O que leva um homem a seguir Jesus?

Arquivado em: Aprofundamento — terrasanta at 9:41 pm on Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Olhando os primeiros chamados, podemos nos surpreeder com a resposta que eles deram ao encontro com Jesus. Primeiro parte dele é ele quem escolhe; em seguida vem a parte do homem que o acolhe ou não. A resposta de cada um parte de dentro, de sua liberdade. Portanto, estamos tratando aqui não de um simples artigo informativo, e sim de uma reflexão de algo que acontece no mistério mais profundo do ser humano. Esse questionamento é importante, pois pode ajudá-lo a saber se de fato, está seguindo o Filho de Deus ou não.

A primeira escolhida para seguir Jesus foi sua própria mãe, ela não o viu para crer, nem o tocou nem o sentiu,  o que a levou a crer que seu filho era seu Deus?

Ela estava em sua casa, o anjo Gabriel aparece e lhe diz que ela será a mãe do “Filho do Altíssimo”, do Messias anunciado e esperado pelo povo de Israel. Ela pergunta como será isso e o anjo responde: “O Espírito Santo virá sobre ti, por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”.

Maria, provavelmente não assimilou todo o conteúdo contido nas palavras do anjo, mas o Espírito Santo, a levou a crer, ela teve sua parte: ela não poderia negar que a experiência celeste que estava tendo era real. Como já acreditava na existência de um único Deus, vendo que Ele mesmo era o autor do que estava acontecendo, se rendeu a Palavra lhe trasmitida e disse sim. Ela começou a conhecer Jesus depois, quando ele começou a se mexer em seu ventre.

A Palavra acolhida gerou a fé em Maria.

Simeão, o “homem justo e piedoso que vivia em Jerusalém e que tomou Jesus em seus braços”, também teve uma experiência: “fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor”. Quando ele, movido pelo Espírito, vê naquele menino, visivelmente igual a qualquer outro, o Messias, ele diz que poderia ir em paz porque viu a Salvação.

Simeão acreditou por meio da oração.

E o primeiro papa, Pedro, como acreditou?

“E ele disse a Simão: ‘Faze-te ao largo; lançai vossas redes para a pesca’. Simão respondeu: ‘Mestre, trabalhamos a noite inteira sem nada apanhar; mas, porque mandas, lançarei as redes”.

As redes se encheram, “à vista disso, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: ‘afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador”, assim juntamente com Tiago e João, “reconduzindo os barcos à terra e deixando tudo, eles o seguiram”.

Aparentemente, era um simples homem cheio do Espírito Santo ou um profeta que estava frente a eles, esse milagre não revelava em si mesmo,  que Jesus era o Filho de Deus; embora fosse por meio desse sinal que eles reconheceram a presença de Deus. Algo interior, portanto, os impelia àquele homem, o sinal externo só veio a acrescentar, a confirmar.

Foi o Espírito Santo quem gerou neles esse impulso, eles disseram sim com a vida, deixaram tudo e o seguiram. A fé deles era ainda imperfeita, foi somente com o passar do tempo e principalmente com a morte e com a Ressurreição, que eles chegaram a compreender quem Jesus verdadeiramente era.

Cada encontro com o homem-Jesus, é um encontro com o Deus-homem, esse  é simples, acontece dentro de cada um, mais do que em sinais externos. Vemos isso nas curas e nos milagres de Jesus, “tua fé te salvou” por isso, “levanta e anda”, “veja”, “fale”, “escute”, “ressuscita”. Ele aparece,  vê a necessidade de amor mais profunda de cada um, a preenche, daí a pessoa sentindo-se amada reconhece que só neste homem ela se encontra, se torna feliz. Com isso a “ficha cai” e como o apóstolo Tomé,  se rende reconhecendo-o:  “meu Senhor e meu Deus”.

