Padre Michael Keller, cientista de Deus

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 3:36 am on Terça-feira, Março 25, 2008

Um total de 210 astrônomos de 26 países do mundo participaram  de 1 a 5 de Outubro de 2007, de uma Conferência internacional organizada pelo Observatório Astronômico do Vaticano sobre a formação e evolução das galáxias. A Conferência, ofereceu 62 palestras e 132 apresentações, e aconteceu no Centro Matteo Ricci da Universidade Gregoriana de Roma, fundada pela Igreja.

 O diretor do Observatório Vaticano, o jesuíta argentino José Gabriel Funes, fez um doutoramento em astronomia na Universidade de Pádua, sobre o tema “Cinemática do gás nas regiões centrais das galáxias com disco”, que apresentava os resultados obtidos ao “pesar” os buracos negros supermaciços que se encontram no centro das galáxias com disco. E ainda tem gente que pensa que a Igreja é um obstáculo para a Ciência.

Agora, o Padre polonês Michael Keller, de 72 anos, doutor em cosmologia e um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, também um dos mais renomados teólogos de seu país, ganhou um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 2,87 milhões). Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que provou que o Sol é o centro do sistema solar. 

 Pe. Michael foi o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”, que une Deus e a ciência. Os seus trabalhos abordam a questão da origem do universo sobre aspectos avançados da teoria geral da relatividade, de mecânica quântica e de geometria não-comutativa.

 Pe. Michael valeu-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirandou-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz. 

Pe. Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Analisando essas questões, que abrem lacunas na ciência, ele afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”. O Pe. Michael Keller explica que: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”.  

Ele afirma que: “ao questionar (a causalidade primeira) não estamos apenas falando de uma causa como qualquer outra. Estamos nos perguntando sobre a raiz de todas as possíveis causas”. “Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus.” 

Para os jurados, Heller mereceu o prêmio por desenvolver “conceitos precisos e notavelmente originais sobre a origem e as causas do universo, muitas vezes sob intensa repressão governamental” . “Apesar da opressão das autoridades comunistas polonesas a intelectuais e padres, a Igreja, impulsionada pelo Concílio Vaticano 2º, garantiu a Heller uma esfera de proteção que o permitiu alcançar grandes avanços em seus estudos”, diz sua biografia. 

O Pe. Michael afirma que “há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele”. Nesse “buraco negro” entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Ele  montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.  

Ele argumenta que “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”. “Mas o que existia antes desse átomo primordial?” Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus.  

Não é sem motivo que o Dr. Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma Humano, o maior projeto de biotecnologia já desenvolvido no mundo, disse: “Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas.” (Revista Veja, Edição 1992 - 24 de janeiro de 2007) 

 Fonte: http://www.comshalom.org/noticias/exibir.php?not_id=1518 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Vaticano realiza Conferência Internacional de Astronomia

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 5:09 pm on Quinta-feira, Outubro 4, 2007

O Vaticano está sediando, em Roma, uma conferência científica que reúne mais de 200 astrônomos de 26 países, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha, Rússia e Japão. A conferência, cujo programa prevê 62 palestras e a 132 apresentações, acontecerá no Centro Matteo Ricci da Universidade Gregoriana, de 1 a 5 de outubro 07. (Fonte: Agencia Ecclesia) 

A Igreja Católica começou a se interessar seriamente pelo estudo de astros e galáxias quatro séculos atrás, quando o Papa Gregório XIII instituiu um comitê para examinar os efeitos para a ciência de sua reforma do calendário. Em 1582, o Papa substituiu o calendário Juliano, que vigorava desde os tempos de Júlio César, pelo calendário gregoriano, mais correto cientificamente e usado até hoje.

O primeiro observatório astronômico do Vaticano foi criado em 1789 em um prédio chamado de Torre dos Ventos, que ainda existe perto do Palácio Apostólico. Um século depois, em 1891, o Papa Leão XIII, para deixar claro que não há hostilidade da Igreja em relação à ciência, criou outro pequeno observatório numa montanha atrás da  Basílica de São Pedro.Por causa do crescimento de Roma e do aumento da poluição, que atrapalhava a visibilidade das estrelas, os telescópios do Vaticano mudaram de lugar diversas vezes.

