Catedral de São José e Comunidade Canção Nova realizam Festa Junina

Arraia da catedral e cancao nova

Traga toda toda sua alegria e toda sua família para participar do “Arrraiá da Catedral e Canção Nova”, será no dia 11 de Junho de 2016, à partir das 20h, no salão da Catedral.

Atividades

Ao som do ministério de música Canção Nova haverá danças típicas, barracas de brincadeiras, barraca do milho, cachorro quente, pastel, churrasco, frango frito, caldos, doces e refrigerantes.

Ação entre Amigos

Você ainda pode participar da “Ação entre Amigos” no valor de R$ 15,00 e concorrer a prêmios no valor de R$ 1.000,00; R$ 500,00; R$ 250,00; R$ 150,00; além de ferro elétrico, liquidificador, churrasqueira, grill, batedeira e kit churrasco.

Mais informações:

Secretaria da Catedral: (17) 3234-4879

Canção Nova: (17) 3233 – 4600

nosso conteúdo (1)

O demônio usa de cinco principais formas para nos atacar

A vida nem sempre é fácil. Crianças, trabalho, escola, doenças, muitas vezes, interferem nos planos que fizemos para nós mesmos, e é durante os tempos de maior stress, dor e sofrimento que sofremos os maiores ataques do diabo.

Felizmente, Deus nos presenteou com um Livro Sagrado para nos guiar na dor infligida pelo inimigo.

Segundo Kelly Balarie existem cinco “pontos de vulnerabilidade os quais o diabo usa para atacá-lo”. Estes pontos são quando estamos com fome, irritados, incrédulos, feridos e cansados – Em Inglês estas palavras se tornariam a sigla  F.I.G.H.T., que na tradução quer dizer luta.

Cinco formas que o demônio nos ataca

Fome

Temos fome de algo que só Deus pode nos alimentar. Bem-aventurados os que têm fome e sede de retidão: eles serão saciados. – (Mateus 5, 6).

Ao tentar preencher a falta de  Deus, que é como um buraco em seu coração, o demônio ataca. É fácil ir atrás de alguém que não entende que Deus está faltando em sua vida – é ainda mais fácil quando alguém substitui a necessidade do amor de Deus com a sua necessidade de alegrias terrenas.

Isso não quer dizer que devemos parar de apreciar as pequenas coisas da vida – ou mesmo as grandes. Significa apenas que é importante manter forte nossa relação com Cristo através do estudo bíblico, oração e participação na Santa Missa, para preencher nosso vazio interior com a presença de Deus.

Irritabilidade

Mesmo se você está com raiva, não pequeis: não permita que o sol se ponha sobre a vossa ira (Efésios 4, 26)

Quando estamos chateados, muitas vezes, dizemos e ou fazemos coisas as quais podemos nos arrepender mais tarde. Às vezes, as coisas que fazemos quando estamos com raiva podem ter repercussões graves. Quando você estiver com raiva, se necessário, fique alguns minutos sozinho para pensar melhor na situação, rezar um pouco e controlar-se.

Lembre-se, o diabo ama quando nos sentimos um nada. Não lhe dê a satisfação de provocar você.

Incredulidade

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos”. (2 Timóteo 4-3,4)

Muitos acreditam que quando pecamos, Deus se afasta de nós. A verdade é que nós nos afastamos Dele. O Senhor nunca deixa de estar ao nosso lado, Ele está pronto para intervir sempre que pedimos. O diabo usa nossos momentos de incredulidade para reforçar a crença de que temos pecado contra Deus e não somos dignos de Suas promessas, não caia nessa!

Deus nos ama e sempre perdoa nossas transgressões. Tudo o que precisamos fazer é pedir perdão.

:: Oração para pedir os dons do Espírito
:: Matrimônio: Sacramento de santificação mútua
:: Deus instituiu a morte?
:: Em que consiste a esperança?

