Data é evocada em todas as celebrações do programa oficial do Santuário

São Francisco Marto, cuja iconografia o apresenta de carapuço na cabeça e jaleca curta, com o cajado e o saco do farnel ao pescoço, nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado em 20 de junho na Igreja Paroquial de Fátima. Hoje, em Fátima evoca-se o seu nascimento há 110 anos.

Com apenas 8 anos de idade, começou, com a sua irmã Jacinta, a pastorear o rebanho dos seus pais pela zona da Cova da Iria, local onde, juntamente com a prima Lúcia, viriam a testemunhar as Aparições, durante as quais podia apenas ver, sem ouvir ou falar.

Levado pelo desejo íntimo de consolar o coração de Jesus, pois  afirmava que queria dar alegria a um Deus que estava triste com os agravos ao Seu coração, Francisco viveu intensamente a oração contemplativa. Para isso, passava horas seguidas em oração em frente ao sacrário, na Igreja Paroquial de Fátima, quando a prima e a irmã iam para a escola.

A 18 de outubro de 1918, pouco mais de um ano depois da última Aparição, Francisco adoece, vítima da epidemia da gripe pneumónica que assolou o país, também conhecida por gripe espanhola, a doença que chegara a Portugal no meio desse ano e em pouco tempo causou a morte de dezenas de milhares de pessoas.

A 2 de abril do ano seguinte, confessa-se e recebe a comunhão pela última vez “com uma grande lucidez e piedade”, como escreve o pároco de Fátima no Livro de Óbitos, ao registar a sua morte, em 4 de abril, acrescentando: “E confirmou que tinha visto uma Senhora na Cova da Iria e Valinho”.

Foi sepultado no cemitério de Fátima, de onde os seus restos mortais foram exumados, em 17 de fevereiro de 1952, e trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em 13 de março de 1952, repousando no braço direito do transepto.

Francisco e a irmã Jacinta foram canonizados no Santuário de Fátima, a 13 de maio, durante a Missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo Papa Francisco, tornando-se assim nos mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.

A canonização tinha sido aprovada a 23 de março, quando o Vaticano anunciou que o Papa Francisco reconhecera o milagre atribuído a Francisco e Jacinta, última etapa do processo, iniciado há 65 anos.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada por João Paulo II em 1983.

No processo de Francisco e Jacinta Marto, foi aceite como milagre a cura milagrosa de Lucas, uma criança brasileira de cinco anos, que caíu de uma janela, a uma altura de 6,5 metros no dia 3 de março de 2013, ficando em coma, com perda de tecido cerebral no lóbulo frontal direito.

A oração da família e das irmãs do Carmelo de Campo Mourão, no Brasil, pedindo a intercessão de Francisco e Jacinta, resultou na cura total de Lucas, facto que os médicos não conseguem explicar.

fonte: fatima.pt

Das curtas vidas de Francisco e de Jacinta Marto, “as duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas”, como João Paulo II lhes chamou, há poucos registos biográficos. A mais importante fonte para o conhecimento sobre eles é constituída pelas Memórias de sua prima, a Ir. Lúcia.

Nascidos ambos em Aljustrel, com menos de dois anos de intervalo, morrem pouco tempo depois das Aparições, tal como Nossa Senhora lhes tinha anunciado: “a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu [Lúcia] ficas cá mais algum tempo” (13 de junho de 1917).

Vidas breves, mas suficientes para que a Igreja Católica reconhecesse, pela primeira vez na sua história de 2000 anos, a “heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires”, por decreto de João Paulo II, de 13 de maio de 1989, que abriu o precedente para o reconhecimento da sua santidade.

Francisco Marto, cuja iconografia o apresenta de carapuço na cabeça e jaleca curta, com o cajado e o saco do farnel ao pescoço, nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado em 20 de junho na Igreja Paroquial de Fátima.

Com apenas 8 anos de idade, começou, com a sua irmã Jacinta, a pastorear o rebanho dos seus pais pela zona da Cova da Iria, local onde, juntamente com a prima Lúcia, viriam a testemunhar as Aparições, durante as quais podia apenas ver, sem ouvir ou falar.

Levado pelo desejo íntimo de consolar o coração de Jesus, pois – dizia – queria dar alegria a um Deus que estava triste com os agravos ao Seu coração, Francisco viveu intensamente a oração contemplativa. Para isso, passava horas seguidas em oração em frente ao sacrário, na Igreja Paroquial de Fátima.