Comigo aconteceu a mesma coisa:

Estava infeliz, algo me impulcionou a ir a um encontro de oração, eu estava seguindo o protestantismo embora frequentasse a Igreja Católica. É uma longa história, mas o importante é isso: nesse encontro clamei a Jesus que, se ele fosse vivo na eucaristia que eu tivesse um encontro pessoal com Ele, e isso aconteceu! Senti-me profundamente amado, depois no dia-a-dia percebi que ele me amava cuidando de mim nas pequenas coisas.

A partir daí comecei a seguí-lo, mas como seguí-lo se não o vejo? Descobri que um seguimento concreto só pode acontecer na Igreja onde ele está: nos sacramentos, na Palavra, na comunidade. Somente assim, procurando a vontade dele no trabalho, na Igreja, na Palavra e no serviço,  que encontrei meu lugar: serví-lo dentro da Comunidade Canção Nova.

E você, já viveu uma experiência pessoal com Jesus? Caso ainda não, saiba que ele quer mais do que você, basta suplicar e ele responderá! Talvez você esteja na Igreja por costume e não por convicção, isso significa que você nunca o seguiu de verdade. Seguí-lo é deixar o pecado e abraçar a cruz,  pois essa é a escada subida também por ele.

Enfim, o que leva um homem a seguir Jesus?

O Espírito Santo gera o desejo de encontrá-lo, suscita acontecimentos que o faz  conhecê-lo. Daí vem a parte do homem de abrir-se ao encontro e dizer sim: eu o reconheço como meu Deus e quero seguí-lo fazendo a sua vontade.

Depois disso vem a história mais fascinante que se pode contar! A sua história de Salvação pessoal! Tudo porque o amor de Cristo o conquistou e você se deixou conquistar.

Leandro César

Canção Nova - Terra Santa

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Maria, fonte de unidade para Católicos e Ortodoxos

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 10:57 pm on Terça-feira, Agosto 28, 2007

A Igreja Grega Ortodoxa celebra hoje a Festa da Assunção de Maria. Em Jerusalém, cristãos ortodoxos e também católicos saem logo pela manhã em procissão rumo ao Sepulcro da Mãe de Deus. Qual a importância desse evento para os católicos brasileiros e de todo o mundo?

No Brasil é comum falar da divisão existente entre a Igreja Católica com as Comunidades eclesiais ( Protestantes ), o que alguns talvez não saibam é que há no seio do cristianismo uma grande divisão entre Oriente e Ocidente. Uma dessas Igrejas Orientais, com a qual houve divisão, é a Igreja Ortodoxa Grega.

Os chamados Grego-Ortodoxos possuem seu sacerdócio e seus sacramentos válidos, também amam a Virgem Maria e a reconhecem como a Mãe de Deus.

O túmulo de Maria está sob seus cuidados em Jerusalém. Como o calendário litúrgico utilizado por eles,  é diferente do utilizado pelos católicos, hoje celebram a Festa da Assunção de Nossa Senhora.

A festividade mobiliza a maior comunidade cristã da Terra Santa, mas também leva famílias católicas a saírem de suas casas para venerar a Virgem,  no local onde foi levada, de corpo e alma, para o céu.

Nesta manhã de quarta-feira, a Santa Missa celebrada pela comunidade Ortodoxa, reuniu gregos e também pessoas da comunidade local.

 Segundo o papa João Paulo II em sua encíclica “Redemptoris Mater”, o povo de Deus caminha rumo à unidade:

“O Espírito suscita em todos os discípulos de Cristo o desejo e a acção em vista de que todos, segundo o modo estabelecido por Cristo, se unam pacificamente num só rebanho e sob um só pastor”.

A caminhada da Igreja, especialmente na nossa época, está marcada pelo sinal do Ecumenismo: os cristãos procuram as vias para reconstituir aquela unidade que Cristo invocava do Pai para os seus discípulos nas vésperas da sua paixão: “para que todos sejam uma coisa só. Assim como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

A unidade dos discípulos de Cristo, portanto, é um sinal influente para suscitar a fé do mundo; ao passo que a sua divisão constitui um escândalo”.

