Cientista de Oxford fala de Deus

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 2:21 am on Sexta-feira, Junho 6, 2008

  

A revista Época (09/05/2008 ; Edição nº 520) trouxe uma  entrevista com o Dr. Alister Mc Grath, irlandês, professor de Teologia Histórica  da Universidade de Oxford, na Inglaterra; entre outras coisas ele afirma que “a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue”. Ao contrário de seu colega ateu e propagador do ateísmo, Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”, é um pesquisador cristão.

McGrath não abandona seus estudos científicos. Para ele, a ciência é capaz de explicar o mundo natural, mas não de entender valores e o significado da vida. Ambos são estudiosos das ciências naturais. McGrath tornou-se doutor em biofísica molecular, apresentou trabalhos relevantes e conquistou uma cadeira em Oxford. McGrath e Dawkins se conheciam. Encontravam-se em congressos de biologia e participavam de grupos de discussão sobre ateísmo. Ambos escreviam para a publicação americana Skeptical Magazine.  

A diferença entre eles  é que a mesma ciência levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a falar de Deus. Para combater Dawkins, McGrath publicou no ano passado o livro “O Delírio de Dawkins” (Editora Mundo Cristão), escrito em parceria com a mulher Joanna Collicutt, neuropsicóloga, especialista em teologia cristã. O livro de McGrath vendeu 60 mil exemplares na edição inglesa e foi traduzido para sete idiomas, e o nome de McGrath passou a circular entre os mais influentes da Europa.

A revista Época afirma que: “O mais irônico é que Dawkins, hoje rival, já foi ídolo de McGrath. Na época em que foi aprovado para cursar Biofísica Molecular em Oxford, em 1975, McGrath estava convencido de que a religião era a causa de conflitos e mortes pelo mundo e abraçou o ateísmo. Seu livro de cabeceira, “O Gene Egoísta”, publicado em 1976 por Dawkins, era a bíblia de quase todo universitário”.

Em seu livro, McGrath afirma que Dawkins confunde crença e prática religiosa. “Pode-se crer em algo sobrenatural sem que seja preciso haver prática religiosa”, diz McGrath. “Dawkins confunde tudo e ataca as duas coisas ao mesmo tempo.” O livro de Dawkins traz citações de internet, opiniões, hipóteses e frases de pessoas ilustres. “Ele faz isso para conseguir tecer suas idéias, já que falha na abordagem científica”, diz McGrath.

Dr. Alister considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico. Entre outras coisas ele afirma que “há partes da vida que a ciência não pode explicar” e que “as duas [ciência e fé] podem trabalhar muito bem juntas”. Ele confirma que “há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”. Ele aceita o processo evolutiva do mundo sem excluir Deus.

Mc Grath conta que na juventude esteve “apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo”.  

Sobre Richard Dawkins ele diz que não são amigos, mas apenas professores da mesma universidade. “Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos”.

Mc  Grath afirma que Dawkins se tornou um fanático e que “a sua agressividade é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade”.

Dr. Alister afirma que em seu livro não dá argumentos para acreditar em Deus, mas quer rebater as teses de Dawkins. “A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas”, afirma.

Ao responder a pergunta do repórter se acredita na evolução, McGrath diz discordar de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Ele diz que “não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis”.

Sobre a questão se as pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus, ele responde: “Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto”.

McGrath acha que é importante submeter a fé a um exame crítico. “Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças [no ateísmo] e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas”.

Quando lhe é perguntado quando a ciência não pode explicar Deus, ele responde: “Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas”.

Sobre a pergunta se ele votaria em um candidato ateu, responde: “Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos”.

Dr. Alister Mc Grath é mais um cientista de renome internacional, que juntamente com outros como o Dr. Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma Humano; Dr. Peter Grynn;  Dr. Thomas Woods, e muitos outros, dá um testemunho atual de que a fé não é obstrução para a ciência, ao contrário, a ajuda. Obscurantismo hoje é afirmar que a fé é inimiga da ciência ou um obstáculo em seu caminho. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br    

O QUE A IGREJA DIZ SOBRE PESQUISA HUMANA

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 11:50 pm on Quarta-feira, Junho 4, 2008

 

O episódio da votação da constitucionalidade do uso de embriões humanos para gerar células tronco, com sua consequente destruição, trouxe à baila, mais uma vez, a questão da fé e da ciência, como se fossem opostas. Alguns até andaram dizendo que a “ciência venceu a fé”.  

