O GLORIOSO SÃO JOSÉ

Filed under: Santos, Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 2:17 pm on Sunday, December 23, 2007

Deus humanado quis ter um pai na terra, quis ter uma família; quis começar a Redenção do mundo pela família; por isso escolheu e adotou um pai. Foi uma adoção à avessas: não foi um pai que adotou um filho, mas o contrário.  

E escolheu o Santo Jose´. O homem justo; o único preparado para ser Esposo da Mãe de Deus. 

Santo Afonso de Ligório (1696-1787), doutor da Igreja,  garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José. 

São Francisco de Sales (1567-1655),doutor da Igreja; diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”. 

São Jerônimo (348-420), doutor da Igreja:  “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”. 

São Bernardo (1090-1153),doutor da Igreja,  diz de São José: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”. 

São Basílio Magno (330-369), doutor da Igreja, diz: “Ainda que José tratasse sua mulher com todo afeto e amor e com todo o cuidado próprio dos cônjuges, entretanto se abstiveram dos atos conjugais” (Tratado da Virgem Santíssima, BAC, Madri, 1952, p. 36).  Santa Teresa de Ávila (1515-1582), doutora da Igreja :“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. 

Quando José quis abandonar Maria no silêncio, para não difamá-la, o Anjo lhe diz: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.” 

Ele era de fato filho legal de José: “Este não é o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não estão entre nós?” Observe que apenas o “carpinteiro” é chamado de “o filho de Maria” e não “um dos filhos de Maria”.  

Para avaliarmos a grandeza de São José consideremos que Deus, ao escolher alguém para uma missão, dá-lhe graças proporcionais para realizá-la. Além do quê, quanto mais alguém se aproxima da fonte da graça, tanto mais dela participa. Ora, São José esteve intimamente ligado à própria fonte, Jesus Cristo, e à Medianeira de todas as graças, Maria Santíssima.  

A missão e predestinação de São José e da Virgem Maria, requeriam uma santidade total; logo, por esta missão totalmente divina de S. José, Deus lhe concedeu todas as graças. 

A teologia sobre São José se baseia em dois pontos fundamentas: primeiro, sua união com Maria pelo matrimônio; segundo, seu ministério paternal junto de Jesus Cristo. Ora, toda a mariologia se apóia em um princípio fundamental: Maria é a mãe de Deus. Esta é a razão de todas as graças e privilégios de Maria Santíssima.  

São Paulo diz que: “A cada um de nós foi dada a graça na medida do dom de Cristo” (Ef 4, 7). Só Jesus teve a plenitude absoluta da graça, quanto à sua essência e seus efeitos, pela união estreitíssima de sua alma com a divindade. A plenitude relativa de graça, a que chegam os santos, equivale ao que os teólogos chamam de “confirmação em graça”. Quer dizer, certa impecabilidade, que se dá mediante um grande aumento da caridade. A esta se soma uma proteção especial de Deus, que afasta as ocasiões de pecado e fortalece a alma quando necessário, de modo a preservá-la do pecado mortal e até de pecado venial deliberado. 

São José, pela sua íntima relação com o mesmo Deus e com Sua Mãe foi confirmado em graça, pelo menos a partir do momento de suas bodas com a Virgem Santíssima. 

São José exerceu o ofício de pai dentro da Sagrada Família. A ele coube a honra de dar o Nome ao seu Filho legal no dia da circuncisão, como lhe foi dito pelo anjo. A ele coube também zelar pela segurança de Jesus-Menino e de sua Mãe. E, em todo momento, Jesus obedeceu a São José como a verdadeiro pai (Lc 2, 51).São José fez na Terra o lugar  do Pai do Céu diante do Menino Jesus. Não pode haver honrar maior para um homem na Terra. 

Na Encíclica “Quamquam pluries”, Leão XIII expõs de maneira profunda a doutrina sobre São José, desde os fundamentos de sua excelsa dignidade e glória até a razão própria e singular de ser proclamado Patrono de toda a Igreja, em 1870 pelo Papa Pio IX, bem como modelo e advogado de todas as famílias e lares cristãos.  

O Papa Bento XV, ao cumprir-se meio século da proclamação de São José como Patrono da Igreja universal, em seu motu proprio “Bonum sane”, recordando a necessidade e eficácia da devoção ao santo Patriarca, propõe suas virtudes de modo especial às famílias pobres e aos trabalhadores humildes, tão descristianizados em nossa época neo-pagã. 

