Igrejas Católicas Orientais acolhem Cardeal Sandri

Filed under: Terra Santa Notícias — terrasanta at 8:42 pm on Thursday, February 28, 2008

Cardeal Sandri presidiu a Missa em NazaréHoje em Nazaré, encerrou-se a visita do Cardeal Leonardo Sandri, Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais. Sua visita a Terra Santa iniciou-se nesta última segunda-feira, dia 25, com o “Ingresso Solene” na Basílica da Ressurreição em Jerusalém, finalizando nesta quinta-feira na Basílica da Anunciação. O objetivo de sua visita foi demonstrar a presença da Igreja em meio aos cristãos que sofrem nessa região.

Após o “Ingresso Solene” em Jerusalém, ontém em Belém, cidade pertencente aos territórios da Autoridade Palestina, foi também acolhido com solenidade na Basílica da Natividade. Ele explica o motivo de sua visita:

“Vim a terra de Jesus onde estão nossas Igrejas Católicas Orientais em Israel, Jordânia e Palestina. Vim para rezar, para unir-me a eles nos seus sofrimentos, sobretudo aos dos Palestinos. Diante de suas dificuldades, quis fazer-me presente com o amor de toda a Igreja e do papa. Demonstrar que todos nós sofremos com eles, e esperamos que um dia exista nesta terra a reconciliação, o amor, a vida serena e segura para todos”, afirmou o Cardeal.

Na Santa Missa celebrada hoje na cidade da Sagrada Família, ao redor da Gruta onde o anjo Gabriel anunciou a Maria o nascimento do Messias, enfatizou em sua homilía o que o mensageiro de Deus ali proclamou:

“Para Deus nada é impossível!”

Assista a cobertura feita no Santo Sepulcro em Jerusalém:

Obra de Maria e Canção Nova se preparam para receber você

Filed under: Aprofundamento — terrasanta at 7:03 pm on Wednesday, February 27, 2008

A experiência de conduzir peregrinos à Terra Santa tem se solidificado cada vez mais com a união das comunidades Obra de Maria e Canção Nova, por isso, diversos membros de ambas instituições estão na Terra de Jesus para realizarem o curso de Acompanhadores de Peregrinos.

Todo esse empenho para acompanhar e conduzir você, peregrino e peregrina, ao melhor que a peregrinação na Terra Santa pode oferecer: a experiência e o encontro com Jesus.

Padre Edimilson, Dunga, Flavinho, Marcio Todeschini, Padre Cleidimar Moreira, Fernando e outros participantes já visitaram muitos lugares santos, entre eles o Deserto de Judeia, onde está o Monte da Tentação.

Visita ao Monte da Tentação no Deserto da Judeia

O curso é organizado por Sobhy Makhoul, Diácono Maronita de Jerusalém e Jordânia, e Wellington Silva Jardim, Vice-presidente da Fundação João Paulo II, conduzido por Padre Massimo Luca, professor no Instituto Bíblico Franciscano, teve inicio dia 15 e será concluído dia 28 de fevereiro.

Ouça os depoimentos de alguns participantes:

Esperamos você na Terra Santa, veja a programação e prepare-se.

Aplicar a quaresma no dia-a-dia

Filed under: Aprofundamento — terrasanta at 6:48 pm on Thursday, February 21, 2008

O tempo da Quaresma é um período propício para retomarmos nossa identidade de cristãos, lembrando que esta consiste em sermos sacramentos de Deus para este mundo, sinais visíveis do amor e da presença de Jesus onde quer que estejamos e no estado em que nos encontramos. Enfim, ser cristão é reproduzir em si mesmo os sentimentos e as ações de Cristo. Para isso, é importante retomarmos os princípios essenciais deste tempo. Dom Antônio Franco, núncio apostólico em Israel, fala-nos a respeito desses princípios.

Dom Antônio Franco, Núncio Apostólico de IsraelQual a espiritualidade da Igreja neste tempo?

A espiritualidade da Igreja neste tempo quaresmal é voltada primeiramente à escuta da Palavra de Deus. Este é um período em que fixamos o olhar no mistério pascal, na morte e Ressurreição de Cristo. Caminhamos rumo a Jerusalém, rumo ao cumprimento da obra da salvação por meio do mistério pascal. Portanto, é todo um caminho, através do qual e durante o qual, reconsideramos a história da salvação e nos rendemos cada vez mais a Cristo, procurando escutar e viver a Palavra de Deus.

