Num fim de tarde daqueles onde o outono começa a se despedir e o friozinho já anuncia a proximidade do inverno, chega a notícia da morte de um companheiro de infância e adolescência. Imediatamente fui lançado num “túnel do tempo”. Deixei o atual 2019 e parei no final dos anos 70. Tinha uns 14 anos e uma paixão desenfreada pelo futebol. E a maior diversão era o futebol de paralelepípedo, todo o fim de tarde. Dois tijolos de cada lado da rua marcavam o golzinho e quatro ou cinco moleques de cada lado naquela correria atrás da bola, com toques certeiros de pé em pé, até a gritaria na hora do gol. Tinha umas figuras escaladas diariamente e que nunca faltavam a uma partida. Blackout, Forró, Neguinho (que era branco), Dudu, Lourinho, Zueca, Mamão, Veinho, Benê e Chinoca. Nem mesmo quando a lâmpada da iluminação pública queimava, a bola não parava. Não tinha escuridão que interrompia o jogo. Só a exaustão de cada um depois de duas horas de correria. E naquela escalação certa de cada dia, um cara se destacava como zagueiro. Magro, alto, louro, de olho claro e uma classe pra dominar e lançar a bola, além de dar uma segurança pra todo time lá na frente. Degeval era o nome da fera da defesa nesse futebol de paralelepípedo. Mas todos o chamavam carinhosamente de “Babau”. Creio que esse apelido deve ter nascido lá nos seus primeiros anos de vida. Alguém deve ter chamado ele de vaval.. daí pra Babau .. foi um pulo. E o camarada, vez em quando, perdia o controle e dava bronca no time todo. Eu era o primeiro a ouvir, por causa da minha falta de resistência física. Cansava rápido e ouvia primeiro. Mas eram momentos muito importantes para todos nós. Degeval era um jovem que vez em quando estava sem emprego e batia uma bolinha com os adolescentes pra distrair as frustrações e atravessar aquele tempo de “vacas magras”. E assim fazendo memória desse tempo tão rico de minha adolescência, volto à tarde desse outono de 2019. E aqui faço questão de agradecer a Deus por esse amigo que já não via a algumas décadas, não lembrava mais de sua importante participação em minha história, e que ficará pra sempre guardado em minhas memórias, nas últimas partidas que disputamos juntos, e em meu coração. Peço também ao Senhor por sua alma, para que encontre descanso eterno. Afinal é sempre bom lembrar o que diz o profeta Daniel 12:2 “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.” Sejamos atentos porque no futebol da vida, o apito final não tem hora certa pra soar. Por isso, seja no paralelepípedo, no gramado ou no quadrado da história, a partida pode terminar a qualquer momento e é preciso estar preparado, da melhor forma possível, para o fim desse jogo, para sermos lembrados das coisas boas que fizemos e principalmente pelas coisas ruins que resolvemos deixar de fazer ou não fazer!

Deus abençoe!

Wallace Andrade
@wallace.andrade.cn     

Em um tempo não muito distante, um homem se tornou conhecido por denunciar, que mesmo numa estrada bem pavimentada, existe o perigo das curvas e que não se pode relaxar porque existem sempre as estratégias do inimigo de Cristo para nos fazer derrapar e até morrer.

Foto: Wallace Andrade

Alertava católicos batizados e não evangelizados, adeptos de outras religiões e seguidores de ceitas, ateus e todos aqueles que eram seduzidos e muitas vezes levados a trilhar caminhos que ofendiam a Deus ao dizerem sim quando deviam dizer não e ao dizerem não quando deviam dizer sim.  Era esse homem o farol no meio de uma madrugada escura, a iluminar e mostrar as pedras e até mesmo icebergs, capazes de rasgar o casco de embarcações desorientadas no agitado mar desse mundo. Ele denunciava todo o tipo de mal que contaminava nossas vidas e todos ao ouvirem seus alertas, decidiam mudar a rota de seus barcos e seguir em frente, mudando o rumo de suas vidas.  Quantas pessoas foram capazes de deixar todo o erro, todo o pecado, pra ser aquilo que Deus queria e ainda quer! Só que o tempo também passa para todos e esse mesmo tempo revela que dizer não ao mal e persistir no sim ao bem são verbos que só podem ser conjugados por homens que tiveram a força e a graça de serem lapidados pela dureza da vida, temperados no desejo de não voltarem ao que era destrutivo e provados por longos períodos de carestia.  Mas principalmente, por serem homens atentos e dispostos a não perderem a memória da experiência que tiveram, pessoalmente, com Jesus Cristo. E que tiveram naquele encontro, o coração gravado e sempre que são tentados às novidades atraentes do inimigo de Cristo, lembram que o Caminho, a Verdade e a Vida, estão muito acima de qualquer conquista material, qualquer reconhecimento humano, qualquer título ou condecoração.  E num tempo onde os títulos, os rótulos, a nobreza e o poder, são disputados a facadas, ranger de dentes e hipocrisias, esse homem, que agora é silencioso e reflexivo, não faz novos 

