O Menino e o Cajueiro (Série Eu Te Conto)

Um menino feliz e uma infância repleta de aventuras!
Principalmente quando podia viajar para o pequeno sítio onde vivia sua avó paterna.
Era lá que o garotinho exercitava sua imaginação fértil.
Sob a sombra de um cajueiro, a areia branca era borrada com o cinza da poeira soprada pelo vento nordeste.
As rodinhas do pequeno “veículo” abria a estradinha por onde passava seu caminhãozinho de plástico.
Mas eram os galhos do cajueiro, esparramados próximo ao chão, o lugar de maior diversão.
O garoto subia com facilidade no tronco, que quase tocava o chão.
Então começava a maior e melhor brincadeira daqueles dias infantis.
O galho virava balanço e o menino balangava de baixo pra cima e de cima pra baixo.
Em poucos segundos o garoto era cawboy e o galho montado por ele se transformava em cavalo galopante.
A brincadeira só acabava quando ele ouvia um grito da casa dizendo:
– Menininho, chega de brincar porque é  hora de almoçar!
Com um sorriso largo no rosto ele pulava no chão e pensava em voz alta:
– Cajueiro, cajueiro, me aguarde porque eu volto pra balangar outra vez.
Enquanto corria pra lavar as mãos, o pensamento fervilhava uma certeza:
– Depois de descansar o almoço é claro que eu volto pra lá.
Essa amizade entre menino e cajueiro durou belos anos, até a vovó fazer sua passagem.
O sítio foi vendido e até hoje o menino, que virou homem, nunca esqueceu aquele amigo que divertia seus dias de férias na roça.

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
wallace.andrade@cancaonova.com
@wallacemanhaesdeandrade3631


Jornalista, missionário da Comunidade Canção Nova, escritor, casado com Valeria Martins Andrade e pai de Davi Andrade, natural de Campos dos Goytacazes-RJ.