Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. (Provérbios 31.30)

Na bíblia, temos exemplos de muitas mulheres que ao longo da história, foram tementes a Deus. Por exemplo, em 1 Samuel, 25 que relata Abigail, que foi a esposa de um homem rico e malvado chamado Nabal. Mas Abigail era sensata e humilde, além de ser muito bonita tanto física como espiritualmente. Narra a Sagrada Escritura que Abigail agindo com sabedoria e discernimento, evitou que uma tragédia acontecesse. Uma outra personagem que mostra a sabedoria de uma mulher temente a Deus é a jovem sulamita, que era uma linda jovem camponesa que foi personagem principal do livro bíblico O Cântico de Salomão. A Bíblia não revela o nome dela, dando assim a possibilidade de todas as mulheres se colocarem em seu lugar. Uma das características ou até mesmo virtude que traduz a jovem sulamita é a lealdade, ela  se manteve leal ao jovem pastor que ela amava. (Cântico de Salomão 2,16) Como era muito bonita, ela chamou a atenção do rico rei Salomão, que tentou conquistá-la. (Cântico de Salomão 7,6) É muito comum a beleza atrair a muitos, pois a alma humana deseja contemplar o que é belo.  

O interessante é que muitos a incentivaram escolher o rei Salomão mas,  ela se recusou a fazer isso, pois ela amava o humilde pastor e foi leal a ele. — Cântico de Salomão 3,5; 7,10; 8,6. Atualmente, em um mundo cheio de interesses como é difícil se deparar com mulheres que sejam leais a sua própria dignidade de mulher.  Uma outra personagem é Débora, que foi uma profetisa que o Deus de Israel, Jeová, usou para revelar qual era a vontade dele em assuntos relacionados ao Seu povo. Deus também a usou para resolver problemas que existiam entre os israelitas. — (Juízes 4:4, 5). Ela corajosamente apoiou o povo de Deus. Seguindo a orientação Dele, ela convocou Baraque para liderar o exército israelita numa guerra contra os cananeus. (Juízes 4:6, 7) Quando Baraque pediu que Débora fosse junto com ele para a batalha, ela teve coragem e aceitou prontamente. — (Juízes 4:8, 9). Depois de Deus dar a vitória aos israelitas, Débora compôs pelo menos parte do cântico que ela e Baraque cantaram sobre o que tinha acontecido. Nesse cântico, ela fala do que Jael, outra mulher corajosa, fez para ajudar a derrotar os cananeus. — (Juízes, capítulo 5). 

A partir da vida de Débora, aprendemos a sermos corajosas, pois ela estava disposta a se sacrificar pelos outros. Ela encorajou outros a obedecer a Deus. E, quando eles fizeram isso, ela os elogiou pelo que tinham feito. É isso o que Deus espera de nós mulheres.  Podemos ressaltar também Jael que era a esposa de Héber, um homem que não era israelita. Ela corajosamente ajudou o povo de Deus. Ela agiu com firmeza quando Sísera, chefe do exército cananeu, chegou ao acampamento dela. Sísera tinha perdido a batalha contra Israel e agora estava fugindo em busca de abrigo. Jael o convidou para se esconder e descansar na sua tenda. Daí, enquanto ele dormia, Jael o matou. — (Juízes 4:17-21). O que Jael fez cumpriu uma profecia que Débora havia falado: “Será nas mãos de uma mulher que Jeová entregará Sísera.” (Juízes 4:9) Por causa do que fez, Jael foi elogiada como “a mais abençoada das mulheres”. — (Juízes 5:24). Como Jael teve iniciativa e agiu com coragem. A sua experiência mostra que Deus pode converter/ redirecionar situações para que suas profecias se cumpram. Diante dessas reflexões, podemos afirmar, que a mulher é um dom de Deus para a humanidade e quanto mais assumirmos essa verdade, mais eficazes seremos em nossa vida e integridade de ser mulher. São muitas as tarefas que enfrentamos durante o dia: servir a igreja quanto religiosa, ser missionária, evangelizar, trabalhar, estudar, cuidar da casa, dos filhos,  do marido e assim por diante. Como realizar tudo isso sendo presença de Deus nesses meios, onde quer que estejamos? Para que isso aconteça, é essencial ter uma vida de oração para ouvir os direcionamentos do Senhor e responder essa pergunta. A intimidade com Ele concederá à mulher as virtudes necessárias para ser uma extensão do seu amor em tudo que ela for realizar como foram as mulheres citadas, que se destacaram na Bíblia entre tantas outras. 

A mulher de Deus não toma nenhuma atitude antes de adentrar em intimidade com Deus. A mulher de Deus, sempre pergunta ao Senhor, o que devo fazer? Qual atitude devo tomar? Como agir? Qual resposta devo dar? Como devo me arrumar? Como cuidar do meu corpo como templo de Deus? Como devo educar meus filhos? Como ser uma boa esposa?  Ester, agia  assim instruída por Deus, foi dessa forma, que após ter feito jejum de 3 dias e ter adentrado em intimidade com Deus, que ela foi à presença do rei para interceder pela vida do seu povo.  O rei por sua vez estendeu para ela o seu cetro (cajado ou bastão). Mas o segredo de Ester, é que usou toda a sabedoria que Deus lhe deu: Não abordou diretamente o problema; executou sua estratégia por etapa: convidou o rei para assistir a um banquete e até este ponto nenhuma revelação especial fora feita ao rei por parte de Ester. A mulher de Deus, precisa esperar o tempo certo de agir, ela precisa ter uma escuta afinada a voz do seu Senhor.  