Ele ainda realça o amor pela Mãe de Deus, presente nas diversas Igrejas, como fonte de unidade:

“Desejo realçar, por outro lado, quanto a Igreja católica, a Igreja ortodoxa e as antigas Igrejas orientais se sentem profundamente unidas no amor e louvor à Theotókos. Não só “os dogmas fundamentais da fé cristã acerca da Trindade e do Verbo de Deus, que assumiu a carne da Virgem Maria, foram definidos nos Concílios ecuménicos celebrados no Oriente”, mas também no seu culto litúrgico “os Orientais exaltam com hinos esplêndidos Maria sempre Virgem … e Santíssima Mãe de Deus”.

Enfim, ao redor do Sepulcro de Maria, vemos que a esperança da Unidade entre os cristãos não se trata somente de um sonho e sim de uma realidade que está sendo construída.

Leandro César

Canção Nova - Terra Santa

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Casa Austríaca em Jerusalém promove noite de Jazz para peregrinos

Arquivado em: Terra Santa Notícias — terrasanta at 10:04 am on Sexta-feira, Agosto 24, 2007

A melodia improvisada do Jazz foi como que um símbolo de união entre culturas tão diferentes, entre o oriente e o ocidente, em noite que se completava entre aplausos e sorrisos da plateia na casa Austriaca para Hospedes, uma instituição Católica  que tem como objetivo receber e acomodar peregrinos.

Maria fala só para as mulheres

Arquivado em: Aprofundamento — terrasanta at 10:01 am on Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Sentir com o coração de Maria, compreendê-la, assimilar o seu modo de ser para assim imitá-la, é tarefa de toda a Igreja. Porém, somente um coração feminino pode sentir com ela, esse é o mistério reservado para as filhas de Deus. Aqui proponho uma meditação sobre as principais características da Virgem-Mãe e sua ligação com a vocação feminina na sociedade.

 Maria é antes de tudo uma escolhida de Deus:

A base da dignidade do homem e da mulher está no seu chamado à união com Deus. Ambos foram criados segundo a imagem e semelhança Dele, isso faz com que ambos possuam a mesma dignidade. Como esta união, entre Deus e os homens e esses entre si, foi enfraquecida pelo pecado dos primeiros pais, ele quis que por meio de Maria, “a Mulher”, se encarnasse a Salvação de toda a humanidade. Para realizar esse desígnio divino, Deus fez com que ela fosse cumulada de graça, ou seja, da presença divina dentro si, fazendo com que ela logo em sua concepção, em previsão dos méritos de Cristo, fosse livre do pecado original, tornando-a assim a nova Eva, a mulher perfeita por excelência.

 Uma mulher que caminha na fé:

 Ela livremente aceita o plano de Deus lhe apresentado pelo anjo Gabriel em Nazaré. Sem saber o que viveria, ela como Abraão se torna a mãe da fé, a primeira que acreditou. Por meio de Isabel o Espírito Santo assim a chamou: “aquela que acreditou”.

 Nessa pequena aldeia da Galiléia, Maria viveu a mais alta união com Deus que uma pessoa possa experimentar. Concebeu, pelo poder do Espírito, o “Filho do Altíssimo”, o educou em sua infância, adolecência; o acompanhou em sua vida oculta (30 anos) e o seguiu até o Calvário. Esteve também no nascimento da Igreja em Pentecostes, sendo a principal testemunha e a principal formadora dos primeiros discípulos.

 Toda essa caminhada Maria viveu na obscuridade da fé, ela não compreendia todas as coisas, além disso, sofreu em si mesma a consequência de estar unida “Àquele que tomou sobre si as nossas dores”. Com isso, fica claro que ela viveu sua peregrinação na escuridão e na dor, unindo-se as dores de Cristo até ao ponto de ter “sua alma traspassada por uma espada”.

Maria viveu por Cristo e por sua Obra:

 Como Mãe de Deus, formou a personalidade de Jesus, o acompanhou como mãe, mas também como discípula. Aos pés da Cruz, une-se misteriosamente à sua paixão, e entregue como herança a todos os homens e a cada homem como mãe, “mulher, eis aí o teu filho”, estende sua maternidade a todos e a cada um.

