Pelo dicionário Babylon, identidade é “qualidade de quem é idêntico”. Isso é real, pois quando nos pedem nossa identidade, comparam a foto que está no documento com nosso rosto e vêem se é idêntico. Se estiver diferente, não é a mesma pessoa e a “identidade” é falsa.

Quando dizemos que somos católicos, significa dizer que estamos assumindo esta identidade de sermos católicos, precisam olhar para nós e ver “Católico”, isto é, por onde andamos precisamos transparecer nossa identidade seja na forma de pensar, de agir, de falar, de vestir… Não podem nos olhar e ver outra coisa, ou outra religião, precisam nos ver católicos. Precisam ir em nossas casas e verem nossa identidade. Por onde andarmos, precisam nos ver como católicos. Lembro dos vários momentos que andando pela rua, ou nas missões por onde ando, pessoas me parando e perguntando isso. Vejo que algo em mim transparece minha IDENTIDADE. Tenho certeza que você já deve ter vivido esta experiência. Nos momentos que transpareço outra coisa, estou falseando aquilo que Deus me chama a ser e negando minha identidade.

O dicionário continua dizendo que identidade é “O aspecto coletivo de um conjunto de características pelas quais algo é definitivamente reconhecível”. Quer dizer que nós, católicos, precisamos ter reconhecidos em nós este ser católico. Precisa haver em nós um conjunto de características que levem os outros a nos olhar e nos ver católicos.

Quando somos batizados, tornamo-nos filhos de Deus e então é colocado em nós um selo que nos identifica como católicos. Quando nos afastamos dessa realidade tomando posturas diferentes de nossa identidade, nosso EU vai se tornando confuso, pois, muitas vezes, nossas atitudes vão se tornando diferentes do que falamos e ocorre um embate dentro de nós mesmos. A resposta a isso é que vamos deixando o mundo nos levar, e não mais Deus ou não somente Deus. Daí vemos muitos casos de católicos apoiando a eutanásia, o uso da camisinha, o uso de contraceptivos e tantas coisas outras posturas que fogem da identidade do católico.

Identidade é a qualidade de quem é idêntico e precisamos nos tornar idênticos àquilo que somos que é CATÓLICO. Ajuda bastante neste assumir o fato de você estar engajado na Igreja. Veja, quanto mais nos aproximamos de uma pessoa que está fumando, mais vamos assumindo o cheiro da fumaça do cigarro, não é verdade? Quanto mais próximos, mais a fumaça vai impregnando nossa roupa, nosso cabelo e nossa pele. Chegam até mesmo a falar que “fumamos por tabela”. Podemos tirar um aprendizado daí, quanto mais nos aproximamos fisica e espiritualmente da Igreja Católica, mais nos tornamos impregnados por Ela. Mais Ela vai agindo em nós de forma a “fumarmos por tabela”, isto é, pensarmos da mesma forma que nossa Mãe Igreja pensa. O problema é que essa analogia vale também para quanto mais nos afastamos da Igreja e nos aproximamos do mundo…

Bem, meus irmãos, assumamos nossa identidade e não deixemos ela em casa nunca. Precisamos andar com nossas identidades, pois, muitos que morreram na rua e estavam sem identidade foram enterrados como indigentes, pois as pessoas que os encontraram não sabiam quem eram e nem conseguiam identificá-las. Nós temos identidade de CATÓLICOS e não podemos ser enterrados como indigentes por não andarmos com nossa identidade ou por andarmos com “identidades falsas”. Nosso nome está escrito na palma da mão de Deus(Isaías 49,16). Possuímos identidade!

Que beleza saber que possuímos identidade e não somos um “Zé Ninguém”, meu irmão!!!

Junior Alves, missionário da Comunidade Canção Nova
Missão Rio de Janeiro

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