O triste envelhecimento das nações

Arquivado em: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 11:20 pm on domingo, setembro 20, 2009

Vivemos hoje um falso humanismo, poque é um humanismo dem Deus, egoista, que só protege  o homem já nascido e saudável e que elimina o fraco e impede a vida de existir; uma de suas piores consequencias está no triste envelhecimento das nações, como se pode ver nas noticias recentes colocadas abaixo. É dever dos casais cristãos que se amam, ter todos os filhos que puder educar. Deus e a humanidade agradecem.

Cuba está envelhecendo

 

HAVANA, 2006-11-03 (ACI).- O jornal oficial Granma publicou um artigo que reconhece a diminuição acelerada da natalidade e o conseguinte envelhecimento populacional como os fenômenos mais preocupantes pelos que atravessa atualmente a sociedade cubana. Entretanto, as autoridades não parecem dispostas a reverter o problema. O artigo indica que há 28 anos a taxa de fecundidade do país está abaixo do nível de substituição populacional, “ao ficar menos de um filho por mulher em idade reprodutiva”.

“Isto se traduz em uma diminuição considerável do número de nascidos”, uma maior expectativa de vida – que é hoje de 77 anos – e um crescimento da quantidade de pessoas com 60 ou mais anos, enquanto a proporção de habitantes de 0 a 14 anos diminui cada vez mais.

 

Governo japonês não consegue recuperação da natalidade

 

 

Um Japão sem mais nenhum japonês? A idéia pode parecer surpreendente, mas, segundo os demógrafos, se a tendência atual se mantiver, a população japonesa, que atualmente é de 127 milhões de indivíduos, poderia muito bem cair para… 0 até o ano de 3000, conforme lembra o mais recente número do boletim mensal do Instituto Nacional de Estudos Demográficos, francês. Este exercício de previsão ressalta que, no arquipélago nipônico, 22,1% da população têm mais de 65 anos e que a taxa de fecundidade se situava em 1,34 filho por mulher em 2007. Com isso, o Japão poderia passar aquém da barra dos 100 milhões de habitantes daqui até 2050, e aquém da barra dos 50 milhões de habitantes daqui até o final do século.

O distrito de Kita, situado na região de Tóquio, passou a outorgar uma ajuda mensal de 300.000 ienes (R$ 7.224) aos casais que têm um filho.

(http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/10/24/ult580u3388.jhtm - Philippe Mesmer, Correspondente em Tóquio)

 

Cânon lança medidas urgentes para que empregados japoneses tenham mais filhos

 

TÓQUIO, 29/01/2009 (ACI).- Cânon, um dos maiores fabricantes de artefatos eletrônicos do mundo, reduziu o horário de trabalho de seus empregados japoneses com um só objetivo: que tenham mais filhos. Ante a crise de população que atravessa o Japão, com uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo e uma população cada vez mais velha, duas vezes por semana, a Cânon reduziu a jornada de trabalho de seus empregados – em um país onde o comum é trabalhar 12 horas diárias – e os envia a casa às 17:30 hs.

Hiroshi Yoshinaga, porta-voz de Cânon, informou ao CNN que a empresa tem um programa muito forte para alentar os nascimentos e “enviar aos trabalhadores cedo a casa para que estejam com suas famílias”.

Segundo o Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-estar, a taxa de natalidade japonesa é de 1.34, muito por debaixo de 2.1 necessário para que a população não diminua progressivamente.

 

Paises pagam  para os casais terem mais fillhos

 

Casais recebem para ter filhos

 

 

         O  jornal portugues PortugalDiário” publicou em seu site, em 08 jan 07, dados interessantes sobre os subsídios que os governos europeus estão dando aos casais para incentivá-los a ter mais filhos. Mas fica aqui desde já a pergunta: Será que o dinheiro será capaz de conseguir o que o amor dos pais não conseguiram?

Vários paises europeus com baixa natalidade estão dando subsídios de nascimento, abonos, compensação para os pais que queiram deixar o emprego, licenças de maternidade e ajudas na educação, entre outras. Em Portugal nascem cada vez menos bebês.

 

Alemanha - o Governo alemão decidiu atribuir um subsídio, que pode chegar aos 25 mil euros, porque nas últimas décadas, as taxas de nascimento na Alemanha caíram a um ponto que autoridades consideram «alarmante». A taxa de fertilidade média é de 1,37 filho por casal. A legislação previa que pais que decidissem ter filhos podiam receber até 7,2 mil euros por um período máximo de dois anos. A partir de 1 de Janeiro 2008, com a entrada em vigor da nova lei, podem receber até dois terços do salário durante um ano, no valor máximo de 25,2 mil euros.

 

A França anunciou recentemente um pacote de medidas para conciliar a maternidade com a vida profissional e estimular as mulheres a terem um terceiro filho. As francesas que derem à luz um terceiro filho poderão usufruir, se assim desejarem, de uma licença de maternidade mais curta (de três anos para um) mas mais bem remunerada, com cerca de 750 euros por mês.

