Oração à Santa Maria feita por Papa Bento XVI

Toda santa, digna de toda a honra,
és a melhor oferta
que a humanidade possa apresentar a Deus,
Virgem mãe, Mãe sempre virgem,
súplice materna ao teu Filho!

Oração à Santa Maria

Conduz até ao porto
a barca da Igreja,
removendo os obstáculos
e vencendo as vagas.

Protege esta cidade,
conforta quem aqui chega,
sem tecto nem defesa,
e estende a todos o teu apoio.

Com fé te professamos, Mãe de Deus,
com amor te honramos,
com esperança te pedimos,
Bem-Aventurada te proclamamos!

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Tu, minha Senhora,
meu conforto junto de Deus,
auxílio para a minha inexperiência,
acolhe a oração que te dirijo.

Tu, fonte de alegria para todos,
torna-me digno de exultar contigo.

Olha para a assembleia dos crentes,
Mãe do Salvador,
afasta deles desventuras e aflições,
liberta-os do mal e do maligno,
protege-os com a abundância
da tua benevolência.

No retorno glorioso do teu Filho,
nosso Deus, defende com
a tua materna intercessão
a nossa fragilidade humana
e acompanha-nos até à vida eterna
com a tua mão gentil,
tu que és Poderosa porque és Mãe!

ORAÇÃO PRONUNCIADA PELO PAPA BENTO XVI AO ÍCONE DE SANTA MARIA, 07 de Maio de 2005.

Existem muitos questionamento acerca do celibato na vida dos sacerdotes

Pode dizer-se que, nunca como hoje, o tema do celibato eclesiástico foi com tanta agudeza examinado, sob todos os aspectos – no plano doutrinal, histórico, sociológico, psicológico e pastoral – e muitas vezes com intenções fundamentalmente retas, se bem que as palavras, de quando em quando, as tenham traído.

Questões sobre o celibato na vida dos sacerdotes

Consideremos honestamente as principais objeções contra a lei do celibato eclesiástico unido ao sacerdócio. A primeira provém, ao que parece, da fonte mais autorizada, o Novo Testamento, no qual se conserva a doutrina de Cristo e dos Apóstolos. O Novo Testamento não exige o celibato dos ministros sagrados, mas propõe-no simplesmente como obediência livre a uma vocação especial ou a um carisma particular (cf. Mt 19, 11-12). Jesus não impôs esta condição ao escolher os Doze, como também os Apóstolos não a impuseram àqueles que iam colocando à frente das primeiras comunidades cristãs (cf.1 Tm 3, 2-5; Tt 1, 5-6).

Vocação e celibato

Uma dificuldade, que muitos notam, consiste em fazer-se coincidir, na disciplina vigente do celibato, o carisma da vocação sacerdotal com o da perfeita castidade, considerada como estado de vida próprio do ministro de Deus. E por isso perguntam se é justo afastar do sacerdócio aqueles que parecem ter vocação ministerial, sem terem vocação de vida celibatária.

Celibato e escassez de clero

Manter o celibato sacerdotal na Igreja muito prejudicaria, além disso, as regiões onde a escassez numérica do clero, reconhecida e lamentada pelo Concílio, [2] provoca situações dramáticas, dificultando a plena realização do plano divino de salvação e pondo às vezes em perigo até mesmo a possibilidade do primeiro anúncio evangélico. De fato, a preocupante rarefação do clero é atribuída por alguns ao peso da obrigação do celibato.

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Sombras sobre o celibato

Nem faltam pessoas convencidas de que o sacerdócio no matrimônio não só tiraria a ocasião de infidelidades, desordens e defecções dolorosas, que ferem e magoam a Igreja inteira, mas consentiria aos ministros de Cristo mais completo testemunho de vida cristã, mesmo no campo da família, campo que lhes está vedado pelo estado atual em que vivem.

Violência contra a natureza?

Há ainda quem insista em afirmar que o sacerdote se encontra, em virtude do celibato, numa situação física e psicológica artificial nociva ao equilíbrio e manutenção da sua personalidade humana; acontece, segundo dizem, que muitas vezes o sacerdote se torna insensível, falto de calor humano e de plena comunhão de vida e destino com o resto dos seus irmãos, vendo-se obrigado a uma solidão que é fonte de amargura e aviltamento.

Não indicará tudo isto violência injusta e desprezo injustificável dos valores humanos, derivados da obra divina da criação e integrados na obra da redenção realizada por Cristo?

