28. junho 2007 · 11 comments · Categories: Igreja

Por Prof. Alessandro Lima

Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Realmente tenho que reconhecer que na Modernidade há coisas bem curiosas, especialmente no meio católico. Como alguém pode se dizer católico e negar o que a Igreja ensina? Como alguém pode se dizer católico e ficar dando ouvidos aos gurus?

 Pois é exatamente isso que está acontecendo hoje. Infelizmente isso não é novo. De tempos em tempos os católicos são arrastados a resistirem à Igreja. A razão é sempre a mesma: são seduzidos por argumentos de quem se acha o guardião da Ortodoxia Católica.

Até mesmo o perfil psicológico destes “gurus” não muda. São pessoas de grande piedade, parecem demonstrar grande amor à Igreja, possuem um enorme poder de sedução, apresentam-se sempre com muita humildade, porém esta máscara logo cai quando são contrariadas. São pessoas de mentalidade estreita e de grande orgulho. Ensinam suas próprias convicções como se fossem o sumo da doutrina católica.

Muitas vezes temos dificuldade de entender algo que a Igreja expõe, seja pela grandeza da matéria, pela erudição da exposição ou ainda por causa da abertura dos termos que ela utiliza. Que fiel no séc. IV entendeu o que a Igreja quis dizer com “consubstancial ao Pai” ?

Ora, nós somos limitados, mas a Igreja goza de assistência especial do Espírito Santo. Por isso devemos confiar nela e não nos “gurus” que normalmente nem fazem parte da Igreja docente. Se há um ponto difícil de entender na exposição da doutrina, ou uma contradição aparente em relação ao que sempre foi ensinado, cabe ao Magistério da Igreja explicá-lo.

Especialmente no que diz respeito ao Concílio do Vaticano II, a má vontade dos tradicionalistas em encontrar na letra do Concílio a perene Doutrina da Igreja é notória. Em resumo, encontram “chifres em cabeça de cavalo”, pois dizem que os documentos do Concílio ensinam erros que lá não estão e pelo fato do Concílio não ter sido dogmático, complementam alegando que é legítimo recusar seus ensinamentos.

Primeiramente ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados. § 2. Para terem força de obrigar, precisam também dessa confirmação e promulgação os decretos dados pelo Colégio dos Bispos, quando este pratica um ato propriamente colegial, de acordo com outro modo diferente, determinado ou livremente aceito pelo Romano Pontífice. (grifos meus).

O Concílio do Vaticano II foi Ecumênico, logo, nele a Igreja exerceu seu poder solene sobre toda Igreja e foi livremente convocado pelo Pontífice Romano, conforme o cân. 337. Seus decretos foram confirmados e promulgados pelo Papa, logo tem poder de obrigar toda a Igreja, conforme o cân. 341, ao contrário do que ensinam os tradicionalistas. A confirmação de que toda Igreja também deve aceitar os ensinamentos não dogmáticos encontramos no cân. 752, onde lemos:

Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela (grifos meus).

Em At 15 a Escritura nos dá chance de conhecer alguns dos decretos do Concílio de Jerusalém, como a carta enviada para os cristãos de Antioquia:

Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!  Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável: que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus! (At 15,24-29).

Será que estas determinações foram dogmáticas? Se foram, porque não as observamos hoje? Mesmo não sendo dogmáticas foram entregues pelos apóstolos para serem observadas. Completa a Escritura: “Nas cidades pelas quais [Paulo e Timóteo] passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4)

Também naquele tempo não faltaram os tradicionalistas que diziam que Jesus afirmou a não abolição da Lei (cf. Mt 5,17). Com efeito, estes conhecidos hoje como ebionitas, não aceitaram o Concílio de Jerusalém.

Em todo tempo, Concílio após Concílio, nunca faltou o grupo dos “iluminados”, dos “verdadeiros detentores da ortodoxia”, que viam nas novas definições, nas novas formas da Igreja expor a Doutrina, novidades ou heresias.

Em nosso tempo a história se repete, mas com outros protagonistas e outras polêmicas. Também com uma característica bem diversa: o cisma não é formal como antes, é informal, por isso a dificuldade dos católicos identificarem estas pessoas como não-católicas.

Os tradicionalistas fazem tanto mal aos fiéis quanto os modernistas. Mostram-se tão católicos quanto os vétero-católicos e os ortodoxos.

Ser católico é ter a Igreja como Mãe e Mestra. Um filho que é obediente na infância, mas se nega a sê-lo na adolescência quando a Mãe lhe transmite novas normas, recusa sua filiação e impõe na família uma desordem não querida por Deus.

