida

 O Prof. Dr. IVES GANDRA MARTINS, receberá  os seguintes convidados:

Prof. Dr. JOSÉ RENATO NALINI - Desembargador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Profª DRA. ALICE TEIXEIRA FERREIRA - Médica, Doutora em Biologia Molecular.

Profª DRA. LILIAN PIÑERO EÇABiomédica,  Doutora em Biologia Molecular .

Participe, enviando suas perguntas por fax  (0xx17) 3355-8432

ou e-mail: acea@acea.org.br / tribunasp@redevida.com.br

Não permitam que “dourem a pílula” - Lilian Piñero Eça

Arquivado em: Ciência e Fé, Bioética — Prof. Felipe Aquino at 4:01 pm on Quarta-feira, Abril 9, 2008

A panacéia envolvendo o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas e terapia no Brasil começou há quase três anos, no dia 24 de março de 2005, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem dar tempo nem chance à população brasileira como um todo, nem mesmo a cientistas, religiosos e advogados, entre outros, de debater amplamente o tema como a causa exige, sancionou a Lei da Biossegurança. Essa lei não é específica para células-tronco; regula, também, a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos. Ou seja, quem deliberou sobre a soja transgênica, também atuou na liberação das pesquisas com células-tronco. A partir daí, o uso de células-tronco embrionárias se tornou o remédio de todos os males no país, a despeito de serem as pesquisas com células adultas as que apresentam resultados mais promissores no mundo.

Por sorte momentânea dos brasileiros, no meu entender, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do artigo 5º da Lei de Biossegurança. Ao ler isso, você pode estar se perguntando, por que uma pesquisadora de células-tronco tem esse posicionamento? Porque não é verdade que o estudo de células-tronco vai favorecer o povo brasileiro. Eu pergunto:

1. Você acredita ser verdade que para o Brasil não ficar atrasado, retroagir, precisa copiar ações que não deram certo, como os estudos com células-tronco embrionárias realizadas nos EUA há 15 anos, com muita verba, mas mesmo assim até hoje milhares de pessoas continuam paraplégicas?

2. Você sabia que para cultivar essas células do embrião humano, com 100 células, são necessárias camadas alimentadoras de outros fetos? E que essas células de seu embrião congelado, em um mês vão atingir milhões de células, com o DNA de sua família, podendo se transformar em linhagens que poderão ser patenteadas?

3. Você sabia que é mentira que o embrião humano congelado é inviável após 3 anos? Se fosse, não seria congelado.

4. Você sabia que a célula do câncer é uma célula adulta que resolve voltar a ser embrião? Portanto desde 2006 existem técnicas para os pesquisadores estudarem os mecanismos para a chegarem à cura das doenças por meio de células-tronco-adultas? (Yamanaka,S – 2006 e 2007)

5. Você sabia que ao tirar o embrião do corpo feminino ocorre uma queda abrupta hormonal, afetando a secreção dos neurotransmissores e, como resultado, a depressão entre outros efeitos colaterais?

6. Você sabia que um dos maiores comércios do U.S.A. é o ABORTO?

7. Você acha certo o que está escrito no texto abaixo?

“Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações (da pesquisa). Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento. Não adianta você dizer: “Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado. A gente tenta dourar um pouquinho a pílula”.( Jornal Folha de S.Paulo, 01 de abril de 2007)

Homens e mulheres brasileiras: não permitam que “dourem a pílula” através de seu embrião!!!!

* Profª Drª Lilian Piñero Eça, é presidente do Instituto de Pesquisas de Células–Tronco e integrante do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto.

(C) 2008 CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Regional Leste 1

Novos Tratamentos com células tronco ADULTAS

Arquivado em: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 3:32 pm on Terça-feira, Abril 8, 2008

Muitos bons resultados de pesquisas têm sido apresentados pelos pesquisadores com células tronco ADULTAS, obtidas de várias partes do corpo, sem a necessidade de se usar embriões humanos e matá-los.  

Tratamento de Parkinson e Alzheimer A “Folha on line” (07/04/2008 - 18h23) noticiou que cientistas dos EUA tratam Parkinson com células-tronco ADULTAS “reprogramadas”.   A noticia foi dada pela France Presse, em Chicago. A terapia com células-tronco adultas obtidas a partir de células da pele reduziu consideravelmente os sintomas do mal de Parkinson em ratos. Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica Whitehead em Cambridge, Massachusetts, utilizaram uma técnica recente para reconstruir células-tronco a partir de células da pele e depois tratarem as cobaias que sofriam dessa doença neurológica degenerativa.

