“E na realidade ser chamado é já a primeira recompensa: poder trabalhar na vinha do Senhor, pôr-se ao seu serviço, colaborar para a sua obra, constitui por si mesmo um prémio inestimável, que recompensa todo o esforço. Mas só o compreende quem ama o Senhor e o seu Reino; pelo contrário, quem trabalha unicamente pelo salário nunca se dará conta do valor deste tesouro inestimável.(Bento XVI – Angelus, 21/09/2008)

Eu não posso ficar cobrando recompensa ao meu patrão por trabalhar na sua vinha. Muitos mais, não posso usar do seu para alcançar status, buscar o primeiro lugar. A ordem de Deus é se queres ser o primeiro seja o último. É a lógica de Deus, totalmente diferente da do mundo no qual estamos contaminados.

Não estamos no serviço do Senhor por merecimento humano. Estamos por misericórdia, por mais capacitados profissionalmente que sejamos, isto de não vale nada, se formos humildes. Se não formos humildes, ocupando o último lugar na vinha do Senhor, passaremos vergonha cedo ou tarde…

Hoje na minha vida, basta louvar a Deus pela recompensa de trabalhar na sua vinha, pois mesmo sendo indigno por servi-lo na sua Igreja, fui chamado a trabalhar na sua vinha. “Trabalhar para o Senhor já é, nesta terra, uma recompensa.”

Obrigado Senhor!

“…Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.”(Lc.10, 41-42)

O Evangelho nos apresenta esta duas figuras, aparentemente Marta está errada, mas não é isto, o erro está no exagero que leva ao ativismo.

Como errado também é a ociosidade: A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranqüilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer. (II Ts. 3,12)

Penso que não existe certa nesta história. Devemos ser pessoas trabalhadoras que cumpre bem nossos ofícios diários, como também uma pessoa de oração que escuta atentamente a voz de Jesus. Nem no ativismo nem na ociosidade.

Nós, seres humanos, oscilamos muito. Por isso o equilíbrio é o segredo. E esta graça não é fruto de um esforço humano carnal.  Mas é dom do Espírito.