“Minha primeira experiência do amor de Deus foi por meio de Maria”

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 3:14 pm on Tuesday, November 27, 2007

 

Em dezembro agora, dia 28, faz 7 anos que ingressei na Comunidade Canção Nova. Já entrei como estudante de Filosofia.

Desde pequeno eu participo das coisas da Igreja. Fui coroinha por muitos anos. Ia com o padre ajudar nas regiões de roça, de fazendas. Mas não tinha em meu coração o desejo de ser padre, de seguir a vida religiosa. Na verdade, eu nem sabia o que queria ser quando crescesse. Fiz o 2º grau normal, servi o Exército Brasileiro por 8 meses e 18 dias, queria até ficar por lá para fazer carreira. Mas Deus tinha outro propósito para mim que nem eu mesmo entendia. Foi lá que tive minha primeira experiência do amor de Deus por meio de Maria. Aconteceu assim: Era mês de outubro, em 1995, tinha tomado uma punição por ter trocado um dos documentos militares, que se chama “corte de cabelo”. Eu acabei trocando esse documento e quando tinha que apresentar o meu apresentei outro. Então como punição eu teria que dormir no quartel por 30 dias. Como eu morava longe da casa de meus pais, fiquei esses 30 dias sem ver minha família. Na mesma época, pedi a minha mãe que me mandasse uma Bíblia para eu ler, pois tive muita vontade de ler as Sagradas Escrituras como nunca eu tinha tido antes. Foi no dia 12 de  utubro que eu recebi “uma visita de Nossa Senhora” se assim eu posso dizer. Eram 6 horas da manhã e o povo da cidade começou a soltar fogos de artifício por ser Dia da Padroeira do Brasil. A cidade era Pouso Alegre (MG). E eu acordei de repente. Abri a janela do alojamento, que ficava perto do meu beliche. Caí de joelhos no chão e comecei a chorar compulsivamente, mas não entendia o que estava acontecendo comigo naquela hora. Eu só chorava. Saí pelo alojamento chorando e pensando: “E se alguém me vir aqui desse jeito? O que vão pensar?”

Depois, com o passar do tempo, eu fui me recordando daquele momento e fui percebendo aquela experiência que eu tinha passado ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida bem pequenina perto da minha cama e eu a chamava pelo nome de minha mãe e que não era minha mãe daqui da terra, mãe biológica. Constatei, então, que eu a chamava por Mãe do Céu, por Maria. Fui entendendo e crendo no meu coração que Maria tinha me visitado com visitou Isabel levando a presença do Menino Deus em seu ventre. E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Percebi que o choro que tive era um choro de libertação e de “visita de Deus”. Deus me visitou naquele dia por meio de Maria. Não tenho dúvidas disso!

Depois, saí do quartel e comecei a participar do grupo de oração. Fiz experiência de oração, pois estava com uma grande sede de Deus dentro de mim que nem eu sabia de onde vinha. Foi um despertar da fé dentro de mim.

Escolhi meu lema sacerdotal como “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo” (Lucas 1, 76). Meu nome significa “pequeno”. E, para mim, soou como: “E tu, pequeno, serás…” Por ser tão pequeno diante da grandeza do chamado e da missão que está sendo a mim confiada. Sinto, ao mesmo tempo, o Senhor me chamando a preparar um povo para Ele, com as qualidades que Ele mesmo tem fecundado no meu coração e me levado a viver como Canção Nova, como Igreja.

Sinto e percebo que em mim existe uma profecia a ser proclamada, a ser vivida por mim e que os outros também precisam fazer essa experiência de sair das trevas e vir para a luz. Um forte abraço! Deus te abençoe!

Diácono Paulinho
Comunidade Canção Nova

De candidato a vereador ao sacerdócio.

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:09 pm on Monday, November 26, 2007

 

Sou natural de João Pessoa - Paraíba. Tenho 29 anos e minha história de conversão foi assim. Aos 15 anos de idade pedi um presente ao meu avô paterno (in memoriam). Ele era dono de um colégio de 1º e 2º graus no interior da Paraíba, numa cidade chamada Mamanguape. O presente que pedi a este meu avô foi um trabalho neste colégio, pois queria ganhar meu dinheiro. Com isso, comecei a trabalhar no Instituto Moderno como professor de Informática. Naquele tempo, os computadores eram um grande fenômeno na cidade. Trabalhei no colégio um bom tempo. Fui crescendo na cidade e fazendo muitas amizades. Morava na capital mesmo e todos os dias ia para o Instituto trabalhar.

