“Ide Por todo mundo e Pregai a Boa Nova a toda Criatura”

Filed under: Testemunhos — anacapucho at 7:00 am on Wednesday, August 20, 2008

32.jpgEsta foi a frase que me motivou desde cedo a doar a minha vida por causa do Evangelho.

De fato para o Senhor não existe fronteiras. Ele chama quem quer e quando quer; cabe nos deixar que sua voz nos conduza.

Hoje sou discípula da Comunidade Canção Nova, para isso tive que deixar tudo inclusive meu país, Portugal, mas quando o Senhor nos escolhe Ele nos capacita de forma a superarmos todas as provas, como diz São Paulo na 1ª carta aos coríntios, no cap. 10 vs.13 ” Não vos sobreveio prova alguma que ultrapasse as forças humanas”.

Durante este tempo de discipulado sou convidada a mergulhar no carisma Canção Nova e deixar que ele seja aflorado em mim. É também um tempo de morrer para as minhas vontades e deixar que Deus realize em mim os seus projetos, não sei quais serão mas, a aventura de me lançar em seus braços é certeza de trilhar o caminho certo.

De uma coisa não tenho dúvidas ser Canção Nova é bom de mais!

Maria do Socorro (discípula em Lavrinhas)

“Quero dar a vida por minhas ovelhas”

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 12:56 am on Thursday, December 6, 2007

“Pela força de Tua Palavra lançarei as redes” (Lc 5,5) Eu sou o diácono Xavier, meu nome completo é Antonio Xavier Batista. No próximo dia 16 de dezembro, vou ser ordenado sacerdote para o serviço do povo de Deus, juntamente com mais 5 diáconos da Canção Nova. É uma data muito esperada por nós todos. Lembro-me bem de todos os anos de preparação para este dia, que é o ponto de chegada e de partida, alegria e responsabilidade. E, além disso, o dia em que a vontade de Deus realizar-se-á em minha vida. Quero partilhar com você um pouco da minha história e alegria.

Sou mineiro, filho de mineiros, nasci em Corinto (MG), em 09 de abril de 1978. E, pela providência de Deus, mudei-me para Cubatão (SP) com 3 anos de idade e lá fui criado. Meus pais sempre foram católicos e, por isso, desde cedo, me levaram a participar da Igreja nas Santas Missas dominicais. Iniciei a catequese com 6 anos e fiz minha primeira comunhão com 8. Por isso, nem sei dizer quando aconteceu a experiência do batismo no Espírito Santo comigo.

Nesse tempo, meu grupo de catequese tornou-se um grupo de oração e lá tive minhas primeiras experiências mais fortes com Deus - durante as orações e vigílias realizadas nas casas nas quais nos pediam visitas. Aos meus 12 anos, eu me afastei um pouco de tudo por desatenção, e retornei somente com 17 para iniciar a catequese para a Crisma. Dediquei-me então a estudar o que podia, porque minha família sempre foi humilde e simples. Comecei a trabalhar com 15 anos, sempre fui muito dedicado e me esforcei bastante para aproveitar bem as oportunidades porque meu pai sempre me lembrava que eu poderia não ter muitas delas. Rezava sempre também pedindo que Deus não me deixasse cometer erros que pudessem comprometer toda minha vida. Nesse tempo, entrei para o grupo de jovens da paróquia e dessa vez nunca mais saí. O grupo de jovens era maravilhoso, eu pensava o tempo todo nele.

O que eu experimentava lá alimentava toda minha vida, em minha casa, no trabalho, na faculdade, em minhas amizades. Sempre me recordo dos momentos em que, ao sair da faculdade, me deslocava para a igreja para participar de adorações, ou de quando trocava o lanche - antes da faculdade, já que eu ia para esta direto do trabalho - pela Santa Missa durante a semana. A minha experiência com Deus foi crescendo à medida que fui assumindo meu lugar dentro do grupo de jovens, especialmente a oração pessoal. A primeira vez em que ouvi falar de rezar o terço todos os dias, achei aquilo desnecessário, mas dias depois sentia a necessidade de rezá-lo e o terço acabou tornando-se minha oração cotidiana. E assim fui crescendo.