Aliás, sítios tradicionalistas que adoram tomar textos do Card. Ratzinger à revelia, mostrando notória desonestidade, esqueceram de divulgar o seguinte trecho:

o Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele…Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos.

É impossível para um Católico tomar posição pró ou contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, como ele claramente se expressou e se entendeu a si mesmo, ao mesmo tempo aceita a inteira tradição da Igreja Católica, particularmente, os dois concílios anteriores […] Da mesma forma é impossível decidir a favor de Trento e do Vaticano I mas contra o Vaticano II. Quem quer que negue o Vaticano II nega a autoridade que sustenta os outros concílios e os separa dos seus fundamentos. Isto se aplica ao assim chamado ‘tradicionalismo’ […] Uma escolha partidária destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode existir como uma unidade indivisível (The Ratzinger Report: An Exclusive Interview on the State of the Church by Joseph Cardinal Ratzinger; Ignatius Press, San Francisco, 1985, pgs.28-9).

Ora, é o próprio Card. Ratzinger, hoje Papa Bento XVI que afirma que é impossível ser católico e negar o Concílio do Vaticano II, que é impossível ser católico e ser tradicionalista. Como bem se vê, engana-se redondamente quem pensa que os escritos do Card. Ratzinger são tradicionalistas. Ele, homem de personalidade forte e firme na ortodoxia, não ensinaria uma coisa em um lugar e outra
em outro. O método dos tradicionalistas é o mesmo usado pelos calvinistas quando deturpam os textos de Santo Agostinho.

Quem colabora com estes grupos (Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Associação Cultural Montfort, Permanência e etc) não colabora com a Igreja e viola o cân. 752 do Código de Direito Canônico.

Quem pretende ser católico deve colaborar com a Santa Igreja Católica, admitindo tudo que ela ensina, inclusive no Concílio do Vaticano II, pois nos ensinou o Senhor: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha” (Mt 12,30).

11 Comentários

  1. Joaquim Martins

    Seria interessante o Professor Felipe Aquino responder a carta do Padre Rafael Navas, superior do distrito da América Latina do Instituto do Bom Pastor, que está no site Montfort. O Instituto foi fundado por desejo pessoal do Papa e seus membros dizem que não aceitam o Concílio Vaticano II. Até hoje o Professor Felipe não respondeu ao padre Rafael Navas.

  2. Queria apenas corrigr um erro que digitei:eu disse em forma de questionamento que o site do VAticano oficializou mas não foi o site mas o próprio vaticano segundo os noticiários da internet:
    28/06/2007 – 08h47
    Texto que autoriza a missa em latim será publicado em poucos dias

    CIDADE DO VATICANO, 28 Jun (AFP) – O decreto do Papa Bento XVI que visa a liberar a celebração da missa em latim segundo o antigo ritual foi apresentado aos bispos e será divulgado dentro de poucos dias, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira.

    A publicação do decreto (“motu proprio”), destinado a acabar com o cisma dos católicos integristas adeptos do bispo francês Marcel Lefebvre, excomungado pelo Papa João Paulo II em 1988, “está prevista para daqui a alguns dias, quando o documento tiver sido enviado a todos os bispos com a indicação de sua entrada em vigor”, explicou o Vaticano.

    O texto será acompanhado de uma longa carta pessoal do Santo Padre aos bispos.

    O abandono, após o concílio Vaticano II (1965), da missa em latim segundo o rito de São Pio V foi uma das causas da ruptura dos adeptos do bispo francês Marcel Lefebvre, afastado da Igreja Católica por João Paulo II há 19 anos.

    Na quarta-feira no Vaticano, o decreto, no qual Bento XVI trabalhava desde o ano passado, foi apresentado a alguns bispos e cardeais com os quais o Sumo Pontífice acabara de se encontrar, segundo um comunicado.

    Os bispos franceses haviam manifestado inquietação quando o Vaticano anunciou a vontade do Papa de reabilitar a missa celebrada segundo o ritual antigo.

    No fim de 2006, todos os cardeais manifestaram a Bento XVI suas reticências a respeito .

    A Igreja da França está em conflito com um grupo de católicos integristas, ligados à extrema-direita, que ocupam ilegalmente várias igrejas.

    O presidente da conferência episcopal francesa, cardeal Jean-Pierre Ricard, destacou em novembro do ano passado que as divergências com os integristas não são apenas litúrgicas, mas também teológicas – em relação à liberdade religiosa, ao ecumenismo e ao diálogo entre religiões – e políticas.