Diante do presépio, adorando ao Menino Jesus, Salvador da humanidade, venerando Maria, a Mãe santíssima do Senhor, não nos esqueçamos do grande e glorioso São José, que tudo pode diante do Seu Filho que Reina.  

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O MAIOR ACONTECIMENTO DA HISTÓRIA

Filed under: Natal e Advento — Prof. Felipe Aquino at 2:01 pm on Sunday, December 23, 2007

Jesus Cristo é o Senhor da História. A data do seu Nascimento marca o ponto Zero. Ele é o centro de Referência; nenhum líder no mundo teve tantos discípulos como Ele; hoje são cerca de dois bilhões de pessoas. Por isso, o seu Natal é o Acontecimento singular a História. Ele veio para salvar o mundo. 

Depois da queda de Adão e Eva no pecado, afastando toda a humanidade de Deus, eles foram afastados do Paraíso, mas Deus prometeu um Salvador; Ele viria por uma Virgem, uma vez que foi por uma virgem que o pecado entrou no mundo.  Pelo mesmo caminho que veio a des-graça, viria a Graça. 

O Proto (primeiro) Evangelho diz:“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” (Gn 3, 15) 

E quando chegou a “plenitude dos tempos” (Gl 4, 4) Deus enviou o seu Anjo à Virgem para anunciar:” “Ave, cheia de Graça! O Senhor é contigo… O Espírito Santo descerá sobre Ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o Santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus”. 

“Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Serás Mãe e terás um filho ao qual darás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará sobre à casa de Jacó eternamente; e o seu reino não terá fim” (Mt 1, 20-21). 

Cumpria-se a antiga Promessa: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. ” (Is 11, 1-2) 

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Is 7, 14) 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (Jo 1, 1-16) 

Jesus veio para implantar na Terra o Reino de Deus; ele será como mostra o profeta Isaias:  

“O povo que andava nas trevas viu um grande luz, sobre aqueles que habitavam na região da morte resplandeceu uma luz… porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre os seus ombros, e Ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. O seu Império será grande, e a paz sem fim.” (Is 91-6) 

“Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar. Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada.” (Is11,1-10 ) 

Mas Jesus é “sinal de contradição”  como  disse o velho Simeão a Maria e a José no dia de sua apresentação no Templo. Diante Dele ninguém fica indeferente; ou é contra ou é a favor.  

Diz São João evangelista que: “Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam…Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.”  

Ele veio para  o que era seu mas os seus não o receberam; as trevas fogem da luz para que as suas más obras não apareçam; é calada da noite que agem os bandidos, salteadores, corruptos… 

Mas Ele é  “a Luz que ilumina todo homem e mulher que vem a este mundo”. “Quem não conhece Jesus Cristo, permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”, disse o Papa João Paulo II na encíclica “Jesus Cristo Redentor do homem”, de 1979. Sem Jesus Cristo o homem é neste mundo como um bêbado no escuro; perdido: não sabe de onde veio; não sabe para onde vai; não sabe o sentido da dor, da morte, da vida, nada…  

Muitos filósofos que desprezaram Jesus Cristo tiveram uma vida vazia e frustrada e levaram muitos jovens ao desespero e ao suicídio: Sartre, Shopenhauer, Nietzsche, Marcuse, Balsac, Freud, Marx, Engels,  etc. 

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu Nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.” 

A mais precisa definição sobre o homem é esta: “um filho amado de Deus”, mas somente quem abraçou Jesus Cristo experimenta quão doce é ser filho de Deus. “Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono, dizia uma frase no pára-choque de um caminhão.” 

Amigo, amiga, esta é a grande alegria de ser cristão; é a grande alegria de celebrar o Natal do Senhor que veio para se fazer nosso Irmão, e assim, nos tornar filhos de Deus nele. Celebre isto com muita alegria.  

Um Feliz e Santo Natal.  

Professor Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Como Jesus salvou a humanidade

Filed under: Natal e Advento — Prof. Felipe Aquino at 1:55 pm on Sunday, December 23, 2007

Nos seus “Sermões sobre o Natal e a Epifania”,  São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja (440-461): 

         “Gloriava-se o demônio porque o homem, enganado por seu ardil, estava privado dos dons divi­nos e, despojado da imortalidade, encontrava-se sujeito a uma dura sentença de morte; assim, tendo um companheiro de pre­varicação, encontrava algum alívio em seus males (…).” 