Essa vontade de desagravar o coração de Jesus e de se dedicar inteiramente à oração levou-o a desistir de ir à escola, apesar de, nas Aparições, Nossa Senhora de Fátima lhes ter pedido para que aprendessem a ler e a escrever.

A 18 de outubro de 1918, pouco mais de um ano depois da última Aparição, Francisco adoece, vítima da epidemia da gripe pneumónica que assolou o país. Também conhecida por gripe espanhola, a doença chegara a Portugal no meio desse ano e em pouco tempo causou a morte de dezenas de milhares de pessoas.

A 2 de abril do ano seguinte, confessa-se e recebe a comunhão pela última vez “com uma grande lucidez e piedade”, como escreve o pároco de Fátima no Livro de Óbitos, ao registar a sua morte, em 4 de abril, acrescentando: “E confirmou que tinha visto uma Senhora na Cova da Iria e Valinho”.

Foi sepultado no cemitério de Fátima, de onde os seus restos mortais foram exumados, em 17 de fevereiro de 1952, e trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em 13 de março de 1952, repousando no braço direito do transepto.

Jacinta Marto teve uma vida ainda mais curta do que a do seu irmão Francisco.

Nascida a 11 de março de 1910, também em Aljustrel, não chega a atingir os 10 anos de idade, ao falecer em Lisboa, igualmente vítima da pneumónica, em 20 de fevereiro de 1920, longe da família, “mas consolada com a certeza de ir para o Céu” (Irmã Lúcia).

Nas Aparições, Jacinta via e ouvia, mas não falava. Segundo a prima Lúcia, Jacinta afligia-se com o sofrimento dos pecadores de que se apercebera na visão do Inferno (Aparição de 13 de julho de 1917) e o seu coração encheu-se de compaixão por eles e de devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Essa profunda devoção levou-a à oração intensa e a suportar sacrifícios pelos pecadores, relembrou ainda Lúcia nos seus escritos, nos quais recorda que a prima sofria com o afastamento da família, com saudades da mãe, chorando com fome nos períodos em que fazia jejum por compaixão pelos pecadores.

Jacinta disse ter tido várias aparições de Nossa Senhora durante a sua doença, em casa, na Igreja de Fátima, no orfanato onde esteve, em Lisboa, antes de ser internada e, depois, no Hospital de D. Estefânia.

Tal como o irmão, adoece com a pneumónica (gripe espanhola) em outubro de 1918, tendo sido internada pela primeira vez no hospital de Vila Nova de Ourém, de 1 de julho a 31 de agosto de 1919, já depois da morte de Francisco.

No ano seguinte, ano da sua morte, volta a ser internada, desta vez no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, a 2 de fevereiro. Foi operada, mas acabou por falecer em 20 de fevereiro, “com a maior tranquilidade, sem ter comungado”, apesar de ter pedido insistentemente que lhe dessem a comunhão, pois, dizia, iria morrer em breve, segundo o relato do médico que a acompanhou, Eurico Lisboa.

O seu corpo foi levado para Vila Nova de Ourém, em cujo cemitério foi sepultado em 24 de fevereiro, no jazigo dos condes de Alvaiázere.

A 30 de abril de 1951, os seus restos mortais são identificados e trasladados para o braço esquerdo do transepto da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima no dia seguinte, 1 de maio de 1951.

Precisamente um ano depois, a 30 de abril de 1952, o bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, abre os dois processos diocesanos sobre a fama de santidade e as virtudes dos dois irmãos.

Seguindo caminhos paralelos, a fase diocesana do processo de Jacinta é encerrada em 2 de julho de 1979, contendo 77 sessões e 27 testemunhos. O processo de Francisco é encerrado, um mês depois, a 1 de agosto, com 63 sessões e 25 testemunhos.

Dez anos depois, em 13 de maio de 1989, João Paulo II decreta a heroicidade das virtudes de Francisco e de Jacinta e os dois pastorinhos passam a ser considerados veneráveis, o que acontece pela primeira vez na História da Igreja Católica com crianças não-mártires.