Desde 1981, o Vaticano escolheu a cidade americana de Tucson, no Arizona, como base para seu grupo de pesquisas astronômicas. É lá que fica hoje o telescópio de tecnologia avançada do Vaticano.Durante o encontro de cinco dias,  os cientistas vão usar fórmulas e simulações matemáticas para discutir as origens do universo, especialmente a formação e evolução de galáxias, estrelas e planetas.É a segunda vez em sete anos que o Vaticano organiza um evento do tipo.

O padre José Funes, chefe do Observatório do Vaticano, disse que  importantes descobertas foram feitas com a ajuda de telescópios desde o último encontro astronômico do Vaticano, em 2000, e há muito para ser discutido ainda. Ele e uma equipe de 13 cientistas, a maioria padres jesuítas, realizam seus programas de pesquisa astronômica e cooperam com renomadas universidades em várias partes do mundo.

Um dos integrantes do grupo, frei Guy Consolmagno, explica que a a Igreja realiza essas pesquisas científicas tendo em vista  séculos de discussões a respeito dos papéis da ciência e da religião: “O  Vaticano quer que o mundo saiba que a Igreja não tem medo da ciência. Esse é nosso modo de ver como Deus criou o Universo e o Vaticano quer deixar o mais claro possível que a verdade não contradiz a verdade; que se você tem fé, você nunca vai temer o que a ciência vai revelar, porque é verdade”, diz o frei.

Em 1993, em colaboração com o Steward Observatory, o Observatório Vaticano completou a construção do Vatican Advanced Technology Telescope (VATT) no Monte Graham, Arizona, considerado um dos melhores lugares astronómicos na América do Norte continental. 

Somente quem não conhece a Igreja e sua História pode pensar que ela seja oposta à Ciência; ao contrário, sempre cooperou com ela. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

vaticano nega incompatibilidade entre evolucionismo e criacionismo

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 9:15 pm on Quinta-feira, Setembro 20, 2007

 

Mais uma vez o Vaticano se pronuncia deixando claro que não vê qualquer oposição entre evolução e a Criação de Deus. O subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Melchor Sánchez de Toca, pronunciou em 17.9.07 a conferência inaugural da XVIII Semana Diocesana de Teologia de Jerez de
la Frontera, convocada para debater sobre «A razão, a ciência e o futuro da humanidade». 

O título da conferência foi «Avanços científicos, desafio à fé»  na qual Dom Sánchez de Toca negou a incompatibilidade entre o evolucionismo e o criacionismo como teorias sobre a origem do mundo que tenham de opor-se necessariamente, e cujo caso tomou como paradigma de um suposto conflito dos postulados da fé e da razão.

Segundo o bispo, trata-se de «um falso debate» porque se ater exclusivamente a uma ou outra posição não faz senão reter o homem em terrenos ideológicos, e sublinhou que «para o católico não há incompatibilidade entre evolução e doutrina».
«O que está em jogo neste debate é uma opção entre o irracional e a razão e, no fundo, o Cristianismo é a religião do Logos, ou seja, da razão, uma religião que olha sempre para a verdade», acrescentou. 

Sánchez Toca marcou a relação fé-cultura em uma dinâmica na qual existem quatro atitudes básicas: o conflito, a independência, o diálogo e a integração, e reconheceu que o primeiro destes modelos é o «mais comum».  

Apesar de tudo, o subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura destacou que caminhamos para uma relação «mais construtiva», que se evidencia tanto no mundo da ciência como no da Igreja. 

O Papa Bento XVI já tinha afirmado que o debate entre o criacionismo e o evolucionismo é um absurdo” já que a teoria da evolução pode coexistir com a fé, no encontro que teve com o clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso (Roma, 2007-07-26 (ACI; MSNBC News).O Papa explicou que o evolucionismo e o criacionismo são apresentadas “como alternativas que se excluem a uma à outra. Esta oposição é um absurdo porque por um lado há muitos testes científicos a favor da evolução”, mas por outro lado esta teoria não responde a grande pergunta filosófica “De onde vem tudo?”, com a qual se entende a ação de Deus.O Papa João Paulo II já havia dito que “a teoria da evolução é mais do que uma hipótese”; isto é, tem bases científicas. 

Criação e evolução não se opõem entre si, desde que se admita que Deus criou a matéria inicial, dando-lhe as leis de sua evolução, e cria até hoje toda alma humana, que é espiritual. Esta matéria inicial pode ter dado inicio ao chamado Big Bang (a grande Explosão) segundo os astrofísicos modernos.  