Testemunho do passado e do presente

Este coro de objeções parece que sufoca a voz secular e solene dos Pastores da Igreja, dos mestres de espírito, do testemunho vivido duma legião sem número de santos e de fiéis ministros de Deus, que fizeram do celibato objeto interior e sinal exterior da sua alegre e total doação ao mistério de Cristo. Não, esta voz é ainda forte e serena; não vem só do passado, vem do presente também. Constantemente atento como estamos a observar a realidade, não podemos fechar os olhos a este fato magnífico e surpreendente: na santa Igreja de Deus, em todas as partes do mundo onde ela levantou felizmente as suas tendas, ainda hoje há inumeráveis ministros sagrados – subdiáconos, diáconos, presbíteros e bispos – que vivem de modo ilibado o celibato voluntário e consagrado; e, ao lado destes, não podemos deixar de notar as falanges imensas de religiosos, religiosas, e também de jovens e leigos, todos fiéis ao compromisso da perfeita castidade: vivem-na, não por desprezo do dom divino da vida, mas por amor superior à vida nova que brota do mistério pascal; vivem-na com austeridade corajosa, com religiosidade alegre, dum modo exemplar e íntegro, e mesmo com relativa facilidade. Este grandioso fenômeno prova a realidade singular do reino de Deus, vivo no seio da sociedade moderna, à qual presta o humilde e benéfico serviço de “luz do mundo” e de “sal da terra” (cf. Mt 5, 13-14). Não podemos calar a nossa admiração: neste fenômeno, sopra indubitavelmente o Espírito de Cristo.

Trecho extraído da Carta Encíclica “Sacerdotalis Caelibatus”

Deus instituiu a morte para o ser humano?

Até agora estivemos a falar da fé e da esperança no Novo Testamento e nos inícios do cristianismo, mas deixando sempre claro que não se tratava apenas do passado; toda a reflexão feita tem a ver com a vida e a morte do homem em geral e, portanto, interessa-nos também a nós, aqui e agora. Chegou o momento, porém, de nos colocarmos explicitamente a questão: para nós, hoje a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?

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Foto: Rogéria Nair/cancaonova.com

Para nós aquela é performativa – uma mensagem que plasma de modo novo a mesma vida – ou é simplesmente informação que, entretanto, pusemos de lado porque nos parece superada por informações mais recentes? Na busca de uma resposta, desejo partir da forma clássica do diálogo, usado no rito do Batismo, para exprimir o acolhimento do recém-nascido na comunidade dos crentes e o seu renascimento em Cristo. O sacerdote perguntava, antes de mais nada, qual era o nome que os pais tinham escolhido para a criança, e prosseguia:  “O que é que pedis à Igreja?” . Resposta: “A fé”». “E o que é que vos dá a fé?”. “A vida eterna”.

Na fé está a chave para a vida eterna

Como vemos por este diálogo, os pais pediam para a criança o acesso à fé, a comunhão com os crentes, porque viam na fé a chave para a vida eterna. Com efeito hoje, como sempre, é disto que se trata no Batismo, quando nos tornamos cristãos: é não somente um ato de socialização no âmbito da comunidade, nem simplesmente de acolhimento na Igreja. Os pais esperam algo mais para o baptizando: esperam que a fé – de que faz parte a corporeidade da Igreja e dos seus sacramentos – lhe dê a vida, a vida eterna. Fé é substância da esperança. Aqui, porém, surge a pergunta: Queremos nós realmente isto: viver eternamente?

Hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. Não querem de modo algum a vida eterna, mas a presente; antes, a fé na vida eterna parece, para tal fim, um obstáculo. Continuar a viver eternamente – sem fim – parece mais uma condenação do que um dom. Certamente a morte queria-se adiá-la o mais possível.

Deus não instituiu a morte, deu-a como remédio

Mas, viver sempre, sem um termo, acabaria por ser fastidioso e, em última análise, insuportável. É isto precisamente que diz, por exemplo, o Padre da Igreja Ambrósio na sua elegia pelo irmão defunto Sátiro: Sem dúvida, a morte não fazia parte da natureza, mas tornou-se natural; porque Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu-a como remédio. Condenada pelo pecado a um trabalho contínuo e a lamentações insuportáveis, a vida dos homens começou a ser miserável. Deus teve de pôr fim a estes males, para que a morte restituísse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que benéfica, se não fosse promovida pela graça . Antes, Ambrósio tinha dito: “Não devemos chorar a morte, que é a causa de salvação universal”.

