1 fevereiro,2010  |  autor: redacao  |  Inspiração, Tecnologia

A ‘Boa’ digital: Como você está usando suas ‘redes’ ?

Em um mundo cada vez mais rápido e conectado em tempo real a tudo o que acontece, onde as redes sociais (FaceBook, Orkut, Twitter, YouTube, Flickr, Myspace, Secondlife…) tem realmente pescado uma multidão enorme de peixes de todos os tipos, tamanhos e idades, nos vemos diante de um desafio: “Como a ‘Barca de Pedro‘ pode continuar a pescaria em novos mares?”.

Apesar de ser uma novidade desafiadora, a resposta é a mesma dada por Jesus a Pedro após uma exaustiva noite de pesca sem nada apanhar no mar de Tiberíades: “Disse-lhes ele (Jesus): Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes” (Jo 21,6).

É um misto de coisas antigas e novas, aí é que percebemos que a Palavra de Cristo é sempre atual e responde aos anseios do homem moderno; de modo especial aos novos trabalhadores da ‘Barca de Pedro’, operários desta grande companhia de pesca que é a Igreja.

A proposta que Cristo nos faz hoje é de lançarmos as redes. São outros mares é verdade, mas também são novas ‘redes’, e a ordem vem acompanhada de uma promessa: ‘Lançai e achareis’.

Precisamos navegar por este mar e levar a ‘Boa’ de Cristo que é sempre ‘Nova’; afinal ninguém entende mais de novidade do que a Igreja do Deus vivo que vem proclamando a ‘Boa’ há mais de 2 mil anos.

Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro?” (Mensagem do Papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial das Comunicações – 2010)

Não se trata apenas de marcar presença nas ferramentas de relacionamento na internet, mas de levar a Boa Nova de Cristo a um ambiente que tende ao fechamento e isolamento; é incentivar os relacionamentos intensos, solidários, sinceros, colaborativos, que produzam frutos de vida nova no mundo real.

A evangelização dentro das redes sociais não vieram para atrapalhar ou tirar as pessoas de suas paróquias; ao contrário, elas contribuem e muito para levar a mensagem do Evangelho mais rápido e mais longe, tornando-se assim uma extensão de nossas comunidades.

Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rm 10,14).

Pecaremos por omissão se não fizermos um uso sábio destas ferramentas, pois precisamos lançar as redes em todos os lugares, pois a missão da Igreja é, e sempre será, comunicar a ‘Boa’ de Cristo. Assim como São Paulo, precisamos anunciar na linguagem dos povos a quem comunicamos, usar a cultura e o modo de viver deles:

Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!” (At. 17,23)

Os meios de comunicação modernos estão aí, a cada dia, trancando as pessoas no mar de seu egoísmo e solidão, enchendo os corações de pornografia e trevas, dividindo e destruindo famílias, incitando tantos ao erro e ao pecado como modo de vida. São comunidades inteiras na rede, com os mesmos desafios de outrora. Por isso a necessidade de uma ‘pastoral digital’, como foi o  pedido do Papa Bento XVI.

E nós, o que estamos fazendo? Estamos fazendo das redes sociais da vida um lugar de ‘besteirol’, onde pouco a pouco nos deixamos envolver pela escuridão; ou estamos proclamando a ‘Boa’ do Evangelho? Estamos deixando resplandecer em nossas redes e comunidades a ‘face Cristo‘ ou usando da internet como um refúgio onde camuflamos o nosso ser de Deus e assumimos o que não somos? A internet não é uma ‘terra de ninguém‘, como muitos pensam, mas é uma terra de quem sabe comunicar o que é, e de quem é.

Mas não quero motivar você a não usar a rede digital, pois não foi esta a ordem de Cristo, a ordem d’Ele foi lançar as redes do outro lado da barca. Resultado: foram 153 espécies de peixes, ou seja, todas as espécies de peixes daquele mar!

Então, prepare as redes, conecte-se, navegue e boa pescaria, pois o mar digital é grande e está cheio de peixes sedentos da verdade. Precisamos comunicar o Evangelho a todos usando redes eficazes e fortes.