Qual o sentido da penitência e como aplicá-la aos diversos estados de vida?

A penitência fundamentalmente significa a conversão do coração. O trabalho interior, espiritual, que nos leva a recolocar em ordem e redirecionar tudo a Cristo em nossa vida, a fim de que tudo seja orientado e concentrado n’Ele. Então, a penitência como sacrifício, como renúncia e como disciplina, favorece todo esse trabalho interior de orientar toda a nossa vida a Cristo, no qual entra também nossa abertura para com nossos irmãos. A penitência por si mesma não possui um grande significado, ela deve ser entendida como uma expressão da caridade e como expressão de morrer para nós mesmos e viver para Cristo em todos os estados de vida. Cada um é chamado a viver Cristo segundo a própria vocação pessoal.

Qual o sentido do jejum neste período?

O jejum faz parte da penitência, ou seja, é uma disciplina do corpo. Portanto, praticá-lo é ser capaz de renunciar alguma coisa para ser mais disponível à ação do Senhor. O jejum, sobretudo, o interior, do espírito, do coração, leva-nos a nos abstermos e libertarmos de tantas coisas para estarmos prontos – seja na escuta, como na vivência da Palavra.

Qual o sentido da esmola?

A esmola é uma expressão da caridade, de forma a nos conscientizarmos que aquilo que temos não é somente para nós, mas deve ser dividido para tantas pessoas e situações que precisam de nossa expressão, da nossa solidariedade.

A existência do quinto evangelho

Filed under: Aprofundamento — terrasanta at 2:38 pm on Tuesday, February 19, 2008

Quando você abre sua Bíblia no Novo Testamento, imediatamente depara com os primeiros livros, que são os quatro Evangelhos. Existe também um outro Evangelho, o qual não pode ser escrito. É sobre ele que trataremos neste artigo.

Sua primeira pergunta pode ser: Como existe um outro Evangelho, mas que não foi escrito? Que contradição é essa?

Seu raciocínio está correto, agora vamos entender essa contradição: Antes de tudo, é importante saber que a palavra “Evangelho” vem de anúncio. Esse anúncio – entendido segundo a Bíblia – se trata de um testemunho. Ou seja, de uma presença que confirma um acontecimento real e não inventado. No grego, o termo “testemunho” vem de martírio; os mártires são testemunhas da fé porque a atestam com a entrega da própria vida.

Nesse sentido, a Terra Santa é uma testemunha histórica da existência de Jesus de Nazaré e da história do povo de Deus. Nela encontramos a casa onde aconteceu o mistério da encarnação, os locais por onde Jesus passou, o calvário no qual Ele morreu e o sepulcro vazio. Existem comunidades cristãs, cujas origens estão no anúncio feito pelo próprio Jesus durante sua vida pública.

E por que ela (vida pública de Jesus) pode ser chamada de quinto Evangelho?

Você já fez a experiência de visitar a terra natal de um amigo ou de alguém muito próximo a você? Você notou o quanto conhecer a região, os parentes e seus costumes o ajudaram a não julgá-lo, e sim, a amá-lo e a respeitá-lo ainda mais?

A mesma coisa acontece com aqueles que visitam a Terra Santa, pois há a experiência de se aprofundarem no conhecimento do homem-Deus e da comunidade dos primeiros discípulos. Portanto, esse quinto Evangelho jamais será escrito, pois é feito de pedras, desertos, florestas, história, cultura e pessoas. Mais do que uma terra de conflitos, cujos problemas atraem os olhares do mundo inteiro, aqui se realiza uma profecia, pois quem a olha com os olhos da fé, encontra e reconhece n’Aquele que morreu na cruz o Messias anunciado:

“Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito!” (Zc 12,10).

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Deserto da Judéia: o local onde Jesus foi tentado

Filed under: Aprofundamento — terrasanta at 5:33 pm on Thursday, February 14, 2008

Há uma sede de plenitude presente em cada homem, muitas vezes não entendida, pois mesmo os sonhos mais profundos do coração se realizam, são insuficientes para nos tornar verdadeiramente preenchidos. Enfim, neste mundo onde quer que estejamos sempre necessitamos de entrar no deserto para saciar este anseio profundo, presente em cada um de nós. Neste artigo convido você a entrar na experiência do deserto da Judéia, o mesmo lugar onde Jesus passou quarenta dias antes de iniciar sua vida pública.

Nesta quaresma, como está o Deserto da Judéia?