 Como mãe volta-se inteiramente as necessidades de cada pessoa, através da intercessão, como fez nas Bodas de Caná. Além disso atua como educadora, terna e presente, na vida de seus filhos.

Maria traz consigo a plenitude da vocação feminina:

Pelo poder do Espírito ela foi mãe, permanecendo virgem. Ela reuniu em si a virgindade e a maternidade, vivendo assim a vocação feminina em sua máxima expressão. Ela é o referencial para toda mulher em qualquer condição de vida.

Como ser mulher nos dias de hoje resgatando as características de Maria?

Ela viveu sobretudo como mulher, ou seja, foi feminina. Isto quer dizer seguiu seus impulsos interiores próprios de mulher. Nisso consiste sua dignidade de filha criada a imagem e semelhança de Deus.

Agir como mulher é manifestar ao mundo, uma face única do amor divino. Deus, que é Amor, criou o homem e a mulher como um espelho desse amor, a unidade dos dois manifesta sua inteireza. O amor tipicamente feminino é uma necessidade fundamental para os dias de hoje, a falta dele consiste em uma verdadeira catástrofe.

Como “serva do Senhor”, aceitou tudo o que a divina Providência lhe permitiu viver: uma vida de intimidade com Deus, mas na obscuridade da fé e na dor.

Imitar Maria é acompanhá-la rumo ao Calvário, é tomar a cruz cada dia e seguir em frente sem murmurar, mas aceitando-a como instrumento de santificação e de salvação para muitos.

Como serva, colocou a disposição sua maternidade:

Maternidade é acolher uma vida e doar-se a essa. É próprio da mulher, mais do que o homem, ser “atenta à pessoa concreta”. Deste modo, com a capacidade de doação que possui, pode não somente gerar e educar filhos, mas também socorrer cada pessoa, em suas riquezas e fraquezas, indo ao seu encontro para servi-las em suas necessidades.

A maternidade faz parte do ser feminino. Ela pode expressar-se na doação de si pelos filhos, dentro do matrimônio, ou na doação de si aos homens por amor do Reino dos Céus. A Virgindade Consagrada, exprime essa segunda maneira em sua dimensão mais radical: neste estado a mulher assume a união esponsal com Cristo, e o ama de maneira plena e integral em cada homem e mulher, servindo-lhes sem acepção.

Maria é o exemplo de uma mulher que vive da fé, vive assim porque ama a Deus como o centro de sua existência. Seguindo, livremente, a Vontade daquele que a criou, se entrega ao seu Filho e a todos os filhos. Não importando o estado de vida, cada mulher, pode a seu exemplo experimentar a alegria de crescer em sua união com Deus, vivendo segundo a sua vontade e doando a si mesma em favor de todos.

Todo este artigo foi inspirado nesses dois documentos escritos por João Paulo II

REDEMPTORIS MATER: A mãe do Redentor

MULIERIS DIGNITATEM : A dignidade da Mulher

Saiba mais:

Nossa Senhora morreu?

Por trás de quatro paredes, como vivia a Família de Nazaré?

O mistério nas montanhas de Ain Karim

Leandro César

Cançã0 Nova

terrasanta@cancaonova.com

Jerusalém recebe uma visita de Paz, eles são chamados de Ursos Amigos!!!

Arquivado em: Terra Santa Notícias — terrasanta at 11:48 am on Segunda-feira, Agosto 20, 2007

Expressando a alegria de viver, trazendo a mensagem de Paz e tolerância entre os povos e sua diversas culturas, os Ursos Amigos representam 138 nações, mostrando o que se encontra de belo e particular nos diversos países ao redor do mundo.

O silêncio da vida nos mosteiros

Arquivado em: Aprofundamento — terrasanta at 3:05 pm on Sábado, Agosto 18, 2007

O que esperar de um homem que vive na solidão? O que esperar de uma mulher entregue ao silêncio de uma vida escondida? O que apreender desses homens, que aparentemente fugiram do mundo? Monges e monjas, fuga ou serviço?