“Cristo nasceu de uma virgem para “ocultar ao demônio que a salvação nascera para os homens, a fim de que, ignorando a geração espiritual, não julgasse que havia nascido de modo diferente aquele que via semelhante aos outros. Notando que Sua natureza era igual a de todos, supunha que Sua origem fosse a mesma; e não percebeu que estava livre dos laços do pecado aquele que não encontrou isen­to da fraqueza dos mortais.” 

“Deus não recorreu a Seu poder; mas a Sua justiça. Pois o antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com po­der não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os pas­sar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. Era portanto justo que só per­desse seu domínio original sobre a humanidade sendo venci­do no próprio terreno onde vencera”. 

 ”Conhecendo o veneno com que corrompera a natureza humana, jamais (o demônio) jul­gou isento do pecado original aquele que, por tantos indícios, supunha ser um mortal. Obstinou-se pois o salteador impru­dente e cobrador insaciável em se insurgir contra aquele que nada lhe devia; mas, ao perseguir n’Ele a falta original comum a todos os outros homens, ultrapassa os direitos em que se apoi­ava, exigindo daquele em quem não encontrou vestígio de culpa a pena devida ao pecado.”  

“Fica portanto anulada a sentença (cf. Cl 2,14) do pacto mortal que ele havia maldosamente ins­pirado e, por ter exigido contra a justiça além do que era devi­do, todo o débito é cancelado. Aquele que era forte é amarra­do com seus próprios laços. (…) O príncipe deste mundo é acorrentado, são-lhe tirados seus instrumentos de captura (…) a morte é destruída por outra morte, o nascimento renovado por outro nascimento, porque ao mesmo tempo a redenção põe fim a nosso cativeiro, a regeneração transforma nossa ori­gem e a fé justifica o pecador.” 

Ele  veio para tirar o homem das trevas e o mundo da desgraça; Ele veio para nos devolver a vida que nunca acaba; Ele veio para dar sentido a todas as coisas.  

Celebrar o seu Natal é se alegrar com sua chegada e o receber com um coração puro e disposto a fazer a sua vontade.  

Tenha um Feliz e Santo Natal. 

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Importante Documento da Congregação da Fé do Vaticano

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 8:49 pm on Wednesday, December 19, 2007

A “Sagrada Congregação da Fé”, do Vaticano, publicou (03 dez 07), na festa do Padroeiro universal das missões, São Francisco Xavier,  um importante documento chamado “Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da Evangelização”, onde esclarece pontos importantes sobre o “conceito da missão evangelizadora cristã”, diante da “confusão crescente” gerada pelo ambiente agnóstico e relativista de nosso tempo.

O documento responde de maneira clara a enganos divulgados inclusive dentro da Igreja que defendem que a evangelização seja  um atentado contra a liberdade do outro e que sustentam que é desnecessária a promoção da conversão a Cristo. A Congregação da Fé rejeita  a tese de que evangelizar é uma intromissão e empobrecimento nas culturas locais e que o aumento de membros na Igreja significa o crescimento de um grupo de poder. É o reflexo do relativismo que toma conta do mundo e que penetra também a Igreja.

A importância da Nota Doutrinal pode ser notada pelo fato dela ter sido apresentada no Escritório de Imprensa da Santa Sé pelos cardeais William Joseph Llevada, Francis Arinze e Ivan Dias, respectivamente prefeitos das Congregações para a Doutrina da Fé; para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e para a Evangelização dos Povos; e o Arcebispo Angelo Amato, Secretário da CDF. Três Congregações do Vaticano participaram de sua elaboração, o que mostra a preocupação da Santa Sé com o problema apontado na evangelização.

Segundo o resumo da Nota, “hoje existe uma ‘confusão crescente’ sobre o mandato missionário da Igreja. Alguns opinam que ‘qualquer tento de convencer a outras pessoas em questões religiosas seja um limite à liberdade’, sugerindo que baste ‘convidar às pessoas a atuar segundo sua consciência’ e ‘ajudar aos seres humanos a ser mais humanos ou mais fiéis à própria religião, para construir comunidades capazes de obrar pela justiça, a liberdade, a paz, a solidariedade’, sem apontar à conversão a Cristo e à fé católica”.

Apontando outro engano atual, o Vaticano constata que “outros sustentam que não se deve promover a conversão a Cristo porque é possível salvar-se ‘sem um conhecimento explícito de Cristo e sem uma incorporação formal à Igreja’”.Na verdade, essa mentalidade evangélica errônea se constitui numa verdadeira traição a Jesus Cristo que mando a Igreja evangelizar “todas as Nações”.

