Em 1544, com quase 30 anos, Filipe teve uma experiência extraordinária na vigília de Pentecostes. Um verdadeiro “batismo no Espírito Santo”!

A Igreja atravessava as perturbações religiosas do século XVI, sobretudo as consequências do protestantismo e da má vida de muitos do clero. Preparavam-se em Trento as seções do grande Concílio e o mundo cristão vivia uma encruzilhada histórica complicada. Nesta situação, Filipe rezava com ardor nas úmidas e escuras galerias das catacumbas de São Sebastião, onde gostava de rezar uma prece que se confundia com o clamor dos mártires que ali morreram: “Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovareis a face da Terra”. Enquanto rezava nas catacumbas, onde muitos mártires foram sepultados, ele recebeu uma grande efusão do Espírito Santo. More »

pai_nossoFidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris ― “Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Ecclus. 22, 28).

Para desagravar o Senhor ao menos um pouco dos ultrajes que lhe são feitos, os Santos aplicavam-se nestes dias do carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à oração, à penitência, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com seu Bem-Amado. Procuremos imitar estes exemplos, e se mais não pudermos fazer, visitemos muitas vezes o Santíssimo Sacramento e fiquemos certos de que Jesus Cristo no-lo remunerará com as graças mais assinaladas. Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que Lhe estão consagradas. More »