Todas as religiões levam a salvação?

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Pluralismo e tolerância são palavras bastante populares na cultura atual. Mesmo dentro de ambientes considerados dogmáticos, como a religião, os dois conceitos têm adquirido enorme espaço, a ponto de alguns ensinamentos catequéticos se tornarem, de certo modo, assuntos “politicamente incorretos”. É o caso do tema da salvação. Numa época em que domina o lobby globalista a favor do relativismo religioso, “ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja” – como denunciava o Cardeal Joseph Ratzinger, em 2005 – “muitas vezes é classificado como fundamentalismo.”

Para a elite que deseja um “governo global”, o pluralismo religioso tem grande importância. Trata-se de uma verdadeira agenda ideológica. Unificando todos os credos numa superreligião, cria-se a – errônea – sensação de que qualquer uma delas é válida para a salvação, até a mais absurda. A tática consiste na elaboração de um neopaganismo, no qual não exista nenhuma autoridade planetária que não a política. Obviamente, a doutrina católica, sobretudo a do papado, torna-se uma pedra de tropeço para estes intentos, uma vez que o ensinamento sobre a necessidade da Igreja para a salvação é um artigo irrenunciável da fé cristã.

O Magistério da Igreja, preocupado com a onda relativista, procurou esclarecer esses assuntos em várias ocasiões. O Verbo de Deus se encarnou uma única vez, somente Nele se encontra a plenitude da revelação, os meios necessários para o autêntico encontro com Deus. É através de Jesus Cristo e de sua continuação histórica na terra, ou seja, a Igreja Católica que o homem pode ser salvo. Lembrando a Declaração Dominus Iesus, “como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa” e não há outro nome debaixo do céu pelo qual a humanidade possa alcançar a salvação.

Em 2001, a Congregação para a Doutrina da fé, em nota sobre o livro “Para uma teologia cristã do pluralismo religioso”, do padre jesuíta Jacques Dupuis, elencou cinco pontos básicos e inegociáveis da doutrina católica, principalmente na temática da salvação. A Santa Sé visava corrigir certos equívocos do padre Dupuis e, ao mesmo tempo, ajudar os católicos a praticarem uma reta reflexão acerca do pluralismo e da tolerância religiosa.

O primeiro ponto aborda a doutrina de Jesus Cristo como “o único e universal mediador da salvação de toda a humanidade”. A notificação rechaça a tese de “uma ação salvífica do Verbo” alheia à Pessoa de Cristo, ou seja, “independentemente da humanidade do Verbo encarnado”. Com isso, a Congregação reafirma a supremacia do cristianismo sobre todas as outras religiões. Somente na fé cristã Deus se encarnou, sofreu e morreu na cruz pela humanidade. A ideia segundo a qual Deus teria se encarnado em todas as religiões e que Jesus seria apenas mais uma dessas encarnações é simplesmente absurda, sem qualquer respaldo teológico ou bíblico.

A notificação destaca também a unicidade e a plenitude da revelação em Jesus Cristo. É um dever de todo cristão crer firmemente na mediação de Cristo, no cumprimento e na plenitude da revelação Nele e através Dele, sendo “contrário à fé da Igreja” afirmá-la “limitada, incompleta e imperfeita”. Não há uma única verdade de fé necessária à salvação que não esteja contida na doutrina cristã. E embora existam verdades nas outras religiões, todas elas, de uma maneira ou de outra, derivam “em última análise da mediação fontal de Jesus Cristo”.

Exatamente por isso, a Sagrada Congregação, no terceiro ponto, recorda a capacidade do Espírito Santo de agir “de maneira salvífica tanto nos cristãos como nos não-cristãos”. Todavia, a mesma notificação ensina ser “contrário à fé católica pensar que a ação salvífica do Espírito Santo possa estender-se para além da única e universal economia salvífica do Verbo encarnado”. Isso quer dizer que toda ação do Espírito Santo tem por meio a Igreja – sacramento universal da salvação -, mesmo entre os não-cristãos.

O quarto pilar recorda a vocação universal do homem. Toda a humanidade foi orientada para Jesus: existe uma vocação específica dos seres humanos de todos os tempos, de todos os lugares da história para a Igreja de Cristo. Com isso, a Congregação afirma que “também os seguidores das outras religiões estão orientados para a Igreja e todos são chamados a fazer parte dela”, não sendo possível “considerar as várias religiões do mundo como vias complementares à Igreja em ordem à salvação”.

