Não estimule a vaidade da criança
É forte em algumas crianças o desejo de se mostrar, aparecer, e isto às vezes é estimulado pelos pais, mas não é bom. Na criança, é inato o desejo de se destacar e se sentir melhor do que os irmãos e os amigos. É o orgulho e a presunção presentes em cada ser humano desde o pecado original.

Muitos querem ser “o bom” entre os demais. É comum ver os filhos “contarem vantagens” para os amigos, sobre o carro do pai, o passeio “fantástico” das férias, a roupa última da moda que a mãe lhe comprou, etc… Este é um defeito que os pais precisam coibir para que os filhos não cultivem o orgulho.

Ao invés disso, é dever dos pais ensinar-lhes a serem humildes, discretos, não desprezar os outros e não se acharem melhores do que os amigos.

Os adolescentes até criaram uma gíria para falar dos colegas que se comportam assim: “ele se acha!” o bom. Dá para ver que são criticados pelos demais, isto não é bom. Há pais que têm o mau hábito de exibir os filhos, como se fossem as melhores crianças do mundo. É claro que os pais têm satisfação de mostrar os seus filhos, mas isto deve ser feito com discrição. Isto acontece no lar, na rua, na casa dos outros principalmente, e até na igreja durante a celebração da Missa.

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Tem mãe que parece levar a criança na Igreja mais para exibi-la do que para ensiná-la a rezar, ou porque não tem com quem a deixar em casa. Ora, deixemos de ser exibicionistas. Aquela criança passeando no meio da Igreja está tirando a atenção de quem está participando da Missa, a maior celebração da nossa fé. Além do mais, atrapalha o celebrante.

É preciso se conscientizar que os nossos filhos não são objetos de decoração, exibição e nem vitrines do nosso eu que deseja às vezes aparecer através deles. Os pais devem cultivar nos filhos as atitudes de sobriedade, discrição, respeito, acolhimento, etc; e não, como tanto se vê, atitudes de exibicionismo. Isto não faz bem à criança.

Prof. Felipe Aquino


3 Comentários

  1. Pingback: Everth Oliveira

  2. Gostaria de agradecer muito ao Prof. Felipe pela graça de ler este livro que muito me ajuda na criação dos meus filhos, tenho ainda muito o que aprender nao me canso de reler este livro pois tem muito a nos ensinar, quem tiver oportunidade compre que é um investimento com certeza bem pago.

  3. Prezado professor Felipe.

    Li e gostei muito deste seu livro, e mais ainda, pq pude perceber que faço bastante coisa na educação dos meus filhos assim como o senhor falou que deve ser feito.
    Porém, percebi que de maneira geral, a responsabilidade é relatada quase que exclusivamente como sendo papel da mãe.
    Gostaria de sugerir ao senhor, que escrevesse alguma coisa a respeito do comportamento do pai (se é que já não tenha escrito e eu não sei).
    Como é que os homens devem se comportar quando assumem um casamento? Devem continuar convivendo nas rodas de amigos? Devem ajudar as esposas nos afazeres da casa? Esse tipo de coisa.
    Se me atender, agradeço imensamente.

    Vanusa

  4. Lurdilene

    Fico feliz sabendo que há pessoas como o professor que divulgam e se procupam, assim como eu, com o comportamento que as crianças de hoje em dia apresentam. Tenho dificuldades para orientar meus filhos dessa forma desde quando eram pequeninos, porém não desisto, pois como sempre digo à eles: o mundo mudou e as pessoas mudaram, mas DEUS continua sendo o mesmo e os pecados não deixaram de ser pecados por causa da banalidade com que são cometidos.

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