Meu grupo de jovens tinha sempre um ardor pela evangelização, e por isso, tínhamos missão nas casas todas as semanas, formação semanal. E, assim, a cada dia aqueles jovens, sempre dedicados, iam fazendo com que minha timidez fosse desaparecendo pela convicção que tinham. Não medíamos esforços para evangelizar e aquilo me cativava. Até que, um dia, não me lembro da data, durante o grupo de oração, eu tive uma forte experiência com a presença de Deus, que abalou todas as minhas convicções e o medo que eu ainda tinha. Diante disso, tomei minha Bíblia e ao abri-la deparei com a Palavra: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4,13).

Senti que deveria fazer um compromisso com Deus de nunca responder “não” ao que Ele, concretamente, me pedisse; e assim o fiz. Esse é o início de minha história vocacional. Desse dia em diante, comecei a ser chamado para pregar e, mesmo com medo, eu aceitava e ia. Rezava por todas as pessoas que trabalhavam comigo. Em pouco tempo, fui promovido e comecei a trabalhar com sistemas de comunicação, elaboração de softwares para computadores e coisas semelhantes. Percebi nisso o auxílio de Deus e sentia que tudo era a vontade d’Ele para mim: Ser um bom profissional, ou como dizia Dom Bosco: “Bom cristão e honesto cidadão”. Pela formação que tive não encontrei grandes dificuldades na minha sexualidade, tanto que sou virgem e nem mesmo cheguei à experiência de masturbação.

Em 1999, conheci o livro “A Bíblia no meu dia-a-dia” do monsenhor Jonas Abib, e pelo estudo da Palavra de Deus encontrei a forma de conhecer mais intimamente a vontade de Deus. Em novembro do mesmo ano, senti pela primeira vez o chamado à vocação sacerdotal. Achei absurdo sentir algo assim, porque via Deus agindo no meu profissional. Mas me abri a esse chamado e pedi que Deus me confirmasse isso.

Por meio de fatos concretos, o Senhor me mostrou que era isso mesmo. No começo, senti medo, depois minha limitação, e então, confiança que Ele saberia dispor melhor de mim que eu mesmo. Então, surgiu o desejo de me consagrar a Deus inteiramente para uma vida missionária, e o centro desse desejo era o sacerdócio - que em mim já era e nunca deixou de ser - uma convicção da vontade de Deus.

Em julho de 2000, iniciei o caminho vocacional na Comunidade Canção Nova, e, em 28 de dezembro do mesmo ano, ingressei nela. Minha maior dificuldade - no momento da resposta final - era encontrar o sentido que minha vocação poderia ter, porque eu ganhava bem na época, faltava um ano para terminar a faculdade e percebia que meu progresso só podia ser pela vontade de Deus. Mas segui o que Ele me inspirava e dei o passo, deixei que as pontes caíssem.

Em minha casa, fui bem compreendido, bem melhor do que eu esperava; em meu trabalho, não acreditaram e pensaram que eu estava mudando de emprego; alguns amigos aceitaram, outros, não. E eu fiz o que só eu poderia fazer: confiei minha vida a Deus e dei o passo. Nestes sete anos de Canção Nova, passei por diversas fases de amadurecimento. Cresci como homem; tive fases de dificuldades, como todos temos; mas nunca se esfriou em mim a convicção do chamado ao sacerdócio e de que Deus é capaz de realizar tudo o que quiser. Sou muito feliz e esta felicidade não cessa.

É muito bom fazer a vontade de Deus, sabendo que é isso que Ele deseja! Meu lema de ordenação é “Pela força da Tua Palavra lançarei as redes” (Lc 5,5). Esta frase de São Pedro resume minha vida e minha resposta a Nosso Senhor. Quero ser um padre bom, bom de coração e bom de ministério. Quero que minha consagração a Deus me leve a ser presença d’Ele em meio ao seu povo. Quero dedicar-me ao serviço de suas ovelhas, dar a vida por cada uma delas. E o que me leva adiante é a força da Palavra d’Aquele que me chamou e o amor que Ele imprimiu em mim pelo seu povo. Repito como o profeta Jeremias “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7).

Quero terminar convidando você a fazer-se presente neste dia 16 de dezembro às 16h, quando eu serei ordenado padre, juntamente com mais 5 diáconos. Este dia será um dia de testemunho para muitos jovens, que, hoje, não percebem que Deus continua chamando pessoas a consagrarem suas vidas a Ele. Testemunho de que Jesus está vivo e presente e fala conosco. E, por fim, a ordenação dos 6 é sinal de que Deus está investindo em sua Igreja e que se importa com a humanidade porque a ama. Responder a Deus é sempre um desafio que exige paixão e doação. Muito mais que renunciar é fazer a escolha mais certa. “A graça de Deus nos leva amar a Deus e tudo aquilo que Ele ama” (Santo Agostinho). Conto com suas orações!