Foto: Wallace Andrade

alertas. Não mais rasga e invade os corações, como costumava a fazer. E nem todos que o ouviram um dia e decidiram mudar de vida, conseguem ficar nesse barco em alto mar.  E o desejo de pular desse barco tem ligação direta com interesses e conquistas pessoais, como num despertar para uma nova vida, feita de pequenas ou grandes facilidades, de reconhecimentos mínimos ou máximos e até mesmo longas zonas de conforto e bem estar. Afinal tem sempre alguém pra te dizer que você merece!  E esse homem, que um dia foi chamado de radical pelos amigos do inimigo e de ungido e profeta pelos amigos de Cristo, agora vê muitos caírem em armadilhas, simplesmente porque se esqueceram de buscar o essencial e de viver com uma única certeza no coração. A de precisar ser sempre do Precioso!

 

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Jornalista e Escritor
Comunidade Canção Nova

Mãe de Milagres, experiências de carinho e amor vivenciados nos santuários da Mãe Rainha

A capelinha da Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt foi a primeira imagem de Nossa Senhora, que eu e minha esposa recebemos, depois de casados. Não imaginava que, um dia, ela seria tão importante na missão, que abraçamos, ao nos tornarmos membros da Comunidade Canção Nova.

Em 2014, tive a graça de fazer uma série de reportagens para o jornalismo da TV Canção Nova, sobre o ano jubilar do Movimento Apostólico de Schoenstatt, que completava 100 anos de existência.

Foi uma experiência única, visitar alguns Santuários da Mãe Rainha aqui no Brasil. Nas passagens por Olinda (PE), Confins (MG) e Atibaia (SP), Nossa Senhora começou a me inspirar e a me motivar a dar passos mais concretos como missionário e mariano que sou.

Em 2018, outro ano jubilar do Movimento de Schoenstatt. No último dia 15 de setembro, o fundador, padre Joseph Kentenich, completou 50 anos de morada no céu. Ao saber disso, no início do ano, senti-me impulsionado a escrever meu segundo livro Mãe de Milagres.

Nele, eu descrevo os horrores da guerra, vivenciados pelo padre e fundador do Movimento, num campo de concentração nazista na Alemanha.

Nossa Senhora de Schoenstatt no Brasil

Também relato a trajetória que a devoção a Nossa Senhora de Schoenstatt cumpriu até chegar ao Brasil. Também dedico um capítulo ao Diácono João Pozzobom, que teve a inspiração de confeccionar a primeira capelinha da Mãe Rainha.

O livro “Mãe de Milagres: Experiências de carinho e amor de mãe vivenciadas nos santuários da Mãe Rainha” é também uma linda história de família, religiosidade e amor a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Defino essa obra como uma grande e verdadeira reportagem, com detalhes requintados de uma devoção que nasceu numa pequena cidade da Alemanha e ganhou contornos incalculáveis de uma história real e linda de se contar, porque nela encontro vias de santidade que contagiam todo e qualquer cristão, que tenha o coração aberto ao amor cristalino de Mãe.

Convido você a fazer essa experiência e espalhar esse perfume, cuja fragrância ficará para sempre registrada em nossos corações!

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
Instagran: @wallace.andrade.cn
Twitter: @WallaceAndrade9