O passo seguinte no processo de beatificação de Francisco e de Jacinta ocorre dez anos depois, em 28 de junho de 1999, quando o Papa João Paulo II promulga o decreto sobre o milagre da cura de Emília Santos, obtido por intercessão dos dois pastorinhos, abrindo o caminho à beatificação, cuja celebração veio a acontecer, em Fátima, no ano seguinte, em 13 de maio.

A beatificação estava a ser preparada para ter lugar em Roma, mas por vontade do Papa polaco, a celebração foi transferida para Fátima, onde João Paulo II beatifica Francisco e Jacinta Marto, apresentando-os à Igreja e ao mundo como “duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas”.

O decreto pontifício concede que os veneráveis Francisco e Jacinta sejam considerados beatos, com festa litúrgica a 20 de fevereiro.

A Irmã Lúcia esteve presente na celebração da beatificação dos primos e teve nessa altura o seu último encontro com João Paulo II.

Francisco e Jacinta Marto foram canonizados no Santuário de Fátima, a 13 de maio, durante a Missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo Papa Francisco.

Tornaram-se assim nos mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.

A decisão sobre o local e data da canonização foi anunciada pelo Papa Francisco na reunião pública do Consistório, de 20 de abril, realizada no Palácio Apostólico do Vaticano.

O Santuário de Fátima voltou assim a ser o palco de uma cerimónia no processo de canonização de Francisco e Jacinta, depois de, a 13 de maio de 2000, João Paulo II ter presidido ali à beatificação dos dois videntes.

A canonização fora aprovada a 23 de março, quando o Vaticano anunciou que o Papa Francisco reconhecera o milagre atribuído a Francisco e Jacinta, última etapa do processo, iniciado há 65 anos.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada por João Paulo II em 1983.

No processo de Francisco e Jacinta Marto, foi aceite como milagre a cura milagrosa de Lucas, uma criança brasileira de cinco anos, que tinha caído de uma janela, a uma altura de 6,5 metros no dia 3 de março de 2013, ficando em coma, com perda de tecido cerebral no lóbulo frontal direito.

(Fonte: santuario.pt )

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e Vos agradeço as aparições da Santíssima Virgem em Fátima para manifestar ao mundo as riquezas do seu Coração Imaculado. Pelos méritos infinitos do Santíssimo Coração de Jesus e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos que, se for para vossa maior glória e bem das nossas almas, Vos digneis glorificar, diante da Santa Igreja, a Irmã Lúcia, pastorinha de Fátima, concedendo-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amem.

Pai-nosso. Ave Maria. Glória.

Com autorização eclesiástica

Tem por base as mesmas fotos da Beatificação de 2000

O retrato oficial dos mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, Francisco e Jacinta  Marto, hoje apresentado em Fátima, tem por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, nas palavras da Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Jacinta olha de frente para o observador, em atitude de interpelação; Francisco ergue os olhos ao alto, apontando para uma atitude eminentemente contemplativa”, refere a nota da Postulação sobre as imagens, encomendadas à pintora Sílvia Patrício, e que vão estar colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a cerimónia de canonização.

O retrato oficial dos mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, Francisco e Jacinta  Marto, hoje apresentado em Fátima, tem por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, nas palavras da Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Jacinta olha de frente para o observador, em atitude de interpelação; Francisco ergue os olhos ao alto, apontando para uma atitude eminentemente contemplativa”, refere a nota da Postulação sobre as imagens, encomendadas à pintora Sílvia Patrício, e que vão estar colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a cerimónia de canonização.

fonte: fatima.pt

O milagre reconhecido pelo Papa e que levará à canonização de Francisco e Jacinta, segundo a Rádio Vaticano, diz respeito a uma criança que ficou em coma após cair por acidente de uma janela de cerca de sete metros de altura e teve que ser operada.

Embora os médicos tenham previsto que a criança ficaria com graves sequelas por conta do traumatismo crânio-encefálico, três dias depois, recebeu alta e não ficou com qualquer dano.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada pelo Papa São João Paulo II em 1983.

Uma comissão de teólogos analisou a decisão da comissão de peritos ou científica sobre o milagre e recomendou à Congregação a aceitação do mesmo.

Em seguida, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos declarando como santos os dois beatos foi submetido à aprovação do Papa Francisco no dia 23 de março.

No último dia 20 de abril, durante o Consistório Ordinário Público para a Canonização dos Beatos, no Vaticano, o Pontífice confirmou que a canonização de Francisco e Jacinta será no dia 13 de maio, em Fátima.

