A Catedral Maronita no Brasil celebra a Festa de São Marun.

Domingo dia 19 de fevereiro teremos Santa Missa em honra a São Marun, no Rito Maronita,  que será transmitida pela TV Canção Nova, às 11:30 h.
Rua Tamandaré 355, bairro Liberdade – SP.  Acompanhe pela http://tv.cancaonova.com/.

A Igreja Maronita deve seu nome a um importante mosteiro, São Marun, que recebeu o nome em homenagem ao anacoreta Marun (Maron). Infelizmente, temos poucas informações sobre a vida e as atividades de nosso eremita. O único relato que nos dá alguns pormenores vem-nos de Teodoreto, bispo de Cyr, morto no ano de 458, em sua obra HISTÓRIA RELIGIOSA, escrita por volta do ano de 440. Este grande historiador não nos informa sobre a data de nascimento ou de morte de São Marun. Todavia, graças a ele, sabemos que o monge Marun nasceu no século IV. Depois de renunciar ao mundo, levava, em seu eremitério, muitas vezes ao ar livre, vida ascética das mais austeras.

12366110_913722885371910_6030353653081195172_oA vida monástica na Igreja não se constituiu da noite para o dia; tampouco foi obra de um só homem: A vida monástica existiu desde o começo da Igreja. No fundo, é seguir a Cristo e o esforço constante de viver o Evangelho da maneira mais perfeita. Por isso que a vida monástica é chamada de “caminho da perfeição cristã”. Assim, das origens do cristianismo até nossos dias, encontramos número considerável de monges, eremitas, ascetas, que procuram viver o Evangelho. O monge Marun era apaixonado por Cristo, e tomado de entusiasmo pela perfeição cristã. Para atingir este ideal, renunciou ao mundo e às suas cobiças, e embrenhou-se numa das montanhas da diocese de Cyr, onde habitou nas ruínas de um antigo templo pagão, transformando-o em lugar de oração e meditação. Nessas montanhas, levou vida monástica mais austera que a de seus confrades, monges da região. Sua reputação logo atraiu ao seu redor todos os que, igualmente entusiasmados pela perfeição cristã, procuravam um modelo e um guia espiritual experiente. Destarte, seus discípulos foram muito numerosos e sua escola ascética, das mais prósperas. Muitas pessoas o visitaram no seu eremitério, solicitando a cura tanto das doenças corporais, quanto espirituais, e foram atendidos.

São Marun morreu no início do século V, e ao que tudo indica, no ano 410. Depois de morrer, seu corpo foi objeto de disputa entre os habitantes de diversas cidades da região, vistos os milagres que fazia. Cada uma queria para si o corpo daquele santo solitário; por fim, os habitantes do lugar mais povoado e o mais forte tornaram para si o corpo; depositaram-no em um templo construído especialmente para ele, e dedicado à sua memória. O santuário não tardou em transformar-se em local de peregrinação para os fiéis vindas de todas as regiões. No ano de 452, o Imperador Marciano mandou construir, para os discípulos deste santo, os monges maronitas, um grande mosteiro. Este mosteiro de São Marun foi o berço da Igreja Maronita.
                                                                             Unidade entre a Igreja de Roma e Igreja Maronita 
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Como se formou a Igreja Maronita?
Depois do Concilio Ecumênico de Calcedônia que foi convocado em 451 e declarou que Nosso Senhor Jesus Cristo é, há um tempo, “Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem”, os monges maronitas se revelaram os mais fortes defensores desta verdadeira doutrina da Igreja. Neste momento, a importância do Mosteiro de São Marun foi se tornando cada vez maior, de modo que o seu superior logo tornou-se, num lapso relativamente curto, chefe da região ao mesmo tempo espiritual e temporal. Também a influência dos monges, discípulos de nosso Santo, sobre os fiéis, tornou-se tão grande que estes se aplicavam a imitar os monges no modo de rezar, trabalhar, comer, jejuar e repousar.

No século VII, no momento em que o mosteiro de São Marun gozava dessa proeminência e testemunhava grande influência, os árabes invadiram o Oriente Médio. Resultou que a Sé patriarcal da Igreja oficial de Antioquia ficou desocupada por quase um século, pois o patriarca se refugiou em Constantinopla, e vaga durante quase quarenta anos. Foi neste período, consideravelmente perturbado pelos acontecimentos, e enquanto a Igreja oficial de Antioquia ‘encontrava-se sem um chefe, que o poderoso mosteiro de São Marun, tendo jurisdição sobre a população das vizinhanças do convento, declarou-se independente, e formou uma verdadeira Igreja, à testa da qual encontramos, no século VIII, um patriarca: “Patriarca de Antioquia e de todo o Oriente”. Até agora, a Igreja Maronita é considerada “comunidade monástica”.

