Essa é uma história real de um soldado que há 59 anos é um soldado em ordem de batalha na música católica. Tudo começou na manhã de domingo, sol de verão e a decisão de chegar à cidade natal e seguir direto pra missa.
O lugar escolhido foi o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, administrado pelos padres redentoristas.Um templo bem estruturado, com capacidade para 600 pessoas, manutenção do prédio admirável e um belo grupo de fiéis participativos e ativos na liturgia da missa dominical.
O semblante das pessoas demonstrava grande satisfação em estar no lugar certo e na hora certa, fazendo o que todo católico precisa fazer aos domingos, como prioridade de vida. Participar da santa missa, mesmo num domingo de verão ensolarado.
E foi neste lugar, em que eu e minha casa fomos viver a santa eucaristia, em nosso único domingo de férias em minha cidade natal. E para minha surpresa, não encontrei amigos ou conhecidos dos tempos em que recorria ao Santuário para participar das celebrações.
Mas quis a providência de Deus que um único conhecido sentasse exatamente ao meu lado. E imediatamente minha memória, me lançou aos tempos passados, quando eu sentava perto do grupo de música só para ficar admirando os cantores e a senhora que tocava o órgão da igreja.Não me contive e com a veia jornalística aguçada, fui logo perguntando: “O senhor ainda canta na missa?” A pergunta foi respondida com um belo sorriso e uma frase de efeito: “Quem canta é Deus. É Ele que usa minha voz para fazer o que quiser com o povo que participa da missa.”
Hoje com 86 anos de vida e cadeirante, Sebastião Fabiano, continua acompanhando todas a músicas litúrgicas e enfeitando os cantos com sua segunda voz ou criando algumas sonoridades pessoais para acompanhar as melodias de forma diferenciada.
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udo isso eu presenciei ali, sentado ao lado dele no banco do santuário, enquanto o ministro de música da escala do domingo fazia sua parte lá no espaço dos cantores e músicos.
udo isso eu presenciei ali, sentado ao lado dele no banco do santuário, enquanto o ministro de música da escala do domingo fazia sua parte lá no espaço dos cantores e músicos.E como não podia deixar de ser, nossa santa missa, foi encerrada com chave de ouro. A música “Amar como Jesus Amou” do Padre Zezinho, foi o canto final e só podia ser cantada por sr. Sebastião Fabiano, com um belo sorriso e a coragem de um soldado, em ordem de batalha, que solicitado para o combate, vai com toda disposição e solicitude, de quem já entendeu que a canção será sempre nova, se cantada de cor…ação!
Obrigado pelo seu exemplo e testemunho de vida na igreja, sr. Sebastião, e que as flechas desse mundo não o impeçam de seguir cantando e revelando o amor de Deus aos homens, assim como São Sebastião o fez!
Deus abençoe!
Wallace Manhães de Andrade
Missionário, Jornalista e Escritor
Comunidade Canção Nova