(fonte: Acididigital)

Nasceu a 11 de Março de 1910. Na altura das aparições tinha sete anos. Era a mais jovem dos videntes. Durante as aparições viu e ouviu tudo, mas não falou ao Anjo nem à Mãe de Deus. Inteligente e muito sensível, ficou profundamente impressionada quando ouviu a Virgem declarar que Jesus estava muito ofendido pelos pecados. Depois de ver a imagem do inferno, decidiu oferecer-se completamente à salvação das almas.

A noite da primeira aparição de Nossa Senhora (13 de Maio de 1917), foi Jacinta que, a despeito de promessas que tinha feito a Lúcia, revelou o segredo da aparição à sua mãe: “Mamãe, hoje vi Nossa Senhora na Cova da Íria. Ai! Que senhora mais bonita!” Mais tarde, o Céu favoreceria Jacinta ainda mais com duas visões poderosas do Santo Padre: um papa sofrendo das perseguições feitas contra a Igreja e também das guerras e das destruições que agitavam o mundo. “Pobre Santo Padre”, dizia Jacinta, “é muito preciso rezar por ele.” A partir de aí, o Vigário de Cristo esteve sempre presente nas orações e nos sacrifícios dos videntes, mas sobretudo Jacinta.

Oxalá que pudesse pôr no coração de toda a gente o fogo que tenho no meu coração que me faz amar tanto o Coração de Maria!”

Para salvar as almas do fogo do inferno, a Jacinta fazia sacrifícios voluntariamente. No calor terrível do verão, deixou de beber água. Como um sacrifício pela glória de Deus, oferecia os seus lanches da tarde às crianças ainda mais pobres do que ela. Para salvar almas, decidiu suportar a dor de levar uma corda áspera cheia de nós amarrada à pele. Aturou as interrogações exaustivas e os insultos dos descrentes sem o mais pequeno lamento. “Oxalá que pudesse mostrar o inferno aos pecadores!”, dizia “seria muito feliz se todos pudessem ir ao paraíso”.

Um ano após as aparições da Cova da Íria, começou a doença que a levaria à sua morte. Primeiro veio a pneumonia bronquial, depois um abcesso nos pulmões, e com ambos sofreu intensamente. Porém na sua cama de hospital, declarou com otimismo que a sua doença era mais uma maneira de sofrer para a conversão dos pecadores.

Depois de dois meses no hospital, voltou a casa, onde se descobriu uma chaga ulcerosa e aberta no peito. Pouco depois foi diagnosticada com uma tuberculose. No transcurso do ano seguinte, sofreu gravemente por Nossa Senhora. “Jesus estará contente por eu lhe oferecer o meu sofrimento?” preguntou à Lúcia. Em Fevereiro de 1920, ela foi levada apressadamente para outro hospital, desta vez em Lisboa. Desfeita num esqueleto e morrendo sem a presença de seus queridos pais ou de Lúcia, consolou-se com a ideia de que esta era mais uma oportunidade para oferecer os seus sofrimentos pelos pecadores. No hospital de Lisboa foi visitada não menos de três vezes por a Mãe de Deus.

Finalmente, na noite de 20 de Fevereiro de 1920, a promessa da “Senhora mais brilhante que o sol” foi cumprida. “Vim para levar-te ao Paraíso.” Como o Francisco, a Jacinta jaze agora na grande Basílica de Nossa Senhora em Fátima.

Com o Francisco a Jacinta foi beatificada 13 de Maio de 2000, e serão canonizados pelo Papa Francisco  no Centenario das Aparições em Fátima a 13 de Maio de 2017.

