NÃO HOUVE MUDANÇAS NO TEXTO DE APARECIDA

Arquivado em: Teologia da libertação — Prof. Felipe Aquino at 6:02 pm on sexta-feira, agosto 24, 2007

Alguns teólogos e ativistas vinculados ao grupo “Ameríndia”, de linha marxista, e outras organizações no Brasil associadas à teologia da liberação denunciaram falsamente uma suposta “mudança” no texto conclusivo de Aparecida, que não foi a não ser a correção de dois parágrafos previamente introduzidos no documento sem o conhecimento da maioria dos bispos. (acidigital.com – São Paulo, 17.08.2007)A história, que chegou aos meios mediante um artigo publicado no Brasil pelo jornal “O Estado de São Paulo” e outro publicado pelo jornal socialista “El País” da Espanha, atribui ao Cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, então Presidente do CELAM, algumas mudanças em dois textos referidos às controvertidas Comunidades Eclesiásticas de Base (CEBs), que segundo “Ameríndia”, tinham sido “aprovados pelos bispos” e em seguida “modificados” na versão final do documento publicado com a autorização da Santa Sé. Mas a verdade é bem outra disso que vem dizendo a “Ameríndia”.

Em declarações à imprensa, o Cardeal Francisco Javier Errázuriz, Arcebispo de Santiago e Ex-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), explicou que não existe nenhuma mudança contra a vontade dos bispos no documento de Aparecida, como vieram difundindo através da imprensa secular alguns grupos eclesiásticos. (acidigital.com – Santiago do Chile, 18.08.2007)

“O documento que levamos ao Papa, no dia 11 de junho, é o documento de Aparecida, Conferência que terminou em 31 de maio passado. Pode ser que tenha algumas correções, como de um ponto ou uma vírgula, coisas desse tipo podem ser; mas levamos ao Papa esse documento evidentemente”, explicou o Cardeal.

A verdade é que os dois parágrafos elogiosos sobre as CEBs, segundo a ACI, foram redigidos pelo grupo de teólogos da “Ameríndia” fora do seio da V Conferência, apresentados na plenária e rechaçados pelo voto maciço dos bispos.“Os parágrafos, entretanto, apareceram surpreendentemente na quarta e última versão, que os bispos tiveram que votar rapidamente no mesmo dia do encerramento”, disse a ACI.“Vários prelados, entretanto, indicaram ao Comitê de Redação a inclusão sub-reptícia dos parágrafos elogiosos às CEBs em que pese a que estes foram rechaçados pela votação dos bispos”.A advertência da mudança realizada contra a vontade da maioria de bispos reunidos em Aparecida, chegou à Santa Sé, onde se revisou o documento antes de autorizar sua publicação.Por exemplo, o número 179 da quarta redação, introduzido surpreendendo aos bispos, pretendia dar carta branca de ação às CEBs –muitas das quais se converteram em centros de doutrinação ideológica, segundo denúncia de alguns prelados em Aparecida– dizendo: “queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso à vida e missão profética e santificadora das CEBs, no seguimento missionário de Jesus. Elas foram uma das grandes manifestações do espírito na igreja da América Latina e no Caribe depois do Vaticano II”.O texto infiltrado, foi modificado na Santa Sé –direito que o assiste–, eliminando as frases elogiosas sem limites às CEBs e acrescentando uma advertência legítima, em plena sintonia com o sentir da maioria de bispos que participaram de Aparecida: “Em seu esforço de corresponder aos desafios dos tempos atuais, as comunidades eclesiásticas de base cuidarão de não alterar o tesouro precioso da Tradição e do Magistério da Igreja”.Em geral, as modificações da Santa Sé, que não podem ser atribuídas ao Cardeal Errázuriz, moderam e equilibram o tom abertamente elogioso e prioritário que “Ameríndia” pretendia dar às CEBs, e que não correspondiam com a atual realidade das comunidades, mas sim com o projeto ideológico desta organização de teólogos e militantes.A Santa Sé, por exemplo, limitou-se a citar o documento de Puebla quando incluiu o seguinte texto ao número 179 do documento, para irritação dos líderes das CEBs e do grupo “Ameríndia”: “Puebla constatou que as pequenas comunidades, sobretudo as comunidades eclesiásticas de base, permitiram ao povo acessar um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao surgimento de novos serviços laicos e à educação da fé dos adultos, entretanto também constatou ‘que não faltaram membros de comunidade ou comunidades inteiras que, atraídas por instituições puramente laicas ou radicalizadas ideologicamente, foram perdendo o sentido eclesiástico’” .”Não é de sentir saudades que o Cardeal Errázuriz, em uma carta enviada a seus sucessores no CELAM e citada pelo “O Estado de São Paulo”, assinale que “daríamos uma grande alegria ao demônio se nos ocupássemos tanto das mudanças que ocorreram no texto final, de forma que o mal-estar consiga eclipsar a maravilhosa experiência de Aparecida e suas grandes orientações pastorais”.O documento final de Aparecida, que “Ameríndia” e os líderes da teologia da liberação querem modificar novamente de acordo aos parágrafos que elaboraram na Casa São Canisio, que serviu de quartel geral durante a V Conferência, foi publicado com a aprovação do Papa, distribuído pelo CELAM e publicado por diversas casas editoriais para estar ao alcance do povo fiel da América Latina.Fica claro que esses teólogos ligados à teologia da libertação e  CEBs, mais uma vez tentaram agitar o seio da Igreja com suas propostas que não se coadunam com o Magistério da Igreja. Leia o testemunho de um dos bispos brasileiros participantes na V Conferência Geral sobre as CEBs aqui: http://www.aciprensa.com/noticia.php?n=17058  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