Em primeiro lugar, é preciso dizer que a ciência e a fé foram dadas ao homem pelo mesmo Deus, que nos deu a inteligência e tudo o mais. O Papa João Paulo II começou a belíssima Encíclica “Fides et Ratio” (Fé e razão) afirmando solenemente que: “A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça vôo para contemplar a verdade”. E o Papa falou do perigo da “fé sem a razão”, que pode desembocar no perigoso fideísmo fanático e anti-intelectual; e do perigo da “razão sem a fé” que leva ao racionalismo frio, materialista, cruel. 

Logo, se a fé for vencida, a ciência também o será, mesmo que isso não fique muito explícito aos descrentes. Ambas são irmãs que caminham juntas e se ajudam reciprocamente. Em meus livros “Ciência e fé em harmonia” e “Uma História que não é contada” (Ed. Cléofas)  pude mostrar com muitos dados esta realidade.  

A Instituição que mais investiu no mundo, ao menos nos primeiros 16 séculos do cristianismo, foi a Igreja católica. Ela preservou os clássicos da Antiguidade, impedindo que fossem destruídos pelo barbarismo; ela fundou escolas e colégios ao lado de cada catedral desde os primórdios; ela fundou as primeiras universidades do mundo, a partir do século XII: Bolonha, Oxford, Sorbone, Salamanca, Cambridge, Coimbra, Montpelier…; ela desenvolveu a astronomia, a música, a arte, o teatro, a medicina, a arquitetura, a matemática, a física… Vejamos as belíssimas catedrais medievais com seus vitrais deslumbrantes, bem como os castelos insuperáveis. Não tem a menor base histórica se afirmar que a Igreja foi ou que seja  obscurantista, isto é, inimiga da ciência ou que a tenha impedido. È um delírio afirmar isso. Os mais famosos historiadores modernos concordam que se não fosse o longo trabalho de dez séculos após a queda do Império Romano do Ocidente (476) nas mãos dos bárbaros, não teríamos hoje a nossa pujante Civilização Ocidental. 

O Catecismo da Igreja ensina com clareza o que a Igreja aceita em termos de procedimentos científicos. Ela aceita tudo que for para o bem da pessoa humana, mas que respeite a sua realidade transcendente de filho de Deus, dotado de uma alma imortal, criada para cada pessoa, individualmente, no momento da sua concepção. O que a Igreja não pode aceitar é que o fruto da ciência seja usado contra a dignidade da pessoa humana. A moral cristã não pode aceitar que “os fins justifiquem os meios” e que “o bem seja feito por um meio mau”. Isto derrubaria a verdadeira civilização. 

Entre outras coisas ela ensina:  

“As experiências científicas, médicas ou psicológicas em pessoas ou grupos humanos podem concorrer para a cura dos doentes e para o progresso da saúde pública”. (Catecismo §2292 )  

“A pesquisa científica de base, como a pesquisa aplicada, constituem uma expressão significativa do domínio do homem sobre a criação. A ciência e a técnica são recursos preciosos que são colocados a serviço do homem e promovem o desenvolvimento integral em benefício de todos; contudo não podem indicar sozinhas o sentido da existência e do progresso humano. A ciência e a técnica estão ordenadas para o homem, do qual provêm a sua origem e crescimento; portanto, encontram na pessoa e em seus valores morais a indicação de sua finalidade e a consciência de seus limites”. (§2293) 

“É ilusório reivindicar a neutralidade moral da pesquisa científica e de suas aplicações. Além disso, os critérios de orientação não podem ser deduzidos nem da simples eficácia técnica nem da  utilidade que possa derivar daí para uns em detrimento dos outros, nem muito menos das ideologias dominantes. A ciência e a técnica exigem, por seu próprio significado intrínseco, o respeito incondicional dos critérios fundamentais da moralidade; devem estar a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com um projeto  e a vontade de Deus”. (§2294) 