A estas medidas somam-se auxílios mais elevados para as despesas com as crianças, creches gratuitas, descontos em restaurantes, supermercados, cinemas e transportes públicos e ainda actividades extra-escolares a preços reduzidos.

O regime de Segurança Social francês prevê vários subsídios para as famílias, entre os quais o de nascimento (830 euros), o de base (166 euros por mês, até aos três anos) e o de início de aulas para os agregados desfavorecidos - 265 euros. Além disso, há também benefícios fiscais para os casais com filhos. Atualmente, a França tem uma taxa de natalidade de 1,9 filho por mulher e é, depois da Irlanda, o país da Comunidade Europeia com os melhores índices.

 

Na Suécia considerado pela ONU como «o melhor lugar do  mundo para ter filhos», um dos pais pode ficar em casa por um ano com 80 por cento do ordenado. A assistência pré-natal é gratuita e há uma rede de creches privadas de preços controlados.

Em países nórdicos como Suécia, Dinamarca e Noruega há ainda uma compensação estatal, caso um dos pais decida desempregar-se ou sub-empregar-se para ficar em casa com os filhos.

 

Na Espanha, os pais têm direito a subsídio de risco na gravidez, abono de família que aumenta a partir do segundo filho e subsídio de nascimento para o terceiro filho e seguintes.

Em Portugal, o abono de família é determinado em função dos rendimentos, não sendo atribuído aos agregados familiares com um rendimento superior a 1875 euros mensais. No primeiro ano o valor é maior e vai diminuindo conforme a criança fica mais velha.  (Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=759443&div_id=291

 

Cidades fantasmas na Espanha

 

Espanha quer brasileiros para repovoar “cidades-fantasma”

 

Famílias brasileiras com crianças estão aproveitando a oferta de benefícios feita por vilarejos da zona rural da Espanha que correm o risco de desaparecer por causa da falta de habitantes jovens.

Pelo menos 15 pequenos municípios espanhóis ofereceram ou estão oferecendo casa, emprego e até dinheiro a famílias de imigrantes para tentar repovoar suas ruas. O governo diz que pelo menos 2.648 municípios enfrentam o mesmo problema de falta de população jovem e que, por isso, ganharam o nome de “cidades-fantasmas”.
         Em Lorcha, vilarejo de 735 habitantes encravado em uma montanha do leste da Espanha, as paranaenses Adelle, de 8 anos, e Camille, de 10, além de outros sete equatorianos, ajudaram a manter aberta a única escola local. Sem esses alunos imigrantes, as 24 crianças nascidas na cidade precisariam percorrer 18 km até a escola mais próxima. (08/05/2009 - 06h44 -  Folha on line)

 

China incentiva casais a ter um segundo filho

 

O governo de Xangai iniciou uma campanha para convencer os casais da cidade chinesa a ter um segundo filho - num sinal de preocupação com o envelhecimento da população -, informou o jornal “China Daily”. No país, há uma política de controle de natalidade, que proíbe casais de ter mais de uma criança.

“Nós defendemos que os casais elegíveis tenham dois filhos porque isso pode ajudar a proporção de idosos e aliviar a falta de mão de obra no futuro”, disse ao “China Daily” Xie Lingli, chefe da Comissão de Planejamento Familiar da cidade.

Voluntários e agentes de planejamento familiar visitarão residências para distribuir livretos de promoção da campanha e para dar aconselhamento financeiro e psicológico.

A mudança na política de Xangai - maior cidade da China e centro financeiro do país - marca a primeira vez em várias décadas em que a procriação é estimulada pelas autoridades.

“O envelhecimento da população pressionará a geração mais jovem e a sociedade. Temos que encontrar a maneira de resolver o problema”, disse Xie.

A população de Xangai com mais de 60 anos de idade já passou dos 3 milhões - ou mais de 20% dos moradores. A proporção deve crescer para quase 35% nos próximos dez anos, quando as crianças nascidas no “baby boom” promovido pelo ex-líder chinês Mao Tse-tung terão chegado àquela idade. (Fonte: São Paulo, sábado, 25 de julho de 2009).

 

Espanha ingressará na era glacial populacional em 2050

 

MADRI, 10 Jun. 07 (ACI) .- A Espanha está imersa em um “inverno demográfico” sem precedentes e as projeções futuras refletem um envelhecimento populacional ainda mais acelerado não compensado pela ínfima natalidade espanhola, assinalou o Instituto de Política Familiar (IPF) que anuncia que para 2050 este país será “a nação européia com a pior relação aposentados-população ativa”.