Portanto, ninguém pode dizer que o Magistério da Igreja seja simplesmente contra a evolução; apenas não aceita o evolucionismo materialista e ateu. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ASTRONOMIA NO VATICANO

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 8:55 pm on Quinta-feira, Setembro 20, 2007

 

A Igreja sempre esteve ao lado da boa Ciência e sempre foi uma de suas promotoras desde as épocas mais remotas da história. Foram muitos os padres cientistas em todos os séculos e também hoje. 

Muitos historiadores modernos mostram isto. Por exemplo, Stanley Jaki, em seu livro “Science and Creation: From Eternal Cicles to an Oscillating Universe ( Edinburg: Scottish Academic Press”, 1986, pg. 50.), um premiado historiador da ciência, com doutorado em teologia e física, tem mostrado em seus livros como a Igreja na Idade Média contribuiu decisivamente para o surgimento da ciência moderna. As idéias fundamentais do Cristianismo foram fundamentais e indispensáveis para o surgimento  do pensamento científico. Da mesma forma o Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, em seu livro “How the Catholic Church Built Western Civilization” (Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005) mostra a imensa colaboração da Igreja com a ciência em todos os tempos.  

Uma coisa que poucos sabem é que a descoberta da champanhe foi feita por Dom Perignon da Abadia de S. Pedro, Hautvilliers-on-the Marne. Ele cuidava da adega da Abadia em 1688 e desenvolveu a Champanhe através da experimentação com mistura de vinhos. O mesmo processo é usado ainda hoje, afirma John O´ Connor (1921). Este é apenas um exemplo entre muitas descobertas.  

Richard de Wallingford, um monge prior do séc XIV, do mosteiro beneditino de S. Albano, foi um dos iniciadores da trigonometria ocidental, e é bem conhecido pelo grande relógio astronômico que projetou para o mosteiro. Os monges também foram especialistas em fabricação de relógios. O primeiro relógio que se tem recordação foi construído pelo futuro Papa Silvestre II para a cidade alemã de Magdeburg por volta do ano 996. E relógios mais sofisticados foram construídos mais tarde. Peter Lightfoot, um monge do séc. XIV, de Glastonbury construiu um dos mais antigos que ainda existe e que está agora em excelente condição no Museu de Ciência de Londres. 

Um dos homens considerados mais cultos da Idade Média foi Robert Grosseteste, que foi chanceler de Oxford e bispo de Londres; foi influenciado por Thierry de Chartres; e foi o primeiro a escrever um método completo para realizar um experimento científico. A.C. Grambie (1959) diz que o séc. XIII gerou os rudimentos do método científico, especialmente graças a figuras como Grosseteste.  

Muitos nomes católicos em ciência ficaram na obscuridade. Nicolaus Steno (1638-1686), um luterano convertido ao catolicismo que foi padre, estabeleceu os princípios básicos da geologia moderna e é muitas vezes chamado de “o pai da estratigrafia”, estudo das camadas da terra. Ele nasceu na Dinamarca e viajou por toda a Europa e foi da corte do duque de Toscana. Além de sua reputação em medicina, deixou grande contribuição sobre os fósseis e os extratos da terra. Escreveu a obra “Discurso Preliminar para uma Dissertação sobre um corpo sólido naturalmente contido dentro de um sólido”. 

E a Igreja continua grande amiga e colaboradora da Ciência, porque sabe que ela veio de Deus.Um total de 210 astrônomos de 26 países do mundo participarão, de 1 a 5 de Outubro deste ano, numa conferência internacional organizada pelo Observatório Astronômico do Vaticano sobre a formação e evolução das galáxias. 

A conferência, cujo programa prevê 62 palestras e a 132 apresentações, acontecerá no Centro Matteo Ricci da Universidade Gregoriana. (Fonte: Agencia Ecclesia) 

Disse o Diretor do Observatório do Vaticano que “Outubro de 2007 parece o momento certo para reunir uma conferência internacional em que astrônomos conceituados junto a outros mais jovens especialistas do setor possam comunicar os resultados dos seus trabalhos”. 

O diretor do Observatório, o jesuíta argentino José Gabriel Funes,fez um doutoramento em astronomia na Universidade de Pádua, sobre o tema “Cinemática do gás nas regiões centrais das galáxias com disco”, que apresentava os resultados obtidos ao “pesar” os buracos negros supermaciços que se encontram no centro das galáxias com disco. 