Diácono Xavier

Comunidade Canção Nova

Ele me chamou para deixar tudo e seguí-lo como minha única segurança!

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 3:08 pm on Monday, December 3, 2007

 

Eu sou o diácono Clovis da Comunidade Canção Nova. Tenho a grande alegria de convidar você para a minha ordenação sacerdotal, que será no dia 16 de dezembro deste ano, em Cachoeira Paulista (SP). Neste dia, eu e mais 5 diáconos da Comunidade Canção Nova nos tornaremos sacerdotes para a glória de Deus e para servir à Igreja no ministério ordenado. Vou contar um pouco de minha história vocacional para que você me conheça um pouco melhor. Bem, nasci na cidade de Itajubá (MG) no dia 16 de maio de 1978. Sou de uma família de cinco irmãos. Quando eu tinha sete anos de idade fomos morar na cidade de São José dos Campos (SP). 

Desde muito pequeno fui crescendo num ambiente de Igreja, sendo levado às Santas Missas por meus pais. Quando completei 12 anos comecei a participar de um grupo de jovens e de reuniões dos vicentinos, pois gostava muito das orações e do trabalho social desenvolvido por eles. Nosso grupo de jovens estava nos seus inícios, e os ministérios de pregação, intercessão e acolhida estavam sendo formados. Eu comecei a servir no ministério de música, ali aprendi a tocar bateria, porque este foi o instrumento com o qual mais me identifiquei. 

No grupo de oração e no ministério de música os laços foram se estreitando, e acabamos por nos tornar uma grande família. Nós tínhamos um grande ardor missionário e nos empenhávamos bastante na evangelização. Não medíamos esforços para isso. Lembro-me que nós íamos a alguns lugares evangelizar e levávamos dentro do ônibus urbano as caixas de som, instrumentos, até a bateria era levada. Para nós, não tinha tempo ruim, o importante era levar a Palavra de Deus. Isso tudo foi gerando em mim um amor cada vez maior pelo Reino de Deus e um grande desejo de me entregar totalmente a Ele. 

Somando-se a isso tudo, chegou às minhas mãos um livro sobre a vida de São Francisco de Assis, cujo título é “O Pobre de Deus”, escrito por Nikos Kazantzákis. Quando comecei a ler essa obra, fui me identificando muito com a vida de São Francisco por seu amor a Jesus e à Igreja. Creio que este livro contribuiu bastante no meu discernimento vocacional. 

Fui percebendo nos fatos, nos acontecimentos e também nas minhas atitudes que Deus estava me chamando. Cada vez mais eu passava mais tempo na Igreja, com as coisas de Deus. Nós realizávamos muitos retiros, encontros de conversão e de aprofundamento nos fins de semana. Eu comecei a notar que - quando estava na Igreja, nesses encontros, - me sentia pleno, feliz, completo, mas quando o retiro acabava e eu voltava para a casa, sentia certa solidão, meus pais e meus irmãos estavam ali, eu os amava, gostava de estar com eles, mas ainda assim sentia aquele vazio. Creio que nisso também havia um sinal de Deus me chamando a segui-Lo. Com o tempo, identifiquei aí um chamado à vida comunitária. 

Os anos foram se passando e o desejo de me consagrar ao Senhor não morreu; pelo contrário, foi crescendo ainda mais. Quando completei 18 anos, eu me alistei no Exército e fui servir à Pátria numa unidade do Tiro de Guerra em São José dos Campos. Foi um tempo bom, amadureci bastante como cidadão e aprendi a disciplina. Completado o ano de alistamento fui fazer uma experiência na Comunidade Magnificat em minha cidade. Ali fiquei por volta de um ano e meio. Foi um tempo bom, mas sentia que ainda não era o meu lugar. Foi então que, num acampamento de férias em Cachoeira Paulista, por meio de uma pregação do padre Roberto Lettieri, senti o Senhor me chamando à Comunidade Canção Nova. Durante a pregação, ele insistia muito em que o Senhor estava chamando a muitos. Eu me lembro de cada palavra, ele dizia assim: “Você que se sente inseguro em renunciar tudo e seguir Jesus, é você mesmo que Ele está chamando. Porque quem é muito seguro de si não precisa de Deus e não é capaz de contar com Deus. Mas a você, que é inseguro, Deus chama hoje, e Ele será a sua única segurança”. Essas palavras calaram em meu coração e decidi dizer “sim” a Deus. Na Santa Missa de encerramento do acampamento, por intermédio da homilia do monsenhor Jonas Abib - o meu chamado ao carisma Canção Nova foi confirmado. Percebi ali Deus me chamado a me consagrar nesse carisma e decidi dizer “sim”. 