Segundo o instituto familiar, na metade deste século, na Espanha, “a cada três pessoas ativas, duas estarão aposentadas”. Desta maneira, acrescenta, o país superará o resto dos países europeus onde a cada duas pessoas ativas haverá uma aposentada. O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, explica que os indicadores atuais indicam “sérios problemas estruturais”: enquanto que a quantidade de pessoas maiores de 65 anos alcança os 7.3 milhões, os jovens menores de 14 anos são apenas 6.2 milhões, quer dizer, existe uma diferença de 1.100.000 pessoas.

 

União Européia terá mais mortes do que nascimentos

 

 

Enquanto endurece as restrições à entrada de imigrantes, a Europa vê o crescimento de sua população caminhar rumo à estagnação. De acordo com um estudo divulgado ontem, em sete anos, o número de mortes nos 27 países da União Européia passará o de nascimentos.

Isso significa que, a partir de 2015, a imigração passará a ser o único fator de crescimento populacional do bloco, indica a projeção do Eurostat, o escritório de estatísticas da UE. Uma das previsões mais surpreendentes é sobre o encolhimento da Alemanha, que até 2060 terá quase 12 milhões de pessoas a menos do que hoje, perdendo a posição de maior população do bloco para o Reino Unido.

O estudo confirma ainda que o envelhecimento da população européia observado nas últimas três décadas continuará, com inevitáveis conseqüências sociais. Especialistas alertam há anos para a “bomba-relógio” que isso representa para os sistemas previdenciários. A persistir a tendência atual, em 2060 haverá na Europa apenas dois trabalhadores para cada aposentado, metade da proporção registrada hoje.

A previsão do Eurostat é de que a porcentagem atual de pessoas acima de 65 anos, de 17,1%, quase dobrará até 2060, chegando a 30%. A população com mais de 80 anos praticamente triplicará no mesmo período, passando de 22 milhões (4,4%) para 61 milhões (12,1%).

Para Andres Vikat, chefe da unidade de demografia da Comissão Econômica para a Europa, órgão da ONU em Genebra, é inevitável que a busca de soluções para o encolhimento da população economicamente ativa envolva a absorção de imigrantes. Isso ainda não acontece, diz ele, porque o tema da imigração continua extremamente politizado. (Folha de SP - 27 de agosto de 2008 – Marcelo Ninio)

 

Província russa tem feriado para casais procriarem

 

O governador da província russa de Ulyanovsk, Sergei Morozov, decretou a data de hoje (12/09) “Dia da Concepção”. A idéia é incentivar os casais dessa região da Rússia Ocidental a tirarem o dia livre para fazer sexo. Sob o slogan “Dê à luz um patriota”, a campanha agracia casais que tiverem filhos exatamente no 12 de junho com brindes como televisores, máquinas de lavar, geladeiras e - o grande prêmio da última competição - o jipe UAZ-Patriot, de fabricação russa, que é oferecido a um casal eleito por uma comissão.

Desde o colapso da União Soviética, em 1991, a Rússia vê sua população diminuir drasticamente, com um declínio médio de 700 mil habitantes por ano, devendo chegar a pouco mais de 100 milhões de habitantes dentro dos próximos 40 anos. Para o cientista político Christian Lohbauer, as mulheres entraram em um regime de competição de mercado, onde não há espaço para criar muitos filhos.

Com uma taxa de natalidade de 11,03 nascidos vivos por mil habitantes, menor que a taxa de mortalidade de 16,06 mortes por mil habitantes, a Rússia registra crescimento populacional negativo de -0.47% (estimativa para 2008 do CIA World Factbook).
Tal situação levou o presidente Vladimir Putin a estabelecer em 2006 um plano para reduzir a queda da taxa de natalidade dentro de dez anos. O principal instrumento é oferecer incentivos financeiros para encorajar as mulheres a terem filhos - principalmente mais de um.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/09/12/ult5772u802.jhtm

 

Número de velhos ultrapassa o de crianças

 

A revista Veja (n. 2031 - 24 out 2007- Diogo Schelp -  Vadim Ghirda/AP) mostrou o dramático impacto econômico e cultural do envelhecimento da população e da falta de bebês nos países ricos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Política Familiar, sediado na Espanha, pela primeira vez na história o número de europeus com mais de 65 anos ultrapassou o de menores de 14 anos. A média européia é de 1,37 filho por mulher. O segundo fator é o aumento na expectativa de vida decorrente da melhoria das condições de vida e de assistência médica. Menos bebês e mais velhos é uma equação com sérias conseqüências populacionais a médio prazo. Em meados deste século, a Alemanha e a Itália terão menos habitantes que hoje. A França e a Espanha devem permanecer estáveis só se continuarem a atrair imigrantes. Do ponto de vista populacional e cultural, a Europa Ocidental estará irreconhecível em duas ou três gerações.