O mal de Parkinson é uma desordem que afeta ou provoca a morte dos neurônios, caracterizada pela lentidão nos movimentos voluntários, debilidade e rigidez muscular e tremor rítmico dos membros. As células-tronco adultas “reprogramadas” fazem as vezes das embrionárias, e poderiam substituir neurônios perdidos ou afetados.

Disse o Dr. Marius Wering, principal autor da pesquisa divulgada na revista científica “PNAS”, publicada pela Academia de Ciências dos EUA, que: “É a primeira demonstração de que as células reprogramadas (adultas) podem se integrar ao sistema cerebral ou ter um efeito positivo sobre uma doença neurodegenerativa”.A terapia celular é apresentada como promissora para as enfermidades neurodegenerativas como o mal de Parkinson e o de Alzheimer, já que as células-tronco (adultas) têm a capacidade de se diferenciar no corpo, substituindo as células mortas ou afetadas pela doença.

No entanto, o uso de células-tronco embrionárias gera controvérsia devido às implicações éticas. No final de 2007, cientistas americanos e japoneses anunciaram haver concebido métodos para reprogramar as células da pele, dando a elas características das células-tronco embrionárias. As experiências dos pesquisadores do Instituto Whitehead demonstraram pela primeira vez em animais que as células-tronco reprogramadas atuam como se pensava.

O Dr. James Thomson, americano pioneiro no estudo das células tronco embrionárias, abandonou este estudo e passou a estudar as células tronco adultas, porque a embrionárias provocam rejeição no paciente e geram câncer. As equipes científicas do japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kioto, e do americano James Thomson, da Universidade de Wisconsin, publicaram nas revistas Cell e Science, respectivamente, a obtenção de células tronco mãe (adultas) a partir de células somáticas da pele, ao invés de partir de um embrião humano que é destruído no processo.

Tratamento de tetraplégico

Outra noticia de Portugal diz que o jovem Paul Rudat, 22 anos, ficou tetraplégico após um acidente de carro. Em 2007 Paul submeteu-se a uma cirurgia experimental, em Portugal, com o uso de células-tronco adultas retiradas do nariz do paciente. Paul já está andando com auxílio de muletas. Se desejar pode ver o vídeo em http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/04/07/celulas-tronco-curam/

Tratamento para articulações, joelho e quadril
Outro sucesso com células tronco ADULTAS foi obtido pelos pesquisadores da Universidade de Illinois em Chicago; conseguiram transformar células-tronco ADULTAS em osso e cartilagem, formando a estrutura esférica de uma articulação encontrada na mandíbula humana, com sua forma e composição de tecidos característicos.  

Os pesquisadores usaram células-tronco mesenquimais ADULTAS retiradas da medula óssea de ratos. A medula óssea é o tecido interno e esponjoso de ossos longos como o fêmur e a tíbia, os ossos da perna. O procedimento foi testado em animais e poderá para frente ser usado para regenerar a estrutura esférica de articulações da mandíbula, joelho e quadril que tenham sido danificadas por lesões ou doenças como artrite.  

O Dr. Jeremy Mao, diretor do Laboratório de Engenharia de Tecidos da Universidade de Ilinois em Chicago, e professor-associado de bioengenharia e ortodontia, disse que: “Esta é a primeira vez que um côndilo articular de forma humana com tecidos semelhantes a cartilagem e osso foi cultivado a partir de uma única população de células-tronco adultas”. “Nossa meta final é criar um côndilo que seja biologicamente viável - uma estrutura de tecido vivo que se integre ao osso existente e funcione como uma articulação natural.”  

Enquanto a terapia com células tronco ADULTAS, dão cada vez melhores resultados, já sendo pesquisadas no tratamento de 75 enfermidades, as células tronco embrionárias até hoje não deram nenhum bom resultado, ao contrário, apenas tem gerado teratomas, tumores cancerígenos. Infelizmente, ou maldosamente, muitas noticias sobre o sucesso com células tronco ADULTAS, não deixam claro isso, levando o povo a pensar que se trata de células tronco embrionárias. É urgente esclarecer a população sobre este ponto.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

  

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Arquivado em: Bioética, Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:49 pm on Segunda-feira, Março 31, 2008


Fonte: http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/

Para se amplamente divulgado!!


Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ontem, numa bela manhã iluminada por um sol de outono, estive na Praça da Sé (capital paulista) a fim de participar de uma manifestação contra o aborto, organizada pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto e por várias outras entidades anti-abortistas.

Ao chegar àquela enorme Praça, deparei-me com um mar… de gente. A Praça da Sé já estava lotada, mas, como novas ondas, chegava gente de todos os lados. Uma hora depois, aquele enorme espaço encontrava-se lotadissimo.