Em 1996 comecei a me envolver na política local. Sempre gostei de estar no meio do povo e falando pelo povo. A coisa foi ficando cada vez mais forte dentro de mim. Em 1997, ingressei na faculdade de Administração de Empresas, onde além de fazer o curso que sempre gostei também comecei a fazer parte do movimento estudantil na universidade. Fui do Diretório Acadêmico da Administração e do Diretório Central dos Estudantes por mais de 3 anos.

Em Mamanguape, cidade onde eu trabalhava, não foi diferente. Em 1998 fui procurado por um deputado federal para coordenar sua campanha na cidade e aí minha entrada na política se intensificou. De início não tive muito apoio dos meus familiares, mas logo quase toda família estava envolvida comigo. Com isso, foi lançada minha candidatura a vereador para o ano de 2000. Durante todo o ano de 1999, muitas coisas foram acontecendo comigo. O “Bruno Costa 2000” era muito forte dentro de mim. Tinha uma certeza de vitória muito grande, pois além do meu avô ser muito querido na cidade, eu era o candidato mais novo, a esperança da juventude: “Bruno Costa 2000 – Juventude  e Responsabilidade”.

Mas também outras coisas foram acontecendo. Minha família sempre foi uma família católica com princípios religiosos. Com minha ida para Mamanguape, minha vida mudou bastante, pois, eu só pensava na política. Fui morar sozinho, muita farra, dinheiro no bolso, bebidas, festas, mulheres, etc. Com tudo isso, fui me afastando de DEUS. No entanto, durante todo o ano de 1999 uma amiga da faculdade chamada Marcella começou a me falar de grupos de oração da Renovação Carismática Católica, e eu sempre a ouvindo. Até que um dia fui procurar por esses grupos e então conheci a Beta, hoje, minha irmã de comunidade. Ela coordenava um grupo de oração, o Sagrado Coração de JESUS. Fiquei participando durante todo o ano de 1999 deste grupo, mas o “Bruno Costa 2000” não saía da minha cabeça.

Chegou então o grande ano da minha vida: 2000. Realmente foi um grande ano, pois foi a vontade de DEUS que prevaleceu na minha história. Em março de 2000, Marcella (amiga) me convidou para participar de um retiro de Semana Santa na chácara de sua avó
em Campina Grande. Neste retiro estavam muitas pessoas que hoje são mais que importantes na minha história de vocação: Rosinha, Marcella, Alberto, Ângela, Ricardo, Raoni, Beta, João Paulo, Adriana, Millena e muitas outras. Deste retiro saíram outros. Mas o “Bruno Costa 2000” não largava de mim.

Bem, estava chegando o mês de maio e Marcella me fez mais uma vez um convite para passar um dia de louvor na cidade de Gravatá, no dia 1º de maio. Na mesma hora falei a ela que não dava, pois estava bem perto da campanha e eu precisava estar com meu povo, afinal de contas, 1º de maio é Dia do Trabalhador. Marcella foi de fundamental importância naquele momento, pois ela me colocou na parede e disse que eu precisava ir e que não aceitava um “NÃO” como resposta. Fui então para Gravatá. Este foi o grande dia da minha vida. Dia 1º de maio, Dia de São José Operário. Foi nesse dia, no meio de mais ou menos umas 18 mil pessoas, que recebi meu chamado. Quem estava pregando neste dia era o monsenhor JONAS ABIB. Nunca o tinha visto. Confesso que palavras não conseguem expressar tudo o que senti naquele momento. Quem estava perto de mim pode falar tudo o que vivi. Foram muitos choros, senti algo me impulsionando a largar tudo para servir a DEUS. Rosinha, Ângela e Alberto estavam comigo no momento. Ainda hoje quando nos encontramos tentamos compreender tudo o que sentimos, mas não conseguimos explicações.

Em um determinado momento, monsenhor Jonas disse que um jovem estava mudando totalmente de vida e que DEUS o chamava a ser SERVO dos SERVOS: Sacerdote segundo a Lei de Melquisedec. Não tive dúvida: Levantei-me e logo assumi diante de todos aquele chamado. Chorei, chorei muito, não de tristeza, mas de muita alegria, pois compreendi que o “BRUNO COSTA 2000” tinha acontecido, pois fui eleito não para a terra, mas sim, para o CÉU.

Foi assim que tudo começou. O ano de 2000 foi o ano da vitória para minha vida. Tenho muitas coisas mais a falar. Quer saber?  É só me escrever. Estarei o esperando com muita alegria.

