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A Natureza humana – homem e mulher

Ecologia e antropologia

Por Cardeal Odilo Scherer

Preservar a natureza, respeitar os ecossistemas e não interferir indevidamente no delicado equilíbrio ambiental, para não comprometer a sobrevivência das espécies… Será apenas exaltação romântica de ambientalistas? Por certo, ninguém ousa mais afirmar isso; o desrespeito à natureza e uma relação inconsequente com o mundo que nos sustenta poderia custar caro. Também nós somos parte dessa natureza e dependemos dela.

Isso me faz refletir sobre a união estável entre pessoas do mesmo sexo, equiparada pelo STF à união estável entre pessoas de sexos diferentes; a decisão colocou ainda mais em evidência, na opinião pública, as temáticas de homossexualismo e gênero, em discussão um pouco por toda parte. Penso que isso requeira uma reflexão sobre a própria natureza do ser humano e sua sexualidade.

Parto da antropologia cristã, que procura compreender e explicar o ser humano à luz do desígnio de Deus sobre o homem e a mulher, perceptível pela inteligência a partir da natureza das coisas e da revelação divina, na Sagrada Escritura. O pensamento cristão reconhece dois gêneros complementares – masculino e feminino. O relato bíblico diz, de maneira poética, que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e constata: “homem e mulher Deus os criou” (Gn 1,27). E Deus viu que assim estava bem, muito bom!

O homem não é, pois, fruto de uma evolução caótica ou de um voluntarismo volúvel, mas do desígnio divino, sábio e bom, perceptível na própria natureza humana: na sua corporeidade, inteligência, vontade e capacidades espirituais, orientadas não apenas para a sobrevivência, mas também para a busca da verdade, do bem e da plenitude do viver. O homem é dotado de liberdade e tem a capacidade de discernir e de decidir-se pelo bem, ou pelo mal; no exercício da liberdade, com responsabilidade, está uma das razões de sua dignidade e grandeza.

Nem somos, como cantava um de nossos poetas, “esta metamorfose ambulante”, que segue vagando pela vida sem saber quem é, o que quer, para quê vive, por que é aquilo que é; e nem estamos presos a um determinismo cego, acorrentados aos acontecimentos e à ignorância sobre nós mesmos, sem que possamos ser senhores das nossas decisões e ações. Cabe-nos tomar conta de nós mesmos e viver de forma responsável, conforme nossa natureza e dignidade.

Um aspecto importante desse viver conforme a nossa natureza e dignidade consiste em assumir a própria identidade sexual. Sobre isso há muita confusão na cultura atual; ao invés de ter a identidade sexual como um dado de natureza, com significado e valores próprios, tende-se a ver nela um fenômeno cultural volúvel, uma “construção subjetiva”; cada um lhe daria a orientação ditada pela vontade, sentimentos e gostos pessoais. Nem mesmo a diferenciação sexual física entre o masculino e o feminino é levada a sério; seria apenas um “fato secundário”, quase um adereço descartável no corpo humano, contando mais aquilo que o sujeito decide ser. Identidade sexual seria, pois, uma questão de opção.

Será que não estamos aqui diante de um tremendo equívoco, apoiado no pressuposto errôneo de que a “natureza humana” não é um dado real, mas algo projetado pelo sujeito, de dentro para fora de si? Nega-se à natureza humana a “objetividade” que se afirma e defende, com razão, para a natureza dos outros seres. Uma consequência dessa confusão, relativa à identidade sexual, é o aumento de comportamentos pouco ou nada definidos, nem masculinos, nem femininos. A “troca de sexo” parece um fato banal, apenas uma intervenção cirúrgica no corpo… Neste contexto, ser heterossexual, homem ou mulher, seria apenas uma entre várias possibilidades e opções quanto à identidade sexual. E se chama “casamento” a união entre pessoas do mesmo sexo! Diante da pressão das circunstâncias, questionar isso, quem ousaria? Seria politicamente incorreto!

Mas… perguntar é preciso! Assim está bem? Assim vai ficar bem? Que conseqüências isso terá para o futuro? A antropologia cristã afirma que a diferenciação sexual física tem um significado próprio, a ser levado plenamente a sério. A pretensão de mexer na harmonia entre os sexos e de submeter a identidade sexual ao arbítrio da vontade e dos sentimentos, tão influenciáveis por fatores culturais e dinâmicas sócio-educativas (ou deseducativas…), é uma temeridade, que não promete bons frutos.