Então, iniciei contato com a equipe vocacional da Canção Nova e fiz os encontros. No dia 28 de dezembro de 2000 estava ingressando na comunidade. Neste ano completam sete anos que estou aqui. Posso dizer que estou feliz e realizado na vontade de Deus. E por falar em vontade, escolhi como lema de ordenação diaconal e sacerdotal um versículo da Carta aos Hebreus: “Eis que venho, oh Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10, 7). Decidi escolher esse lema porque ele fala de Jesus. O único motivo, a única razão de toda a vida de Jesus é fazer a vontade do Pai. Cada segundo de vida de Jesus, cada ato foi movido por essa vontade. Quero, por toda a vida, me identificar com Jesus, seguir os passos d’Ele, confirmar em minha vida esta vontade do Pai, que é salvar a cada filho d’Ele. E só há um jeito de salvar: dando a vida. Por isso, por meio do meu sacerdócio, quero dar a vida por cada filho de Deus, por cada ovelha, seguindo o exemplo do Bom Pastor. 

Quero concluir reforçando o meu convite a você: venha estar conosco aqui, na sede da comunidade Canção Nova, no dia 16 de dezembro, às 16 horas. Será muito bom ter a sua presença aqui nesse dia tão importante para mim e para a Comunidade Canção Nova. Deus abençoe você e sua família! Um grande abraço, 

Diácono Clovis

Comunidade Canção Nova

“Minha primeira experiência do amor de Deus foi por meio de Maria”

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 3:14 pm on Tuesday, November 27, 2007

 

Em dezembro agora, dia 28, faz 7 anos que ingressei na Comunidade Canção Nova. Já entrei como estudante de Filosofia.

Desde pequeno eu participo das coisas da Igreja. Fui coroinha por muitos anos. Ia com o padre ajudar nas regiões de roça, de fazendas. Mas não tinha em meu coração o desejo de ser padre, de seguir a vida religiosa. Na verdade, eu nem sabia o que queria ser quando crescesse. Fiz o 2º grau normal, servi o Exército Brasileiro por 8 meses e 18 dias, queria até ficar por lá para fazer carreira. Mas Deus tinha outro propósito para mim que nem eu mesmo entendia. Foi lá que tive minha primeira experiência do amor de Deus por meio de Maria. Aconteceu assim: Era mês de outubro, em 1995, tinha tomado uma punição por ter trocado um dos documentos militares, que se chama “corte de cabelo”. Eu acabei trocando esse documento e quando tinha que apresentar o meu apresentei outro. Então como punição eu teria que dormir no quartel por 30 dias. Como eu morava longe da casa de meus pais, fiquei esses 30 dias sem ver minha família. Na mesma época, pedi a minha mãe que me mandasse uma Bíblia para eu ler, pois tive muita vontade de ler as Sagradas Escrituras como nunca eu tinha tido antes. Foi no dia 12 de  utubro que eu recebi “uma visita de Nossa Senhora” se assim eu posso dizer. Eram 6 horas da manhã e o povo da cidade começou a soltar fogos de artifício por ser Dia da Padroeira do Brasil. A cidade era Pouso Alegre (MG). E eu acordei de repente. Abri a janela do alojamento, que ficava perto do meu beliche. Caí de joelhos no chão e comecei a chorar compulsivamente, mas não entendia o que estava acontecendo comigo naquela hora. Eu só chorava. Saí pelo alojamento chorando e pensando: “E se alguém me vir aqui desse jeito? O que vão pensar?”

Depois, com o passar do tempo, eu fui me recordando daquele momento e fui percebendo aquela experiência que eu tinha passado ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida bem pequenina perto da minha cama e eu a chamava pelo nome de minha mãe e que não era minha mãe daqui da terra, mãe biológica. Constatei, então, que eu a chamava por Mãe do Céu, por Maria. Fui entendendo e crendo no meu coração que Maria tinha me visitado com visitou Isabel levando a presença do Menino Deus em seu ventre. E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Percebi que o choro que tive era um choro de libertação e de “visita de Deus”. Deus me visitou naquele dia por meio de Maria. Não tenho dúvidas disso!