    Em agosto de 2005, Bento XVI já havia retomado o diálogo com os integristas seguidores do dissidente cardeal francês Marcel Lefebvre, quando recebeu o superior deste último Bernard Fellay.

    No passado, João Paulo II também tentou reintegrar os seguidores de Lefebvre à Igreja.

    Neste sentido havia autorizado a celebração da missa tridentina (segundo a liturgia estabelecida no concílio de Trento em 1563), mas com a condição de que fosse controlada pelos bispos.

    Bento XVI, que aprecia a liturgia antiga e é um severo crítico dos “abusos” da liturgia moderna, quer ir muito além e permitir uma celebração mais livre da missa antiga pelas comunidades e os padres que assim desejarem.

  3. O Prof Felipe é um autêntico evangelizador e defensor da fé católica. Jamais defendeu o oba oba das missas Rcc e como autêntico católico é um fiel seguidor Ss Papa ; não faz pré julgamentos ; cita bons artigos ; mas muitos se incomodam com ele pois defende a verdade e combate chagas na Igreja como TL , relativismo , etc

  4. PAZ E BEM
    Prof. felipe tenho muita admiração por vc e percebo a dificuldade de avangelizar, vamos rezar mais e mais pois o nosso objetivo aqui como estrangeiros é ir para o céu e não devemos em nenhum momento se afastar dessa meta, agradeço muito a vc pois qndo quero saber alguma posição da igreja assisto seus programas ou venho aqui no blog, que Deus lhe abençoe.

    Maria

  5. O que tá se tornando isso, é uma verdadeira praça de guerra, além de termos em mãos eu acho, os canones da igreja católica, ainda são muitos os “leigos” que não compreende o que se passa no Vaticano, é tanta coisa mesmo para saber que fica dificil nós conversarmos. Eu entendo o que o Pofº Felipe Aquino, diz sobre os canones e o concilio e tal, mas temos que entender que a igreja católica não é formada apenas de leis eclesiais e instituição regida pelo Papa, mas temos pessoas e pessoas que são em grande maioria detentoras das marcas do encardido que erram e erram, e ainda não entendem as leis que a igreja defende com unhas e dentes, vamos nos unir contra o encardido, a tantos problemas a serem resolvidos e ficamos aqui discutindo canones e concilio, vamos deixar de sermos católicos que querem ficar de degladiando quem sabe mais e quem sabe menos, católicos de verdade, são aqueles que venceram seus problemas e que lutaram como Cristo expulsou os vendilhoes do templo, com chicote nas maos. Todos nós aqui somos pecadores que um dia metemos o pé na jaca e e que nos confessamos e tal, mas estamos com todos os nosso problemas reoslvidos, não, nos sentimos fracos e desiludidos, essa é a igreja de Cristo?? Nem aqui e nem em Pequim na China, a igreja de Cristo pregada no evangelho é aquele que nós católicos e isso o Pe. Léo deixa bem calro: nós devemos nos armar com cicotes nas maos e enfrentar nossos problemas, com unhas e dentes. Ao invés de criar polêmicas, vamos nos unir numa corrente e combater o encardido juntos, e não ficar brincando com palavras sem nexo. Vamos construir a igreja de Cristo, a instituição ja temos, vamos santifica-la ainda mais, mas pra isso precisamos santificar-nos primeiro. Obrigado a todos…

  6. CARO PROFESSOR, FICO TRISTE EM VER QUE A MAIORIA DAS PESSOAS LIGADAS AOS MOVIMENTOS TRADICIONALISTAS SE NEGAM A VER AS MARAVILHAS QUE O SEGUNDO CONCILIO ECUMENICO DO VATICANO TEM REALIZADO. NOVAS VOCAÇÕES, NOVOS MOVIMENTOS, NOVO JEITO DE SER E ATUAR NA IGREJA.O ESPIRITO SOPRA ONDE QUER… SOU DO MOVIMENTO NEOCATECUMENAL E ME ALEGRO PELA DIVERSIDADE DE DONS E CARISMAS QUE A IGREJA TEM VISTO FLORESCER NO SEU MEIO. VIVA PEDRO, VIVA A IGREJA VIVA DE CRISTO!

  7. THAIS MAIA

    Caríssimo Professor Felipe,

    Muito obrigada por seus ensinamentos.

    Que Deus continue lhe abençoando mais e mais .

    Amém!

