Em Nazaré cristãos celebram a Sagrada Família
Em Israel, a Festa da Sagrada Família foi celebrada em Nazaré sobre o local onde Jesus, Maria e José viveram. Este lugar santo transmite até o mistério por eles vivido.
“Viver no lugar onde viveu a Sagrada Família é um sentimento muito belo, porque esta família se torna um exemplo para os nossos paroquianos de Nazaré. Depois se torna um exemplo para todas as famílias. A Sagrada Família não viveu somente de alegria, mas também de muitas dificuldades. Porém souberam ler sua história segundo a ótica de Deus e isso lhes deu possibilidade de sempre superar as dificuldades”. Assim falou o presidente da celebração, Pe Amjad Sabbara, pároco de Nazaré.
A Basílica da Anunciação estava cheia de fiéis, peregrinos de várias partes do mundo estam vindo ao Santuário onde o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Também os cristãos árabes da região se fizeram presentes, sobretudo para a missa que foi celebrada na manhã de domingo.
O papa Paulo VI quando aqui esteve logo escreveu sobre sua experiência:
“Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.
Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.
Aqui, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual para quem quer seguir o ensinamento do Evangelho e ser discípulo do Cristo.
Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas.
Podemos colher às pressas algumas breves lições de Nazaré.
Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hipersensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensinanos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.
Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.
Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim.
Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor”. (Alocução pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964)
Em Belém, na gruta onde o anjo do Senhor anunciou a José que Herodes queria matar o menino (Mt 2,1-18), foi celebrada a Missa em honra aos Santos Inocentes.
“Hoje é o martírio dos bebês que não possuem nenhuma culpa. Muitas vezes pensamos que o sofrimento dos inocentes é algo do passado, mas infelizmente continua sendo presente, sabemos quantos bebês no mundo sofrem sem escola, sem ter o que comer, muitos partecipam de Guerras. Além desses, existem aqueles que não nasceram por causa do aborto. Isso é um ponto a refletir: se o nosso mundo não é capaz de aceitar um bebê, aceitar sua simplicidade e seu sorriso, um dia pagaremos muito, chegará a violência e o desprezo pelo outro”. disse Pe Artemio
Com a força vinda de Deus, Estevão realizava numerosos milagres e anunciava nas sinagogas o Evangelho com “sabedoria inspirada”. Foi lapidado às portas da cidade e morreu como Jesus, invocando o perdão para aqueles que o martirizaram.
“Este lugar é venerado, mais ou menos, há 900 anos. Os sinais são as pedras sinalizadas com uma cruz e a estrada que leva até o portão da muralha. Aqui não encontramos sinais de Basílicas ou Igrejas. As pinturas são modernas e retratam as cenas do martírio, também da descoberta do corpo e ainda cenas de fatos desta região do Getsêmani”. Afirmou Pe Alliata
Uma particularidade do Natal celebrado em Belém, é a Vigília de Natal. Todos os anos, peregrinos vindos de diversas partes do mundo visitam Belém, para festejar o nascimento de Jesus.
A tarde, uma marcha rumo a entrada da Basílica é preparada pelos escoteiros, os quais com tambores e diversos instrumentos, ressoam músicas tipicas de Natal preparando o povo presente, para acolher o Patriarca de Jerusalém Dom Michel Sabbah. A multidão de jornalistas e cameras se comprime com os policiais que escoltavam os Bispos e as Autoridades presentes do Governo palestino, dentre essas o presidente da Autoridade Palestina Abu Mazen.
Poucas horas depois a multidão, composta principalmente de estrangeiros, se coloca diante da Igreja para a Vigilia de Natal. A grande quantidade de sacerdotes e fiéis lotou a paróquia franciscana.
A simplicidade e a fidelidade à fé cristã, é sem dúvida uma marca característica dos cristãos que vivem na cidade onde Jesus nasceu, Belém. Embora de maioria muçulmana, os cristãos se preparam demonstrando publicamente seu amor pelo menino Deus.
Um outro fator de consolação é a presença dos peregrinos que durante este ano de 2007, visitam em massa toda a Terra Santa, incluindo Belém. Isso ajuda a manter a presença das famílias cristãs na cidade, pois muitos devido as dificuldades econômicas são forçados a deixar o país.
Nesta manhã do dia 24 de Dezembro, os alunos das escolas da cidade se reuniram para desfilar pelas ruas da cidade. Com trajes e de uniformes típicos para ocasiões especiais e com instrumentos musicais, realizam sua homenagem ao menino que nasceu na mesma cidade em que a maioria deles nasceram.
Por que Deus escolheu Belém para nascer?
O parto foi doloroso e muito difícil, por isso Rachel dá ao seu filho o nome Benoni, que significa “filho da minha dor”. Para o judeu, dar um nome a um filho significa revelar a sua identidade. Benoni seria portanto um homem que viveria na dor. Jacó, como pai muda o nome da criança para Benjamim, que significa “filho da direita”, “filho da minha alegria”.
Em Belém viveu também Noemi, seu nome significa “minha doçura”, após a morte de seu marido e de seus filhos, ela quis ser chamada de Mara “a amarga”, porque assim estava sendo a experiência de sua vida. Seu único apoio era Rute, a qual após a morte de seu marido, escolheu ficar com Noemi. Elas viviam na pobreza e no sofrimento, até que Deus as visitou, colocando Booz na vida de Rute. Com isso Noemi não seria mais desamparada e Rute recebeu uma benção profética:
Deus havia se “arrependido de ter feito” Saul rei de Israel (cf. 1Sm 15,35) e por isso, envia o profeta Samuel à Belém para eleger Davi, um “homem segundo o seu coração”. Davi de humilde pastor se torna rei de Israel. E Deus lhe promete que de sua descendência nasceria o Messias.
Sr. Issa, nasceu na noite de natal, seu nome significa Jesus. Ele aprendeu português, pois viveu no Brasil durante 10 anos. Após casar-se com a Baina, dona Noêmia depois de alguns anos retorna para a Palestina, para viver em Belém, cidade onde Jesus nasceu. Ele juntamente com seu filho José e família, testemunham como é passar o Natal, em uma cidade onde os cristãos são a minoria.