Finalmente, a notificação da Congregação para a doutrina da fé responde à pergunta central: “nós podemos afirmar que todas as religiões são caminhos de salvação?” O dicastério esclarece que se por um lado “é legítimo defender que o Espírito Santo realiza a salvação nos não-cristãos também mediante os elementos de verdade e de bondade presentes nas várias religiões”, por outro “não tem qualquer fundamento na teologia católica considerar estas religiões, enquanto tais, caminhos de salvação, até porque nelas existem lacunas, insuficiências e erros, (16) que dizem respeito a verdades fundamentais sobre Deus, o homem e o mundo”. As verdades contidas nestas religiões contribuem para a salvação dos membros enquanto verdades ligadas à Pessoa de Jesus Cristo.

Com este ensinamento a Igreja não quer dificultar o diálogo interreligioso, tampouco insuflar a intolerância. Para que exista um saudável diálogo é necessário que ambas as partes sejam sinceras e conscientes de suas identidades. Caso contrário, corre-se o risco de edificar a casa sobre a areia da mentira, condenando-a, futuramente, ao desmoronamento. Foi o que explicou o próprio Cardeal Ratzinger a propósito das polêmicas relacionadas à Declaração Dominus Iesus.

A missão da Igreja é universal, pois corresponde ao chamado do Mestre: “ide pelo mundo e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). A salvação dos homens só acontece por meio de Jesus Cristo, na sua continuação histórica nesta terra: a Igreja Católica.

Fonte: Site do Pe. Paulo Ricardo

 

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Sexo e Castidade

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“A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.” (1 Cor 7,4)

O namoro e o noivado não são ainda a hora de viver a vida sexual. Ensina o nosso Catecismo que: “Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.” (§ 2350)

O Papa João Paulo II, em suas catequeses sobre a “Teologia do corpo” mostrou que nossos corpos revelam que somos feitos para ser dom (entrega) para os outros, e para receber outros como dons. De forma belíssima, Ele mostrou o sentidoesponsaldo corpo.

A Igreja ensina que:

“Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família.

Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade.” (CIC § 2363)

Por isso “o ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental” (CIC §2390).

“A união carnal não é moralmente legítima, a não ser quando se instaura uma comunidade de vida definitiva entre o homem e a mulher. O amor humano não tolera a “experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.” (§ 2391)

Conquistar o domínio próprio é uma grande riqueza que dignifica a pessoa; e isso não se dá da noite para o dia, leva tempo, requer luta, persistência, paciência e maturidade.

A Igreja não é contra a sexualidade, o catecismo jovem (Youcat), diz que “o corpo, o prazer e a alegria erótica gozam, no Cristianismo, de grande valor: O Cristianismo (…) acredita que a matéria é boa, que um dia Deus o próprio Deus tomou a forma humana, que no Céu nos será dada uma espécie de corpo que será parte essencial da nossa bem-aventurança, beleza e força. Mais do que qualquer outra Religião, o Cristianismo enalteceu o matrimônio. Quase toda a alta poesia romântica da literatura mundial foi criada por cristãos, e o Cristianismo discorda de todo aquele que considera a sexualidade má em si mesma. (C.S.Lewis) O prazer, contudo, não é um fim em si mesmo, quando o desejo de um casal se fecha em si mesmo e não está aberto à vida nova que dele quer surgir, ele não satisfaz a natureza do amor

Ensina o Catecismo que:

“A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara, ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz (Eclo1,22).” (§2339)

Referência: Cléofas- Prof. Felipe Aquino.

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Novas Comunidades, providencial resposta do Espírito

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No decurso dos séculos, o Espírito sempre suscitou na Igreja realidades novas que servem como uma resposta aos desafios da Igreja no seu tempo. 

Na modernidade, os ares do concílio Vaticano II(1962-1965) favoreceram o surgimento de “novas formas de vida evangélica”, dentre elas, os movimentos eclesiais e as novas comunidades.

As novas comunidades começaram a surgir na década de 1970 na França e nos EUA, tornando-se um fenômeno mundial. No Brasil, as primeiras comunidades novas surgem na década de 80 e, na década de 90, vê-se o surgimento de inúmeras novas comunidades que hoje no Brasil são mais 800.