Fiquei surpreso com quantidade de jovens entre os manifestantes. Todos com entusiasmo bradando contra a legalização do aborto no Brasil (devido ao Projeto de Lei 1135/91), muitos sustentando faixas com frases contundentes como, por exemplo, essas duas que anotei:

“Mãe, estou dentro de seu ventre para que me defendas, e não para que me mates”.

“Não queremos que a bandeira brasileira seja manchada com o sangue do aborto”

Com efeito, tramita no Congresso Nacional o PL 1135/91 que legaliza o aborto em nosso País, em qualquer caso e até o 9º mês de gravidez (desde a concepção até o momento do parto…). Será, portanto, a legalização do crime!

Alerta!

Temos que ficar com a atenção redobrada, pois, possivelmente, nos próximos meses votar-se-á o nefando projeto. Sabemos que a esmagadora maioria do povo brasileiro é contra o aborto — uma recente pesquisa do “Datafolha” confirma isso: 87% dos entrevistados se posicionaram contra a ampliação da Lei do Aborto —, mas não podemos ser otimistas e imaginar que, uma vez que estamos num País democrático, os congressistas votarão de acordo com essa imensa maioria. Quantos e quantos projetos foram aprovados à revelia da maioria da população!

“Patrulhamento ideológico” da esquerda

Esperamos que os parlamentares — já que se dizem “democráticos — entendam bem o representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé nesse memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos midiatícos que “não viram” e sabotaram essa grande manifestação de milhares de entendam bem o representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé nesse memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos midiatícos que “não viram” e sabotaram essa grande manifestação de milhares de brasileiros.

Parece que a grande mídia só tem olhos para ver pífias e diminutas passeatas de abortistas. Estes, sim, têm voz e vez e muito espaço na mídia.

Por que? Certamente porque tais órgãos midiatícos são insensíveis ao “grito silencioso” dos nascituros que são trucidados todos os dias pelas práticas abortistas — crimes verdadeiramente hediondos!

Uma nova e tirânica inquisição

Uma tremenda contradição: o Estado que é totalmente contrário à pena de morte (até de assassinos que cometeram os mais hediondos crimes), se aprovado o acima mencionado Projeto de Lei, aprovará a pena de morte de inocentes que se encontram no ventre materno. Precisamente a matança daqueles seres mais inocentes e que mais necessitam da proteção do Estado, pois se encontram indefesos. Haja hipocrisia!

* * *

Tanto pelas faixas levantadas na Praça da Sé, como por pronunciamentos de oradores, houve também protestos contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, uma vez que a vida inicia-se na concepção (vide o “post” abaixo, intitulado “Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra”). Se aprovadas tais pesquisas, abrir-se-ao de par em par as portas para a ampliação da lei do aborto — lei assassina (conforme o slogan de uma outra faixa).

Seguem algumas das fotos que tirei dessa grande manifestação que, se Deus quiser — e Ele quer… —, se repetirá em outras cidades.


Na foto: Dra. Alice Teixeira, professora associada de Biofísica da UniFESP/EPM na área de Biologia celular


“EM NOME DA CIÊNCIA, PAREM…”

Arquivado em: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 8:57 pm on Terça-feira, Março 25, 2008

 

 

O biólogo francês Dr. Jacques Testard, pesquisador do Inserm, Instituto Especializado em Inseminação Artificial, membro da equipe do Hospital Antoine-Belcere, em Clamart (subúrbio parisiense), e um dos melhores especialistas mundiais em fecundação “in vitro”, concedeu entrevista publicada na FOLHA DE SÃO PAULO em 8/3/1987. Ele decidiu parar com suas pesquisas com embriões humanos porque considera que a pesquisa científica tem de reconhecer os limites que a ética e a dignidade hu¬mana impõe ao estudioso. Publicamos, a seguir, o texto de Jacques Testard juntamente com a introdução que o jornalista Milton Blay redigiu para a FOLHA.  

Foi a primeira vez que um cientista especializado nas técnicas da procriação artificial mostrou “vivas inquietudes” face à evolução de sua disciplina e propôs uma “moratória internacional”. “Eu não irei mais longe. Não tentarei outras “premières”. Minha última proeza foi o congelamento de embriões humanos.” 