A derrocada da Anistia Internacional

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 5:30 pm on sexta-feira, agosto 24, 2007

Tendo em vista a triste decisão da “Anistia Internacional” (AI) de apoiar a legalização do aborto no mundo, o Reitor do “St. Aloysius College”, da Austrália, Pe. Chris Middleton, SJ, que mantinha vínculos formais com o AI, anunciou a criação de uma organização alternativa de direitos humanos que não seja favorável ao aborto. (acidigital.com – Sydney, 22.08.2007)

O Pe. Chris Middleton, teve esta  iniciativa por não concordar com o apoio da AI ao aborto. Em  1961, o católico fundador da Anistia Internacional, Peter Benenson, “tomou sua decisão sob a influência de sua experiência religiosa”, ele disse.

A decisão do Pe. Chris de se afastar da AI, bem como do Vaticano de não mais contribuir financeiramente com esta Instituição, é extramente lógica e necessária uma vez que a Igreja abomina qualquer forma de aborto; e, uma Instituição criado por um católico para defender a vida, não pode apoiar e fomentar o aborto. E nenhum católico pode fazê-lo.

Por isso, o Reitor anunciou que o St. Aloysius College estabelecerá uma nova organização, a “Benenson Society”, em honra ao fundador de Anistia Internacional, “que manterá o envolvimento de nosso centro de estudos na promoção dos direitos humanos mediante a tomada de consciência das violações destes direitos mediante o lobby ante governos a favor dos prisioneiros de consciência, o fim da tortura, a pena de morte e o direito às liberdades fundamentais”.

O Pe. Middleton confirmou que desta maneira, o College rompe seus vínculos com o AI explicando que a nova política da organização “explicitamente exclui os membros mais vulneráveis de nossa sociedade, o humano nascituro”.

Ele disse que é “surpreendente quantas das figuras chave na era inicial do AI tinham profundas convicções religiosas: quaisquer, judeus, protestantes e católicos, longe de ser um projeto secular, poder-se-ia afirmar que AI tem suas origens no compromisso religioso com a justiça”. “Parece que nossa sociedade está desenvolvendo uma amnésia coletiva crescente em relação à influência que pessoas de fé tiveram na configuração de muito de nosso mundo moderno”. “A grande campanha que era Anistia se reduziu e corre o risco de converter-se em uma voz secular de esquerda ainda mais”.

Na mesma linha de pensamento do Pe. Middleton, em Londres,  o bispo católico inglês D. Michael Evans, disse que “a organização Anistia Internacional disse definitivamente adeus aos católicos”, ao comentar a decisão da organização de converter-se em promotora do aborto a nível mundial, na semana passada em sua reunião na Cidade do México. (ACI – Londres, 20.08.2007). Nesta reunião a AI emitiu um comunicado onde reafirma a decisão de deixar a posição neutra em relação ao aborto e converter-se em promotora do “direito” ao aborto das mulheres nos países onde ainda o assassinato de nascituros é ilegal.

Dom Evans, Bispo de East Anglia na Inglaterra, e até agora um dos mais importantes líderes católicos membros de Anistia Internacional, disse em uma nota de imprensa que a decisão pró-abortista marca a ruptura definitiva com o espírito de seu fundador, Peter Benenson, que criou a organização com o apoio do Vaticano e com uma postura inicial pró-vida.