CINCO PRECONCEITOS CONTRA O AUMENTO DA POPULAÇÃO

Arquivado em: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 5:27 pm on quinta-feira, agosto 27, 2009

Revista : “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº : 511  -  Ano :  2005 – Pág.  29

 

 

 

Em síntese: Quem percorre a bibliografia referente à questão demográfica, verifica haver cinco principais preconceitos contra o aumento da população, preconceitos mais imaginários do que realistas, a saber: 1) as previsões de Tomás Roberto Malthus; 2) o esgotamento dos recursos; 3) a escassez de alimentos; 4) a superpopulação como causa de pobreza; 5) a defesa do futuro.

 

 

O advogado argentino Jorge Scala em seu livro “IPPF: A multinacional da morte” (ver PR 505/2004, p. 294), apresente sete slogans ou sentenças sobre aumento demográfico, mal fundamentadas, que os meios de comunicação social difundem, suscitando amedrontamento ou mesmo pânico. Também cita fatos que desmentem tais preconceitos oferecendo ao público aspectos da questão geralmente silenciados; ver pp. 277-287.  Examinaremos, a seguir, cinco desses preconceitos.

 

1.      As previsões malthusianas

 

Em 1798 o pastor (ou ministro do culto anglicano) Tomás Roberto Malthus publicou o livro “Ensaio sobre o Princípio da População”, em que afirmava ser o crescimento da população infinitamente maior do que a capacidade da terra para produzir alimentos.

 

Para tanto recorria ao confronto de um numerador fixo com denominador variável. O primeiro (numerador fixo) seriam os recursos naturais finitos (o mesmo campo, com os sucessivos cultivos produz cada vez menos); o denominador variável seria a população do globo que vai crescendo em forma exponencial ou geométrica. Na base de seus cálculos, Malthus previu que, um século depois, em 1898, a Inglaterra teria 112 milhões de habitantes e alimentos apenas para 35 milhões; ora em nossos dias a Inglaterra ainda está nos 58 milhões de habitantes! A nível mundial Malthus calculou que em 1998 haveria 128 bilhões de habitantes, quando na verdade estamos entre 6 e 7 bilhões.

 

Malthus não levou em conta a inteligência e a liberdade do homem, que não está sujeito a ritmos de comportamento inexoráveis e que pode aplicar sua inteligência à descoberta de novos meios tecnológicos para prover às suas necessidades.

 

Refletindo sobre esses dados, verificamos que não é possível submeter a pessoa humana a esta medição matemática. “Porque cada ser humano é distinto dos demais e, além disso, cada pessoa é livre, não se podem predizer nem projetar seus comportamentos, já que nem sequer cada um de nós é capaz de prevê-los para si mesmo. Por isso, falham todas as predições demográficas. Por exemplo, um Boletim do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou em 1969, com dados das Nações Unidas, que a população mundial chegaria no ano 2000 a 7.500 milhões. Em 1974 o ENUAP afirmou que essa quantidade seria de 7.200 milhões. Em 1976, que seria “aproximadamente” de 7.000 milhões. Seu prognóstico em 1978 foi de 5.800 milhões” (p. 279).

 

2.      O esgotamento dos recursos

 

A Conferência das Nações Unidas para a Conservação dos Recursos previu para 1975 o fim das reservas de chumbo, cromo, zinco e cobre neste mundo. Ora, em vez de se esgotar, tais reservas aumentaram respectivamente 115%, 675%, 61% e 179% durante o período focalizado. Em nossos dias após novas pesquisas e explorações as reservas mais ainda aumentaram. Nenhum mineral foi esgotado no decorrer da história.

 

Arauto do esgotamento de recursos foi Paul Erhlich em seu livro “A Bomba da População”, datado de 1968.  Afirmava que a Inglaterra desapareceria no ano 2000.  E acrescentava:

“A batalha para alimentar toda a humanidade terminou. Em 1970 o mundo sofrerá privações, centenas de milhões de pessoas morrerão de fome, apesar dos programas de emergência que se estabeleçam agora. Nestes momentos, já nada pode impedir um incremento substancial na taxa de mortalidade mundial” (615).  Obviamente nada disso ocorreu. Sem embargo, em 1990, Paul Erhlich animou-se a escrever “A Explosão Demográfica”, outro livro-catástrofe, com erros similares, mas sem o êxito editorial do anterior.

 

“Global 2000″: Tratou-se de um relatório ao Presidente Carter, redigido em 1980.  Esse trabalho foi refutado em 1984, por um grupo de especialistas encabeçados por Julian L. Simon e Herman Kahn, em um estudo intitulado “The Resourceful Earth”, onde seus autores afirmam, entre outras teses, que: “1. A expectativa de vida aumentou aceleradamente em todo o mundo, como resultado dos avanços demográficos, científicos e econômicos… o abastecimento de alimentos (pelo menos desde a II Guerra Mundial) tem melhorado, se medido pelo preço dos grãos, pela produção para o consumo e pelas taxas de mortalidade por fome … 12.  Os recursos minerais se estão convertendo em menos e não em mais escassos”, etc. (cf. pp. 281s).