Depois, saí do quartel e comecei a participar do grupo de oração. Fiz experiência de oração, pois estava com uma grande sede de Deus dentro de mim que nem eu sabia de onde vinha. Foi um despertar da fé dentro de mim.

Escolhi meu lema sacerdotal como “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo” (Lucas 1, 76). Meu nome significa “pequeno”. E, para mim, soou como: “E tu, pequeno, serás…” Por ser tão pequeno diante da grandeza do chamado e da missão que está sendo a mim confiada. Sinto, ao mesmo tempo, o Senhor me chamando a preparar um povo para Ele, com as qualidades que Ele mesmo tem fecundado no meu coração e me levado a viver como Canção Nova, como Igreja.

Sinto e percebo que em mim existe uma profecia a ser proclamada, a ser vivida por mim e que os outros também precisam fazer essa experiência de sair das trevas e vir para a luz. Um forte abraço! Deus te abençoe!

Diácono Paulinho
Comunidade Canção Nova

De candidato a vereador ao sacerdócio.

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:09 pm on Monday, November 26, 2007

 

Sou natural de João Pessoa - Paraíba. Tenho 29 anos e minha história de conversão foi assim. Aos 15 anos de idade pedi um presente ao meu avô paterno (in memoriam). Ele era dono de um colégio de 1º e 2º graus no interior da Paraíba, numa cidade chamada Mamanguape. O presente que pedi a este meu avô foi um trabalho neste colégio, pois queria ganhar meu dinheiro. Com isso, comecei a trabalhar no Instituto Moderno como professor de Informática. Naquele tempo, os computadores eram um grande fenômeno na cidade. Trabalhei no colégio um bom tempo. Fui crescendo na cidade e fazendo muitas amizades. Morava na capital mesmo e todos os dias ia para o Instituto trabalhar.

Em 1996 comecei a me envolver na política local. Sempre gostei de estar no meio do povo e falando pelo povo. A coisa foi ficando cada vez mais forte dentro de mim. Em 1997, ingressei na faculdade de Administração de Empresas, onde além de fazer o curso que sempre gostei também comecei a fazer parte do movimento estudantil na universidade. Fui do Diretório Acadêmico da Administração e do Diretório Central dos Estudantes por mais de 3 anos.

Em Mamanguape, cidade onde eu trabalhava, não foi diferente. Em 1998 fui procurado por um deputado federal para coordenar sua campanha na cidade e aí minha entrada na política se intensificou. De início não tive muito apoio dos meus familiares, mas logo quase toda família estava envolvida comigo. Com isso, foi lançada minha candidatura a vereador para o ano de 2000. Durante todo o ano de 1999, muitas coisas foram acontecendo comigo. O “Bruno Costa 2000” era muito forte dentro de mim. Tinha uma certeza de vitória muito grande, pois além do meu avô ser muito querido na cidade, eu era o candidato mais novo, a esperança da juventude: “Bruno Costa 2000 – Juventude  e Responsabilidade”.

Mas também outras coisas foram acontecendo. Minha família sempre foi uma família católica com princípios religiosos. Com minha ida para Mamanguape, minha vida mudou bastante, pois, eu só pensava na política. Fui morar sozinho, muita farra, dinheiro no bolso, bebidas, festas, mulheres, etc. Com tudo isso, fui me afastando de DEUS. No entanto, durante todo o ano de 1999 uma amiga da faculdade chamada Marcella começou a me falar de grupos de oração da Renovação Carismática Católica, e eu sempre a ouvindo. Até que um dia fui procurar por esses grupos e então conheci a Beta, hoje, minha irmã de comunidade. Ela coordenava um grupo de oração, o Sagrado Coração de JESUS. Fiquei participando durante todo o ano de 1999 deste grupo, mas o “Bruno Costa 2000” não saía da minha cabeça.

Chegou então o grande ano da minha vida: 2000. Realmente foi um grande ano, pois foi a vontade de DEUS que prevaleceu na minha história. Em março de 2000, Marcella (amiga) me convidou para participar de um retiro de Semana Santa na chácara de sua avó
em Campina Grande. Neste retiro estavam muitas pessoas que hoje são mais que importantes na minha história de vocação: Rosinha, Marcella, Alberto, Ângela, Ricardo, Raoni, Beta, João Paulo, Adriana, Millena e muitas outras. Deste retiro saíram outros. Mas o “Bruno Costa 2000” não largava de mim.