Após séculos de perseguição, o testemunho eloquente dos mártires deixou de abalar as estruturas e os corações daqueles que perseguiam à Igreja. A aceitação do cristianismo, proporcionou um tempo de paz, mas também de esfriamento da parte de muitos crentes.

A Igreja necessitada de um fervor renovado, Deus suscita no coração de muitos o desejo de vivenciar as virtudes heróicas dos primeiros fiéis. Assim pelo testemunho de uma vida santa, em oração e penitência por todos os cristãos, esses mesmos sentiriam nos corações o desejo de voltar ao primeiro amor.

A vida monástica portanto, não nasce de uma fuga do mundo em busca de uma santidade pessoal, ou de uma vida tranquila. Pelo contrário, brota da caridade, do desejo de imolar-se pela conversão e pelos problemas de todo o mundo. Portanto, não consiste em uma fuga, e sim de um retirar-se dele para servi-lo.

Segundo o arqueólogo Pe Eugênio Alliata, o primeiro monge da Palestina foi São Caritone, o qual abraçou um estilo pessoal de entrega a Deus após uma curiosa história.

“Caritone era um simples peregrino que veio a Jerusalém. Certo dia, estando ao redor dessa cidade, um grupo de ladrões tomou tudo o que tinha e o levou sequestrado para uma gruta afastada no deserto da Judéia. Nessa o mantiveram prisioneiro por vários dias. Quando um dia, os ladrões foram embora e o deixaram ali, ele ficou livre, mas preferiu permanecer nesse ambiente e levar uma vida solitária, dedicando-se a oração e à meditação da Palavra.

Seu ideal era de viver uma completa solidão, porém nunca conseguiu, por onde passava grupos de discípulos se reuniam em torno dele. Ele acolhia a todos e organizava seu modo de vida.

Várias vezes tentou se afastar de tudo e de todos indo para outras regiões, mas por onde ia o fenômeno se repetia e assim foi até sua morte.”

“Este modo de viver de São Caritone foi chamado de laura porque na língua grega, significa, uma vala estreita e profunda. Ele viveu muito tempo, mais de noventa anos e quando estava para morrer, seus discipulos o apertaram e diziam : pai levanos com você não nos deixe aqui sozinhos. Isso mostra que esses monges viviam sozinhos nas grutas, porém tinham um grande amor uns pelos outros e para com o seu mestre. Esse foi o primeiro monge podemos dizer que todos os outros que surgiram seguiram seu exemplo”. Afirma Pe Eugênio

A opção por uma vida simples, austera e dependente inteiramente de Deus os levou a querer viver nas grutas do deserto, chamavam nas de casas construídas por Deus, inclusive eram nelas que construíam as capelas, as quais recebiam o título de “Igrejas feitas por Deus”.

Embora vivendo como eremitas ou em comunidades de monges, cenóbio, esses religiosos exerceram grande influência na sociedade. Muitos os procuravam para receber conselhos, dentre eles vários tornaram-se bispos e inclusive Patriarcas, escolhidos para o serviço da Igreja.

Para sobreviver, esses homens e mulheres dedicavam-se a trabalhos simples, os quais vendiam na cidade para sobreviver. Com a entrada do Islamismo na Palestina, a vida desses monges tornou-se mais difícil.

Nesse período, segundo Pe Alliata, muitos dos mosteiros desapareceram, como relíquia desse tempo ainda existe o Mosteiro conhecido como “Marsaba” em Belém.

“São Saba, tinha um provérbio famoso: ‘governe tua língua e teu ventre e serás salvo’, esse era a base de seus ensinamentos para os seus monges. Ele construiu o Mosteiro de Marsaba, o qual podemos dizer que Deus quis preservá-lo. Esse até hoje é habitado por monges grego-ortodoxos”. Afirma Pe Eugênio Alliata.

Como compreender o caminho de santidade abraçado por essas pessoas?