Uma tirada do Francisco:
“Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!”
Outra sobre os peregrinos que vinham ao encontro dos videntes: “Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses a ler! O que seria, se soubessem o que ela nos mostrou em Deus, no seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande”.
Dois momentos importantes da Jacinta:
“Ó mãe, vi hoje na Cova da Iria Nossa Senhora!”. A partir de então, a boa notícia das aparições/visões não mais parou.
Antes de morrer, consola a mãe, dizendo-lhe: “Não se aflija, minha mãe: vou para o Céu. Lá hei-de pedir muito por si”.
Pé Jorge Guarda

Nasceu a 11 de junho de 1908 a Manuel e Olímpia de Jesus Marto e era o irmão mais velho de Jacinta e o primo direito de Lúcia dos Santos. Tinha nove anos na altura das aparições. Durante as aparições do Anjo e da Sagrada Virgem, ele viu tudo, mas, não ouviu as palavras que foram pronunciadas.
Na Primeira Aparição, Lúcia preguntou se o Francisco iria para o Céu, Nossa Senhora respondeu: “Sim, ele vai para o Céu, mas terá que recitar o Rosário muitas vezes.” Sabendo que seria chamado em pouco tempo ao paraíso, o Francisco mostrou pouco interesse em assistir às classes. Várias vezes, chegando perto da escola, dizia à Lúcia e à Jacinta: “Vão vocês. Eu vou à igreja a fazer companhia ao Jesus escondido” (uma expressão que se refere ao Santíssimo Sacramento). Muitas testemunhas contemporâneas afirmam terem recebido favores depois de terem pedido a Francisco que rezasse por elas.
“A Virgem Maria e Deus mesmo estão infinitamente tristes. Cabe-nos a nós consolá-los!”
Em Outubro de 1918, Francisco adoeceu gravemente. Aos membros de sua família que lhe asseguravam que ele iria curar-se da sua doença, ele respondia firmemente: “É escusado. Nossa Senhora quer é que eu esteja com Ela no Céu!” No transcurso da sua doença, continuou a oferecer sacrifícios constantes para consolar Jesus ofendido por tantos pecados. “Já falta pouco tempo para ir eu para o Céu”, disse à Lúcia um dia. “Lá em cima, vou consolar muito Nosso Senhor e Nossa Senhora; a Jacinta vai rezar muito pelos pecadores, pelo Santo Padre e por ti. Vais ficar aqui porque Nossa Senhora assim deseja. Escuta, faz tudo o que Ela te disser.”
À medida que a sua doença piorou e quebrou o que era uma saúde robusta, Francisco já não tinha as forças para recitar o Rosário. “Mamãe, já não consigo dizer o Rosário“, disse em voz alta um dia, “parece que a minha cabeça está nas nuvens…” Ainda quando a força do seu corpo se perdia, a sua mente permanecia atenta à eternidade. Chamando o seu pai, pediu para receber Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento (ainda não tinha recebido a sua Primeira Comunhão nessa altura). Preparando-se para a confissão, pediu a Lucia e a Jacinta que lhe lembrassem os pecados que ele tinha cometido. Ouvindo algumas travessuras que tinha cometido, o Francisco começou a chorar, dizendo, “Já confessei estes pecados, mas vou confessá-los outra vez. Talvez seja por causa destes que Jesus está tão triste. Peçam vocês também a Jesus que perdoe todos os meus pecados.”
Seguiu-se a sua primeira (e também a última) Santa Comunhão no quarto pequeno em que ele estava morrendo. Já sem forças para rezar, pediu a Lúcia e a Jacinta que recitassem o Rosário em voz alta para que pudesse seguir com o seu coração. Dois dias mais tarde, perto do seu fim, exclamou: “Olhe, mãe, olhe, que luz tão linda, ao pé da porta.” Perto das 10 horas da noite, a 4 de Abril de 1919, depois de pedir que todas as suas ofensas fossem perdoadas, faleceu com calma, sem nenhum sinal de sofrimento, sem agonia, o seu rostro brilhando com uma luz angélica. Descrevendo a morte de seu primo jovem nas suas Memórias, a Irmã Lúcia escreveu: “Ele voou para o Céu nos braços da Nossa Mãe Celeste.”

O Papa vai canonizar Francisco e Jacinta Marto no próximo dia 13 de maio em Fátima. O anuncio foi feito esta manhã em Roma, no Consistório Ordinário Público para o voto sobre algumas Causas de Canonizações.

Este processo iniciado pelo então bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva,  a 30 de abril de 1952, um ano depois da trasladação dos restos mortais de Jacinta para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima,  tem agora o desfecho aguardado 65 anos depois.

Os sinos do Santuário de Fátima tocaram a repique para celebrar a notícia.

O reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, juntou-se pouco depois aos peregrinos e visitantes, na Capelinha das Aparições, para um «momento singelo de oração».

«Alegramo-nos com esta notícia e damos graças a Deus por estes exemplos de santidade que nos são oferecidos», disse.