 

Feridas

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça“. (Isaías 41,10)

Quando estamos sofrendo estamos vulneráveis. Tornamo-nos ingênuos, irritados, queremos de qualquer maneira acabar com a dor e o diabo sabe disso.

Durante o sofrimento, precisamos confiar em Deus, nos voltarmos para Ele em oração, adoração. Se preciso procurar um religioso que possa ajudar na dor. Não permita que o diabo o induza a crer que Deus está contra você.

Cansaço

“Descanse somente em Deus, minha alma! Ele é a fonte de minha esperança.” (Salmo 62, 5)

Quando sentimos que já tentamos tudo o que podíamos, aí está a deixa para darmos tudo a Deus na confiança de que ele vai resolver todas as coisas.

Demasiadas vezes cedemos à nossa exaustão. Sentimos frustração e stress até que explode uma enxurrada de raiva, dor ou consequências ainda piores. Quando estamos cansados, devemos lembrar que Deus está sempre presente para nos levar em seus braços.

Embora o diabo goste de jogar com nossas emoções, é importante lembrar que nós também somos responsáveis por nossas próprias ações. Podemos escolher obedecer ao diabo ou confiar em Deus. O que você escolhe?

Fonte: Catholic Online

nosso conteúdo (5)

O amor conjugal traz em si características próprias

Nesta luz aparecem-nos claramente as notas características do amor conjugal, acerca das quais é da máxima importância ter uma ideia exata.

Características do amor conjulgal

É, antes de mais, um amor plenamente humano, quer dizer, ao mesmo tempo espiritual e sensível. Não é, portanto, um simples ímpeto do instinto ou do sentimento; mas é também, e principalmente, ato da vontade livre, destinado a manter-se e a crescer, mediante as alegrias e as dores da vida cotidiana, de tal modo que os esposos se tornem um só coração e uma só alma e alcancem juntos a sua perfeição humana.

Compartilham  todas as coisas, sem reservas

É depois, um amor total, quer dizer, uma forma muito especial de amizade pessoal, em que os esposos generosamente compartilham todas as coisas, sem reservas indevidas e sem cálculos egoístas. Quem ama verdadeiramente o próprio consorte, não o ama somente por aquilo que dele recebe, mas por ele mesmo, por poder enriquecê-lo com o dom de si próprio.

Amor fiel e exclusivo, até à morte

É, ainda, amor fiel e exclusivo, até à morte. Assim o concebem, efetivamente, o esposo e a esposa no dia em que assumem, livremente e com plena consciência, o compromisso do vínculo matrimonial. Fidelidade que por vezes pode ser difícil; mas que é sempre nobre e meritória, ninguém o pode negar. O exemplo de tantos esposos, através dos séculos, demonstra não só que ela é consentânea com a natureza do matrimônio, mas que é dela, como de fonte, que flui uma felicidade íntima e duradoura.

Filhos, dom mais excelente do matrimônio

É, finalmente, amor fecundo que não se esgota na comunhão entre os cônjuges, mas que está destinado a continuar-se, suscitando novas vidas. “O matrimônio e o amor conjugal estão por si mesmos ordenados para a procriação e educação dos filhos. Sem dúvida, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos pais”.

Missão de “paternidade responsável”

Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de “paternidade responsável”, sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si.

Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana.

Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas.

Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento.

Paternidade responsável comporta ainda, e principalmente, uma relação mais profunda com a ordem moral objetiva, estabelecida por Deus, de que a consciência reta é intérprete fiel. O exercício responsável da paternidade implica, portanto, que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres, para com Deus, para consigo próprios, para com a família e para com a sociedade, numa justa hierarquia de valores.

Na missão de transmitir a vida, eles não são, portanto, livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja.

