images (1)Assinatura do decreto foi anunciada esta manhã

O Santuário de Fátima “alegra-se” com a assinatura do decreto que confirma o milagre que permitirá a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto.

A assinatura do decreto que confirma o milagre atribuído à intercessão dos beatos francisco e Jacinta Marto, falecidos em 1919 e 1920, respetivamente, foi anunciado esta manhã no boletim diário da Sala de Imprensa do Vaticano, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos.

Alegramo-nos com este passo decisivo para a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto. Aguardamos agora com serenidade a decisão do Papa Francisco relativamente ao anuncio da data e do lugar para essa canonização”, referiu o reitor do Santuário de Fátima em declarações à Sala de Imprensa.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que alguém é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Francisco e Jacinta Marto são os dois irmãos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917. São, igualmente os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.

fonte: fatima.pt 


fatimaNo Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, o que é essencial saber da Mensagem para com ela fazer experiência?

A fé fria e abalada pela guerra

Em plena primeira guerra mundial, enquanto grandes potências espalhavam os horrores da guerra pelo mundo, Portugal também participou unindo-se aos seus aliados enviando suas tropas para o combate. Muitas famílias sofriam a angústia e o medo de perderem seus filhos, a fé estava fria e abalada.
Nesse contexto, já em 1915 em Fátima houve uma manifestação do céu quando Lúcia com três companheiras ao começar a rezar o terço no Monte do Cabeço viu suspenso no ar, sobre o arvoredo, uma figura como se fosse uma estátua de neve que os raios de sol tornavam algo transparente, mesmo sem saber o que era continuaram a rezar com os olhos fixos na figura, e ao terminarem a reza, desapareceu.
A guerra expressa a “ausência” de Deus em muitos corações que insensibilizados pelo pecado articulam a maldade cegamente contra a humanidade. As nossas más ações não testemunham a Sua presença, e pode levar  almas para o inferno.

Onde as Aparições de Fátima podem nos levar?

É importante saber que em todas as circunstancias da nossa vida, e diante dos conflitos da guerra Deus compadecido inclina os seus ouvidos, ouve e vê a dor do seu povo: …Um clamor se ouve em Ramá, de lamento, de choro, de amargura. É Raquel que chora seus filhos… ( Jr 1, 15)”. Ele usa de meios adequados, de pessoas para se manifestar e reavivar a fé nos corações. Portuga,l um dos menores países da Europa que sofreu o  impacto brutal no campo econômico e social  de uma guerra que se tornara global, foi escolhida por Deus para trazer Sua mensagem ao mundo: o que para o mundo é fraqueza, Deus o escolheu para envergonhar o que é forte. (1 Cor 1, 27).
Os acontecimentos sobrenaturais em Fátima continuaram a ocorrer nos anos seguintes, os mais conhecidos e estudados são os de 1916, Aparições do Anjo, e 1917 as de Nossa Senhora. São os ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano. O Ciclo Cordimariano, embora ocorridos em Espanha de 1925 a 1929, e após as Aparições em Fátima, fazem parte da Mensagem, são as Aparições de Nossa Senhora, do Menino Jesus, que se deu em Pontevedra; e da Santíssima Trindade e Nossa Senhora em Tuy, todos revelados a Ir. Lúcia.
Olhar e coração atentos a Mensagem de Fátima, pois ela tem muito a dizer para a Igreja. O Cardeal Tarcísio Bertone, ao se dirigir a respeito da Terceira parte do segredo de Fátima diz que: “Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”.

Ao findarem, as aparições foram averiguadas e aprovadas pela Igreja local em 1930, mas a devoção popular já havia chegado a milhares de corações além do território Português, e atualmente já é conhecida no mundo.
A Mensagem de Fátima nos conduz unicamente para o Evangelho, é descrita de maneira clara, direta e concreta de como vivenciá-la, faz jus as palavras do Cardeal Bertone: Tal é a mensagem de Fátima, com o seu veemente apelo à conversão e à penitência, que leva realmente ao coração do Evangelho”.
Inúmeros são os que estudam as Aparições de Fátima, e muitos são os escritos a seu respeito, diante deles percebe-se que a Mensagem contida nas Aparições é como fonte inesgotável, e a descoberta para alguns estudiosos é que tudo converge, como um prisma, para o Imaculado Coração de Maria.
A Irmã Lúcia em um dos seus escritos, a quarta Memória, ao expor de maneira completa as aparições de Nossa Senhora e da Mensagem, ela apresenta em primeiro lugar e como referência principal o Coração Imaculado. Nossa Senhora ao aparecer com o Coração na mão remete-nos ao mais simples sentimento, na qual expressa que sente profundamente tudo o que nos afeta em todas as dimensões da nossa existência.
A mensagem também nos deixa um apelo, a rever nosso modo de vida de modo a nos empenhar na conversão continua e pessoal, pois a humanidade atual não esta diferente dos anos passados, continuam as guerras, sejam elas interiores, ou em nossos lares, na sociedade, e como pecadores precisamos estar atentos e vigilantes para que nossas almas e de tantos não se percam no inferno, por não haver quem se sacrifique e orem por elas.