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O que é, na verdade, a vida?

Independentemente do que Santo Ambrósio quisesse dizer precisamente com estas palavras, é certo que a eliminação da morte ou mesmo o seu adiamento quase ilimitado, deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível e nem mesmo prestaria um benefício ao indivíduo. Obviamente há uma contradição na nossa atitude, que evoca um conflito interior da nossa mesma existência. Por um lado, não queremos morrer; sobretudo quem nos ama não quer que morramos. Mas, por outro, também não desejamos continuar a existir ilimitadamente, nem a terra foi criada com esta perspectiva. Então, o que é que queremos na realidade? Este paradoxo da nossa própria conduta suscita uma questão mais profunda: o que é, na verdade, a vida? E o que significa realmente eternidade?

Há momentos em que de repente temos a sua percepção: sim, isto seria precisamente a vida verdadeira, assim deveria ser. Em comparação, aquilo que no dia-a-dia chamamos vida , na verdade não o é. Agostinho, na sua extensa carta sobre a oração, dirigida a Proba – uma viúva romana rica e mãe de três cônsules –, escreve: no fundo, queremos uma só coisa, « a vida bem-aventurada », a vida que é simplesmente vida, pura felicidade. No fim de contas, nada mais pedimos na oração. Só para ela caminhamos; só disto se trata. Porém, depois Agostinho diz também: se considerarmos melhor, no fundo não sabemos realmente o que desejamos, o que propriamente queremos. Não conhecemos de modo algum esta realidade; mesmo naqueles momentos em que pensamos tocá-la, não a alcançamos realmente. “Não sabemos o que convém pedir” – confessa ele citando São Paulo (Rm 8,26). Sabemos apenas que não é isto. Porém, no facto de não saber sabemos que esta realidade deve existir. “Há em nós, por assim dizer, uma douta ignorância” (docta ignorantia) – escreve ele. Não sabemos realmente o que queremos; não conhecemos esta “vida verdadeira; e, no entanto, sabemos que deve existir algo que não conhecemos e para isso nos sentimos impelidos.

Donde provêm todas as suas contradições e  esperanças

Penso que Agostinho descreve aqui, de modo muito preciso e sempre válido, a situação essencial do homem, uma situação donde provêm todas as suas contradições e as suas esperanças. De certo modo, desejamos a própria vida, a vida verdadeira, que depois não seja tocada sequer pela morte; mas, ao mesmo tempo, não conhecemos aquilo para que nos sentimos impelidos. Não podemos deixar de tender para isto e, no entanto, sabemos que tudo quanto podemos experimentar ou realizar não é aquilo por que anelamos. Esta coisa desconhecida é a verdadeira esperança que nos impele e o facto de nos ser desconhecida é, ao mesmo tempo, a causa de todas as ansiedades como também de todos os ímpetos positivos ou destruidores para o mundo autêntico e o homem verdadeiro.

A palavra vida eterna procura dar um nome a esta desconhecida realidade conhecida. Necessariamente é uma expressão insuficiente, que cria confusão. Com efeito, eterno suscita em nós a ideia do interminável, e isto nos amedronta; vida, faz-nos pensar na existência por nós conhecida, que amamos e não queremos perder, mas que, frequentemente, nos reserva mais canseiras que satisfações, de tal maneira que se por um lado a desejamos, por outro não a queremos. A única possibilidade que temos é procurar sair, com o pensamento, da temporalidade de que somos prisioneiros e, de alguma forma, conjecturar que a eternidade não seja uma sucessão contínua de dias do calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade. Seria o instante de mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe.

Podemos somente procurar pensar que este instante é a vida em sentido pleno, um incessante mergulhar na vastidão do ser, ao mesmo tempo que ficamos simplesmente inundados pela alegria. Assim o exprime Jesus, no Evangelho de João: “Eu hei-de ver-vos de novo; e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria” (16,22). Devemos olhar neste sentido, se quisermos entender o que visa a esperança cristã, o que esperamos da fé, do nosso estar com Cristo.