Pe Gianni Sgreva, passionista, vive em Betânia e explica a ascese monástica: “O ponto de partida é esse: A Igreja deve ser renovada, mas como? Através de homens belos. A beleza como consequência de tua pertença à Palavra de Deus, de tua pertença ao Evangelho. A vida ascética não é simplesmente fazer penitências, mortificações, jejuns e sim para criar um homem belo. Esse é aquele que se desfaz de tudo que é demais na vida: o mundo, as exigências corporais vividas de modo desordenado; eliminar todo o supérfluo para alcançar o que é essencial.

A essencialidade faz com que um homem se torne belo. Essencialidade e beleza são sinônimos, uma precisa da outra. Assim para alcança-las é necessário o jejum, a mortificação,a penitência; mas essas não devem ser buscadas em si mesmas, pois não serve. A Igreja precisa de homens e mulheres belos, porque eles são essenciais.

A ascética não é prática de mortificação, mas é o caminho para a essencialidade”.

A vocação à vida monástica é viva na Igreja, irmã Rafaela da Mãe de Deus da Misericórdia, é carmelita descalça, vive no Carmelo da Sagrada Infância de Jesus em Belém, ela testemunha sua experiência como religiosa:

“Me questionava a respeito do sentido de minha vida e na oração descobri que é possível dar tudo pelo Tudo. Jesus é uma resposta essencial. Cada um de nós busca algo mais profundo.

A vida monástica é um dom para o mundo. Muitos pensam que fugimos do mundo. Porém não é a verdade, sofremos os mesmos problemas e também trabalhamos muito. O sentido de nossa vida, o que a torna fecunda, é apresentar todos os sofrimentos dos homens a Deus, rogando por eles.

O desafio de viver em um mosteiro é o de verdadeiramente viver para o Senhor em tudo o que fazemos, procurando tê-lo sempre como o primeiro de nossa vida”.

No jardim da Igreja, grande é a variedade de plantas e de flores, cada uma com sua beleza particular. Todas estão plantadas no Evangelho, todas são regadas pelo Espírito Santo. Cabe a cada uma produzir o fruto que lhe corresponde. O testemunho desses homens e mulheres que deixaram tudo, para na solidão consagrarem-se pela Salvação do mundo, é um fermento que ajuda a muitos a alcançar o céu.

Leandro César

Terra Santa

terrasanta.cancaonova.com

Morte ou Adormecer da Bem Aventurada Virgem Maria?

Arquivado em: Aprofundamento — terrasanta at 6:28 pm on Quarta-feira, Agosto 15, 2007

Por que negar à Virgem Maria a alegria da Ressurreição? 

O que significa afirmar que a Mãe de Jesus não morreu, mas sim adormeceu? O que significa falar do adormecer e não de morte? Na linguagem do Novo Testamento e da Liturgia da Igreja os dois termos são equivalentes.

No caso de Lázaro, irmão de Marta e Maria, Jesus fala que ele dormia e que o iria despertar: “Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal” (Cf Jo 11,1-44).Do mesmo modo Jesus fala que a filha de Jairo, que era morta, dormia: Ele entrou e disse-lhes: Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu. Ela está dormindo (Cf Mc 5,38-39). 

Na Oração Eucarística I ou Cânone Romano a Igreja reza: 

            Lembrai-vos, Senhor, dos vossos servos e servas N e N, que partiram antes de nós marcados com o sinal da fé e agora dormem o sono da paz.  Eu acho que o Adormecer da Bem Aventurada Virgem Maria deve ser entendido no sentido daquela conclusão biológica de sua vida, ou seja, da morte natural como àquela que cada um de nós há de experimentar.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium ao número 59 afirma:

 “Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Apoc. 19,16) e vencedor do pecado e da morte”.

Em base a quanto diz o texto apenas citado, que faz referência ao privilégio da Virgem Maria de ser Imaculada isto é, sem ser abrangida pela culpa de Adão e Eva, o pecado original, e em base a quanto diz São Paulo: “o salário do pecado é a morte” (Cf Rm 6,23), se prefere falar do Adormecer e não de morte da Mãe de Jesus, como se a morte corporal dela prejudicasse em alguma coisa a sua dignidade de ser Mãe de Deus.