A vida sempre oferece muita coisa! E sempre somos tentados ao apego, ao comodismo, a zona de conforto. E se realmente nos entregamos a essa vida sem grandes desafios e sem grandes descobertas, corremos o risco de entrarmos numa avenida chamada rotina. E a rotina que falo não é uma rotina sadia, repleta de realizações na vida profissional, emoções na vida familiar e horário marcado e bem planejado do cotidiano. A rotina que me refiro aqui é aquela que força o cidadão a fugir das novidades que cada dia reserva. Me recordo o dia em que entrei numa rua de minha cidade natal, que havia mudado o sentido. Fiquei impressionado como ela era diferente de tudo que estava acostumado a ver nos quase 10 anos que andei de carro no sentido inverso. Bastou a secretaria de Trânsito mudar a mão da bendita para que todos os motoristas tivessem uma nova visão, um novo ângulo das casas e prédios que faziam parte daquele reduto por tantas décadas. Entrei nessa “viela” pra explicar a alegria que tenho sentido ao descobrir um novo sentido para minha missão como jornalista, missionário e homem que busca a santidade. Por 25 anos trabalhei com telejornalismo. E justamente no ano em que completei 25 anos de estrada, fui convidado a escrever um livro com base numa série de reportagens que fiz para o jornal Canção Nova Notícias ( @cnnoticias ) , na TV Canção Nova. Ao terminar aquele trabalho editorial, fiquei muito mexido, porque além de fazer uma linda experiência com Nossa Senhora Aparecida, também fui conduzido a uma nova “veia” profissional, que estava ali, guardadinha esperando uma oportunidade para ser usada. O livro Mãe de Milagres – Nossa Senhora Aparecida, foi um presente do céu. Não tenho dúvidas que muito daquelas 160 páginas foram escritas pela força do Espírito Santo, com o auxílio da Virgem Maria. E quando achei que a “poeira” estava se assentando e retomando minha “rotina” na redação do CNN, eis que surge uma nova provocação da Mãe de Milagres. E com a coragem de quem acredita em Nossa Senhora e na ação do Espírito Santo, pedi sinais e confirmações de que o segundo livro dedicado a Maria, não fosse algo de minha humanidade, mas sim da vontade de Deus e de Nossa Senhora. Foram várias confirmações e uma delas com uma das Irmãs de Maria, do Movimento Apostólico de Schoensttat. Irmã M. Nilza veio pessoalmente a redação, parabenizar-me pelo livro, justamente no dia em que pedia a Nossa Senhora para mostrar-me que o segundo material era também vontade Dela e de Deus. E ao olhar para a irmã na redação, não tive mais dúvidas. Começava ali meu segundo trabalho editorial, com todo o auxílio e apoio da Editora Canção Nova. E justamente no dia em que a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora, o livro Mãe de Milagres – Experiências de carinho e amor de 

mãe vivenciadas nos santuários da Mãe Rainha, ficou pronto. O conteúdo narra a beleza de um sacerdote que enfrentou muitas adversidades e que encontrou suporte em Nossa Senhora, para vencer. E é um mergulho, digamos que raso, tamanha grandiosidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Mas refrescante e confirmador de que para ser santo é preciso fazer de sua rotina uma novidade a cada dia. Como Pe. Joseph Kentenich fez num campo de Concentração Nazista, na Segunda Guerra Mundial. Ali ele evangelizou e ajudou muitos a permanecerem firmes. Esse conteúdo, como o primeiro, nasceu nos bastidores das notícias veiculadas no Canção Nova Notícias. Algumas madrugadas a frente do computador e experiências muito concretas nos Santuários da Mãe Rainha em algumas cidades do Brasil e o resultado é essa obra, que considero um segundo presente de Nossa Senhora pra mim, que escrevi e para você que ao ler, vai ter a chance de tocar em grandes milagres na vida daqueles que estão nas páginas desse material, assim como na sua vida, que jamais será a mesma, depois dessa leitura. Que Nossa Senhora Mãe e Rainha seja presença materna em toda a sua estadia nesse mundo. 

 

Deus abençoe!
Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
 

Que o tempo é veloz e feroz, não tenho mais dúvidas! Que a loucura humana avança e causa estragos, já é visível! Mas é sempre tempo de revirar as boas lembranças e delas retirar fragmentos que servem de ensinamento e de fôlego pra prosseguir. Não tenho medo de buscar em minha história de filho, os segredos usados por meu pai para me formar. Mesmo quando o mundo insiste em me dizer que hoje os tempos são outros e precisamos acelerar o processo educacional de nossos filhos. Tem criança de 5 anos já sendo educada por seus pais, que o órgão sexual é muito mais que um lugar por onde sai o “pipi”. Será que não se queima etapas e se extermina da criança, toda a pureza que ela carrega em seus primeiros anos de vida? Será que estamos esquecendo a pureza da criança, que nessa fase da vida só pensa em brincar com seus pares comuns, porque pensam e agem como ela? Sei que a precocidade é vista por muitos como um benefício, mas não tenho medo de afirmar que literalmente  “Existe um tempo para cada coisas!”. (Elcesiastes,3) Não permita que o mundo polua sua cabeça ao ponto de achar que não existe mais inocência nas criancinhas. E se existem dúvidas em sua cabeça, reveja o que anda vendo na frente dos seus filhos, o que anda falando na frente deles e que atitudes tem tomado para despedaçar a pureza de seus filhos. Quando cremos no Criador, cremos também que Ele fez tudo certo, no tempo certo. É só olhar para sua história. Verá o quanto já caminhou, tropeçou, levantou e prosseguiu. E nome disso é Deus!

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
wallace.andrade@cancaonova.com