Respeitar a natureza e a finalidade do ato matrimonial

Estes atos, com os quais os esposos se unem em casta intimidade e através dos quais se transmite a vida humana, são, como recordou o recente Concílio, “honestos e dignos”; e não deixam de ser legítimos se, por causas independentes da vontade dos cônjuges, se prevê que vão ser infecundos, pois que permanecem destinados a exprimir e a consolidar a sua união. De fato, como o atesta a experiência, não se segue sempre uma nova vida a cada um dos atos conjugais. Deus dispôs com sabedoria leis e ritmos naturais de fecundidade, que já por si mesmos distanciam o suceder-se dos nascimentos. Mas, chamando a atenção dos homens para a observância das normas da lei natural, interpretada pela sua doutrina constante, a Igreja ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida

Trecho da Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI

Missão da Canção Nova em São José do Rio Preto completa 12 anos

Mensagem de Dom Tomé

Completa-se 12 anos que a  missão da Canção Nova está em São José do Rio Preto. O Bispo local, Dom Tomé, deixou uma mensagem dando os parabéns. Ouça:

Participe da comemoração dos 12 anos da Missão, neste domingo dia 15 de Maio, à partir das 8h no salão de eventos da Catedral de São José em Rio Preto.

Mais informações: (17) 3233 – 4600

Oração de Santo Afonso de Ligório para pedir os dons do Espírito Santo

Espírito Santo,
Consolador Divino,
Eu O adoro como meu verdadeiro Deus,
com Deus Pai e Deus Filho.
Uno-me também à adoração
que recebe dos anjos e santos.

Oração para pedir os dons do Espírito Santo

Dou-te o meu coração
e ofereço minha gratidão
por toda a graça que nunca deixa de dar a mim.

Ó doador de todos os dons sobrenaturais,
que encheu a alma da Virgem Maria,
Mãe de Deus, com imensos favores,
Rogo-te visitar-me com sua graça e seu amor.

Que me conceda o dom do santo temor,
para que ele possa agir em mim impedindo-me
de cair nos pecados os quais eu já pedi perdão.

Concede-me o dom da piedade,
para que eu possa servir-te para com o aumento do
fervor, siga com mais presteza Suas santas inspirações,
e observe seus preceitos divinos com maior fidelidade.

Veja também:

:: Matrimônio: Sacramento de santificação mútua
:: Deus instituiu a morte?
:: Em que consiste a esperança?
:: Consagração dos jovens à Virgem Maria

Concede-me o dom do conhecimento,
para que eu possa conhecer as coisas de Deus e,
iluminada pela sua doutrina sagrada, possa andar,
sem desvio, no caminho da salvação eterna.

Concede-me o dom da fortaleza,
para que eu possa superar com coragem todos os assaltos do
o diabo, e todos os perigos deste mundo, que ameaçam a
a salvação da minha alma.

Concede-me o dom do conselho,
para que eu possa escolher o que é mais propício para a meu
avanço espiritual e para que eu descubra as ciladas e armadilhas do tentador.

Concede-me o dom do entendimento,
para que eu possa apreender os mistérios divinos
e pela contemplação das coisas celestiais, possa separar meus pensamentos e afeições das coisas vãs deste miserável
mundo.

Concede-me o dom da sabedoria,
para que eu possa justamente direcionar todas as minhas ações,
remetendo-as para Deus como o meu fim;
de modo que, tendo O amado e servido nesta vida,
tenha a felicidade de possuí-lo eternamente.

Fonte: Catolic Online

O Matrimônio é visto como sacramento de santificação mútua

O sacramento do matrimônio, que retoma e especifica a graça santificante do batismo, é a fonte própria e o meio original de santificação para os cônjuges. Em virtude do mistério da morte e ressurreição de Cristo, dentro do qual se insere novamente o matrimônio cristão, o amor conjugal é purificado e santificado: “O Senhor dignou-se sanar, aperfeiçoar e elevar este amor com um dom especial de graça e caridade”.