892356_913709018706630_7248779835449930309_oA Igreja de Antioquia foi fundada por São Pedro, chefe dos Apóstolos, antes de ir a Roma. Por isso, só o patriarca maronita tem a prerrogativa de acrescentar a seu nome o de “Pedro”, em honra de São Pedro que foi o primeiro patriarca de Antioquia. Esta Igreja Antioquia tem a honra de ter como língua litúrgica o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo, como tem a honra de ter sido a única Igreja Oriental que ficou sempre Católica Apostólica Romana, ligada ao Papa.

Em 423, após o litoral fenício-libanês ter sido cristianizado pelos Apóstolos, depois da ressurreição de Nosso Senhor, a montanha libanesa, que ficou até esta data pagã, foi evangelizada pelo discípulo de São Marun, o monge Abraão de Cyr, que foi nomeado pelos historiadores “Apóstolo do Líbano”. Batizou o povo desta região; e podemos dizer que a montanha libanesa, a partir desta data, foi cristianizada e, mesmo, “maronitizada”. É bem verdade que o Líbano, terra e povo, existia bem antes da chegada dos maronitas. Mas o Líbano atual, território e povo, não existiria, se os maronitas não estivessem lá. Pos isso que se diz muitas vezes, e com justiça, que “O Líbano e a Maronidade são duas realidades gêmeas”.
Isto demonstra o insistente apego dos maronitas pelas montanhas libanesas e a resistência tenaz que testemunharam ao longo dos séculos para defender o Líbano, seu país e a fortaleza de sua fé, sua identidade, e sua liberdade. O centro desta Igreja está no Líbano onde fica a Residência do Patriarcado Maronita. Nesta TERRA SANTA libanesa nasceram nossos santos CHARBEL, RAFQA e NIMATULLAH. Os três foram buscar sua espiritualidade na tradição monástica da Igreja Maronita e foram formados na Ordem Libanesa Maronita que encarnou esta espiritualidade.
                                                                                               Festa Nossa Senhora do Líbano 

Oração para São Marun

Ó Deus, que suscitastes São Marun e fizestes dele um modelo de virtudes, concedei-nos, pela sua intercessão: compreender a nossa vocação cristã para uma vida de fé inabalável, de esperança firme e de amor perfeito; seguir pelo caminho da perfeição cristã e salvação; e chegar, por uma vida de oração e contemplação, às alegrias de Vosso Reino. Por Nosso Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo! Amém. Pai Nosso…Ave Maria…Glória…
São Marun, rogai por nós!

Fonte: Memórias do Líbano

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Abraçar é unir o coração. É demonstrar com o corpo, aquilo que a alma anseia por fazer. Cada abraço traz consigo um desejo íntimo de encontro, de acolhimento e às vezes de reconciliação.

Abraçar é trazer para perto o que já está dentro do coração!

Abraçar é juntar um ao outro e multiplicar o que há de bom!

Há abraço que traz paz, amor, alegria! Outro que refaz! Traz reconciliação, restauração e desfaz os murros da separação.

O Abraço é a linguagem expressa pelo corpo, reflexo do que a alma quer dizer. Reflexo do coração, que deseja ter todos bem perto.

Abraçar uma causa é comprometer-se, é empenhar-se, é dedicar-se numa missão.

Abraçar SP é assim! Queremos unir muitos corações, trazer a paz, a alegria, curar feridas, sarar as dores. Reconstruir quem já não se reconhece mais obra prima!

Queremos trazer cor, quando tudo estiver cinza.

Animar e movimentar, quando tudo estiver parado.

Esquentar o coração, quando o frio chegar.

E quando se perder e não souber para onde ir, vem para o abraço.

O abraço de Deus que sempre nos espera!

Vem!  Quanto mais gente, melhor o abraço!

Jocelma Cruz

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A Sociedade Maronita de Beneficência, em parceria com a Comunidade Canção Nova, realiza a sétima edição da Festa em comemoração a Nossa Senhora do Líbano, nos dias 17 de 18 de maio, na sede da Eparquia Maronita no Brasil, Catedral Nossa Senhora do Líbano, situada no tradicional bairro Liberdade, em São Paulo-SP. A festa é um espaço privilegiado de entretenimento e descontração, com uma programação dedicada às famílias descendentes ou todos aqueles que apreciam a cultura libanesa, e traz a participação do bispo da Igreja Maronita, Dom Edgard Mad e do cantor libanês que irá animar a festa, Tony Layoun. Haverá apresentação de arte e “Dabke” – dança típica libanesa – com o grupo do Prof. Bruno Molino e culinária tradicional.

A festa tem abertura com a Santa Missa presidida por Dom Edgard e animada pelos membros da Sociedade Maronita de Beneficência.

Tome Nota!