  8. Caro Professor e Ricardo

    São Paulo escreve a Timóteo cap. 4
    O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, 2- de hipócritas e impostores que, marcados na própria consciência com o ferrete da infâmia, 3 – proíbem o casamento, assim como o uso de alimentos que Deus criou para que sejam tomados com ação de graças pelos fiéis e pelos que conhecem a verdade. 4 – Pois tudo o que Deus criou é bom e nada há de reprovável, quando se usa com ação de graças. 5 – Porque se torna santificado pela palavra de Deus e pela oração. 6 – Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão. 7 – Quanto às fábulas profanas, esses contos extravagantes de comadres, rejeita-as. 8 – Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura.

    O mesmo que acontecia naquele tempo acontece hoje, “Um certo Prof. de História” se julga mais Santo que o Santo Padre e decidiu combater o Concílio Vaticano II, creditando ao Concílio a responsabilidade de ter ele criado todo o pecado do mundo moderno, isentando o antigo pecado original que seria a desobediência sistemática à vontade de Deus pelo homem. Neste caso a Salvação do Mundo de Hoje estaria totalmente sujeita à revogação deste documento que completa 40 anos apenas, e não mais ao sacrifício de Jesus na Cruz.
    Defender ou condenar este documento não mudará nossa história de Pecado, o homem tem sua raiz no pecado e certamente morreria se não fosse o sacrifício de Jesus.
    Devemos voltar nossos olhos para a Santa Cruz de Cristo que será a salvação para nossas almas e cura para nossas feridas “O Pecado”, assim como Moises Levantou a serpente no deserto e todos os mordidos pelas serpentes ficavam curados.
    Um Concílio é a reunião de todos os Bispos que deliberam sobre vários assuntos relacionados à vivência de nossa fé, por mais pastoral que ele seja jamais seria o caso de criticá-lo, anulá-lo ou substituí-lo, certamente como muitos concílios já foram realizados, em breve estaremos fazendo um novo Concílio e todos terão a chance de debaterem suas idéias e chegarem à uma posição mais concernente à nossa nova realidade de hoje, afinal na época do concílio Vaticano II a televisão estava apenas começando, telefonia em expansão, vieram satélites, telefone celular, computador em todos os lares e a internet o mais novo desafio moderno, onde quase indecifravelmente as idéias, as notícias e as fofocas convivem lado a lado ao alcance da visão de todo o mundo.
    Muito melhor e mais seguro é caminhar guiado pela luz de um Concílio pastoral do que por um dissidente do concílio ancorado ao passado que ficou totalmente fora da comunhão plena da Igreja.

  9. Wanderson Pereira

    Prezados colegas,
    Parece-me que a Associação Cultural Montfort não nega a validade e a legitimidade do Concílio Vaticano II, mas apenas tenta elucidar o mau uso das orientações deste Concílio.
    A expressão “Concílio ancorado ao passado” tem um ar fetidamente modernista, quando sabemos que Deus (e a verdade) não mudam.
    O mundo tem que se voltar para Deus e para a Igreja, mas a igreja se voltou para o mundo, aproximando-se dele com Freiras do RAP, Padres POP e etc, sob o falso pretexto de “trazer almas” para Cristo, cresceram em número e perderam em qualidade.
    Já vi até banda de Heavy Metal tocando em Igrejas!
    Que bom que AS PESSOAS gostam. Antigamente preocupava-se em agradar a DEUS em missas voltadas para o altar.
    Bendita modernização! Maldito passado!
    Isso é resultado de uma interpretação elástica do Concílio Vaticano II, que apesar de válido e legitimo, deve ser posto nos seus devidos termos.
    Há exageros na RCC.

  10. Caríssimo e distinto Sr Professor Felipe Aquino.

    Meu irmão, admiro-o.
    Longe de mim desconsirar as suas considerações. Penso que estas muito bem fundamentado em suas colocações.
    Louvo a Deus por você existir e por sua sagrada missão no mundo.
    Uma coisa apenas gostaria de pedir-lhe: o obséquio de, algum dia, estarmos lado a lado, sentados no sofá de minha casa e/ou de vossa residência, para conversarmos sobre a pessoa de Assuires da Silva Filho.

    – Paz e bem!

    (espero que aprove e publique este comentário)

  11. zuleica almeida

    Professor, sempre que posso assisto ao seu programa das quintas feiras e confesso ficar extasiada com o que consigo captar dos seus ensinamentos para, assim, poder me aprofundar nos estudos bíblicos de que tanto necessito. Peço, se possível,falar novamente sobre o Concílio de Jerusalém. afinal foi ele o primeiro ou o de Nicéia? Desde já agradeço a atenção e que Deus o ilumine sempre.

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