Matrimonio sacramento de santificação mútua

Os esposos cristãos são fortalecidos e como que consagrados

O dom de Jesus Cristo não se esgota na celebração do matrimônio, mas acompanha os cônjuges ao longo de toda a existência. O Concílio Vaticano II recorda-o explicitamente, quando diz que Jesus Cristo “permanece com eles, para que, assim como Ele amou a Igreja e se entregou por ela, de igual modo os cônjuges, dando-se um ao outro, se amem com perpétua fidelidade… Por este motivo, os esposos cristãos são fortalecidos e como que consagrados em ordem aos deveres do seu estado por meio de um sacramento especial; cumprindo, graças à energia deste, a própria missão conjugal e familiar, penetrados do espírito de Cristo que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade, avançam sempre mais na própria perfeição e mútua santificação e cooperam assim juntos para a glória de Deus”.

A vocação universal à santidade é dirigida também aos cônjuges e aos pais cristãos: é especificada para eles pela celebração do sacramento e traduzida concretamente nas realidades próprias da existência conjugal e familiar. Nascem daqui a graça e a exigência de uma autêntica e profundo espiritualidade conjugal e familiar, que se inspire nos motivos da criação, da aliança, da cruz, da ressurreição e do sinal, sobre cujos temas se deteve várias vezes o Sínodo.

Leia também:

:: Deus instituiu a morte?
:: Em que consiste a esperança?
:: Consagração dos jovens à Virgem Maria
:: Documento do Papa Francisco sobre o amor na família

O matrimônio cristão, como todos os sacramentos que “estão ordenados à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo, e enfim, a prestar culto a Deus”, é em si mesmo um ato litúrgico de louvor a Deus em Jesus Cristo e na Igreja: celebrando-o, os cônjuges cristãos professam a sua gratidão a Deus pelo dom sublime que lhes foi dado de poder reviver na sua existência conjugal e familiar o mesmo amor de Deus pelos homens e de Cristo pela Igreja sua esposa.

E como do sacramento derivam para os cônjuges o dom e a obrigação de viver no quotidiano a santificação recebida, assim do mesmo sacramento dimanam a graça e o empenho moral de transformar toda a sua vida num contínuo “sacrifício espiritual”. Ainda aos esposos e aos pais cristãos, particularmente para aquelas realidades terrenas e temporais que os caracterizam, se aplicam as palavras do Concílio: “E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo”

Trecho da exortação Apostólica Familiaris Consortio de João Paulo II.

Oração à Santa Maria feita por Papa Bento XVI

Toda santa, digna de toda a honra,
és a melhor oferta
que a humanidade possa apresentar a Deus,
Virgem mãe, Mãe sempre virgem,
súplice materna ao teu Filho!

Oração à Santa Maria

Conduz até ao porto
a barca da Igreja,
removendo os obstáculos
e vencendo as vagas.

Protege esta cidade,
conforta quem aqui chega,
sem tecto nem defesa,
e estende a todos o teu apoio.

Com fé te professamos, Mãe de Deus,
com amor te honramos,
com esperança te pedimos,
Bem-Aventurada te proclamamos!

Veja mais:

:: Consagração dos jovens à Virgem Maria
:: Novena à São José
:: A Missão da mulher em uma família

Tu, minha Senhora,
meu conforto junto de Deus,
auxílio para a minha inexperiência,
acolhe a oração que te dirijo.

Tu, fonte de alegria para todos,
torna-me digno de exultar contigo.

Olha para a assembleia dos crentes,
Mãe do Salvador,
afasta deles desventuras e aflições,
liberta-os do mal e do maligno,
protege-os com a abundância
da tua benevolência.

No retorno glorioso do teu Filho,
nosso Deus, defende com
a tua materna intercessão
a nossa fragilidade humana
e acompanha-nos até à vida eterna
com a tua mão gentil,
tu que és Poderosa porque és Mãe!

ORAÇÃO PRONUNCIADA PELO PAPA BENTO XVI AO ÍCONE DE SANTA MARIA, 07 de Maio de 2005.