“As pesquisas ou experiências no ser humano não podem legitimar atos em si mesmos contrários à dignidade das pessoas e à lei moral. O consentimento eventual dos sujeitos não justifica tais atos. A experiência em seres humanos não é moralmente legítima se fizer a vida ou a integridade física e psíquica do sujeito correrem riscos desproporcionais ou evitáveis. A experiência em seres humanos não atende aos requisitos da dignidade da pessoa se além disso ocorrer sem o consentimento explícito do sujeito ou de seus representantes legais”. (§2295) 

Se essas premissas básicas forem respeitadas, a fé e a razão, a ciência e a pesquisa, caminharão juntas, auxiliando-se reciprocamente, e dando ao homem bens imensos. Vale a pena lembrar o que disse um dia o Papa Paulo VI: “A Igreja é doutora em humanidade”. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

A Igreja é contra a teoria da evolução?

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 4:34 pm on Domingo, Abril 27, 2008

A Igreja não é contra a teoria da evolução, desde que seja entendido que esta evolução foi querida por Deus, programada e executada por Ele. A Igreja também não abre mão de que a alma humana, imortal e racional, é criada diretamente por Deus e colocada na pessoa no instante da sua concepção, quando o óvulo feminino é fecundado pelo sêmen masculino. Dentro dessa ótica, a Igreja aceita a teoria do início do mundo a partir do Big Bang, a grande explosão que teria dado inicio ao universo hoje conhecido. Mas o que é o Big Bang? 

No início do século os astrônomos começaram a mapear o Universo, e descobriram que as galáxias pareciam estar se afastando da Terra com velocidades cada vez maiores, de modo que quanto mais longe estivessem tanto maior era a sua “velocidade de fuga”. Era como se os grupos de galáxias fossem partes de uma explosão acontecida a bilhões de anos. Daí nasceu a teoria do Big-Bang (grande explosão), segundo a qual o Universo começou a partir dos fragmentos desta gigantesca explosão. 

A partir das velocidades relativas, observadas nas galáxias mais distantes, a época da explosão foi calculada em aproximadamente 15 bilhões de anos. Uma matéria ultra-comprimida teria explodido numa nuvem de energia e partículas elementares, aquecidas a uma temperatura inimaginável de bilhões de graus Celcius. Dentro desta esfera havia apenas fótons e nêutrons comprimidos de modo tal que um litro dessa matéria pesaria bilhões de toneladas e tinha a temperatura de 1015 (= 1 seguido de 15 zeros) graus C. Essa esfera teria explodido, jogando no vazio a matéria com a velocidade da luz. 

Apenas um centésimo de segundo após essa grande explosão, a temperatura descera a 300 bilhões de graus C; os fótons e os nêutrons se condensaram em elétrons e núcleos, dando origem a uma massa de hidrogênio incandescente, que aos poucos foi se condensando em galáxias de estrelas. No interior das estrelas, a cerca de 20 milhões de graus, esse hidrogênio foi se transformando em hélio, num processo de combustão que liberava enormes quantidades de energia. Em seguida, num complexo processo de evolução química, esse hélio se converteu em outros elementos (oxigênio, carbono, nitrogênio, ferro…), que se encontram nas estrelas.

 Alguns bilhões de anos após a explosão inicial, originaram-se as estrelas, os planetas, os asteróides e os satélites que constituem o nosso sistema solar e o universo inteiro. Sabe-se hoje que o espaço é perpassado por um campo de radiações, que têm a temperatura de 2,7 graus absolutos (270 graus centígrados abaixo de zero). Essas radiações são o resíduo da radiação muito mais intensa e quente que devia perpassar o universo nas suas fases iniciais de existência. Por efeito do processo de expansão devido ao big-bang inicial, a radiação eletro-magnética originária teve que diminuir a sua temperatura até chegar hoje, 15 bilhões de anos depois, a uma temperatura próxima do zero absoluto.  