 

3.      Escassez de alimentos

 

O Prêmio Nobel Teodoro Schultz afirmou que o solo se está desgastando, os recursos naturais vão acabando, a terra cultivável já não produz os alimentos necessários à população, que vai crescendo no mundo inteiro e não tardará a sofrer cruciante fome …

Ora entre 1950 e 1980 a produção de alimentos per capita aumentou em 49%. Respeitáveis estudos julgam que há possibilidade de alimentar 39 bilhões de habitantes sobre a Terra, mesmo que as atuais técnicas agrícolas não sejam ainda mais aperfeiçoadas. Se existe fome no mundo, ela se deve a guerras, à má distribuição de riquezas, à falta de solidariedade entre os homens.

 

Aliás, há quem julgue que os recursos que a natureza oferece aos homens são, de certo modo, inesgotáveis. Com efeito, o ser humano, aplicando sua inteligência, está sempre a melhorar o rendimento de tais recursos; assim, por exemplo, um hectare de terra produz hoje muito mais do que há três mil anos. Com outras palavras: o homem explora cada vez mais o potencial dos elementos que o cercam.

Além disto, é de notar que muitos recursos de antigas civilizações foram substituídos por outros mais recentes e mais eficazes.

 

4.      Superpopulação como causa de pobreza

 

O Prêmio Nobel de Economia, Hayek,  em seu livro “Nossa Herança”, observa:

 

“Não é certo que o aumento de população conduz ao empobrecimento. Não temos traço algum de história que o comprove … Não se conhece caso em que o aumento demográfico tenha levado ao empobrecimento” (p. 283).

 

Esta sentença pode apoiar-se sobre numerosos casos reais como, por exemplo, o de Taiwan: entre 1964 e 1973 registrou-se nesta ilha um crescimento demográfico anual médio de 2,57 (o que é catastrófico para o desenvolvimento econômico, segundo Malthus). Eis, porém, que nesse mesmo período a renda per capita cresceu 203%; a poupança líquida 796%; o PIB 260% e o valor das exportações 1.040%.

Em Hong Kong, entre 1960 e 1980 a população cresceu 2,8% ao ano e o PIB 7% ao ano; a população aumentou 50%, mas os salários duplicaram.

“A lei econômica segundo a qual a uma maior população corresponde proporcionalmente uma maior riqueza, que cobre com acréscimos o crescimento demográfico, tem uma explicação vital: É lei de vida que os pai de uma família numerosa - em geral - trabalhem mais do que os de uma família pequena, para cobrir suas maiores necessidades. Por sua vez, é freqüente que ao entrar na adolescência, muitos filhos de famílias numerosas comecem a trabalhar (uma boca a mais são também dois braços e uma inteligência a mais para trabalhar). Isso que acontece em nível de famílias, sucede também em nível de países, e explica que as nações com maior crescimento demográfico (subdesenvolvidas ou não) sejam as que tem um crescimento econômico proporcionalmente mais alto” (p. 283).

 

 

5.      A suposta defesa do futuro

 

Os defensores do controle da natalidade argumentam que, baixando as taxas de natalidade, defendem o futuro da humanidade. Comprovou-se o contrário.  Ao longo de 30 anos de políticas antinatalistas, os países “desenvolvidos” estão envelhecendo a níveis insustentáveis. Pierre Chaunu sintetiza assim: “O vazio que se formou na pirâmide de idades da quarta parte mais inteligente do mundo não tem precedentes. Mesmo se tudo voltasse à ordem no ano próximo, a perturbação provocada por essa mutilação da carne de uma quarta parte do mundo supera, em muito, as perdas provocadas pelas duas grandes guerras mundiais” (624).

 

“Chama-se envelhecimento (da população) o crescimento da relação entre o número de velhos e o da população total. Uma população inicia o processo de envelhecimento quando, segundo Tabla de Divillard, cruza a fronteira dos 5,6% de pessoas com mais de 65 anos e 8,8% de pessoas com mais de 60 anos… Como aponta Sauvy, o crescimento da população de anciãos não se tem feito, em geral, em detrimento da população adulta … É sobre os jovens que repercute aquele crescimento, ocasionando seu descenso … A estreita relação entre o envelhecimento e a esterilidade voluntária tem uma importância sociológica. Justificada ou não, a negativa de dar a vida tem reduzido a vitalidade das populações… O antídoto é claro: não deixar debilitar-se a natalidade; acautelar-se com a nova situação, dirigir voluntariamente o olhar ao porvir” (625).