Jacques Testart disse que “Trata-se de uma posição minoritária no mundo científico. Outros continuarão. Não porque sejam melhores, mas pela vontade de ver seus nomes nos jornais e aparecer na televisão. Eu reivindico uma lógica de “não descoberta”, uma ética de “não-pesquisa”. Sei que será um “suicídio profissional”, mas não faz mal: chegou a hora de dizer em alto e bom tom que não existe pesquisa neutra e que só suas aplicações são boas ou ruins. Este postulado é mentiroso e perigoso. Se me demonstrarem que uma única vez uma descoberta que correspondia a um desejo não foi aplicada, então recomeçarei…”. 

A  Entrevista 

“Folha – Cinco anos após o nascimento de Amandine, o primeiro bebê-proveta francês, fecundado “in vitro” pela equipe do Hospital de Clamart, o senhor anuncia no livro “Oeuf Transparent” (“Ovo Transparente”, em português, da “Édition Flammarion”) que “ viveremos o momento da pausa da auto-limitação do pesquisador”. Por quê? 

Jacques Testart – Se prosseguirmos, chegaremos rapidamente a uma nova situação, que nada tem a ver com a primeira função da fecundação “in vitro”: responder a um diagnóstico e dar um filho a um casal estéril. Amanhã veremos nascer o bebê “prêt-à-porter” e, dentro de alguns anos, poderemos oferecer ovos “à la carte”, com sexo determinado, em conformidade com normas garantidas. Nossos filhos serão escolhidos como cachorros no canil: cor de pelo, tamanho das patas, forma das orelhas. Eu não pretendo, por exemplo, cortar um ovo humano em dois, retirar uma ou várias células de um óvulo fecundado para determinar o sexo da criança a nascer ou para fazer o diagnóstico de uma anomalia genética. Prefiro dedicar-me ao aperfeiçoamento das técnicas existentes e a desenvolver, nos animais, os estudos sobre congelamento dos óvulos. 

Folha – Qual é exatamente o perigo? 

Testart – A perspectiva do bebê sob medida me inquieta. Uma equipe científica multidisciplinar francesa anunciou recentemente a descoberta de uma técnica de diagnóstico do sexo dos embriões bovinos. É um primeiro passo para a determinação futura do sexo do embrião humano. No início, esta técnica será proposta como um progresso médico para as doenças hereditárias ligadas ao sexo. Depois, as pessoas passarão a se interessar pela fecundação “in vitro” para escolher o sexo dos seus filhos e os especialistas serão tentados a “fabricar” gêmeos. Um dia saberemos agir sobre o embrião e assim substituir um gene por outro, para corrigir tal ou tal malformação. Então, o termo “fabricar bebês” perderá as aspas. Encontramo-nos diante de uma encruzilhada: seguir adiante significa satisfazer, a médio prazo, o sonho dos biólogos de fazer homens sob medida, na mais perfeita lógica hitleriana. A técnica nos oferecerá “ovos à la carta”. E no cardápio biogenético as propostas serão infinitas: podemos imaginar a fecundação do óvulo pelo óvulo (sem a presença do espermatozóide), a auto-procriação feminina (que permitirá à mulher ter um filho que será sua cópia genética), a gestação humana no ventre de um animal, e até, por que não, a gravidez masculina. 

Folha – Existem na França e em outros países que praticam a fecundação “in vitro” comitês de Ética encarregados de estudar este tipo de problema. Por que eles não se manifestam? 

Testart – Os comitês de Ética, que não têm poder legal, também se sentem ultrapassados pelos avanços científicos. Por exemplo, eles ainda não se manifestaram sobre o congelamento de embriões, que se tornou corriqueiro. Quando uma mulher engravida, o que fazer com os embriões congelados? Na falta de resposta nós decidimos caso por caso, de comum acordo com o casal. 

Em setembro de 84, a equipe do Hospital Belcere publicou um método de micro-injeção de espermatozóide no óvulo. O comitê de Ética respondeu negativamente, dizendo que era prematuro e pedindo novos estudos em animais. Resultado: hoje, na França, várias equipes aplicam esta técnica, sem terem aguardado nossas conclusões.Assistimos atualmente a uma tal volúpia entre as equipes médicas que ninguém respeita as regras éticas, ninguém tem tempo para perder com reflexão. Por isso proponho uma moratória imediata das experiências”. 

Comentário do Prof. Felipe Aquino: Embora a Igreja não concorde com a inseminação artificial para pessoa humana, e também não concorde com o congelamento de embriões humanos e sua manipulação, a entrevista do Dr. Testart mostra, desde 1987, isto é, há 20 anos, os perigos que representam a manipulação dos embriões humanos. Mostra também que o desrespeito à ética e `a dignidade humana acontece por conta de “uma tal volúpia entre as equipes médicas que ninguém respeita as regras éticas”. O melhor seria dizer: “Em nome de Deus, parem…” 

 

 

Próxima Página »