Bem, estava chegando o mês de maio e Marcella me fez mais uma vez um convite para passar um dia de louvor na cidade de Gravatá, no dia 1º de maio. Na mesma hora falei a ela que não dava, pois estava bem perto da campanha e eu precisava estar com meu povo, afinal de contas, 1º de maio é Dia do Trabalhador. Marcella foi de fundamental importância naquele momento, pois ela me colocou na parede e disse que eu precisava ir e que não aceitava um “NÃO” como resposta. Fui então para Gravatá. Este foi o grande dia da minha vida. Dia 1º de maio, Dia de São José Operário. Foi nesse dia, no meio de mais ou menos umas 18 mil pessoas, que recebi meu chamado. Quem estava pregando neste dia era o monsenhor JONAS ABIB. Nunca o tinha visto. Confesso que palavras não conseguem expressar tudo o que senti naquele momento. Quem estava perto de mim pode falar tudo o que vivi. Foram muitos choros, senti algo me impulsionando a largar tudo para servir a DEUS. Rosinha, Ângela e Alberto estavam comigo no momento. Ainda hoje quando nos encontramos tentamos compreender tudo o que sentimos, mas não conseguimos explicações.

Em um determinado momento, monsenhor Jonas disse que um jovem estava mudando totalmente de vida e que DEUS o chamava a ser SERVO dos SERVOS: Sacerdote segundo a Lei de Melquisedec. Não tive dúvida: Levantei-me e logo assumi diante de todos aquele chamado. Chorei, chorei muito, não de tristeza, mas de muita alegria, pois compreendi que o “BRUNO COSTA 2000” tinha acontecido, pois fui eleito não para a terra, mas sim, para o CÉU.

Foi assim que tudo começou. O ano de 2000 foi o ano da vitória para minha vida. Tenho muitas coisas mais a falar. Quer saber?  É só me escrever. Estarei o esperando com muita alegria.

Quero dizer que sou um homem feliz e realizado. Tenho certeza do meu chamado e do grande carinho que DEUS tem para com todos nós.Quero ser padre para cada um de vocês. Como tenho falado, o sacerdote é o administrador fiel no qual DEUS confiou seus bens. Nunca esqueça que o maior bem a mim confiado é você. Deus os abençoe!

Diácono Bruno

Comunidade Canção Nova

A Canção Nova está em festa: 6 novos padres

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:34 pm on Friday, November 23, 2007

 

Estamos em festa, pois serão ordenados 6 novos sacerdotes para a Igreja no Carisma Canção Nova. A ordenação dos novos padres presidida pelo arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira, vai acontecer no dia 16 de dezembro, às 16h no Rincão do Meu Senhor, localizado na sede da comunidade em Cachoeira Paulista (SP).  

Entramos na contagem regressiva para a ordenação dos nossos irmãos de comunidade. Os futuros sacerdotes Anderson, Arlon, Bruno, Clóvis, Paulinho e Xavier são jovens que chamados por Deus para viver a nova primavera da Igreja - que são as novas comunidades - consagraram a sua vida no Carisma Canção Nova.

Eles serão padres do Carisma para a missão de evangelizar.

“Para a Canção Nova a ordenação de seis padres é muito importante. Nos tempos de hoje ordenar seis padres, de uma só vez, é uma graça. São seis padres novos, formados no Carisma Canção Nova.Quando eles rezarem sobre o pão e o vinho na Santa Eucaristia, o pão não será mais pão, e o vinho não será mais vinho, serão o Corpo e o Sangue de Cristo. Quando eles tiverem na sua frente no sacramento da penitência, um pecador condenado ao inferno por seus erros, e ele for absolvido após ter confessado o seu pecado, aquele que era um pecador se levantará como um homem salvo, com  direito ao céu. É uma graça muito grande para nós e não podemos correr o risco de nos acostumarmos com a graça de Deus.

É muito importante para a Canção Nova, por isso a gente agradece a você sócio que contribui não somente com coisas materiais como estúdios e antenas , você contribui para a formação de sacerdotes para o serviço da Igreja. Deus lhe pague!” – comentou o diácono Nesinho Correa, formador geral da comunidade que comporta em si não somente o sacerdócio, mas todos os estados de vida.