Nos últimos anos, trabalhou no estudo da formação estelar nas galáxias próximas, aquelas que não se encontram a uma distância maior de 50 milhões de anos-luz. A formação estelar é um tema chave para poder entender o processo de formação e evolução das galáxias.

O Observatório Vaticano foi fundado em 1891 por Leão XIII para mostrar que “a Igreja e os seus pastores não se opõem à ciência autêntica e sólida, tanto humana como a divina, mas abraça-a, impulsiona-a e promove-a com a mais completa dedicação”. 

Apesar de a sede central do Observatório Vaticano ser
em Castel Gandolfo, fundou-se um segundo centro de pesquisa, “The Vatican Observatory Research Group” (VORG) em Tucson, Arizona (EUA) no ano de 1981, quando o céu de Roma estava demasiado brilhante para a observação. Este segundo centro é uma das maiores e mais modernas instituições de observação astronómica. 

Em 1993, em colaboração com o Steward Observatory, o Observatório Vaticano completou a construção do Vatican Advanced Technology Telescope (VATT) no Monte Graham, Arizona, considerado um dos melhores lugares astronómicos na América do Norte continental. 

Somente quem não conhece a Igreja e sua História pode pensar que ela seja oposta à Ciência; ao contrário, sempre cooperou com ela. 

Prof. Felipe Aquino  

           

Ano da Astronomia no Vaticano

Arquivado em: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 4:36 pm on Quinta-feira, Março 22, 2007
Igreja promove autêntico desenvolvimento científico, afirma diretor do Observatório Vaticano - 22/03/2007
Faltam quase dois anos, mas a comunidade científica já está se preparando para o grande evento de 2009: o Ano da Astronomia. Entre os cientistas que aguardam este evento com particular expectativa estão os padres jesuítas do Observatório Vaticano - o histórico observatório astronômico diretamente dependente da Santa Sé. Uma história de pesquisa científica que nasce oficialmente com Leão XIII, como nos recorda o diretor do Observatório Vaticano, Pe. José Gabriel Funes.

Foi o papa Leão XIII quem “criou” o Observatório Vaticano, ainda que, na verdade, no Vaticano já existia um “observatório” - precisa Pe. Gabriel Funes - e se encontrava no que hoje chamamos a “Torre dos Ventos”. Nela se faziam observações meteorológicas. Ainda antes, recordamos o papa Gregório XIII e sua reforma do calendário, para o qual ele instituiu uma comissão especial, da qual também fazia parte um famoso jesuíta, Pe. Clavio. Pode-se falar, desde aquela época, do interesse da Igreja pela astronomia.

Em 1891 - continua o diretor do Observatório Vaticano - teve início um período difícil para as relações entre ciência e Igreja, ou melhor, entre homens da ciência e homens da Igreja. Leão XIII era muito interessado a demonstrar que a Igreja não era contra a ciência: a ciência “boa” que, aliás, estima e promove. E assim nasceu o Observatório Vaticano.

Depois, com Pio XI, em 1935, o Observatório foi transferido do Vaticano para Castel Gandolfo, onde se encontra até hoje. Para compreender o motivo dessa transferência de sede é necessário recordar que os astrônomos precisam de céus escuros, e já nos anos 30, Roma não mais oferecia essa possibilidade: por isso o Observatório se transferiu para Castel Gandolfo, para poder continuar fazendo pesquisas astronômicas. Naquele período, os jesuítas chegaram ao Observatório: o primeiro diretor jesuíta foi nomeado em 1906.

Naquele período - estamos falando do início do século XX - o Observatório Vaticano estava em dificuldade. O diretor da época não era um homem com formação especializada em astronomia, mas o Observatório participava de um grande projeto internacional que se chamada “Mapa do céu”. O diretor de então não tinha condições de portar avante esse projeto. O modo melhor de reconduzir o Observatório Vaticano ao prestígio que tinha, era dirigir-se a homens formados no campo da astronomia. E os jesuítas pareciam os religiosos mais preparados para essa missão. Por isso, os jesuítas assumiram o Observatório Vaticano que, até hoje, é confiado à Companhia de Jesus - explica Pe. José Gabriel Funes.

 
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