Cuidado com a agenda cheia!

Um dos motivos que podem nos levar ao desânimo espiritual é o ativismo no apostolado, ou seja, o acúmulo de tarefas e funções dentro ou fora da Igreja.

Muitas vezes é um orgulho solerte que nos faz mergulhar no ativismo, mais do que o amor realmente a Jesus, à Igreja, e a salvação das almas. Talvez possa ser até um desejo não percebido, às vezes até inconsciente de se destacar. More »

waves-205357_1280“Quem é atento à palavra encontra a felicidade” (Eclo 16,20)

Sócrates, o sábio filósofo grego, dizia que a eloquência é às vezes uma maneira de exaltar falsamente o que é pequeno e de diminuir o que é de fato grande. A palavra pode ser mal usada, mascarada e empregada para a dissimulação. É por isso que os sábios sempre ensinaram que só devemos falar alguma coisa “quando as nossas palavras forem mais valiosas que o nosso silêncio”. A razão é simples: nossas palavras têm poder para construir ou para destruir. Elas podem gerar a paz, a concórdia, o conforto, o consolo, mas podem também gerar ódio, ressentimento, angústia, tristeza e muito mais. “Mesmo o estulto , quando se cala, passa por sábio, por inteligente, aquele que fecha os lábios” (Pr 17,28).

O silêncio é valioso, sobretudo quando estamos em uma situação difícil, quando é preciso mais ouvir do que falar, mas pensar do que agir, mais meditar do que correr. Tanto a palavra quanto o silêncio revelam o nosso ser, a nossa alma, aquilo que vai dentro de nós. Jesus disse que “a boca fala daquilo que está cheio o coração” (Lc 6,45). Basta conversar por alguns minutos com uma pessoa que podemos conhecer o seu interior revelado em suas palavras; daí a importância de saber ouvir o outro com paciência para poder conhecer de verdade a sua alma. Sem isso corremos o risco de rotular rapidamente a pessoa com adjetivos negativos. More »