“Esta lamentável decisão quase com segurança dividirá os membros da AI e em conseqüência escavará seu vital trabalho em favor dos torturados e os prisioneiros de consciência,” disse o bispo. “Entre todos os direitos humanos, o direito à vida é fundamental. O compromisso para trabalhar para ‘proteger o ser humano’ só se verá posto profundamente em risco por qualquer tipo de apoio ao aborto”.

No comunicado, o Prelado anuncia sua renúncia como membro há 31 anos à AI e alenta aos católicos de seu país a expressarem à organização a mesma mensagem de rechaço a sua nova política. 

Dom Evans, concluiu dizendo que sua renúncia à organização convertida em abortista não implica que deixará de lutar pessoalmente contra a tortura e a favor da liberdade dos prisioneiros de consciência no mundo.

Lamentavelmente o mundo perde muito com esta triste decisão da Anistia Internacional; e a Igreja Católica não pode ficar passiva diante de uma decisão tão grave. Não se pode “fazer o bem por meios maus”, ensina a Moral católica. Se o primeiro direito do ser humano – a vida – não for respeitado, do ventre materno ao leito do hospital, todos os outros direitos estarão prejudicados. Todos os católicos precisam ser solidários a esta repulsa à AI. Jesus disse que quem não está com Ele, está contra Ele; ser omisso diante do crime do aborto é não estar com Jesus.

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

 

Pode a alma sair do corpo e voltar a ele?

Arquivado em: Espiritismo — Prof. Felipe Aquino at 4:54 pm on sexta-feira, agosto 24, 2007

Algumas pessoas narram certas experiências que teriam vivido, segundo as quais a sua alma teria deixado o corpo e viajado pelo espaço, de tal modo que a pessoa viu o seu corpo estando fora dele. Isto é real, pode acontecer? 

Bem, a Igreja Católica diz que somos formados de duas realidades unidas: corpo e alma; cuja separação significa a morte da pessoa. O Catecismo da Igreja explica que: “A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a “forma do corpo” (Concílio de Viena, 1312: DS 902); ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza” (§365). 

Portanto, se a alma deixar o corpo, a pessoa experimenta a morte. Se esta voltar ao corpo, será então um caso de milagre de ressurreição, como Jesus fez com Lázaro, a menina Talita,  o filho da viúva de Naim e outros casos.  

Assim, não tem base teológica a afirmação de que algumas pessoas viveram a experiência de “sair do corpo”, e continuaram vivas. Isto pode ser devido a alguma sugestão ou algo que a ciência deva explicar.  

No dia 24 de agosto de 2007, o jornal  “Folha de São Paulo”, publicou uma matéria sobre neurociência, sob o título “Realidade virtual faz pessoa se sentir “fora do corpo””  (Eduardo Geraque) sobre uma matéria publicada na Revista “Science”, onde se diz o seguinte: 

“Você é você ou o seu avatar (representação virtual)? Ao depender dos experimentos apresentados hoje na revista “Science”, essa pergunta é cada vez mais pertinente. Dois grupos de pesquisa conseguiram iludir o cérebro a partir de estímulos visuais e fazer com que a pessoa real pensasse que era a virtual. O grupo liderado por Olaf Blanke, do Hospital Universitário de Genebra, conseguiu quebrar a ligação que existe entre a autoconsciência e o corpo físico a partir de um experimento até simples. Os voluntários, com óculos 3D, foram colocados diante de uma câmera. A imagem projetada para o ser real era das suas próprias costas. Uma caneta passou a ser pressionada, ao mesmo tempo, tanto na pessoa quanto na sua representação virtual. Os voluntários eram deslocados e então solicitados a voltar ao lugar onde estavam antes. E eles foram na direção do clone virtual”. 

O estudo, diz o autor, prova que o conflito multissensorial fez os voluntários se sentirem no corpo virtual. Pelo menos mentalmente, eles se deslocaram “para fora do corpo”. 

“Isso mostra que o nosso sistema nervoso entende algumas coisas como real, mas que não aconteceram realmente”, disse à Folha o neurocientista Luiz Eugênio de Mello, da Unifesp. 

“A outra pesquisa, do grupo de Henrik Ehrsson, do Instituto Karolinska, na Suécia, também fez a realidade virtual enganar o cérebro. O toque físico fez com que pessoas sentissem que estavam sentadas em um local diferente de uma sala”.  

Portanto, a ciência começa a revelar que os ensinamentos da Igreja têm base científica, embora sejam apresentados apenas como princípios religiosos. Ninguém pode viver a realidade de sua alma deixar o seu corpo sem experimentar a morte. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br