Deus o abençõe!

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30 dezembro,2009  |  autor: redacao  |  Comemorações, Diversos, Know how, Promoção, Sem Categoria

Habitar o mundo digital: intenção geral do Papa para 2010

“Que os jovens saibam utilizar os meios modernos de comunicação social para seu crescimento pessoal e para se prepararem melhor para servir a sociedade.”

1. Geração digital

Não é novidade a apetência dos mais jovens pelas novas tecnologias, sobretudo aquelas que permitem comunicações fáceis e instantâneas. Rodeados de produtos destinados ao entretenimento e à comunicação, os mais novos desenvolvem rapidamente competências várias, sobretudo como utilizadores. E ainda bem, pois eles precisam de dominar as linguagens específicas destes meios, quer por razões de socialização, quer por razões práticas: evitar o analfabetismo digital. Isso não implica, naturalmente, descurar a sua formação noutras áreas mais tradicionais – aliás, sem estas nunca poderão ser competentes naquela.

A revolução digital trouxe consigo o aumento dos canais de informação, o aparecimento de novos agentes nesta área e a necessidade de os antigos meios de comunicação se reconverterem, acompanhando as exigências das novas linguagens. Realidades ainda há pouco inexistentes, como as chamadas “redes sociais” (Facebook, Twitter), a criação de “vidas” virtuais (Second Life), as enciclopédias livres on-line (Wikipedia), a possibilidade de qualquer pessoa criar e manter uma página na internet (blog) constituem hoje lugares comuns para milhões de pessoas em todo o mundo – sobretudo para as gerações mais novas.

2. Habitar no mundo digital

A possibilidade de pessoas e grupos comunicarem livremente no mundo digital levou a um aumento massivo da informação disponível. Só como exemplo, na internet, usando um motor de busca e a palavra “vampiro” (um dos temas da moda entre adolescentes), obtiveram-se, em 37 segundos, dois milhões e quinhentos mil resultados. A quantidade e a qualidade, porém, não andam necessariamente juntas. Importa, por isso, gerir sabiamente a informação disponível e desenvolver critérios para o uso dos meios de comunicação.

Quanto à gestão dos imensos volumes de informação disponível, sobretudo na internet, a forma mais eficaz é atender à qualidade das fontes: meios de comunicação de valor reconhecido, instituições respeitadas constituem, à partida, garantia de qualidade. O mais importante, no entanto, é o desenvolvimento de critérios que permitam fazer a selecção dos conteúdos e a reflexão crítica sobre os mesmos.

Pensando nos mais novos, isto implica sobretudo a educação dos valores: respeito por si próprio e pelo outro, apreço pela dignidade da pessoa, disponibilidade para o voluntariado e o serviço comunitário – para que seja natural aos mais novos recusarem a pornografia, o racismo, a violência gratuita, a discriminação, o egoísmo; apreço pelas formas democráticas de governo, preservação dos bens comuns, cuidado com natureza – tornando mais fácil a rejeição dos totalitarismos, dos comportamentos anti-sociais, das atitudes menos sadias; para os crentes, a educação no amor a Deus e ao próximo, a vivência comunitária da fé – abrindo caminho para dimensões da existência humana capazes de a dotarem de sentido e transcendência…

Os mesmos critérios e valores serão fundamentais à medida que os mais novos passem de consumidores de produtos de entretenimento ou informação a criadores de conteúdos para serem consumidos por outros. De facto, a originalidade maior do mundo digital é o esbatimento das diferenças entre produtores e consumidores de informação (ou entretenimento) e a permanente criação de novas formas e oportunidades de comunicar. Ajudar os jovens a assumir, com responsabilidade e criatividade, o seu papel neste ambiente comunicacionalmente tão intenso é um serviço inestimável, não só aos mesmos jovens mas a toda a sociedade.

Fonte: Elias Couto, Agência Ecclesia

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14 dezembro,2009  |  autor: redacao  |  Opine, Sugestões

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