VII Festa Nossa Senhora do Líbano

Data:

17 e 18 de maio (sábado e domingo)

Horário:

Abertura – sábado, Missa de abertura às 16h00, e domingo, Missa de abertura às 11h30.

Entrada franca

Local:

Catedral Maronita Nossa Senhora do Líbano. R. Tamandaré, 355 – Liberdade (próximo à estação S. Joaquim do metrô ou linha 4114-10 V. Gumercindo)

Informações: (11) 5072-7566

Acesse: www.igrejamaronita.org.br

Sociedade Maronita e Canção Nova realizam a 6º Festa Nossa Senhora do Líbano

A Sociedade Maronita de Beneficência, em parceria com a Comunidade Canção Nova, realiza a sexta edição da Festa em comemoração a Nossa Senhora do Líbano, nos dias 18 e 19 de maio, na sede da Eparquia Maronita no Brasil, Catedral Nossa Senhora do Líbano, situada no tradicional bairro Liberdade, em São Paulo-SP. A festa é um espaço privilegiado de entretenimento e descontração, com uma programação dedicada às famílias descendentes ou todos aqueles que apreciam a cultura libanesa, e traz a participação do bispo da Igreja Maronita, Dom Edgard Mad e do cantor libanês que irá animar a festa, Tony Layoun. Haverá apresentação de arte e “Dabke” – dança típica libanesa – com o grupo do Prof. Bruno Molino e culinária tradicional.

A festa tem abertura com a Santa Missa presidida por Dom Edgard e animada pelos membros da Sociedade Maronita de Beneficência.

Tome Nota!

6º Festa Nossa Senhora do Líbano
Data: 18 e 19 de maio (sábado e domingo)
Horário: abertura – sábado, Missa de abertura às 16h00, e domingo, Missa de abertura às 11h30.
Entrada franca
Local: Catedral Maronita Nossa Senhora do Líbano. R. Tamandaré, 355 – Liberdade (próximo à estação S. Joaquim do metrô ou linha 4114-10 V. Gumercindo)

Informações: (11) 5072-7566
Acesse: www.igrejamaronita.org.br

Exposição multimídia interage com arquitetura colonial do Museu de Arte Sacra a partir de amanha

Com concepção de Camilo Cassoli e produção executiva de Rafael Alberto, secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, começa amanha, 3, no Museu de Arte Sacra de São Paulo, a exposição multimídia “Cenas de um encontro de fé”, que marca o aniversário de 70 anos do IV Congresso Eucarístico Nacional, que aconteceu em São Paulo em setembro de 1942.

Realizado em plena Segunda Guerra Mundial, o IV Congresso reuniu mais de 500 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, mobilizando todo o Estado de São Paulo, diversas cidades do Brasil e algumas do mundo. Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva, arcebispo de São Paulo à época, enfrentou muita resistência à realização do evento, mas manteve-o inclusive como testemunho de paz e comunhão a um mundo em guerra. Ao final do Congresso, recebeu de Getúlio Vargas um telegrama parabenizando-o pelo êxito do evento.

Na exposição, documentos e objetos confeccionados especialmente para o IV Congresso são expostos. Estão neste conjunto guias, lembranças e telegramas que fazem parte do acervo do Arquivo da Cúria Metropolitana. Uma naveta (incensário) e um sino de altar do Congresso, que atualmente são usadas em missas solenes na Catedral da Sé, também estarão expostos, além da réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida que participou das celebrações em 1942.

Destaque da exposição, duas projeções mapeadas ajudam a recontar a história do IV Congresso. Na primeira, o filme irá interagir com as paredes de taipa de pilão de mais de 200 anos do Museu de Arte Sacra, construído por frei Galvão em 1774. As janelas e portas se alternam com as paredes, servindo, todas, como tela da projeção.

O segundo filme é projetado na cátedra (cadeira do bispo) que foi desenhada por Benedito Calixto Neto especialmente para o IV Congresso. Usada durante todas as celebrações do evento em 1942, a cátedra permaneceu, depois, na Catedral da Sé, sendo usada, por exemplo, pelos papas João Paulo II e Bento XVI em suas visitas ao Brasil. O filme, produzido pela Visual Farm, com direção de Camilo Cassoli, brinca com luzes, sombras e cores para mostrar detalhes dos símbolos entalhados na cátedra.

Serviço

Cenas de um encontro de fé – 70 anos do IV Congresso Eucarístico Nacional

Museu de Arte Sacra de São Paulo (avenida Tiradentes, 667 – estacionamento gratuito na rua Jorge Miranda)

Coquetel de abertura para imprensa e convidados: quarta-feira, 3 de outubro de 2012, às 19h30 (com presença confirmada do Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo)

Visitação para o público: de 4/10/2012 a 4/11/2012, de terça a domingo (inclusive feriados), das 10h às 18h