Existem muitos questionamento acerca do celibato na vida dos sacerdotes

Pode dizer-se que, nunca como hoje, o tema do celibato eclesiástico foi com tanta agudeza examinado, sob todos os aspectos – no plano doutrinal, histórico, sociológico, psicológico e pastoral – e muitas vezes com intenções fundamentalmente retas, se bem que as palavras, de quando em quando, as tenham traído.

Questões sobre o celibato na vida dos sacerdotes

Consideremos honestamente as principais objeções contra a lei do celibato eclesiástico unido ao sacerdócio. A primeira provém, ao que parece, da fonte mais autorizada, o Novo Testamento, no qual se conserva a doutrina de Cristo e dos Apóstolos. O Novo Testamento não exige o celibato dos ministros sagrados, mas propõe-no simplesmente como obediência livre a uma vocação especial ou a um carisma particular (cf. Mt 19, 11-12). Jesus não impôs esta condição ao escolher os Doze, como também os Apóstolos não a impuseram àqueles que iam colocando à frente das primeiras comunidades cristãs (cf.1 Tm 3, 2-5; Tt 1, 5-6).

Vocação e celibato

Uma dificuldade, que muitos notam, consiste em fazer-se coincidir, na disciplina vigente do celibato, o carisma da vocação sacerdotal com o da perfeita castidade, considerada como estado de vida próprio do ministro de Deus. E por isso perguntam se é justo afastar do sacerdócio aqueles que parecem ter vocação ministerial, sem terem vocação de vida celibatária.

Celibato e escassez de clero

Manter o celibato sacerdotal na Igreja muito prejudicaria, além disso, as regiões onde a escassez numérica do clero, reconhecida e lamentada pelo Concílio, [2] provoca situações dramáticas, dificultando a plena realização do plano divino de salvação e pondo às vezes em perigo até mesmo a possibilidade do primeiro anúncio evangélico. De fato, a preocupante rarefação do clero é atribuída por alguns ao peso da obrigação do celibato.

Leia também: 

:: Deus instituiu a morte?
::
Em que consiste a esperança?
::
Consagração dos jovens à Virgem Maria
::
Documento do Papa Francisco sobre o amor na família

Sombras sobre o celibato

Nem faltam pessoas convencidas de que o sacerdócio no matrimônio não só tiraria a ocasião de infidelidades, desordens e defecções dolorosas, que ferem e magoam a Igreja inteira, mas consentiria aos ministros de Cristo mais completo testemunho de vida cristã, mesmo no campo da família, campo que lhes está vedado pelo estado atual em que vivem.

Violência contra a natureza?

Há ainda quem insista em afirmar que o sacerdote se encontra, em virtude do celibato, numa situação física e psicológica artificial nociva ao equilíbrio e manutenção da sua personalidade humana; acontece, segundo dizem, que muitas vezes o sacerdote se torna insensível, falto de calor humano e de plena comunhão de vida e destino com o resto dos seus irmãos, vendo-se obrigado a uma solidão que é fonte de amargura e aviltamento.

Não indicará tudo isto violência injusta e desprezo injustificável dos valores humanos, derivados da obra divina da criação e integrados na obra da redenção realizada por Cristo?