A presença dessa radiação, que perpassa o universo e que é prevista pela teoria do big-bang, poderia ser a prova mais convincente desta teoria, que ainda não é aceita por todos os astrônomos e físicos. Um pequeno grupo acredita que o Universo é eterno, isto é, não teve começo e nem terá fim. É a teoria do estado constante. A fé não aceita esta teoria, pois a eternidade do Universo faria dele um Absoluto, um Deus. Só Deus é eterno; só Deus não teve começo e não terá fim. O eterno é perfeito; não evolui, como o Universo evolui, teve início e terá fim.  

Para os físicos modernos, a melhor explicação da origem do universo está na teoria do Big Bang, que tem sido estudada exaustivamente; e a Igreja não a desaprova, desde que se considere o que foi dito acima.  

Prof. Dr. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Do livro CIÊNCIA E FÉ EM HARMONIA

A Imensidão do Universo

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 3:41 pm on Domingo, Abril 27, 2008

 

As mais recentes descobertas astronômicas têm levado os pesquisadores a ver não só a grandeza do universo, mas também a sua ordem e um certo “princípio de finalidade” que parece presidir aos fenômenos do macrocosmos. Para testemunhar esta verdade, vamos mostrar abaixo alguns dados resultantes dos mais recentes estudos sobre a origem e a expansão do universo. 

O Radiotelescópio de Arecibo, com um diâmetro de 300 metros, os “ouvidos do universo”, auscultam o pulmão do Cosmos até os confins das galáxias. Como as distâncias são descomunais, precisaremos medir as distancias em anos-luz, que é o espaço percorrido pela luz em um ano, com a velocidade inimaginável de 300.000 de km/s. Um ano luz corresponde à distância de 9,46 x 1012km (=9,46 trilhões de km). 

Se partirmos da Terra com esta velocidade vertiginosa, com apenas 1,3 segundos já passamos pela Lua, mas vamos gastar cinco horas para atravessar o nosso “pequenino” Sistema Solar, mesmo com esta velocidade enorme. Só quatro horas depois, com esta velocidade fantástica, chegaremos à estrela mais próxima. Veja como é grande o universo! Viajamos 4,3 bilhões de km para chegar até a estrela mais próxima…  

Estamos agora atravessando a Via Láctea (a galáxia a que pertence o nosso Sistema Solar); mas agora, somente de cinco em cinco anos, em média, cruzaremos com alguma estrela; e, no entanto, em nossa galáxia há mais de 100 bilhões de estrelas… Isto não é uma ficção, é uma realidade! Em nossa galáxia há algumas estrelas que são chamadas nossas “vizinhas” porque são as mais próximas. Com 4 anos, na velocidade da luz, chegamos a Alfa de Centauro; com 11 anos chegamos em Prócion; com 16 anos em Altair; com 23 anos em Fomalhaut; com 26 anos em Veja; com 35 anos em Polux; com 36 anos em Arturus; com 45 anos em Capela; com 98 anos em Canopus; com 118 anos em Achernar; com 220 anos em Spica; com 370 anos em Alfa de Cruzeiro do Sul; com 480 anos em Beta de Centauro; com 490 anos em Beta do Cruzeiro do Sul; com 600 anos em Betelgeuse; com 1600 anos chegamos em Debeb.  

Já viajamos 15 quatrilhões de quilômetros! (1,51 x 1016 kms = 151 seguidos de 14 zeros!). Para atravessar toda a nossa galáxia vamos gastar cerca de 100 mil anos-luz, isto é, viajaremos cem mil anos com a velocidade da luz… Depois de atravessar a nossa Via Láctea, o espaço parece mesmo vazio. A galáxia mais próxima chama-se Andrômeda, e está a 2 milhões de anos-luz de distância. Mas ainda estamos longe de chegar até onde os astrônomos já chegaram com os seus fantásticos equipamentos.  

