O preço da imprudência

Até quando a humanidade será vítima de sua própria imprudência?

A palavra prudência origina do latim prudentia, que significa: previsão, sagacidade. No dicionário de língua portuguesa, prudência é a virtude que faz prever e evitar as inconveniências e perigos, ou seja, cautela, precaução. Não é preciso dizer que a imprudência é o contrário de todas estas definições. No Brasil, nos últimos anos, temos visto milhares de pessoas pagarem com suas vidas o preço do descuido de governos e de órgãos privados que, preocupados com o poder e lucro, deixaram a vida humana em segundo plano.

Imagens da internet, pesquisa realizada no google.com

Imagens da internet, pesquisa no google.com em 11 de novembro 2015

Em 2013 o país parou diante da morte de mais de 240 pessoas no acidente na Boate Kiss em Santa Maria (RS). Porém, esta tragédia poderia ter sido evitada se os órgãos responsáveis pela fiscalização das boates e o poder público tivessem cumprido com precaução seu dever. Irregularidades nos documentos para funcionamento da Kiss foram apontadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul semanas depois do que foi considerado o segundo maior acidente da história do Brasil.

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Agora repercutem na mídia nacional e internacional as notícias da tragédia com as barragens de rejeitos de minérios na região de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). No entanto, a palavra “acidente” pode estar sendo usada para encobrir erros da empresa de mineração e a falta de fiscalização do próprio governo; pois conforme assume o Ministério Público de Minas Gerais, não foi um acidente.

Mas, até quando a humanidade será vítima de sua própria insensatez? Muito se fala em preservação ambiental, desenvolvimento social e sustentabilidade. Contudo, nenhum projeto de sustentabilidade e crescimento da sociedade será eficaz se as pessoas não forem tratadas com prioridade, respeito e dignidade. A Laudado Si, encíclica publicada no primeiro semestre desde ano pelo Papa Francisco, recorda que o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana.

De algum modo, o exercício da prudência, ou seja, o uso da razão para discernir, em todas as circunstâncias, o verdadeiro bem, e a escolher os justos meios para atingir uma meta, deveria ser uma constate busca de quem exerce o poder de decisão sobre outros.

Referências:

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