Foto: Bárbara Martins 

Existem situações intrigantes e tidas como  surpreendente em alguns dias de nossas vidas. Acordar cedo para uma caminhada na praia, sempre pode reservar surpresas, no mínimo inspiradora. E encontrar uma figura como essa no percurso pode ser motivo de oração contemplativa. Não é todo dia que se encontra uma Athene Cunicularia, também chamada de coruja “buraqueira”, coruja da praia ou urucuriá, na língua indígena. Um pouco de história dessa bela ave. Ao perceber a chegada da primavera, nossa corujinha aí se movimenta para cumprir o ritual de acasalamento. O macho escolhe ou escava um buraco, em regiões de vegetação baixa para facilitar a captura de insetos e pequenos roedores no solo. Depois o casal se reveza no trabalho de alargar o “doce lar”, cavando uma galeria horizontal usando os pés e o bico. Em seguida eles forram a cavidade do ninho com capim seco. O material mais comum usado por elas para forrar o buraco é o estrume, colocado dentro da câmara do ninho e em volta da entrada. Parece nojento, mas instintamente inteligente. As corujas usam o material de cheiro ruim para encobrir o cheiro dos ovos e dos filhotes, e com isso protegê-los de predadores. Isso sem falar dos insetos gerados nesse ambiente, que servem de alimento para a fêmea, enquanto choca os ovos, e também no controle do clima dentro da cova, para que não fique quente demais. O flagrante registro, feito pela advogada, fotógrafa e minha afilhada, Bárbara Martins, é de uma “Buraqueira”, certamente macho. Aparentemente ele está solitário, mas a fêmea deve estar por perto, em uma toca a chocar os ovos ou aquecer seus filhotes. E esse simples retrato da natureza provoca uma bela reflexão. Afinal viver em silêncio e solitário é um martírio pra muita gente, principalmente em tempos de pandemia, como agora. Viver na simplicidade do improviso, como as corujas ou como José e Maria, que foram forçados a experimentar numa manjedoura onde nasceu o menino Jesus, porque não encontraram um coração solidário para acolhê-los, são situações que algumas pessoas não cogitam e nem admitem viver nos tempos de modernidade como hoje. Tem uma boa fatia da sociedade repleta de pessoas entregues às comodidades da tecnologia, da comida refinada e de rápido preparo e de luxuosas e espaçosas mansões, onde vivem de forma requintada. E no contraste dessa humanidade, cada vez mais longe de Deus, pessoas em marquises, barracos de papelão ou sob os viadutos, como “buraqueiras”. As corujas nasceram para viver assim ao relento e cheia de sagacidade para capturar seu farto alimento de cada dia. A humanidade nasceu para viver o amor ao próximo, mas sua natureza tem recebido muita informação ao mesmo tempo e não sobra espaço em seus HDs internos do cérebro e do coração, instalados caprichosamente pelo Criador, para outras pessoas que não seja o “eu mesmo”. E assim a vida passa, sem que muitas vezes percebamos as corujinhas buraqueiras que se tornaram aqueles que Deus nos deu para cuidar e amar. 

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova

 

Mãe de Milagres, experiências de carinho e amor vivenciados nos santuários da Mãe Rainha

A capelinha da Mãe Rainha três vezes admirável de Schoenstatt foi a primeira imagem de Nossa Senhora, que eu e minha esposa recebemos, depois de casados. Não imaginava que, um dia, ela seria tão importante na missão, que abraçamos, ao nos tornarmos membros da Comunidade Canção Nova.

Em 2014, tive a graça de fazer uma série de reportagens para o jornalismo da TV Canção Nova, sobre o ano jubilar do Movimento Apostólico de Schoenstatt, que completava 100 anos de existência.

Foi uma experiência única, visitar alguns Santuários da Mãe Rainha aqui no Brasil. Nas passagens por Olinda (PE), Confins (MG) e Atibaia (SP), Nossa Senhora começou a me inspirar e a me motivar a dar passos mais concretos como missionário e mariano que sou.

Em 2018, outro ano jubilar do Movimento de Schoenstatt. No último dia 15 de setembro, o fundador, padre Joseph Kentenich, completou 50 anos de morada no céu. Ao saber disso, no início do ano, senti-me impulsionado a escrever meu segundo livro Mãe de Milagres.

Nele, eu descrevo os horrores da guerra, vivenciados pelo padre e fundador do Movimento, num campo de concentração nazista na Alemanha.

Nossa Senhora de Schoenstatt no Brasil

Também relato a trajetória que a devoção a Nossa Senhora de Schoenstatt cumpriu até chegar ao Brasil. Também dedico um capítulo ao Diácono João Pozzobom, que teve a inspiração de confeccionar a primeira capelinha da Mãe Rainha.

O livro “Mãe de Milagres: Experiências de carinho e amor de mãe vivenciadas nos santuários da Mãe Rainha” é também uma linda história de família, religiosidade e amor a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Defino essa obra como uma grande e verdadeira reportagem, com detalhes requintados de uma devoção que nasceu numa pequena cidade da Alemanha e ganhou contornos incalculáveis de uma história real e linda de se contar, porque nela encontro vias de santidade que contagiam todo e qualquer cristão, que tenha o coração aberto ao amor cristalino de Mãe.

Convido você a fazer essa experiência e espalhar esse perfume, cuja fragrância ficará para sempre registrada em nossos corações!

Deus abençoe!

Wallace Andrade
Comunidade Canção Nova
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