 

Falando de toda a Europa, Zurfluh nos diz que “com uma taxa de 1,87 filho por mulher, os menores de 20 anos já são menos que os maiores de 60 anos. Acima desta cifra a situação se torna cada vez mais extrema. A Alemanha, com um taxa de 1,3 filho por mulher, terá, dentro de pouco tempo, duas vezes mais pessoas maiores que jovens” (626).  Atualmente, “os dados mais preocupantes fazem referência à queda de natalidade na Europa, cujo crescimento demográfico segue uma linha descendente desde 1984, cada ano mais acelerada e cuja taxa de crescimento natural (descontando a imigração) situa-se em 1,1 por mil. Em 1993 nasceram no Espaço Econômico Europeu (a Europa dos 17) 4,19 milhões de crianças, 110.000 a menos que em 1992, o que supõe uma taxa de fecundidade (filhos por mulher em idade fértil) de 1,5 , muito abaixo do limite mínimo para que se renovem as gerações (2,1). As taxas de natalidade passaram de 11,5 por mil em 1992 a 11,2 em 1993.  Apesar disso, no último ano a população européia experimentou um ligeiro crescimento de 0,39% (1,5 milhão de pessoas a mais), devido principalmente às migrações … A baixa taxa de natalidade chegou a tal ponto que em 1993, pela primeira vez desde 1960, há dois países europeus em que houve mais mortes que nascimentos. Trata-se da Alemanha (com um balanço de + 96.000 falecimentos) e Itália (+ 3.600) (627).

 

Em 1994, a situação da Itália piorou.  Com efeito; o “futuro do país europeu se apresentará cheio de problemas se não se conseguir reverter o rápido envelhecimento da população em um Estado onde, em 1994, morreram 584.081 pessoas. Paradoxalmente, a expectativa de vida não pára de crescer entre os italianos. Este fenômeno do aumento do número de mortos em um marco de prolongamento dos anos de vida, é conseqüência de que a porcentagem de anciãos é cada vez maior, comparada com o total da população. Em 1994 houve 20. 675 mais mortes que nascimentos (628).

 

A população do Japão está batendo um dos recordes mais temidos do mundo ocidental: o envelhecimento. Segundo os últimos dados, no ano 2025 será o país com mais velhos do mundo. A população japonesa chegará a seu nível máximo no ano 2007 e estará composta por 20% de pessoas com mais de 65 anos, estima o Instituto de Investigação Demográfica de Nihon… A proporção de pessoas com mais de 65 anos ascenderá de 12% em 1990 a 17% em 2000 e se situará em 20% em 2007, a porcentagem mais alta do mundo.  Além disso, a maioria dos anciãos viverá sozinha no futuro. De 11% em 1990, passar-se-á a 18% em 2025… para burlar este destino fatídico, Siroku Kajiyhama, secretário do partido liberal-democrata, atualmente no poder, pediu aos matrimônios japoneses que tenham como mínimo três filhos a partir de agora, único remédio que pode salvar a próxima geração de japoneses de perder seu tradicional “espírito de competência”, indispensável em uma economia de mercado.  “Vocês não precisam ter dez filhos, mas somente entre três e cinco”, pediu Kajiyhama, referindo-se a seu exemplo pessoal, pois ele mesmo é pai de dez filhos. Segundo o secretário geral, as famílias numerosas desenvolvem o espírito de competência entre as crianças”. (pp. 284s).

 

 

Brasil envelhece mais rapidamente do que se pensava

Arquivado em: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 3:36 pm on segunda-feira, julho 21, 2008

A “Folha de São Paulo” noticiou (21 de julho de 2008) que o país está envelhecendo muito mais rapidamente do que se previa. A taxa de natalidade já atingiu o baixo nível de 1,8 filho por mulher em 2006, nível que era  esperado acontecer somente em  2043. O país tem cada vez mais velhos e menos crianças, o que significa algo desastroso para o país, algo que ainda a maioria da população não entende e não percebe, mas daqui a alguns anos isso ficará claro.          A divulgação foi feita pela PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde). O IBGE, em 2004, previa que esse patamar só seria atingido em 2043. Nem mesmo projeções da ONU menos conservadoras indicavam uma taxa abaixo de 2,0 antes de 2010. Em 2004 o índice era de 2,1 filhos por mulher. 

         O índice mínimo para que um país mantenha a sua população estável, é de 2,0 filhos por mulher; já estamos em 1,8 e deve cair ainda mais, o que indica que logo o Brasil sentirá na pele os mesmos problemas dos europeus, e pior ainda. Os países da  Europa se debatem contra esse problema e todos os governos oferecem prêmios e ajuda financeira aos casais para que tenham mais filhos; isso vai acontecer com o Brasil dentro de alguns anos,  quando a falta de jovens para o trabalho se fizer sentir. 