A mensagem de Fátima nos prepara para a segunda vinda de Jesus

A Mensagem de Fátima é atual, é para os nossos tempos, ela nos projeta para a frente, na história, e ilumina os passos a realizar. Ela também nos prepara para a Segunda vinda de Jesus. Os que procuram viver essa espiritualidade se empenham na busca de santidade. Como disse Papa Francisco, vivemos uma terceira guerra mundial em pedaços. Aqueles que vivem a Mensagem não dão “as costas” para Deus, mas buscam estar em sua presença, através de constantes orações, do oferecimento que é custoso viver.  A exemplo dos pastorinhos, estes se compadecem, ama os pecadores e olha para os irmãos com os olhos de Deus, para curar as feridas causadas pelo mal e pelo pecado, especialmente nas relações entre as pessoas e os povos.
O mais simples gesto de amor para com o próximo é um ato de reparação das ofensas a Deus. Tais atitudes nos levam a ser pessoas empenhadas em construir a paz, a fraternidade no mundo. Isso é possível e começa onde estou e com quem estou, pois buscar a conversão do coração e da mente, através da oração e da penitência, significa começar a construir a paz dentro de cada um de nós, e desse modo como uma fagulha ela se espalhará pela terra.
Na Aparição de Fátima, quando Nossa Senhora mostra o inferno aos pastorinhos, não pretendeu aterrorizá-los, mas sim mostrar a eles e a nós que para além do Céu e do Purgatório existe o inferno, que não podemos negar a sua existência, pois, infelizmente muitas almas nele se perdem. Lembrar que o inferno existe deve nos impelir a lutar todos os dias para não sermos seduzidos e conduzidos pelo pecado, que nos leva ao afastamento de Deus, e também que os pecadores são dignos da salvação e conosco contam para alcançá-la.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria

A Mensagem de Fátima, além de ser profética, nos traz a grande promessa como meio e resposta diante dos pecados que assolam a humanidade, é a Devoção ao Imaculado Coração de Maria: «Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz […] Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados».
Os tempos atuais e os seus problemas exigem uma urgência a essa devoção. É urgente percorrer este caminho simples, acessível a todos: a oração diária do Rosário (ou terço); de tudo o que se fizer, das coisas mais simples do dever quotidiano, oferecer sacrifícios e orações pela conversão dos pecadores e pela Paz no mundo; e, uma vez por mês, consagrar e santificar os primeiros sábados. É o conteúdo da grande promessa, confiada à Irmã Lúcia na aparição de 10 de dezembro de 1925.
Não se pedem coisas extraordinárias que estejam para além das possibilidades humanas. Tudo é tão simples que até parece impossível que desta simplicidade dependa a paz e a salvação do mundo! Deus é simples, e as almas sensíveis, de coração unido a Ele, ouvem a Sua voz e o Seu apelo, se dispõem e contam com a Sua graça para atendê-lo.

Nilza e Gilberto Maia
Comunidade Canção Nova

(fonte: https://goo.gl/UfJCYH )

images (1)O dia 20 de fevereiro foi instituído pela Igreja como a festa em memória aos beatos Jacinta e Francisco Marto, os pastorinhos de Fátima.

Os beatos assimilaram bem a mensagem recebida do céu, por intermédio de Nossa Senhora, e se esmeraram em atender os apelos por ela apresentados.

A partir das Aparições de Nossa Senhora, deixaram-se conduzir, de modo autêntico e genuíno, pela Mensagem de Fátima, houve um entendimento de coração e de alma do interior de cada um deles. Com naturalidade, expressaram em suas atitudes virtudes tão nobres de caridade, que, além de atrair milhares de devotos a Fátima, colaborou para expandir a Mensagem pelo mundo.

As aparições trouxeram sim alguns contratempos na família, como por parte dos céticos, a prisão, os insultos, a liberdade de ir e vir. O caminho de Deus para os Pastorinhos não ofereceu glória terrena, poder ou riqueza, mas os convidou a continuar uma vida de austeridade, de simplicidade, e a trilharem a ascendência espiritual por meio de constantes orações, sacríficos pela conversão dos pecadores e reparação ao Imaculado Coração de Maria. A maior glória foi oferecida por Deus e revelado a eles por Nossa Senhora, a garantia de irem para o céu.

Por mais novos que fossem, os Pastorinhos faziam tudo com sobriedade, e a cada dia crescia o amor pela salvação das almas. O amor os movia a ponto de não medirem sacrifícios pra resgatá-las e livrá-las do inferno.

Jacinta também era inspiradora dos sacrifícios que podia oferecer a Deus juntamente com sua prima Lúcia e com seu irmão, Francisco. Ela possuía um amor imensurável pelos pecadores, e, muitas vezes ao dia, rezava: “Oh, meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as alminhas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem” As pessoas, logo ao vê-la,  apresentavam-lhe um caso para que rezasse. Jacinta não se esquecia, e sempre ao rezar os apresentava a Deus.