Testemunho do passado e do presente

Este coro de objeções parece que sufoca a voz secular e solene dos Pastores da Igreja, dos mestres de espírito, do testemunho vivido duma legião sem número de santos e de fiéis ministros de Deus, que fizeram do celibato objeto interior e sinal exterior da sua alegre e total doação ao mistério de Cristo. Não, esta voz é ainda forte e serena; não vem só do passado, vem do presente também. Constantemente atento como estamos a observar a realidade, não podemos fechar os olhos a este fato magnífico e surpreendente: na santa Igreja de Deus, em todas as partes do mundo onde ela levantou felizmente as suas tendas, ainda hoje há inumeráveis ministros sagrados – subdiáconos, diáconos, presbíteros e bispos – que vivem de modo ilibado o celibato voluntário e consagrado; e, ao lado destes, não podemos deixar de notar as falanges imensas de religiosos, religiosas, e também de jovens e leigos, todos fiéis ao compromisso da perfeita castidade: vivem-na, não por desprezo do dom divino da vida, mas por amor superior à vida nova que brota do mistério pascal; vivem-na com austeridade corajosa, com religiosidade alegre, dum modo exemplar e íntegro, e mesmo com relativa facilidade. Este grandioso fenômeno prova a realidade singular do reino de Deus, vivo no seio da sociedade moderna, à qual presta o humilde e benéfico serviço de “luz do mundo” e de “sal da terra” (cf. Mt 5, 13-14). Não podemos calar a nossa admiração: neste fenômeno, sopra indubitavelmente o Espírito de Cristo.

Trecho extraído da Carta Encíclica “Sacerdotalis Caelibatus”

Deus instituiu a morte para o ser humano?

Até agora estivemos a falar da fé e da esperança no Novo Testamento e nos inícios do cristianismo, mas deixando sempre claro que não se tratava apenas do passado; toda a reflexão feita tem a ver com a vida e a morte do homem em geral e, portanto, interessa-nos também a nós, aqui e agora. Chegou o momento, porém, de nos colocarmos explicitamente a questão: para nós, hoje a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?

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Foto: Rogéria Nair/cancaonova.com

Para nós aquela é performativa – uma mensagem que plasma de modo novo a mesma vida – ou é simplesmente informação que, entretanto, pusemos de lado porque nos parece superada por informações mais recentes? Na busca de uma resposta, desejo partir da forma clássica do diálogo, usado no rito do Batismo, para exprimir o acolhimento do recém-nascido na comunidade dos crentes e o seu renascimento em Cristo. O sacerdote perguntava, antes de mais nada, qual era o nome que os pais tinham escolhido para a criança, e prosseguia:  “O que é que pedis à Igreja?” . Resposta: “A fé”». “E o que é que vos dá a fé?”. “A vida eterna”.

Na fé está a chave para a vida eterna

Como vemos por este diálogo, os pais pediam para a criança o acesso à fé, a comunhão com os crentes, porque viam na fé a chave para a vida eterna. Com efeito hoje, como sempre, é disto que se trata no Batismo, quando nos tornamos cristãos: é não somente um ato de socialização no âmbito da comunidade, nem simplesmente de acolhimento na Igreja. Os pais esperam algo mais para o baptizando: esperam que a fé – de que faz parte a corporeidade da Igreja e dos seus sacramentos – lhe dê a vida, a vida eterna. Fé é substância da esperança. Aqui, porém, surge a pergunta: Queremos nós realmente isto: viver eternamente?

Hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. Não querem de modo algum a vida eterna, mas a presente; antes, a fé na vida eterna parece, para tal fim, um obstáculo. Continuar a viver eternamente – sem fim – parece mais uma condenação do que um dom. Certamente a morte queria-se adiá-la o mais possível.

Deus não instituiu a morte, deu-a como remédio

Mas, viver sempre, sem um termo, acabaria por ser fastidioso e, em última análise, insuportável. É isto precisamente que diz, por exemplo, o Padre da Igreja Ambrósio na sua elegia pelo irmão defunto Sátiro: Sem dúvida, a morte não fazia parte da natureza, mas tornou-se natural; porque Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu-a como remédio. Condenada pelo pecado a um trabalho contínuo e a lamentações insuportáveis, a vida dos homens começou a ser miserável. Deus teve de pôr fim a estes males, para que a morte restituísse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que benéfica, se não fosse promovida pela graça . Antes, Ambrósio tinha dito: “Não devemos chorar a morte, que é a causa de salvação universal”.

Leia também:

:: Em que consiste a esperança?
:: Consagração dos jovens à Virgem Maria
:: Documento do Papa Francisco sobre o amor na família

O que é, na verdade, a vida?