         Quando o país envelhece como está acontecendo, ele gasta muito mais com a Previdência social (aposentadorias, hospitais, remédios, etc) uma vez que o idoso se aposenta e fica muito mais necessitado de cuidados médicos e hospitalares que as crianças e jovens. E quem trabalhará para sustentar a Previdência? Esta hoje já não dá conta de atender os doentes e idosos; com o envelhecimento mais rápido que o estimado, ela terá que aumentar os investimentos em saúde para atender aos idosos. Quem pagará essa conta. 

         “A constatação de que o Brasil terá cada vez mais idosos e menos crianças antes do previsto tem impacto nos cálculos de aposentadoria e traz desafios para políticas públicas, que terão que se adaptar a uma estrutura populacional envelhecida”, diz a matéria da Folha de SP. 

O demógrafo José Eustáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, diz que a queda mais rápida da fecundidade indica que a população começará a diminuir antes.  A projeção da ONU com taxas mais próximas das verificadas recentemente, aponta que isso deve acontecer já na década de 2030. 

Com o envelhecimento do país, será preciso aumentar o tempo que o trabalhador precisa contribuir com o INSS para se aposentar. Carlos Guerra, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada, diz que “o equilíbrio ideal é ter cinco contribuintes para cada inativo, mas já estamos nos aproximando da situação de um para um”.
         Mesmo o Japão que tem cerca de 320 pessoas por kilometro quadrado, está incentivando a população a ter mais filhos. O Brasil e a América Latina  têm apenas cerca de 20 pessoas por kilometro quadrado, enquanto a Europa tem cerca de 120. Isto mostra que a América Latina é um continente ainda vazio em comparação com o resto do mundo; e nada justifica um controle drástico da natalidade. Dentro de pouco tempo o Brasil vai amargar essa situação, quem viver verá. 

         Por isso tudo os jovens casais cristãos não devem ter medo de ter seus filhos, “o dom mais precioso do matrimônio”, diz o Catecismo da Igreja. Eles serão felizes por isso. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

UMA GRANDE FARSA

Arquivado em: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 1:37 pm on segunda-feira, janeiro 21, 2008

Está ficando cada vez mais claro que os catastrofistas de plantão que amedrontam o mundo com a questão do superaquecimento, têm uma segunda intenção: redução da natalidade.   A organização “Optimum Population Trust” (OPT) é  dedicada a defender o controle de natalidade, e afirma que “o crescimento populacional é amplamente reconhecido como uma das principais causas da mudança climática”. 

Por outro lado estimula  o uso da camisinha e diz que o seu custo  benefício é “espetacular”, sendo a forma  mais barata e efetiva de combater o aquecimento global porque reduz o número de nascimentos.  Esta ONG britânica lançou  sua “estratégia para o clima baseada na população”. 

Para essa ONG, “uma estratégia para o clima baseada na população envolve menos dos impostos, das regulamentações e dos outros limites à liberdade individual e à mobilidade hoje considerados como resposta às mudanças climáticas. Para concluir, seria mais fácil, mais rápido, mais barato, mais livre e mais verde”, conclui o documento. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070507_controlenatalidadeclimarw.shtml Por outro lado, a revista Veja (n.2044 – 23 jan 2008) publica uma matéria (pag. 40) onde afirma que “o governo russo passou a dar dinheiro a casais que decidem ter um segundo filho e fará uma campanha publicitária para encorajar os russos a formar família. Uma cidade russa chegou a criar um feriado para estimular o sexo entre casais com fim de reprodução.”  Medidas semelhantes de distribuição de dinheiro para casais que queiram ter mais filhos está acontecendo em muitos paises da Europa e Japão que estão se tornando paises de idosos, com sérios problemas para a previdência social.  

A população russa diminui de 700 mil pessoas por ano, e segundo a ONU se reduzirá de 143 milhões que tem hoje para apenas 114 milhões de pessoas. Isto também porque há na Rússia cerca de 1,5 milhões de abortos por ano.   É uma tremenda incoerência querer resolver o problema do aquecimento global com a redução da natalidade, cooperando para extinguir as populações dos paises. Não é eliminando a vida ou impedindo-a de existir que a humanidade vai resolver os seus problemas, mas com educação, promoção social, tecnologia e fraternidade.  

Deus deu ao homem capacidade e meios para resolver os seus problemas de maneira ética e moral, e não, impedindo a vida humana de existir.   Muitos cientistas de renome não concordam com a exagerada importância que se dá ao superaquecimento. O Dr. Thomas Sowell, doutor em Economia pela Universidade de Chicago afirma que: “Nada é mais fácil do que criar modelos matemáticos para cenários catastróficos. Políticos e burocratas do governo têm tentado, por mais de uma década, vender o cenário apocalíptico do aquecimento global, fato que teria aumentado o poder de políticos e burocratas”. Ele afirma que muitos cientistas de peso não concordam com o pânico que se cria em torno do aquecimento global da terra e sua causa humana.  

