Conselhos de São Pedro Julião Eymard para os sacerdotes

1. Levantar-se e deitar-se a uma hora determinada. Não conceder ao corpo senão o tempo necessário para reparar as perdas.

2. Um sacerdote sem espírito de oração é um corpo sem alma. Fazer, ao levantar, meia hora de meditação.

3. Não subir ao altar de consciência perturbada; preparar-se cada vez com um profundo recolhimento e ao menos 15 minutos de ação de graças.

4. Renovar a intenção antes da recitação do Ofício Divino; seguir exatamente as regras prescritas.

5. Consagrar ao estudo da Teologia. Reler a cada ano as rubricas do Missal e do Breviário.

6. Ler cada dia, com atenção e de maneira seguida, ao menos dois capítulos da Sagrada Escritura.

7. Fazer de tarde 15 minutos de leitura piedosa e uma visita ao Santíssimo Sacramento com exame de si mesmo.

Leia também: São Pedro Julião Eymard, Apóstolo da Eucaristia

Doze ensinamentos de S. Pedro Julião Eymard sobre a Eucaristia

O que significa a Missa e os paramentos do Sacerdote?

A vontade de Deus para a vida sacerdotal

Oração pelos sacerdotes

A vocação sacerdotal

8. Rezar o Terço todos os dias.

9. Lembrar-se com frequência da presença de Deus. Ser fiel à prática tão útil do exame de consciência todas as noites.

10. Confessar-se ao menos a cada 15 dias com o sacerdote mais esclarecido que puder.

11. Ter grande zelo e asseio e beleza por tudo que diz respeito ao serviço divino.

12. Conceder um cuidado especial à instrução do povo e das crianças. Preparar as instruções e meditá-los aos pés do Crucifixo.

13. Visitar com frequência os doentes e os pobres e ignorantes; não esperar os últimos momentos para os preparar e lhes levar o Viático.

14. Levar os fiéis a uma grande devoção ao Santíssimo Sacramento e a honrar a Santíssima Virgem Maria com um culto particular.

15. Ter grande interesse pelos seminaristas e cultivar com cuidado e devotamento as vocações nascentes.

16. Observar com fidelidade o preceito rigoroso da residência; jamais ausentar-se da paróquia, por muito tempo, sem a permissão dos superiores.

17. Professar uma submissão filial à Autoridade eclesiástica.

18. Amar com caridade a todos os irmãos no sacerdócio; não se permitir censurar o seu proceder, sobretudo na presença de leigos.

19. Usar o hábito eclesiástico; evitar cuidadosamente o luxo nas vestes e na mobília; fazer do supérfluo das rendas do título eclesiástico, o emprego prescrito pelos Cânones e decisões da Igreja.

20. Aceitar raramente refeições fora, regular os gastos da mesa com decência e economia, manter grande sobriedade.

21. Evitar cuidadosamente o jogo, as companhias mundanas e, em geral, tudo quanto leva à dissipação.

22. Todos os anos, não assistindo ao retiro geral, fazer um em particular. Reler as resoluções tomadas no retiro.

Retirado do livro: “Escritos Espirituais, Vol. I, O Sacerdote”, pág. 67-69. Ed. Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1956.