Estamos em tempo de chuva, é inverno em Israel. O deserto não é arenoso, mas formado por terra e pedra. Nesse período ele também começa a ficar verdejante por causa da chuva que recebe. O clima está mais fresco comparado as outras regiões da Judéia onde a temperatura é mais baixa. O silêncio é grande, se escuta somente o barulho do vento e dos próprios passos sobre as pedras. A visão é de terra e montanhas de baixo porte. A beleza enche o coração de quem contempla a vida nascer onde antes, sem a chuva, não havia quase nada.

Esse foi o solo no qual Jesus esteve durante quarenta dias onde “era conduzido pelo Espírito e tentado pelo diabo” (Lc 4,1). Neste versículo se destacam duas coisas importantes, por um lado Jesus fazia a experiência de uma intimidade profunda com o Pai, por outro, uma experiência profunda da condição humana que neste mundo vive em meio às tentações do dia a dia.

A superação das tentações nos leva a sermos mais humanos e por conseqüência nos leva a estar mais próximos de Deus. Portanto, se nos unirmos a Deus em meio as provas em que nos encontramos, a sede de plenitude permanecerá, porém o sentimento de vazio desaparecerá, pois a presença de Deus o preencherá cada vez mais, e assim a paz, a segurança interior será o fruto dessa luta contra o mal.

O verde sobre as pedras demonstra que a força da vida dada pela água, é capaz de superar qualquer obstáculo que o solo ou clima possa colocar. Quanto mais vida e beleza o Espírito Santo não poderá fazer naqueles que na dureza do dia a dia se deixarem conduzir por ele?

“até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto, e o deserto se torne em campo fértil, e o campo fértil seja reputado por um bosque. Então o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. E a obra da justiça será paz; e o efeito da justiça será sossego e segurança para sempre. O meu povo habitará em morada de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso”. Is 32,15

O Papa Bento XVI nos chama a fazer dessa quaresma o nosso retiro espiritual de quarenta dias, assim como fez Jesus, o deserto para nos encontrar com Deus é o nosso próprio interior.

Conhecer este território santo é uma graça, venha peregrinar na Terra Santa - Clique aqui

Curso de formação bíblica na Terra Santa

Filed under: Holy Land News — terrasanta at 5:08 pm on Tuesday, February 12, 2008

O curso de formação bíblica desenvolvido no convento das Irmãs de Sião em Jerusalém, “é uma experiência inesquecível quando realizado no local onde a Bíblia foi escrita”, afirma o coordenador do curso Irmão Elio Passeto.

Dirigido à pessoas de língua espanhola e portuguesa, o programa oferece estudos sobre: a Bíblia escrita em hebraico, Novo Testamento, Introdução ao Judaísmo e ao Islamismo, excursões arqueológicas em Jerusalém, sul e norte de Israel.

No convento encontramos o arco Ecce Homo, parte da Torre de Antônia, local onde ocorreu o julgamento de Jesus. Devido a posição geográfica o convento oferece uma privilegiada visão da cidade antiga de Jerusalém.

Sabia como foi o curso deste ano no video abaixo e programe-se para o próximo curso que terá inicio em janeiro de 2009.

O que há de especial em celebrar a quarta feira de cinzas em Jerusalém?

Filed under: Festas e celebrações — terrasanta at 1:20 pm on Wednesday, February 6, 2008

Uma característica do tempo quaresmal é a mortificação do corpo com uma finalidade: alcançarmos a vida eterna em cooperação com à graça de Deus. Por isso, a quarta feira de cinzas está ligada ao que diz a Palavra “tu és pó e ao pó retornarás”. Como cristãos sabemos que a morte é o meio para alcançarmos a Ressurreição. Essa espiritualidade profunda meditada ao redor do Sepulcro vazio de Jesus em Jerusalém, é uma graça para poucos. Como foi essa celebração?

Dentro da Basílica da Ressurreição está o Calvário e o Sepulcro de Jesus. Ao redor do Sepulcro nesta manhã de quarta-feira, as 6:30, um pequeno grupo de religiosos e fiéis se reuniram para a Santa Missa. A consagração foi feita dentro do Santo Sepulcro.

Por que celebramos a quarta feira de cinzas?

Celebramos porque desejamos nos unir a Cristo, que pelo jejum e pela penitência lutou contra as tentações que sofreu durante sua vida. Desta maneira pela mortificação cooperamos com a graça divina em vista da vida eterna.