O Concílio pedia uma Igreja inserida no mundo, capaz de atraí-lo para Cristo e de dar respostas aos desafios de seu tempo. O papa João Paulo II, na memorável vigília de pentecostes de 1998, chamou os movimentos eclesiais e as novas comunidades de “providencial resposta do Espírito”. Isso porque, através das novas comunidades, leigos que se consagram a Deus a partir de um carisma e, sob o dom e a radicalidade desse carisma, vivem o seu batismo de forma autêntica num mundo dilacerado pelo secularismo. 

Muitas novas comunidades presentes no Brasil são de matriz carismática. Surgem, geralmente, a partir dos grupos de oração da Renovação Carismática Católica. 

Podemos observar duas originalidades nas novas comunidades. A primeira se trata de grupos compostos por homens e mulheres, por clérigos e leigos, por casados, celibatários e solteiros que vivem em comunidade, seguem um estilo particular de vida sob a graça e espiritualidade de um carisma particular.  

A segunda é a consagração de leigos, inclusive casais, no serviço do reino. Embora isso não seja exatamente novo na Igreja – vejam-se as ordens terceiras, os oblatos beneditinos – mas a consciência de uma consagração de vida, que inclua pessoas casadas, que inclusive fazem vínculos (promessas, compromissos etc.) de obediência, pobreza e castidade, é, sim, uma originalidade na igreja.

Assim, as comunidades novas são uma novidade do Espírito na Igreja de Jesus Cristo e que por ela têm sido acolhidas, através de seu magistério, como uma esperança para a igreja.

O documento de Aparecida dedica um sub-capítulo aos movimentos eclesiais e comunidades novas, que começa dizendo: “os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários.”

” As novas comunidades constituem, na Igreja, uma grande força para a Evangelização neste tempo.” (Bento XVI).

Fonte: Pantokrator

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O que é santidade na visão de Bento XVI?

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No dia 13 de Abril 2011, o papa emérito Bento XVI nos prestigiou com uma linda catequese sobre santidade. Por isso, partilho com você esse resumo que fiz.

A santidade, a plenitude da vida cristã não consiste no cumprir coisas extraordinárias, mas no unir-se a Cristo, no viver os seus mistérios, no fazer nossas as suas atitudes, os seus pensamentos, os seus comportamentos. A medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, com a qual, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida na dEle.
Como podemos percorrer a estrada da santidade, responder a este chamado? Posso fazê-lo com as minhas forças? A resposta é clara: uma vida santa não é fruto principalmente do nosso esforço, das nossas ações, porque é Deus, o três vezes Santo que nos faz santos, é a ação do Espírito Santo que nos anima a partir de dentro, é a mesma vida de Cristo Ressuscitado que nos é comunicada e que nos transforma.

Papa Bento XVI

Como pode acontecer que o nosso modo de pensar e as nossas ações se tornem o pensar e o agir com Cristo e de Cristo? Qual a alma da santidade? De novo o Concílio Vaticano II explica: diz-nos que a santidade cristã não é outra coisa se não a caridade plenamente vivida. “Deus é amor, quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nEle”(I Jo, 4,16).
Mas, para que a caridade, como uma boa semente, cresça na alma e frutifique cada fiel deve escutar com prazer a palavra de Deus e, com a ajuda da sua graça, cumprir com as obras da sua vontade, participar frequentemente dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia e da santa liturgia; aplicar-se constantemente a oração, na abnegação de si mesmo, no serviço ativo aos irmãos e a serviço de todas as virtudes.
O que é essencial? Essencial é nunca deixar um domingo sem um encontro com o Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isto não é um peso acrescentado, mas é a luz para a toda a semana. Não começar e não terminar nunca um dia sem um breve contato com Deus. E, na estrada da nossa vida, seguir os “indicadores do caminho” que Deus nos comunicou no Decálogo lido com Cristo, que é simplesmente a explicitação de que coisa seja a caridade em determinadas situações.