Trecho da Carta Encíclica “Spe Salvi” do Santo Padre, Papa Bento XVI

A fé é esperança

Antes de nos debruçarmos sobre estas questões, hoje particularmente sentidas, devemos escutar com um pouco mais de atenção o testemunho da Bíblia sobre a esperança. Esta é, de fato, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos « fé » e « esperança ». Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a « plenitude da fé » (10,22) com a « imutável profissão da esperança » (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), « esperança » equivale a « fé ».

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Quão determinante se revelasse para a consciência dos primeiros cristãos o fato de terem recebido o dom de uma esperança fidedigna, manifesta-se também nos textos onde se compara a existência cristã com a vida anterior à fé ou com a situação dos adeptos de outras religiões. Paulo lembra aos Efésios que, antes do seu encontro com Cristo, estavam « sem esperança e sem Deus no mundo » (Ef 2,12). Naturalmente, ele sabe que eles tinham seguido deuses, que tiveram uma religião, mas os seus deuses revelaram-se discutíveis e, dos seus mitos contraditórios, não emanava qualquer esperança. Apesar de terem deuses, estavam « sem Deus » e, consequentemente, achavam-se num mundo tenebroso, perante um futuro obscuro. « In nihil ab nihilo quam cito recidimus » (No nada, do nada, quão cedo recaímos) [1] diz um epitáfio daquela época; palavras nas quais aparece, sem rodeios, aquilo a que Paulo alude. Ao mesmo tempo, diz aos Tessalonicenses: não deveis « entristecer-vos como os outros que não têm esperança » (1 Ts 4,13).

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Aparece aqui também como elemento distintivo dos cristãos o fato de estes terem um futuro: não é que conheçam em detalhe o que os espera, mas sabem em termos gerais que a sua vida não acaba no vazio. Somente quando o futuro é certo como realidade positiva, é que se torna vivível também o presente. Sendo assim, podemos agora dizer: o cristianismo não era apenas uma « boa nova », ou seja, uma comunicação de conteúdos até então ignorados. Em linguagem atual, dir-se-ia: a mensagem cristã não era só « informativa », mas « performativa ». Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.

Porém, agora coloca-se a questão: em que consiste esta esperança que, enquanto esperança, é « redenção »? Pois bem, o núcleo da resposta encontra-se no trecho da Carta aos Efésios já citado: os Efésios, antes do encontro com Cristo, estavam sem esperança, porque estavam « sem Deus no mundo ». Chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus: isto significa receber esperança. A nós, que desde sempre convivemos com o conceito cristão de Deus e a ele nos habituamos, a posse duma tal esperança que provém do encontro real com este Deus quase nos passa despercebida.

Exemplos de uma santa que viveu a esperança

bakhitaO exemplo de uma santa da nossa época pode, de certo modo, ajudar-nos a entender o que significa encontrar pela primeira vez e realmente este Deus. Refiro-me a Josefina Bakhita, uma africana canonizada pelo Papa João Paulo II.

Nascera por volta de 1869 – ela mesma não sabia a data precisa – no Darfur, Sudão. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, espancada barbaramente e vendida cinco vezes nos mercados do Sudão. Por último, acabou escrava ao serviço da mãe e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada até ao sangue; resultado disso mesmo foram as 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida. Finalmente, em 1882, foi comprada por um comerciante italiano para o cônsul Callisto Legnani que, ante a avançada dos mahdistas, voltou para a Itália.

Aqui, depois de « patrões » tão terríveis que a tiveram como sua propriedade até agora, Bakhita acabou por conhecer um « patrão » totalmente diferente – no dialecto veneziano que agora tinha aprendido, chamava « paron » ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo. Até então só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um « paron » acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo « Paron » supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos.

Ela era conhecida, amada e esperada; mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela « à direita de Deus Pai ». Agora ela tinha « esperança »; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa. Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava « redimida », já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus. Por isso, quando quiseram levá-la de novo para o Sudão, Bakhita negou-se; não estava disposta a deixar-se separar novamente do seu « Paron ».

A 9 de Janeiro de 1890, foi batizada, crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas e desde então, a par dos serviços na sacristia e na portaria do convento, em várias viagens pela Itália procurou sobretudo incitar à missão: a libertação recebida através do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estendê-la, tinha de ser dada também a outros, ao maior número possível de pessoas. A esperança, que nascera para ela e a « redimira », não podia guardá-la para si; esta esperança devia chegar a muitos, chegar a todos.

Trecho da Carta Encíclica Spe Salvi do Sumo Pontífice Bento XVI. 