A Igreja católica vê com preocupação a crescente distorção sobre a identidade sexual. Antes mesmo de ser uma questão moral, é um problema antropológico. A Igreja não incentiva, não apóia nem justifica qualquer tipo de violência e agressão contra homossexuais, ou quem quer que seja, mas convida a uma séria reflexão. Não é pensável que a natureza tenha errado, ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem sentido e finalidade, que é preciso descobrir e acolher, em vez de banalizar.

A sexualidade qualifica todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de alma e corpo, e diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e procriar, de estabelecer vínculos serenos e altruístas com os demais. Cabe a cada homem e mulher reconhecer e aceitar a própria identidade sexual como um dom e uma missão; as diferenças físicas, morais e espirituais são voltadas para a complementariedade, um bem para as pessoas e para o fecundo convívio social.

O coração pode ser como um barco desatado; não comandado pela racionalidade, ele é arrastado pelas correntes oportunistas e se rebenta contra os rochedos… Não respeitar a natureza das coisas leva a desastres ambientais e compromete a sustentabilidade da vida. E não é assim, quando se trata da natureza humana?

SÃO PAULO, 08.07.2011

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo

Fonte: http://www.zenit.org/article-28433?l=portuguese


Eliana reza pelos conflitos familiares

Um grupo de oração onde Eliana Ribeiro e Fabio Roniel juntos com você eles rezam sobre os conflitos familiares.

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Coerência na educação dos filhos

Outro dia estava dialogando com minhas duas filhas e me deparei com uma situação que me fez refletir sobre minha própria vida e conduta. É que as vezes cobramos coisas que nós mesmos temos dificuldade de cumprir, colocando um fardo sobre os ombros de nossos filhos, fardos estes que na nossa juventude não tivemos que carregar.  O momento em que vivemos atualmente leva os pais a se posicionarem sempre com muita prudência com os filhos, isto porque os tempos são maus e as situações podem levar nossos filhos a se perderem em caminhos de vicios, drogas e perda da identidade, perda de religiosidade também. Isto tudo nos leva a ser mais severos e cobramos muitas posturas que são exageradas.

Há a necessidade de acreditarmos mais na educação e na consciência moral que proporcionamos aos nossos filhos para que façam escolham que os conduzam a própria felicidade. A autonomia é algo que se conquista com a idade, e existem muitos filhos com idade até avançada mas dependentes quase que totalmente dos pais, vivendo sem vontade própria, guardando no seu interior uma repressão enorme, que pode irromper em conflitos e sofrimentos em suas vidas adultas.

Isto não quer dizer que devemos deixar de colocar limites, principalmente na sociedade que vivemos onde há a proliferação de um consumismo de massa, onde se constroe a vida a partir da conquista material. Então precisamos ensinar nossos filhos a terem compromisso com a felicidade, que a meu ver se expressa na liberdade consciente de escolher pelo bem, pela paz, pela justiça, honestidade. Mas lembro que somente pais que conquistaram um bom grau de maturidade poderão deixar esta herança para seus filhos. Isto porque esta maturidade inclue a coerência entre aquilo que se ensina e aquilo que se vive. O filho se espelha mais naquilo que experimenta, no que vê, nos exemplos e testemunho de seus pais, do que em longos discursos morais, com a fórmula: “faça o que eu mando e não o que eu faço”. É uma ilusão enorme pensar que teremos filhos maduros se não formos coerentes.

São Paulo na Carta a Timóteo ( seu filho na fé) pede a ele ” torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade” ( I Tim 4, 12b). Para os filhos somos naturalmente modelos, por isso precisamos caprichar.

Deus abençoe você nesta longa caminhada de ser mãe ou ser pai.

Diácono Paulo Lourenço


15/01 (sábado) – Tiba e Déia em SJC


Eu preciso ser submisssa ao meu esposo?

Salette Ferreira reza com a Palavra pedindo o derramamento do Espírito Santo sobre todos os casais, em especial para as mulheres, para saberem viver a submissão aos seus esposos.

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Qual a saída para crise matrimonial?

Salette Ferreira reza com a Palavra pedindo o derramamento do Espírito Santo sobre todos os casais que vivem uma crise matrimonial.

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