Família

Podemos nós, com os nossos limites, com a nossa fraqueza, nos projetarmos assim para o alto? A Igreja, durante o ano litúrgico, nos convida a fazer memória de uma legião de santos, daqueles que viveram plenamente a caridade, souberam amar e seguir Cristo na vida cotidiana. Eles nos dizem que é possível para todos percorrer esta estrada.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

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Mês da Palavra de Deus

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No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos estabeleceu setembro como o “mês da Bíblia”. Mês escolhido, porque o grande São Jerônimo, que traduziu a Bíblia do hebraico e grego para o latim, tem sua memória litúrgica celebrada no dia 30 de setembro. Ele foi secretário do grande Papa São Dâmaso, que o incumbiu dessa grande obra chamada “Vulgata”, por ser usada em toda a parte. São Jerônimo levou cerca de trinta e cinco anos fazendo essa tradução nas grutas de Belém,vivendo a oração e a penitência ao lado da gruta onde Jesus nasceu. O santo disse que “desconhecer as Escrituras é desconhecer o próprio Cristo”. Ele nos deixou um legado de grande amor às Sagradas Escrituras. 

O mês dedicado a Bíblia é importante para que o povo brasileiro a conheça melhor e seja motivado a estudá-la com mais profundidade. Ela é um livro de fé. Utilizando os mais diversos gêneros literários, ela narra acontecimentos da vida de um povo guiado por Deus, quatro mil anos atrás, atravessando os mais variados contextos sociais, políticos, culturais, econômicos, entre outros. Nem sempre a Bíblia é fácil de ser interpretada, é por isso que Jesus confiou a interpretação dela à Igreja Católica, que o faz por meio do Sagrado Magistério, dirigido pela cátedra de Pedro (o Papa) e da Sagrada Tradição Apostólica. 

A Igreja não vive de si mesma, mas do Evangelho; e do Evangelho tira, sem cessar, orientação para o seu caminho. Temos aqui uma advertência que cada cristão deve acolher e aplicar a si mesmo: só quem se coloca primeiro à escuta da Palavra é que pode depois tornar-se seu anunciador». (VERBUM DOMINI, BENTO XVI)

Bíblia

Na Palavra de Deus proclamada e ouvida e nos Sacramentos, Jesus hoje, aqui e agora, diz a cada um: «Eu sou teu, dou-Me a ti», para que o homem O possa acolher e responder-Lhe dizendo por sua vez: «Eu sou teu».Assim a Igreja apresenta-se como o âmbito onde podemos, por graça, experimentar o que diz o Prólogo de João: «A todos os que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo1, 12). (VERBUM DOMINI, BENTO XVI)

O Cardeal Van Thuan, Vietnamita, viveu treze anos na prisão, dos quais nove em total isolamento, deixou-nos um belíssimo testemunho: “Na prisão de Phu-Khanh, os católicos dividiam o Novo Testamento, que haviam trazido às escondidas, em pequenos folhetos para serem distribuídos e memorizados. Uma vez que o piso era de terra ou areia, quando ouviam os passos dos guardas, escondiam a Palavra de Deus sob o solo. De noite, no escuro, cada um recitava, seguindo um rodízio, a parte que tinha decorado. Era impressionante e comovente ouvir, no silêncio e escuridão, a Palavra de Deus, sentir a presença de Jesus, o ‘Evangelho vivo’, recitado com toda a força espiritual; ouvir a oração sacerdotal, a paixão de Cristo. 

“Encontro minha alegria na vossa palavra, como a de quem encontra um imenso tesouro”. (Salmos 118, v. 162)

Fontes: Prof. Felipe Aquino e Luzia Santiago.

Vocação do Leigo

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        Ao longo deste mês de Agosto nós fomos convidados a refletir sobre as diferentes vocações. Tivemos a reflexão sobre a vocação sacerdotal, matrimonial e religiosa. 

E hoje queremos refletir sobre a vocação do leigo. Que não é só formar uma família, diz respeito à própria profissão e trabalho, a responsabilidade de colaborar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna, a missão de anunciar e fazer crescer o Reino de Deus dentro da história. Eles são chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no meio do mundo. 

Segundo Pio XII, os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma consciência sempre mais clara não somente de pertencerem à Igreja, mas de serem Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do Chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. 