Só amamos aquilo que conhecemos, por isso queremos que você conheça a historia de vida, conversão e do chamado de cada um deles à vida sacerdotal. Acompanhe aqui tudo sobre a ordenação dos seis novos padres da Canção Nova!

Equipe vocacional

E-mail: vocacao@cancaonova.com

O que significa ser vocacionado à Canção Nova?

Filed under: Testemunhos — anacapucho at 2:57 pm on Thursday, October 18, 2007

 

Sou Vocacionado à Comunidade Canção Nova e isso exige de mim uma postura de homem de Deus, ou seja, preciso amar e deixar-me amar no processo do caminho. No caminho temos que sempre decidir, o caminho é apenas apontado, a decisão é nossa. Ser vocacionado hoje é bom demais.

Decisão é renunciar

Renunciar é deixar-se amar,

o amor é doar

doar é servir

servir pra sempre

Sempre servir ao Senhor…

no amor ou na dor

Jean Poscidônio

Vocacionado à Canção Nova

E-mail: vocacao@cancaonova.co,

 

Deus preparou para o que ama algo que os olhos jamais viram!

Filed under: Testemunhos — anacapucho at 2:17 pm on Tuesday, October 9, 2007

“Ele que desde o útero vem me formando para que eu seja sua serva”. (Isaias 49 5) 

                                   

Essa palavra sempre guiou-me durante minha vida e ela que me sustenta na Canção Nova, todas as vezes que enfrento alguma dificuldade, é a ela que recorro e Deus faz reacender novamente o chamado a uma vida totalmente entregue à Ele. 

A Canção Nova entrou na minha Vida, ainda na pré-adolescência; eu era ouvinte assídua do Programa Estou no meio de vós apresentado por Pe. Jonas, que trazia a cada dia uma mensagem da Bíblia; e, depois, os membros da Canção Nova conduziam um momento de oração.

Todos os dias acontecia ali, o meu encontro com Deus e com a Canção Nova. Quando eu tinha 15 anos (1988), participei de um Evento na Canção Nova, que era o aniversário da Rádio Canção Nova, e, pela primeira vez estavam sendo expostas, as primeiras cartas de ouvintes que acompanhavam a Canção Nova no exterior.

Lembro que neste dia, despertou em meu coração, o desejo de conhecer melhor o que era ser missionário na Comunidade Canção Nova; comecei a partir dali, a acompanhar tudo que a Canção Nova promovia, não somente através da Rádio, mas, participava de todos os eventos que ela promovia como: vigílias, encontros, Missas; e, assim foi crescendo em meu coração o desejo de fazer parte dessa família. Porém; aos meus olhos era impossível, pois, era filha única; meu pai já havia falecido, e minha mãe estava depressiva. Ela ficou assim, após a morte do meu Pai, que foi atropelado. Ele morreu com 37 anos; ele e minha mãe estavam casados há cinco anos.

Diante desse fato, eu não tinha coragem de deixá-la, embora meu coração desejasse viver essa total entrega à Deus. Mas como esta escrito, o que Deus preparou para os que amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu, tais são os bens que Deus nos reserva. (1Cor 2, 9).

No ano de 1992, eu tinha 18 anos, minha mãe veio a falecer; no dia em que ela morreu, eu estava na Canção Nova participando de uma Missa, era o Pe. Jonas  quem celebrava. Naquele dia, renovei a minha entrega à Deus e o desejo de ser Canção Nova; quando retornei à minha casa, minha mãe que estava hospitalizada, havia falecido. Confesso que foi uma dor enorme; quem já perdeu alguém tão próxim, já experimentou a dor que senti. Mas, ao mesmo tempo em que experimentei a dor, com ela veio à concretização da Vontade de Deus à meu respeito.

Agora eu estava livre para servir a Deus, aonde quer que Ele me levasse. Lembro–me que era o mês de Agosto, dedicado às vocações; procurei pela Equipe Vocacional para fazer o caminho de discernimento. Na época, quem me acolheu foi a Fátima Areco que, ao ouvir a minha história, pediu-me para aguardar, pois, era muito recente o falecimento de minha mãe. Aguardei aquele final de ano, e, crescia ainda mais o desejo de me consagrar à Deus na Canção Nova.

No ano seguinte, fui chamada para fazer os encontros vocacionais, e, no final de dois anos, ingressei no Noviciado em Queluz/SP. Isso aconteceu no ano de 1995. Já estou no meu décimo segundo ano de Comunidade, posso testemunhar que sou MUITO FELIZ por estar concretizando o que Deus sonhou para mim.