Nos anos 1970 o pânico era sobre o “esfriamento global da Terra” e a chegada de uma  nova era glacial. Um relatório daquela época, da Academia Nacional de Ciência, dos EUA,  levou a revista Science a escrever em sua edição de 1º de março de 1975 que uma longa “era glacial é uma possibilidade real”. De acordo com a edição de 28 de abril de 1975 da Newsweek, “o clima da terra parece estar se resfriando”. De acordo com a edição de fevereiro de 1973 da Science Digest, “quando o congelamento começar, será muito tarde”. (www.midiasemmascara.org

Em cerca de apenas trinta anos passamos do pânico do resfriamento global para o aquecimento global. Parece algo incoerente. Há muitas divergências de opiniões a respeito do aquecimento do Planeta entre os cientistas especialistas em clima e tempo; entre os que discordam do pânico estão o Dr. Richard S. Lindzen, professor de meteorologia no MIT (EUA), o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália. 

85 cientistas e especialistas em climatologia assinaram a Declaração de Leipzeg; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, assinaram a Petição do Oregon Institute e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como “teorias científicas altamente duvidosas”. (Publicado por capmag.com) 

Esses cientistas dizem que os fatos científicos desmentem o pânico sobre aquecimento. Alguns afirmam que “o clima está sempre mudando”, e que muitos fatores mudam a temperatura tais como o calor emitido pelo Sol em diferentes eras, e que são fatores que estão além do controle dos seres humanos. Dizem que certos gases, tal como o dióxido de carbono, têm o potencial de afetar a temperatura mas não concordam que um particular aumento de temperatura, durante uma era particular, seja necessariamente devido ao “efeito estufa”. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

  

Bispos na Índia alentam católicos a terem mais filhos

Arquivado em: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 10:54 pm on quinta-feira, setembro 20, 2007

 

A Índia tem uma densidade demográfica de 308 pessoas/km quadrado, só perde para o Japão que tem 340.E no entanto, o Arcebispo de Trichur (Índia), Dom Andrews Thazhath, iniciou uma campanha para alentar aos católicos da região de Kerala no sul do país, a terem mais filhos, dada a preocupante queda na taxa de natalidade dos cristãos.   

Segundo a agência UCA News, o Bispo afirmou que em 1991 os cristãos em Kerala eram 19,5% dos 32 milhões de habitantes dessa região. Em 2001 a população chegou a 32 milhões e a percentagem de católicos decresceu aos 19%. 

A preocupação de Dom Thazhath não é nova. Em agosto do ano passado, o Cardeal Varkey Vithayathil, Arcebispo de Ernakulam-Angamaly, também exortava aos católicos a terem mais bebês em suas famílias. (CALCUTA, 2007-09-19 - ACI

O Pe. Jose Kottayil, Secretário da Comissão de Família da Conferência de Bispos Católicos de Kerala, explicou que a migração em  grande escala para a Austrália, Canadá, Europa, o Golfo Pérsico e Estados Unidos; assim como o síndrome da micro-família” fazem com que os católicos não cresçam em Kerala.  

“Nossa comunidade está bem educada e está melhor economicamente. Entretanto muitos pais jovens só têm um filho para assegurar assim a segurança social”, inclusive quando são capazes de manter mais crianças“, disse o sacerdote.  

Além disso, o plano existente para outorgar bolsas de estudo aos filhos de famílias numerosas, o Pe. Kottayil assinalou que “também educaremos os católicos a compartilhar seus recursos e gerar oportunidades de emprego. Temos que mudar a mentalidade do povo e isso nos tomará tempo”. 

Esta noticia mostra que mesmo em um país ainda em desenvolvimento, com a segunda maior taxa demográfica do mundo, a Igreja católica não aceita o controle da natalidade como meio de melhorar  a vida da população. A Índia é um país que hoje cresce a taxa de quase 10% ao ano, como a China, o que mostra que não é o número grande de habitantes que faz um país deixar de crescer.  

Um exemplo claríssimo disso é também o Japão, que não tem petróleo, não tem minérios, não tem terras, e possui a maior densidade demográfica do mundo, sendo o segundo pais em PIB entre as nações.  

Tudo isto mostra que a Igreja, “perita em humanidade”, como disse Paulo VI, tem toda a razão. Não é com políticas desumanas e anti-humanas de impedir a vida de existir, que se vai resolver os problemas das nações. Devemos dar soluções corretas para os problemas, e não soluções fáceis, rápidas, cômodas e inócuas.  

 Se na Índia, onde a densidade demográfica é de 308 hab/km quadrado, a Igreja incentiva os casais católicos a terem mais filhos, o que dizer,então, do Brasil, onde a densidade é de apenas 19 pessoas/km quadrado? O Brasil é um pais desabitado em comparação com a Índia e o Japão. 

Nada está acima da vida, por isso, a Igreja sempre esteve ao lado e em defesa dela.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

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