Quero dizer que sou um homem feliz e realizado. Tenho certeza do meu chamado e do grande carinho que DEUS tem para com todos nós.Quero ser padre para cada um de vocês. Como tenho falado, o sacerdote é o administrador fiel no qual DEUS confiou seus bens. Nunca esqueça que o maior bem a mim confiado é você. Deus os abençoe!

Diácono Bruno

Comunidade Canção Nova

A Canção Nova está em festa: 6 novos padres

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:34 pm on Friday, November 23, 2007

 

Estamos em festa, pois serão ordenados 6 novos sacerdotes para a Igreja no Carisma Canção Nova. A ordenação dos novos padres presidida pelo arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira, vai acontecer no dia 16 de dezembro, às 16h no Rincão do Meu Senhor, localizado na sede da comunidade em Cachoeira Paulista (SP).  

Entramos na contagem regressiva para a ordenação dos nossos irmãos de comunidade. Os futuros sacerdotes Anderson, Arlon, Bruno, Clóvis, Paulinho e Xavier são jovens que chamados por Deus para viver a nova primavera da Igreja - que são as novas comunidades - consagraram a sua vida no Carisma Canção Nova.

Eles serão padres do Carisma para a missão de evangelizar.

“Para a Canção Nova a ordenação de seis padres é muito importante. Nos tempos de hoje ordenar seis padres, de uma só vez, é uma graça. São seis padres novos, formados no Carisma Canção Nova.Quando eles rezarem sobre o pão e o vinho na Santa Eucaristia, o pão não será mais pão, e o vinho não será mais vinho, serão o Corpo e o Sangue de Cristo. Quando eles tiverem na sua frente no sacramento da penitência, um pecador condenado ao inferno por seus erros, e ele for absolvido após ter confessado o seu pecado, aquele que era um pecador se levantará como um homem salvo, com  direito ao céu. É uma graça muito grande para nós e não podemos correr o risco de nos acostumarmos com a graça de Deus.

É muito importante para a Canção Nova, por isso a gente agradece a você sócio que contribui não somente com coisas materiais como estúdios e antenas , você contribui para a formação de sacerdotes para o serviço da Igreja. Deus lhe pague!” – comentou o diácono Nesinho Correa, formador geral da comunidade que comporta em si não somente o sacerdócio, mas todos os estados de vida.

Só amamos aquilo que conhecemos, por isso queremos que você conheça a historia de vida, conversão e do chamado de cada um deles à vida sacerdotal. Acompanhe aqui tudo sobre a ordenação dos seis novos padres da Canção Nova!

Equipe vocacional

E-mail: vocacao@cancaonova.com

Tudo me pediste… Nada eu te neguei…

Filed under: Canção Nova — anacapucho at 6:56 pm on Monday, November 19, 2007

A criatura humana foi feita para adorar a Deus. Quando nos defrontamos e nos abrimos para Deus, ficamos abismados e admirados por Ele. A característica da adoração é essa admiração. Às vezes nem temos palavra. Ficamos boquiabertos diante do Santíssimo. Deus nos deu inteligência para saber e conhecer. Deu-nos sensibilidade. Sentimos e temos emoções. Assim, quando estivermos diante dele, sentiremos essa emoção diferente de ficar admirados, emocionados e envolvidos diante de Deus: é a oração do coração que apaixonado, oração secreta porque está envolta pela presença de Deus e que dele se ocupa de maneira ininterrupta.

O pecado original dentro de nós é como um defeito de fabricação. Muitas pessoas, ao comprarem um carro novo, percebem logo que ele apresenta defeito e o levam à oficina especializada; devido ao grande trabalho que têm acabam devolvendo o carro para a revendedora. Aquele carro já veio com defeito de fabricação, não por minha culpa e nem porque dirijo mal, mas porque o defeito já existia. Há uma criatura dentro de nós que só nos dá trabalho: a Palavra de Deus a chama de homem velho. Na verdade somos nós mesmos, só que, uma vez agraciados pelo Senhor, recebemos a efusão do Espírito Santo e um homem novo vai se formando dentro de nós.

Uma transformação vai acontecendo, porém o homem velho continua a existir. Esse homem velho nos dá trabalho porque tem defeito de fabricação, de nascença. Viemos com um defeito de fabricação que se chama pecado original e é justamente por causa desse pecado que, sem desejarmos, há em nós uma indisposição para adorar.

Às vezes você fica atrapalhado ou com vergonha pelo fato de não conseguir fazer adoração e faz de tudo para que as outras pessoas não saibam que sente essa dificuldade.

Só que infelizmente isso é algo natural, que acontece por causa do defeito de fabricação que temos: o pecado original.