Todos os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, “eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que sem ela o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito”. (CIC §900) 

De maneira especial, os pais participam do múnus de santificação “quando levam uma vida conjugal com espírito cristão e velando pela educação cristã dos filhos”. (CIC §902) As famílias cristãs, pela coerência de toda a sua vida com o Evangelho e pelo exemplo que mostram do matrimônio cristão, oferecem ao mundo um preciosíssimo testemunho de Cristo, sempre e em toda a parte, mas sobretudo naquelas regiões em que se lançam as primeiras sementes do Evangelho ou em que a Igreja está nos começos ou atravessa alguma crise grave. (Paulo VI)

“Os leigos podem também sentir-se chamados ou vir a ser chamados para colaborar com os próprios pastores no serviço da comunidade eclesial, para o crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios bem diversificados, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar neles.” (CIC §910)

Os leigos podem cooperar juridicamente no exercício do poder de governo da Igreja, participando nos concílios particulares, nos sínodos diocesanos nos conselhos pastorais; do exercício do encargo pastoral de uma paróquia; da colaboração nos conselhos de assuntos econômicos; da participação nos tribunais eclesiásticos etc. (cf. CIC §911)

O Código de Direito Canônico dá ao leigo o direito e o dever de dar a sua opinião aos pastores: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, têm o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, deem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis. (CIC §907; Cânon 212,3). 

“Assim, todo leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja “pela medida do dom de Cristo”. (Ef 4,7) (CIC 913)

 

Parte do Texto extraído do Prof. Felipe Aquino.

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Saindo da Decepção

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Enfrentamos inúmeras situações em nossa história que, com ou sem a nossa autorização, acabam nos trazendo este terrível sentimento: a decepção. Quem nunca se desencantou com alguém que acreditava? Quem já não esperou por realidades que não se concretizaram? Quem já não fez a experiência de não ser correspondido quando amou? A decepção é um sentimento presente na vida humana, e precisamos bem administrá-lo.

Em algum momento de nossa história, todos nos decepcionamos, todos experimentamos a infelicidade de não nos sentirmos os “prediletos”. Contudo, é preciso compreender que se esse sentimento não for trabalhado e superado, poderá nos marcar com desastrosas consequências.

A decepção é um profundo veneno e, quando faz morada no coração, tende a nos roubar o entusiasmo, a alegria e o ânimo, além de nos fazer desacreditar da vida e das pessoas em geral. Ela nos leva a pensar que nossas lutas são em vão, roubando, assim, o sentido de nossos esforços e crenças. Por isso, precisamos sempre contra-atacar esse sentimento.

Tristeza Decepção

Antes de tudo, é preciso destruir definitivamente alguns antigos chavões, como “Homem é tudo igual, não leva nenhuma mulher a sério”, “Meus namoros nunca dão certo”, “Eu não paro em nenhum emprego”, “O casamento é ilusão, na prática não funciona” etc. É preciso romper com a mentalidade negativista que a decepção acaba fabricando em nós.

“Uma vez que a decepção nos pega, precisamos combatê-la e vencê-la. As doenças da alma e do coração são piores do que as do corpo”. (Monsenhor Jonas Abib)

Não é porque uma mulher viveu uma experiência dolorosa com um determinado homem, que todos eles “não prestam “; existem, sim, homens bons. Não é porque o casamento de algum conhecido, não deu certo, que o casar-se tornou-se uma utopia irreal. Não é porque você se decepcionou uma vez, que irá se decepcionar sempre; nem todas as pessoas são ruins ou falsas.

Os discípulos de Emaús, decepcionados, entraram num pessimismo tremendo. Eles reconheceram quem era Jesus, mas ficaram tão cegos que a fé deles “eclipsou” e tudo o que disseram a Jesus foram coisas pessimistas. Mas o Senhor “entra em cena” e os repreende: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não deveria sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” (Lc 24,25-26). Então, Jesus começa a fazer, novamente, toda uma catequese para eles. Quando os discípulos convidam Jesus para ficar com eles e preparam a refeição, ao partir do pão, eles reconhecem o Senhor, mas Ele desaparece diante de seus olhos.
O jeito de sairmos da nossa cegueira espiritual e do pessimismo é nos voltarmos para Jesus. (Monsenhor Jonas Abib)

Sol Felicidade

Não temos o direito de desistir de amar pelo fato de termos vivido experiências difíceis. É preciso não se tornar escravo da decepção, acreditar na vida, na família, nas pessoas, em Deus! É preciso tentar de novo, recomeçar.

Deus é fiel e, diante das desventuras, Ele estará pronto a abrir novos caminhos para que possamos recomeçar. É preciso acreditar e não parar na decepção. É preciso acreditar e não deixar a doçura presente nos dias se amargar. É preciso acreditar, sempre!

Texto tirado do livro “Respostas para o jovem PHN”.

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O que a Igreja diz sobre o voto nas eleições?

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A CNBB entende que é responsabilidade de todo cidadão, participar, conscientemente, da escolha de seus representantes. Para os cristãos tal escolha deve ser iluminada pela fé e pelo amor cristãos, os quais exigem a universalização do acesso às condições necessárias para a vida digna de filhos de deus (…)

Uma fé autêntica – que nunca é comoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela.”

O Papa Francisco lembra a importância da participação política dos cristãos e sua responsabilidade na difícil, porém necessária, construção de uma sociedade mais justa: “Devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”. Segundo o papa, se a política se tornou uma coisa “suja”, isso se deve também ao fato de que “os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico”. É preciso que o cristão deixe de colocar em outras pessoas a responsabilidade pela situação atual da sociedade e que cada um passe a perguntar a si mesmo o que pode fazer para tornar concreta a mudança que se deseja.

Francisco

Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Mas, não basta o voto. É preciso ir para além das urnas, deve-se proceder ao rigoroso acompanhamento do trabalho dos eleitos – por meio do monitoramento de suas ações, projetos e gastos – exigindo que exercitem de fato a representação que lhes foi conferida. Todos os cristãos são convidados a se dedicarem a essa iniciativa. A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia.

“O movimento rumo à identificação e à proclamação dos direitos do homem é um dos mais relevantes esforços para responder de modo eficaz às exigências imprescindíveis da dignidade humana” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja). Assim, há que se reconhecer que, fundamentalmente, “a paz é fruto da justiça” (is 32, 17).

(Texto retirado da CNBB, 30 de abril a 9 de maio de 2014)

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Grupo de Oração

Autor:  //  Categoria: Eventos

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Missão do Casamento

Autor:  //  Categoria: Formação

Olá internauta!
No programa Conexão Canção Nova da Rádio Canção Nova, abordamos sobre a Missão do Casamento.
Muitos casais não têm a noção exata do que seja o casamento no plano de Deus; por isso, muitos não vivem bem. Quando o Senhor quis que a humanidade existisse, estabeleceu um plano: criar o homem e a mulher para que, vivendo o amor, se multiplicassem enchendo a terra de filhos.
O casamento não é mera ”curtição” a dois, mas uma bela “missão” que Deus deu a cada casal: viver o amor na fidelidade um ao outro até a morte, gerando e educando os filhos para Ele.
O casal cristão tem a missão de “crescer a dois”, cada um fazer o outro melhor. Alguém disse que “amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido”. Essa é a primeira e bela missão do casamento: construir o outro com o seu amor. Mas, amar não é fácil, é dar-se, é renunciar-se, é dizer não a si mesmo para dizer sim ao outro.
Família
O casal cristão, ensina a Igreja, vive segundo a “paternidade responsável”, tem todos os filhos que pode criar com dignidade, sem limitar seus nascimentos apenas por comodismo, medo, egoísmo ou outro motivo vil.
Jesus Cristo veio restaurar a família e o casamento com a Sua graça. Ele entrou no nosso mundo pela porta da família e Seu primeiro milagre foi num casamento. Ele transformou o casamento em sacramento, isto é, uma graça especial para os que se casam, para que possam cumprir, como Deus deseja, a dura missão de pais e esposos fiéis. Agora, com Cristo é possível viver um casamento fiel e feliz até a morte de um dos cônjuge.
Para cumprir essa missão é preciso que o casal tenha uma vida espiritual, uma vida de oração, de frequência aos sacramentos da confissão e comunhão.É preciso que a família reze junta o santo terço, que medite a Palavra de Deus e leia bons livros. Sem isso a alma esfria e o mal desce sobre ela.
Deus é a fonte do amor, da bondade, da mansidão e da paz. É n’Ele que o casal precisa se abastecer todos os dias, recarregar sua disposição em viver as virtudes que trazem a felicidade ao lar.

Fonte e Texto Completo: Formação Canção Nova

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