Passei por várias frentes de Missão, e, atualmente estou em Cachoeira Paulista. Trabalho na Equipe Vocacional há nove anos; e, trabalhar no Vocacional significa para mim, perpetuar o DOM Canção Nova, uma responsabilidade e um desafio: ajudar à outros também, a descobrir o seu chamado, a sua vocação! Quanto mais mergulho nesse específico que Deus me confia, mais experimento a beleza do Dom Canção Nova, e a cada dia se renova em mim o desejo de ser cada vez mais Canção Nova. Conto com suas orações para continuar vivendo com fidelidade e coerência a minha vocação.Sou a mulher de Deus que sou hoje, por causa da Evangelização da Canção Nova e não há outro meio de retribuir a Deus o bem que Ele me fez, a não ser vivendo integralmente para o Senhor no Carisma Canção Nova.  

E você; já está realizando aquilo que Deus sonhou para VOCÊ?  Deus abençoe,

Ana Cristina Capucho  

Membro da Equipe Vocacional

 

Servir ao Senhor sem olhar para trás

Filed under: Testemunhos — anacapucho at 2:29 pm on Monday, September 24, 2007

taisi.jpg
Servir a Deus sem olhar para trás, sem parar em minha vontade e meus projetos… Essa é a minha meta! Sou Thaysi Santos, tenho 24 anos, sou goiana, pré-discípula da Comunidade Canção Nova. Estou aqui há 8 meses e tem sido realmente um tempo de descoberta: do meu ser, do outro, do carisma, da minha vocação…

Senti chamado para a Comunidade quando tinha 15 anos, mas como era muito jovem fui aconselhada a viver bem esse tempo, estudar, “curtir” minha família, servir minha paróquia. Um dia alguém da Comunidade me disse que se eu fosse Canção Nova poderia passar 10 anos que Deus me traria para cá. E foi quase isso, passaram-se 8 anos!

Aos 17 anos saí da casa dos meus pais para estudar, me formei em jornalismo, comecei a trabalhar na minha área, mas o anseio de servir a Deus continuava inquietando o meu coração. Estava começando a conquistar minha independência, por isso não foi fácil deixar o meu emprego, meus amigos… Minha família sempre me apoiou em minhas decisões, mas não foi fácil deixá-la. Meus pais são uma benção de Deus para mim… Foi difícil, mas sentia que precisava dar o passo na fé, afinal, há muito o Senhor me preparava para isso!

Hoje, vivendo esse tempo de experiência na Comunidade, sou uma pessoa realizada, apesar dos desafios que surgem a cada dia… Temos uma vida exigente, que requer disposição e disciplina. Mas os frutos são muitos! E só quem passa pela experiência de responder de maneira dócil a um chamado de Deus pode experimentar as graças que se recebe em troca…

O Senhor é digno de receber a nossa juventude e o mundo precisa de pessoas que não tenham medo de firmar compromissos definitivos. Quero ser uma delas, a cada dia! Fortaleça-me Senhor…

Thaysi Santos

Pré-discípula da Comunidade Canção Nova

Seguirei até o fim…

Filed under: Testemunhos — anacapucho at 2:28 pm on Friday, September 14, 2007

 

“Seguir-te-ei para onde quer que fores”. 

Sou Joseano Marques, tenho 25 anos sou do interior da Paraíba. Estou na Comunidade Canção Nova a 08 meses.   Hoje vivo o tempo de entrega e confiança nas mãos do Senhor. Fui difícil para Deus me conquistar, mas dentro de mim sempre existiu o desejo de servir ao Senhor, porém não sabia onde e nem como. A minha maior dificuldade em aceitar o convite de Deus, era o meu AMOR pelo os meus pais, pela minha família.            

Mas Deus me conquistou quando falou comigo através da palavra de (Lucas 9, 57 a 62) Quando iam pelo caminho, disse-lhe um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E a outro disse: Segue-me. Ao que este respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus. Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.  Hoje vivo e experimento a verdadeira paz que. Tive a coragem de sair do meu lugar e  vejo que Deus não me tirou nada. Ele me deu tudo inclusive uma família: a família CANÇÃO NOVA. Agradeço por esta aqui e viver inteiramente para o serviço de Deus.

Joseano Marques

Pré-discípulo - Comunidade Canção Nova

Next Page »