Professor, uma carta de um educador apaixonado

Queria muito chegar neste momento e lhe dar um forte abraço, mas as condições e situações me impedem.
Não tive a oportunidade de “ser” seu professor neste semestre. Para ser professor de verdade preciso chegar perto, preciso ver o mais sagrado de todos os tratados.

Você que é a inspiração da minha vocação como pesquisador.
Uma sala de aula tem cheiro, tem vida, tem encontros e durante este semestre eu e você fomos condicionados a viver distantes.

A tela do computador, o microfone ou fone de ouvido só me fez passar um conteúdo e mais nada. Mas minha alma ficou presa, condensada e atrapalhada no meio de um mundo desconhecido.
Lhe peço. Me desculpe pela minha mediocridade, pela falta de criatividade e às vezes pelo cansaço de saber que vinha mais uma hora de aula remota.

Eu me senti remoto mesmo; sabe como aqueles controles do final do século XX.
Não sei o que virá pela frente neste novo desafio de ser professor do século XXI… Só quero que saiba que você me fez falta, que a universidade e os colegas me fizeram muita falta.
Deus é o único que sabe o que estou sentindo, mas não poderia deixar de lhe dizer um pouco do que passa pela minha mente e coração.
Desejo de coração uma boa conclusão de ano.

Meu abraço é real e não será nunca virtual, pois juntos fazemos parte da grande obra criadora de um Deus que não faz nada remoto nem distante.

Ele sempre está presente.

Com afeto seu professor.
(autor desconhecido)

 

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