Consagração dos jovens à Virgem Maria por São João Paulo II

“Eis aí a tua Mãe!” (Jo, 19, 27)

É Jesus, ó Virgem Maria,
que da cruz
nos quer confiar a Ti,
não para atenuar,
mas para confirmar
o seu papel exclusivo de Salvador do mundo.
Se no discípulo João,
te foram entregues todos os filhos da Igreja,
Tanto mais me apraz ver confiados a Ti, ó Maria,
os jovens do mundo.

Consagração dos jovens à Virgem Maria
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

A Ti, doce Mãe,
cuja proteção eu sempre experimentei,
os entrego, novamente.
Todos, sob o teu manto,
procuram refúgio
na tua proteção.
Tu, Mãe da divina graça,
fá-los brilhar com a beleza de Cristo!
São os jovens deste século,
que na aurora do novo milênio,
vivem ainda os tormentos derivados do pecado,
do ódio, da violência,
do terrorismo e da guerra.

Mas são também os jovens para os quais
a Igreja olha com confiança,
na consciência de que,
com a ajuda da graça de Deus,
conseguirão acreditar e viver
como testemunhas do Evangelho
no hoje da história.
Ó Maria,
ajuda-os a responder à sua vocação.
Guia-os para o conhecimento do amor verdadeiro
e abençoa os seus afetos.

Ajuda-os no momento do sofrimento.
Torna-os anunciadores intrépidos
da saudação de Cristo
no dia de Páscoa: a Paz esteja convosco!
Com eles, também eu me confio
mais uma vez a Ti
e, com afeto confiante, te repito:
Totus tuus ego sum!
Eu sou todo teu!
E também cada um deles
Te grite comigo:
Totus tuus!
Totus tuus!
Amém.

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Papa saúda famílias na Praça São Pedro / Foto: Arquivo – L’Osservatore Romano

Exortação pós-sinodal reúne reflexões do Sínodo da Família com indicações pastorais e atenção às famílias feridas

Jéssica Marçal
Da Redação

O Vaticano apresentou, nesta sexta-feira, 8, em coletiva de imprensa, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris laetitia, do Papa Francisco, documento tão esperado com as conclusões do Sínodo da Família.

A exortação do Papa é ampla e articulada, e traz desde reflexões sobre família à luz da Palavra de Deus até orientações pastorais para a formação de famílias sólidas, sob a perspectiva divina. O documento é datado de 19 de março, data simbólica por ser a Solenidade de São José. More »

festaDia 19 de março você está convidado para Festa de São José,

na Sé Catedral de São José do Rio Preto.

Confira a programação:

Oração preparatória para todos os dias: 

Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em Vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.

Valei-nos, São José!

Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade.

Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para me atrever a comparecer diante de Vossa presença? More »

Deus conta com as mulheres para levar a família à santidade

A sexualidade feminina é um presente divino, é participação no poder criador de Deus, mas o inimigo é tão sujo que quer fazer com as mulheres o mesmo que fez com os homens.

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Foto: Daniel Mafra

A mulher, uma vez fecundada, gera um filho para o Senhor. Depois, continua educando-o para que seja santo. Isso é maravilhoso! Ela é a educadora de seus filhos e de seu próprio marido.

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É certo que você, mulher, quer chegar diante de Deus e dizer: “Senhor, estamos todos aqui. Não foi fácil trazer meu marido e cada um dos meus filhos, mas estamos aqui. Missão cumprida!”.

Deus uniu a mulher ao homem em casamento para que ela o levasse, junto de seus filhos, de volta para o céu. A nossa aventura é lutar para que toda nossa família seja transplantada, como um canteiro, para o jardim do céu.

Deus abençoe você!

 

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Precisamos de pessoas cheias do Espírito Santo para oxigenar a terra

No parque do Ibirapuera, em São Paulo, há uma atração, um chafariz no lago.
É bonito ver aqueles jatos de água dançando. Mas por que foi feito aquilo? Porque a água daquele lago estava apodrecendo. Agora, fazê-la jorrar é uma forma de oxigenar aquela água. Aquilo não é só um enfeite, mas algo necessário.

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Foto: Wesley Almeida/CN

Assim devemos ser nós; devemos oxigenar este mundo com o Espírito Santo. Precisamos, cada vez mais e mais, de pessoas que se precipitem em direção à meta e oxigenem este mundo.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova