São expulsos os que perdem seus atributos físicos

Por Carmen Elena Villa

LOS ÁNGELES, domingo, 5 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Uma rede social em que “não se aceitam os feios” e em que recentemente foram expulsos 5.000 membros por terem subido de peso lançou a recente oferta de doadores de óvulos e esperma para a possibilidade de gerar filhos bonitos.

Trata-se do site denominado Beautiful People (Gente bonita, N. do T.), que busca “fortalecer as probabilidades de se ter um filho belo”, explica a própria página na internet.

A rede Beautiful People nasceu na Dinamarca em 2002 e agora está presente em 190 países do mundo. Seus integrantes defendem a ideia dos doadores para bebês bonitos como uma “causa nobre”. O diretor do site, Greg Hodge, disse à agência AFP que se trata de “uma oportunidade que damos a todos os casais e mulheres solteiras com problemas de fecundação”.

Os aspirantes a pertencer a esta rede são aceitos após enviar uma fotografia e “criar um perfil onde as mulheres serão votadas pelos homens e os homens, pelas mulheres”, explica o diretor.

ZENIT falou com o médico ginecologista Carlos Alberto Gómez Fajardo, especialista em bioética, que assegurou que qualquer mecanismo de fecundação assistida “impõe a obtenção do filho como desejo feito possível pela tecnologia e como direito”.

Hodge qualificou o site que ele dirige como “muito democrático”, porque “reflete que a beleza é algo subjetivo, porque temos de todos os gostos, todas as origens étnicas e culturasi”.

Por sua parte, o doutor Richard Paulson, chefe da Divisão de Endocrinologia Reprodutiva e Fertilidade da Universidade do Sul da Califórnia, considera que esta proposta esbarra na “mentalidade eugenésica e abortista”, que “cresce no no terreno da ideologia light, em que ninguém parece se perguntar sobre a realidade: a condição pessoal humana de cada um dos milhares de embriões que são destruídos nos processos”.

 

ROMA, 25 Nov. 09 (ACI) .- Rom Houben sofreu um acidente automobilístico em 1983 e os médicos o declararam em coma irreversível. Faz três anos, ele “voltou a nascer” graças a que uma verificação especial revelou que tinha o corpo paralisado mas seu cérebro funcionava quase totalmente.

 

Com a ajuda de um teclado especial, Houben –hoje de 46 anos de idade– comoveu a sociedade belga ao revelar que desde que despertou depois do acidente sempre esteve consciente mas ninguém o escutava.

 

“Eu gritava mas ninguém me escutava”, declarou Houben à revista alemã Der Spiegel e explicou que se sentia encerrado em um corpo que não respondia, por isso devia lutar com a impotência de ver os doutores e enfermeiras tentando falar com ele antes que perdessem todas as esperanças.

 

No ano 2006 um exploratório revelou que embora Houben estivesse paralisado, seu cérebro funcionava quase em sua totalidade. “Nunca esquecerei o dia em que me descobriram. Foi como voltar a nascer”, declarou.

 

A história de Houben foi revelada esta semana graças a um ensaio do doutor Steven Laureys, da Universidade de Liege, quem assegura que em 40 por cento dos casos de diagnóstico de estado vegetativo, um estudo mais exaustivo revela sinais de consciência.

A equipe de Laureys treinou Houben para comunicar-se com a ajuda de um teclado especial.

Houben hoje está com vida graças também aos seus pais que resistiram a aceitar que seu filho estava em estado comatoso ou vegetativo.

 

Sua mãe o levou cinco vezes aos Estados Unidos para que fizessem exames e foi ela quem encontrou o doutor Laureys. Com a ajuda do teclado, Houben começou a escrever suas memórias e embora sua paralisia seja severa, agora já pode comunicar-se com seus seres queridos.

A revista “Pergunte e Responderemos” (Ed. Lumen Christi), na sua edição de março de 1993, trouxe um artigo sobre o processo que impressionou as cortes judiciárias norte americanas, envolvendo o casal Júnior Davis e Mary. Mary não conseguia engravidar, então o casal tentou a fecundação “in  vitro”.

 

Nove óvulos de Mary foram fecundados em proveta com o sêmen do marido. Dois dos óvulos fecundados foram implantados no útero de Mary, mas não sobreviveram. Os outros sete foram congelados para implantação futura.

 

Aconteceu que pouco depois desta última tentativa de ter filhos, o casal David – Mary pediu o divórcio. Surgiu então a questão: de quem seria a posse dos embriões congelados? O advogado de Mary defendia que cada um dos embriões é um ser humano e que devia ser confiado à tutela da genitora, ao passo que o advogado de Davis afirmava que se tratava de apenas um pré-embrião ou de uma “coisa”, que pertencia ao pai.

 

Para solucionar a questão o Dr. Jérôme Lejeune, descobridor da Síndrome de Down (“mongolismo”),  geneticista francês de fama mundial, falecido no início de 1995, foi chamado da França aos Estados Unidos para oferecer suas informações ao juiz. Era uma tarefa sem precedentes na história da humanidade!

 

Em Maryville, o Dr. Lejeune reafirmou sua tese de que “o embrião é um ser humano, independentemente da sua idade; não é um “bem” ou alguma coisa que possa ser tratada como um objeto sem vida”. Portanto, os sete embriões deveriam ser entregues a um curador que tutelasse os seus direitos humanos, enquanto não fossem implantados no seio de uma mulher.

O juiz seguiu o parecer do geneticista e nomeou procurador dos embriões o Chefe do Laboratório que os tinha congelado. Os embriões deveriam ser entregues à sua mãe, a Sra Mary, visto não serem objetos de propriedade, considerando-se que a vida humana tem seu início no momento da fecundação. Foi a célebre decisão do juiz de Maryville.

 

Este caso traz de volta a questão: a que momento tem início a vida humana? Logo no encontro do óvulo com o espermatozóide, como sempre defendeu a Igreja? Esta questão, passou agora a ser também uma questão jurídica. Os embriões congelados do casal divorciado são simples “coisas”, ou deveriam ser reconhecidos como seres humanos vivos?

 

O debate entre o Dr. Lejeune e o advogado do marido de Mary foi muito interessante. O advogado lhe pergunta:

“Que é um embrião, do ponto de vista ético, filosófico e legal? Em seus estudos, o Sr. chegou à convicção muito firme de que o embrião recente ou simplesmente embrião é um ser humano como o Sr. o descreveu ?”

 

Ao que o Dr. Lejeune respondeu-lhe:

“Sim. Não conheço um cientista que tenha chegado à opinião de que se trata de um bem móvel. Nunca ouvi um dos meus colegas (nossas opiniões divergem em muitos pontos), nunca ouvi um deles dizer a mim ou a outros que um embrião congelado era propriedade de alguém, que podia ser vendido, que podia ser liquidado como um bem qualquer. Nunca, nunca ouvi isso”.

 

Em outro instante o geneticista afirma :

“O que define um ser humano é o fato de ser membro da nossa espécie . Assim, quer seja extremamente jovem (um embrião), quer seja mais idoso, ele não muda de uma espécie para outra. Ele é da nossa estirpe. Isto é uma definição. Diria, muito precisamente, que tenho o mesmo respeito à pessoa humana, qualquer que seja o número de quilos que pese, ou o grau de diferenciação das células”.

O Dr. Jérôme Lejeune escreveu um livro sobre esta questão de Maryville, o qual nos levam a três importantes conclusões: 1- o ser humano, segundo o geneticista, se define como um óvulo fecundado que traz em si todo o patrimônio genético da espécie humana; 2 – a idade não interfere na definição do ser humano; tenha horas apenas, tenha dias, meses ou anos, é um ser humano; e, 3 – nenhum homem de ciência em nossos dias, segundo o geneticista, sustenta a tese de que um embrião congelado possa ser propriedade de alguém como um bem móvel.

 

O que mais me impressionou em tudo isto foram as palavras de Mary Davis ao juiz, pedindo-lhe que, se a justiça lhe recusasse o direito de desenvolver a vida dos embriões, ela pediria que “ao menos a vida não lhes fosse retirada…” Disse que preferiria ver seus filhos educados por outra mulher, a vê-los abandonados na geladeira. (Um homem é um homem , PR n° 326, pgs. 98 a 104).

 

É clara a posição da Igreja Católica sobre isto. A  Donum Vitae, da Congregação para a Doutrina da Fé diz:

“As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Essas técnicas (inseminação e fecundação heterógeneas) lesam  o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo  casamento. Elas traem o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro” (intr. 2).

 

O Catecismo da Igreja afirma:

“Praticadas  entre  casal,  essas  técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos  claras  a  um juízo  imediato, mas  continuam  moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência  dos filhos    não  é  um  ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos  e biólogos, e instaura um domínio  da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana.

A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é  querida  como  o  fruto  do  ato  conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos… Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal  e  o  respeito  pela  unidade  do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa humana”(DV,2,4; CIC,2376-2377).

O caso deste casal francês e os ensinamentos da Igreja  mostram as razões pelas quais a vida não pode estar sujeita às manipulações dos médicos e dos cientístas. A vida é sagrada”,  é obra  de Deus, e portanto, só Ele pode dispor dela como desejar.

 

 ” AS PROMISSORAS PESQUISAS COM

CÉLULAS -TRONCO ADULTAS”

será o tema da Tribuna Independente do dia 21 DE ABRIL,

segunda-feira  às 22h00

 Rede Vida

 O Prof. Dr. IVES GANDRA MARTINS, receberá  os seguintes convidados:

Prof. Dr. JOSÉ RENATO NALINI – Desembargador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Profª DRA. ALICE TEIXEIRA FERREIRAMédica, Doutora em Biologia Molecular.

Profª DRA. LILIAN PIÑERO EÇABiomédica,  Doutora em Biologia Molecular .

Participe, enviando suas perguntas por fax  (0xx17) 3355-8432

ou e-mail: acea@acea.org.br / tribunasp@redevida.com.br

A panacéia envolvendo o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas e terapia no Brasil começou há quase três anos, no dia 24 de março de 2005, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem dar tempo nem chance à população brasileira como um todo, nem mesmo a cientistas, religiosos e advogados, entre outros, de debater amplamente o tema como a causa exige, sancionou a Lei da Biossegurança. Essa lei não é específica para células-tronco; regula, também, a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos. Ou seja, quem deliberou sobre a soja transgênica, também atuou na liberação das pesquisas com células-tronco. A partir daí, o uso de células-tronco embrionárias se tornou o remédio de todos os males no país, a despeito de serem as pesquisas com células adultas as que apresentam resultados mais promissores no mundo.

Por sorte momentânea dos brasileiros, no meu entender, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do artigo 5º da Lei de Biossegurança. Ao ler isso, você pode estar se perguntando, por que uma pesquisadora de células-tronco tem esse posicionamento? Porque não é verdade que o estudo de células-tronco vai favorecer o povo brasileiro. Eu pergunto:

1. Você acredita ser verdade que para o Brasil não ficar atrasado, retroagir, precisa copiar ações que não deram certo, como os estudos com células-tronco embrionárias realizadas nos EUA há 15 anos, com muita verba, mas mesmo assim até hoje milhares de pessoas continuam paraplégicas?

2. Você sabia que para cultivar essas células do embrião humano, com 100 células, são necessárias camadas alimentadoras de outros fetos? E que essas células de seu embrião congelado, em um mês vão atingir milhões de células, com o DNA de sua família, podendo se transformar em linhagens que poderão ser patenteadas?

3. Você sabia que é mentira que o embrião humano congelado é inviável após 3 anos? Se fosse, não seria congelado.

4. Você sabia que a célula do câncer é uma célula adulta que resolve voltar a ser embrião? Portanto desde 2006 existem técnicas para os pesquisadores estudarem os mecanismos para a chegarem à cura das doenças por meio de células-tronco-adultas? (Yamanaka,S – 2006 e 2007)

5. Você sabia que ao tirar o embrião do corpo feminino ocorre uma queda abrupta hormonal, afetando a secreção dos neurotransmissores e, como resultado, a depressão entre outros efeitos colaterais?

6. Você sabia que um dos maiores comércios do U.S.A. é o ABORTO?

7. Você acha certo o que está escrito no texto abaixo?

“Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações (da pesquisa). Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento. Não adianta você dizer: “Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado. A gente tenta dourar um pouquinho a pílula”.( Jornal Folha de S.Paulo, 01 de abril de 2007)

Homens e mulheres brasileiras: não permitam que “dourem a pílula” através de seu embrião!!!!

* Profª Drª Lilian Piñero Eça, é presidente do Instituto de Pesquisas de Células–Tronco e integrante do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto.

(C) 2008 CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Leste 1