Independentemente do que Santo Ambrósio quisesse dizer precisamente com estas palavras, é certo que a eliminação da morte ou mesmo o seu adiamento quase ilimitado, deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível e nem mesmo prestaria um benefício ao indivíduo. Obviamente há uma contradição na nossa atitude, que evoca um conflito interior da nossa mesma existência. Por um lado, não queremos morrer; sobretudo quem nos ama não quer que morramos. Mas, por outro, também não desejamos continuar a existir ilimitadamente, nem a terra foi criada com esta perspectiva. Então, o que é que queremos na realidade? Este paradoxo da nossa própria conduta suscita uma questão mais profunda: o que é, na verdade, a vida? E o que significa realmente eternidade?

Há momentos em que de repente temos a sua percepção: sim, isto seria precisamente a vida verdadeira, assim deveria ser. Em comparação, aquilo que no dia-a-dia chamamos vida , na verdade não o é. Agostinho, na sua extensa carta sobre a oração, dirigida a Proba – uma viúva romana rica e mãe de três cônsules –, escreve: no fundo, queremos uma só coisa, « a vida bem-aventurada », a vida que é simplesmente vida, pura felicidade. No fim de contas, nada mais pedimos na oração. Só para ela caminhamos; só disto se trata. Porém, depois Agostinho diz também: se considerarmos melhor, no fundo não sabemos realmente o que desejamos, o que propriamente queremos. Não conhecemos de modo algum esta realidade; mesmo naqueles momentos em que pensamos tocá-la, não a alcançamos realmente. “Não sabemos o que convém pedir” – confessa ele citando São Paulo (Rm 8,26). Sabemos apenas que não é isto. Porém, no facto de não saber sabemos que esta realidade deve existir. “Há em nós, por assim dizer, uma douta ignorância” (docta ignorantia) – escreve ele. Não sabemos realmente o que queremos; não conhecemos esta “vida verdadeira; e, no entanto, sabemos que deve existir algo que não conhecemos e para isso nos sentimos impelidos.

Donde provêm todas as suas contradições e  esperanças

Penso que Agostinho descreve aqui, de modo muito preciso e sempre válido, a situação essencial do homem, uma situação donde provêm todas as suas contradições e as suas esperanças. De certo modo, desejamos a própria vida, a vida verdadeira, que depois não seja tocada sequer pela morte; mas, ao mesmo tempo, não conhecemos aquilo para que nos sentimos impelidos. Não podemos deixar de tender para isto e, no entanto, sabemos que tudo quanto podemos experimentar ou realizar não é aquilo por que anelamos. Esta coisa desconhecida é a verdadeira esperança que nos impele e o facto de nos ser desconhecida é, ao mesmo tempo, a causa de todas as ansiedades como também de todos os ímpetos positivos ou destruidores para o mundo autêntico e o homem verdadeiro.

A palavra vida eterna procura dar um nome a esta desconhecida realidade conhecida. Necessariamente é uma expressão insuficiente, que cria confusão. Com efeito, eterno suscita em nós a ideia do interminável, e isto nos amedronta; vida, faz-nos pensar na existência por nós conhecida, que amamos e não queremos perder, mas que, frequentemente, nos reserva mais canseiras que satisfações, de tal maneira que se por um lado a desejamos, por outro não a queremos. A única possibilidade que temos é procurar sair, com o pensamento, da temporalidade de que somos prisioneiros e, de alguma forma, conjecturar que a eternidade não seja uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe.

Podemos somente procurar pensar que este instante é a vida em sentido pleno, um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria. Assim o exprime Jesus, no Evangelho de João: “Eu hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria” (16,22). Devemos olhar neste sentido, se quisermos entender o que visa a esperança cristã, o que esperamos da fé, do nosso estar com Cristo.

Trecho da Carta Encíclica “Spe Salvi” do Santo Padre, Papa Bento XVI