É bastante evidente que a morte como conseqüência do pecado não é a morte biológica, mas aquela definitiva, a morte eterna, o ser privado da contemplação da Face de Deus e da comunhão com Ele. O Prefácio da solenidade da Assunção da Virgem Maria canta: “Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o autor da vida, vosso Filho feito homem”. Afirmar que a Virgem Maria morreu não diminui em nada a Sua dignidade, mas acentua ainda mais a Obra principal de Seu Filho que é a Ressurreição e a glorificação dos corpos. Ela também teve a alegria de participar da vitória de Seu Filho sobre a morte morrendo Ela mesma e ressuscitando pela força do Filho  que Ela gerou em seu ventre.

Enfim, duas tradições narram da existência do túmulo da Virgem Maria, uma em Jerusalém no Vale do Cedron e outra em Efeso. A eloqüência do Patriarca Juvenal em 451 persuadiu o imperador Marciano de que a pretensão de Jerusalém de possuir o Túmulo da Bem Aventurada era mais fundada daquela de Efeso. Naturalmente, o túmulo serve para colocar o corpo de uma pessoa morta e não de uma que dorme.

Hoje, como nos séculos passados, grande é a veneração dos cristãos pelo túmulo da Virgem Maria. Sem medo algum, creio que podemos afirmar que a Virgem Maria morreu, Jesus Cristo A ressuscitou e foi levada pelos anjos ao céu com o seu corpo e a sua alma, onde está na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo e intercede por nós, seus filhos.

Afinal, por que negar à Virgem Maria a alegria de ter participado da força de Seu Filho que faz novas todas as coisa?

Pe Carlos de Melo,

Jerusalém - Israel

Asilo Santo Antônio em Belém, atenção, zelo e carinho com os idosos

Arquivado em: A excelência da caridade — terrasanta at 5:23 pm on Quinta-feira, Agosto 9, 2007

Irmãs da Congregação Filhas de Maria Santissima do Horto, são responsáveis por uma casa de repouso para anciãos na cidade de Belém -Palestina. Nossa missão porta a mensagem da presença e da doação sem interesse, cremos que esta é uma missão de paz.

Celebrar a Transfiguração do Senhor no Monte Tabor

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 1:17 am on Terça-feira, Agosto 7, 2007

Hoje, Festa da Transfiguração do Senhor,  cristãos de toda a Galiléia enchem a Basílica da Transfiguração, situada sobre o Monte Tabor, lugar sagrado onde Jesus tomando consigo Pedro, Tiago e João, transfigurou-se diante deles revelando sua Glória.

Todos os anos a comunidade local se reúne em tendas com suas famílias para orar e para conviverem entre si, esse costume procura reviver o doce convívio que Jesus  viveu aqui com seus discípulos a ponto de Pedro exclamar:

“Mestre, é bom estarmos aqui”.

Logo pela manhã, antes do nascer do sol, um grupo se reúne para celebrar a Santa Missa.

As 10:30 am a Igreja está repleta: adultos, crianças, jovens, religiosos e sacerdotes; todos unidos para a celebração presidida pelo pároco de Nazaré Pe Maroun Younan.

Jesus aqui subiu para orar antes de partir para Jerusalém para ser crucificado. O monte possui 588m de altitude e está  localizado ao centro da planície de Esdrelon. Aos seus pés está a cidade de Nazaré.

O lugar marcado pelo encontro de Jesus com Moíses e Elias, traz consigo a mensagem que o Pai aqui pronunciou:

“Este é o meu Filho amado, escutai-o”.

Saiba mais:

Festa da Transfiguração: É Cristo quem traz luz ao homem

Conheça a Terra Santa: dia 14 a 24 de Outubro de 2007 peregrinação com Prado Flores

Leandro César

terrasanta@cancaonova.com