Aprendemos a cada sexta-feira da Paixão do Senhor, que sua morte foi para nossa salvação. Também somos levados ao questionamento tradicional: como eu tenho retribuído esse sacrifício de cruz de Jesus? Somos provocados a não reclamar de nossas cruzes, tão insignificantes se comparadas à do Senhor por mim e por você. Cravos que romperam sua carne, lança que perfurou o seu lado e o sangue que jorrou do alto do seu madeiro. Tudo para revelar o mais puro e incondicional AMOR.. que alguém sentiu por mim e por você. Aprendemos também na sexta-feira da Paixão do Senhor, que a minha e a sua cruz, são abraçadas quando decidimos fazer tudo aquilo que contraria a nossa vontade. Trocamos as situações prazerosas por ocasiões de sacrifício, de dor e que nos causam cansaço. Isso é abraçar a cruz e não pensar mais em deixá-la. Caminharemos para nossa crucificação, bem diferente da vivida por Jesus. Não teremos cravos literalmente perfurando nossos pulsos e pés. Em vez deles, são as decepções e humilhações que nos ferem, principalmente quando partem daqueles que amamos e não entendem nossas escolhas de fé. Não teremos nosso lado perfurado com uma lança, mas somos convidados a dar nosso sangue pela busca de santidade, contrariando os desejos carnais e satisfazendo os desejos espirituais. E em cada uma das situações de cruz, precisamos ofertar como sacrifício de amor, como complemento de sofrimento vivido por Jesus na cruz. E como propósito de um novo tempo de conversão, quem sabe não conseguimos deixar murmurações e reclamações de lado, para assumir um caminho de força e vitória até o céu!
Deus abençoe!
Wallace Manhães de Andrade
Comunidade Canção Nova
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