As galáxias estão colocadas em grupos no Cosmos. A nossa Via-Láctea faz parte de um grupo de 17 galáxias; chamado Grupo Local. O maior grupo conhecido é o Hércules, precisaríamos de 300 milhões de anos para chegar até ele. Contém mais de 10 mil galáxias, cada uma contendo bilhões de estrelas. Os astrônomos já sabem que há mais de 10 bilhões de galáxias no universo conhecido. O número de estrelas do universo é estimado na casa dos quintilhões (1018 = 1 seguido de 18 zeros). Inimaginável! 

O vazio reina no espaço… e o universo não tem fim… Em tudo isto, o que mais impressiona os cientistas é que o universo está em expansão; isto é, se afasta de um centro com a fantástica velocidade de 145.000 km/s. É uma colossal fuga do centro. A partir do seu estado inicial até hoje o universo se dilatou enormemente, até atingir as dimensões atuais em conseqüência da explosão (Big Bang). A teoria do big-bang nos permite ter uma idéia unitária da origem do universo, desenvolvido a partir de uma única e simples unidade material, como se fosse uma semente cujo desabrochamento assinalou o início do espaço e do tempo. 

Como não ver atrás de tudo isto a mão de Deus? 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br – 27.04.2008 

Não permitam que “dourem a pílula” - Lilian Piñero Eça

Arquivado em: Ciência e Fé, Bioética — Prof. Felipe Aquino at 4:01 pm on Quarta-feira, Abril 9, 2008

A panacéia envolvendo o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas e terapia no Brasil começou há quase três anos, no dia 24 de março de 2005, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem dar tempo nem chance à população brasileira como um todo, nem mesmo a cientistas, religiosos e advogados, entre outros, de debater amplamente o tema como a causa exige, sancionou a Lei da Biossegurança. Essa lei não é específica para células-tronco; regula, também, a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos. Ou seja, quem deliberou sobre a soja transgênica, também atuou na liberação das pesquisas com células-tronco. A partir daí, o uso de células-tronco embrionárias se tornou o remédio de todos os males no país, a despeito de serem as pesquisas com células adultas as que apresentam resultados mais promissores no mundo.

Por sorte momentânea dos brasileiros, no meu entender, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do artigo 5º da Lei de Biossegurança. Ao ler isso, você pode estar se perguntando, por que uma pesquisadora de células-tronco tem esse posicionamento? Porque não é verdade que o estudo de células-tronco vai favorecer o povo brasileiro. Eu pergunto:

1. Você acredita ser verdade que para o Brasil não ficar atrasado, retroagir, precisa copiar ações que não deram certo, como os estudos com células-tronco embrionárias realizadas nos EUA há 15 anos, com muita verba, mas mesmo assim até hoje milhares de pessoas continuam paraplégicas?

2. Você sabia que para cultivar essas células do embrião humano, com 100 células, são necessárias camadas alimentadoras de outros fetos? E que essas células de seu embrião congelado, em um mês vão atingir milhões de células, com o DNA de sua família, podendo se transformar em linhagens que poderão ser patenteadas?

3. Você sabia que é mentira que o embrião humano congelado é inviável após 3 anos? Se fosse, não seria congelado.

4. Você sabia que a célula do câncer é uma célula adulta que resolve voltar a ser embrião? Portanto desde 2006 existem técnicas para os pesquisadores estudarem os mecanismos para a chegarem à cura das doenças por meio de células-tronco-adultas? (Yamanaka,S – 2006 e 2007)

5. Você sabia que ao tirar o embrião do corpo feminino ocorre uma queda abrupta hormonal, afetando a secreção dos neurotransmissores e, como resultado, a depressão entre outros efeitos colaterais?

6. Você sabia que um dos maiores comércios do U.S.A. é o ABORTO?

7. Você acha certo o que está escrito no texto abaixo?

“Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações (da pesquisa). Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento. Não adianta você dizer: “Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado. A gente tenta dourar um pouquinho a pílula”.( Jornal Folha de S.Paulo, 01 de abril de 2007)

Homens e mulheres brasileiras: não permitam que “dourem a pílula” através de seu embrião!!!!

* Profª Drª Lilian Piñero Eça, é presidente do Instituto de Pesquisas de Células–Tronco e integrante do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto.

(C) 2008 CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Regional Leste 1

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