Admirar Deus nos faz um bem enorme. Não é que Ele goste de ser admirado, mas é que Ele sabe que essa admiração faz bem a nós, como que recarregando nossas baterias. Nossa admiração diante de Deus nos torna mais gente, nos faz mais criaturas humanas, nos faz crescer como pessoa. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais criaturas sensíveis nos tornamos. Por isso Ele nos deu a graça de poder adorá-Lo.

Monsenhor Jonas Abib

Email - vocacao@cancaonova.com

Características do Carisma Canção Nova

Filed under: Canção Nova — anacapucho at 7:12 pm on Monday, November 5, 2007

Não me sentei para escrever um projeto do que seria a nossa vida em comunidade.  Não fui buscar nos santos, nem nas experiências das congregações religiosas.  Não.  Tudo nasceu da vida.  Fomos colhendo da vida.  Pouco a pouco foram saltando as características da nossa vida.  Elas dizem o que somos.  Eu as apresento aqui como elas se mostram hoje.

1.  Somos homens e mulheres de Deus: Somos consagrados 

Quanto a mim, posso dizer que sou de Deus, homem de Deus.  Esta é a primeira e a principal realidade em mim: sou “homem de Deus.” Não me foi fácil aceitar esse termo: “homem de Deus” porque ele trazia os contágios de uma mentalidade passada.  Julgava grande demais para mim: era uma presunção.  Hoje entendo de maneira diferente.  Não é mérito, mas disposição gratuita de Deus.  Ele me criou para eu ser d’Ele, exclusivo d’Ele, pertencente a Ele, à serviço d’Ele.  Fui criado para isso: para ser homem de Deus, dedicado a Deus, dedicação integral, isto é, toda a vida.  Vivo para Deus, para a Sua causa, para a Sua obra, para o Seu serviço, para a realização do Seu projeto. Isso foi e tem sido uma descoberta. 

Sei que tenho vivido em muitas fraquezas, mas vejo, já não posso mais negar que sou “homem de Deus.” O que faço é tomar, sempre cada vez mais, consciência do que eu sou e em conseqüência assumir com simplicidade aquilo que sou, aquilo para que fui criado. O que eu descobri, os outros descobriram também: Somos uma fundação.  Os membros foram criados em cacho.  Por isso têm todos as mesmas características fundamentais. Os membros da Canção Nova são, antes de tudo, homens e mulheres de Deus.  Vocacionados para isso: para ser de Deus.  Viver para Deus.  Trabalhar para Deus.  Investir a vida toda no Seu serviço.  Na realização do Seu plano.  Isso tem sido uma constante descoberta.  É nisso que nos identificamos.  Somos muito diferentes como pessoas.  Mas nisso nos identificamos: somos de Deus.  E isso nos une.

2.  Essa pertença a Deus se expressa e se realiza cada vez mais 

a) - Na oração pessoal

Dar-se tempo de estar diante de Deus, como diante do sol. Conquistar uma crescente intimidade com Deus. Isso é que dá a cada um vida, transformação, cura e frutos. É um empenho e compromisso pessoal.  Ninguém pode fazer por mim.    

b) - Na busca do conhecimento pessoal da palavra de DeusConhecimento no sentido bíblico de experimentar, de saborear.  A palavra de Deus na Bíblia é o alimento, “geléia real” dos homens de Deus.  Ela e somente Ela é que forma os Profissionais de Deus. 

c) - Na oração comunitária

Somos uma comunidade, somos Igreja doméstica.  É preciso celebrar comunitariamente o Senhor da Glória.  Aquele que é a razão da nossa vida e da nossa missão.  Na oração partilhada, as riquezas de cada um enriquecem sobremaneira o todo.  Na oração comunitária, colocamos em exercício os dons do Espírito Santo, que são as ferramentas e as armas dos profissionais de Deus.  Na oração comunitária colhemos as orientações concretas de Deus para as nossas vidas e os rumos para a comunidade, aqui e agora.              

d) - Na celebração da Eucaristia

É o encontro pessoal diário com Aquele de quem somos e para quem trabalhamos.  Nela nos associamos realmente ao louvor de toda a Igreja, no louvor da humanidade, do universo.  Nela nos colocamos dentro do mistério da morte e ressurreição de Cristo que é a fonte da vida, que faz homens novos para um mundo novo.  Nela trazemos a cada dia o que somos, o que fazemos e cada um daqueles para os quais vivemos e trabalhamos.  A celebração da Eucaristia é o ponto de chegada e de partida da nossa vida e da nossa missão.

Equipe vocacional

email: vocacao@cancaonova.com