«Pedimos também neste lugar tão especial, a Capelinha das Aparições, a ajuda de Nossa Senhora para sabermos imitar o exemplo dos futuros santos Francisco e Jacinta Marto», acrescentou ainda o sacerdote, antes de se cantar o hino dos pastorinhos no Recinto de Oração.

A canonização acontece após a aprovação, a 23 de março, de um milagre atribuído a Francisco e Jacinta; é a última etapa do processo, iniciado há 65 anos.

Pouco depois, a Conferência Episcopal Portuguesa manifestou a «imensa alegria» com que acolheu o anúncio que Francisco e Jacinta serão feitos Santos em Fátima.

«O Centenário das Aparições, a Canonização de Francisco e Jacinta Marto e a presença do Santo Padre entre nós são motivos maiores para estarmos todos, peregrinos na esperança e na paz, em sintonia de oração e de acolhimento do dom da santidade», reiterou o Pe. Manuel Barbosa Porta-voz da CEP, que referiu ainda que «nunca é demais insistir na vocação universal à santidade».

Na nota divulgada esta manhã foi ainda expressado o desejo «Que o exemplo de vida de Francisco e Jacinta Marto, agora apresentados a toda a Igreja como modelos e intercessores da santidade, contribua para intensificarmos a vivência da mensagem que Nossa Senhora do Rosário nos ofereceu em Fátima».Pouco depois, a Conferência Episcopal Portuguesa manifestou a «imensa alegria» ao acolher o anúncio que Francisco e Jacinta serão feitos Santos em Fátima.

Fonte : santuario.pt

O santuário de Fátima, onde estão sepultados os restos mortais da irmã Lúcia de Jesus, assinala hoje o 110º aniversário do seu nascimento. 

Nascida em Aljustrel, como os seus primos, em 28 de março de 1907, batizada dois dias depois, Lúcia recebe a Primeira Comunhão em 30 de maio de 1913, por mediação do Pe. Cruz – de acordo com a documentação conhecida –, impressionado com os seus conhecimentos catequéticos.

Nas suas Memórias, Lúcia relata que em 1915 teve pela primeira vez visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, quando estava com outras amigas. É no ano seguinte, 1916, que as três crianças recebem as manifestações do Anjo de Portugal, como se apresentou.

A partir da primeira Aparição de Nossa Senhora, em 13 de maio de 1917, a vida de Lúcia e dos seus primos transformou-se completamente: não só porque acolhem os pedidos da Senhora, recitando diariamente o terço, fazendo sacrifícios, alguns dolorosos, pelos pecadores e comparecendo durante seis meses, ao dia 13, naquele local, mas sobretudo porque passam a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e de inventarem os acontecimentos.

Recolhida no Asilo de Vilar, no Porto, depois da última Aparição (ocorrida em 13 de outubro de 1917), a conselho do bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, Lúcia de Jesus começa uma vida retirada do mundo que a irá levar ao postulantado das Irmãs Doroteias, em Espanha, aos 15 anos de idade, e, mais tarde, à clausura do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde permanecerá desde 17 de maio de 1946 até à sua morte, em 13 de fevereiro de 2005.

Ainda em Vilar escreve, em 5 de janeiro de 1922, o primeiro relato das Aparições e dois anos e meio depois, em 8 de julho de 1924, responde, no Porto, ao interrogatório oficial da Comissão Canónica Diocesana nomeada por D. José Alves Correia da Silva, sobre os acontecimentos de Fátima.

No ano de 1925, ingressou na Congregação de Santa Doroteia, em Espanha, onde se deram as aparições de Tuy e Pontevedra, as aparições da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora e do Menino Jesus.

Em 1948, entra para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, para levar uma vida de oração e penitência. Entre Papas, chefes de estado e de governo, cineastas e gente simples, Lúcia de Jesus respondeu a milhares de cartas e de pedidos de oração, correspondência que foi analisada e estudada no âmbito da fase diocesana do Processo de Canonização que chegou ao fim no passado dia 13 de fevereiro.

O processo de canonização da irmã Lúcia, encontra-se agora na competência direta da Santa Sé e do Papa.

Os restos mortais da irmã Lúcia de Jesus encontram-se sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde do dia 19 de fevereiro de 2006.

 

fonte: fatima.pt

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