Sucedeu, pois, que, ao terceiro dia, Ester se vestiu de suas vestes reais e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono real, na casa real, defronte da porta do aposento.  E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou e tocou a ponta do cetro.  Então, o rei lhe disse: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.  E disse Ester: Se bem parecer ao rei, venha o rei e Hamã hoje ao banquete que tenho preparado para o rei.  Então, disse o rei: Fazei apressar a Hamã, que cumpra o mandado de Ester. Vindo, pois, o rei e Hamã ao banquete, que Ester tinha preparado,  disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. E qual é o teu requerimento? E se fará, ainda até metade do reino.  Então, respondeu Ester e disse: Minha petição e requerimento é:  se achei graça aos olhos do rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a minha petição e outorgar-me o meu requerimento, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar, e amanhã farei conforme o mandado do rei. (ESTER 5, 1 – 8)

Depois de ter sido recebida pelo rei, Ester encheu-se de coragem, considerando que, se uma da regra tinha sido quebrada, outras tantas também poderiam ser, com a ajuda de Deus. Convidou-o para um banquete e ele o aceitou. Ester estava aguardando o momento certo para apontar o conspirador e pedir a anulação do decreto. Será que Ester deveria contar tudo ao rei na frente de sua corte? Fazer isso poderia humilhá-lo e dar tempo para seu conselheiro Hamã questionar as acusações dela. Assim, o que Ester fez? Séculos antes, o sábio Rei Salomão escreveu sob inspiração.

Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir. Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar.(Ecl. 3:1, 7

Podemos imaginar o pai adotivo de Ester, o fiel Mordecai, ensinando à jovem esses princípios à medida que ela crescia. Com certeza, Ester sabia da importância de escolher com cuidado o “tempo para falar”. Ester disse: “Se parecer bem ao rei, venha o rei com Hamã hoje ao banquete que preparei para ele.” (Ester 5:4) O rei concordou e mandou avisar Hamã. Consegue perceber como Ester escolheu sabiamente as palavras? Ela preservou a dignidade de seu marido e criou uma oportunidade mais adequada para revelar suas preocupações. 

Naturalmente a mulher tem uma tendência de agir por impulso. Quando pensamos em tomada de decisão, precisamos ter em mente qual é o resultado que esperamos obter ao agir de uma ou outra maneira. No entanto, existem momentos em que somos regidas pelas emoções, agindo por impulso e não levando em consideração as consequências dos nossos atos. Agir sem pensar, é deixar a emoção falar mais alto, mais forte e de modo desgovernado. Quem vive realizando ações no famoso “piloto automático” está, muitas vezes, a mercê da repetição de padrão, até mesmo agora, quero te convidar a refletir sobre o ditado popular: toda ação tem uma reação. Esse ditado tem sua origem na terceira lei de Newton, conhecida como lei da ação e reação, afirma que, para toda força de ação que é aplicada a um corpo, surge uma força de reação em um corpo diferente. Essa força de reação tem a mesma intensidade da força de ação e atua na mesma direção, mas com sentido oposto. Na vida da mulher temente a Deus, não pode ser assim, ela precisa ser uma mulher sábia. Os hábitos ou maus hábitos não podem passar a dominar a nossa mente, nos deixando crenças negativas se tornarem realidade inúmeras vezes e ainda falar com orgulho, comigo é assim, toda ação tem uma reação. Quem age dessa maneira não tem liberdade para novos resultados. É como se estivesse preso numa bolha negativa de vivências. Normalmente, nosso agir por impulso se dá na tomada de decisão, mediante a realidade adversa, mas é nossa hora, nos momentos de adversidade que eu e você, precisamos adentrar em intimidade com o nosso Senhor e receber D’Ele a orientação de como devemos agir mediante as dores, tribulações, humilhações, tempestades, adversidades, traições, dificuldades entre tantas realidades que nós mulheres somos desafiadas a vivermos. A mulher de Deus não age por impulso, ela age a partir da instrução e intuição divina. Pois algo interessante é que o coração de uma mulher de Deus, sempre gera vida e que exerce uma grande influência por onde passa, direta ou indiretamente, a mulher tem essa capacidade de gerar vida onde outrora era morte, dor, adversidade, traição… O triste é quando a mulher por falta de uma experiência com Deus não usa essa capacidade de transcendência e acaba por falta de fecundidade de gerar vida, fica querendo controlá-la, controlar seus filhos, seu marido e as coisas que estão em sua volta. A mulher de Deus, ela tem aquele jogo de cintura para fecundar os ambientes e situações de deserto, isso não por sua força, mas pela graça de Deus.

Por meio da fé, a própria Sara recebeu poder para gerar filhos, ainda que estéril e avançada em idade, porque considerou fidedigno Aquele que lhe havia feito a promessa. ( Hb 11, 11)

 

Sara realmente deu à luz um filho prometido. Chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. Pela fé, Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz uma criança, quando se achava fora da idade. Como na vida de Sara, aquilo é estéril em nossa vida pode se tornar fértil. Você acredita nisso?  Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis, basta apenas confiar. Vale a pena ser uma mulher temente a Deus. 

Huanna Cruz – CN