Muitas foram as graças alcançadas por intermédio dela:

Encontrou-nos um dia uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou-se diante da Jacinta a pedir-lhe que Ihe obtivesse de Nossa Senhora a cura de uma terrível doença. Jacinta, ao ver de joelhos, diante de si, uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trêmulas para a levantar. Vendo que não era capaz, ajoelhou também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois, pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura.” (Memorias de Ir. Lucia, pg 56.57)

Francisco, mais silencioso e contemplativo, tinha predileção em consolar Nosso Senhor, e era de muita oração. Certa vez, sua prima Lúcia lhe perguntou:Francisco, tu, de que gostas mais: de consolar Nosso Senhor ou converter os pecadores, para que não fossem mais almas para o inferno?

Gostava mais de consolar Nosso Senhor. Não reparaste como Nossa Senhora, ainda no último mês, pôs-se tão triste quando disse que não ofendessem a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido? Eu queria consolar Nosso Senhor e depois converter os pecadores, para que não O ofendessem mais.” (Memorias de Ir. Lucia, pg 155)

Muitos são os relatos da vida dos Beatos Jacinta e Francisco Marto para contar, porém, apenas nesses simples fatos é perceptível que, já em vida, tinham fama de santidade, praticaram virtudes heroicas e foram dignos de receber a honra nos altares.

Somos convidados a trilhar o mesmo caminho de santidade percorrido por Jacinta e Francisco, com eles podemos contar para conversão de muitos dos nossos e também suplicar a eles para receber as graças de que necessitamos.

Oração aos beatos Jacinta e Francisco Marto

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e agradeço-vos as aparições da Santíssima Virgem em Fátima.

Pelos méritos infinitos do Santíssimo Coração de Jesus e por intercessão do Coração Imaculado de Maria, peço-vos que, se for para Vossa maior glória e bem das nossas almas, digneis-Vos glorificar diante de toda a Igreja os bem-aventurados Francisco e Jacinta, concedendo-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Nilza e Giba Maia

lucia_n (1)A grande protagonista das Aparições de Fátima, Lúcia de Jesus, nasceu em 22 de Março de 1907, em Aljustrel, Paróquia de Fátima. Foi batizada no dia 30 de Março na Igreja paroquial de Fátima. Os seus pais eram Antônio dos Santos e Maria Rosa. Sendo a mais nova de sete irmãos, Lúcia era a favorita da família e foi sempre querida por todos durante a sua infância. Apesar da família ter passado por algumas dificuldades, a mãe de Lúcia educou todos os seus filhos num espírito cristão exemplar.
As circunstâncias familiares obrigaram a que Lúcia começasse muito cedo a tomar conta do rebanho da família. Durante as aparições, Lúcia teve um papel fundamental, porque Nossa Senhora escolheu-a como intermediária e deu-lhe uma mensagem que devia ser revelada apenas mais tarde.

Depois das aparições e obedecendo ao pedido de Nossa Senhora, Lúcia frequentou a escola primária de Fátima. Em 17 de Junho de 1921, com 14 anos, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia, onde recebeu uma excelente formação moral e religiosa. O exemplo dos seus professores e a sua gratidão para com eles fez com que ela decidisse entrar no Instituto de Santa Doroteia em Tuy, Espanha, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de Março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. No dia 31 de Maio de 1949, fez a sua profissão de votos solenes.

A Irmã Lúcia foi a Fátima várias vezes: uma delas a 13 de Maio de 2000, data da Beatificação dos seus primos Francisco e Jacinta, pelo Papa João Paulo II.

A Irmã Lúcia deixou-nos as suas maravilhosas “Memórias” que já se encontram publicadas em várias línguas. Ela escreveu também mais tarde um livro intitulado: “Apelos da Mensagem de Fátima”.

A irmã Lúcia faleceu a 13 de Fevereiro de 2005, aos 97 anos no seu convento Carmelita, em Coimbra. Participaram no seu funeral milhares de pessoas.

IrLuciaOs passos iniciais  da causa de canonização da Irmã Lúcia começou em 2008, três anos após a sua morte, o Papa emérito Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos em relação ao período de espera estipulado pelo Direito Canônico .

A irmã Lúcia de Jesus viveu 57 anos de vida carmelita e encontra-se sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde 2006. 

A fase diocesana do processo de canonização da Irmã Lúcia de Jesus, pastorinha de Fátima, chegou ao fim, passando agora para a competência direta da Santa Sé e do Papa.

O processo de canonização é composto por uma fase diocesana e outra romana. Foi analisado seus escrito,  foram ouvidas várias pessoas que com ela conviveram e cujo testemunho forneceu dados fundamentais para traçar o perfil da vida e das virtudes da religiosa carmelita, pastorinha de Fátima.

Todo este material, juntamente com os documentos relativos à sua fama de santidade, seguirá agora para a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, onde se iniciará a fase romana deste processo, em que se estudará a vida e as virtudes da Irmã Lúcia.

Se, em conclusão desse estudo, se reconhecer na Irmã Lúcia o perfil de quem viveu a configuração com Cristo, o processo será apresentado ao Santo Padre que assinará o Decreto da Heroicidade das Virtudes, proclamando-a venerável. Se assim acontecer, faltará a aprovação de um milagre para a Beatificação e de um outro para a Canonização, terminando assim este processo.