Ao abordar as implicações antropológicas, o Documento observa que “algumas formas de agnosticismo e relativismo negam a capacidade humana de conhecer a verdade, enquanto a liberdade humana não pode desvincular-se de sua referência à verdade”.Esclarece que “o ensino e o diálogo com que se pede a uma pessoa, em plena liberdade, que conheça e ame a Cristo, não é uma intromissão indevida na liberdade humana, mas sim uma “oferta legítima e um serviço que pode fazer mais fecundas as relações entre os seres humanos”.

Com a evangelização, as culturas se enriquecem positivamente com as verdades do Evangelho. Do mesmo modo, com a evangelização, os membros da Igreja Católica se abrem a receber os dons de outras tradições e culturas”.O Documento deixa claro que: “Qualquer tentativa de diálogo que comporte a coação ou uma instigação imprópria, desrespeitosa da dignidade e a liberdade religiosa dos dois atores do diálogo, não pode subsistir na evangelização cristã”.Referindo-se às implicações eclesiológicas, afirma que para a evangelização cristã “a incorporação de novos membros à Igreja não é a extensão de um grupo de poder, mas sim a entrada na amizade com Cristo, que une o céu e a terra, continentes e épocas diferentes”.

O documento “reafirma o importante papel do ecumenismo na missão evangelizadora da Igreja. As divisões dos cristãos podem comprometer seriamente a credibilidade da missão evangelizadora da Igreja”.”Quando a evangelização católica se leva a cabo em um país onde vivem cristãos não católicos os católicos devem cumprir a própria missão emprestando a máxima atenção ao verdadeiro respeito por suas tradições e riquezas espirituais” e “com um sincero espírito de cooperação. A evangelização pode progredir com o diálogo e não com o proselitismo.”Este importantíssimo documento corta na raiz o erro ora propagado de deixar que os não católicos se salvem na própria fé que professam, independente da Igreja católica. Ora, Jesus deixou a salvação ao mundo através da Igreja e de seus Sacramentos.

Deixar de levar esta salvação a todos os povos é traição grave a Jesus Cristo e aos homens. Os que pensam diferente certamente não estão convictos da fé católica e da necessidade da Igreja. Lembro aqui o que diz o nosso Catecismo:

§816 - “A única Igreja de Cristo,… é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste (“subsistit in”) na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele” (LG 8). “Pois somente através da Igreja católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação. Cremos que o Senhor confiou todos os bens do Novo Testamento ao único Colégio Apostólico à cuja cabeça está Pedro, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de alguma forma, já pertencem ao Povo de Deus” (UR 3). 

§846 – “Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar” (LG 14). 

Esses parágrafos deixam claro que a Igreja não é um “apêndice” na história da salvação, mas a sua realização.  

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D. CÁPPIO NÃO ATENDE PEDIDO DO PAPA

Filed under: Papa Bento XVI — Prof. Felipe Aquino at 4:14 pm on Monday, December 17, 2007

 D. Cappio, que faz greve de fome há 20 dias pela não transposição do Rio São Francisco, recebeu carta do Vaticano pedindo o fim da greve de fome. O bispo de Barra (BA) - que está fora de sua diocese - em Sobradinho, infelizmente negou-se a atender o pedido feito pelo representante do Vaticano para que encerrasse a greve. 

D. Cáppio recebeu na semana passada uma carta assinada pelo cardeal Giovanni Battista Ré, prefeito da Sagrada Congregação para os Bispos. Nela, o representante do Vaticano demonstra preocupação em relação à sua vida e pede que ele se resguarde. O cardeal alega que D. Cappio já contribuiu para sensibilizar a opinião pública e pede que ele retorne à sua sede diocesana da Barra, interrompendo “esse gesto extremo”.
A assessoria de imprensa da “Comissão Pastoral da Terra”, que acompanha D. Cappio, informou que ele tomou a Carta como um pedido e não se sente desobedecendo a vontade do Papa Bento XVI. Segundo teria afirmado D. Cappio, ele deve obediência ao Papa e a carta representa apenas um pedido, que pode ser acatado ou não.  

Santo Agostinho dizia: “Roma locuta, causa finita” (Roma falou, encerrou a questão). Quando o Santo diz ‘Roma”, ele diz “o Papa”. Assim, Santo Agostinho (354-430), doutor da Igreja, e um dos maiores gigantes que a Igreja já teve até hoje, se curvava docilmente à palavra do Papa. Belo exemplo.  

Bem diferente deste de D. Cáppio, infelizmente. É verdade que o Santo Padre não lhe impôs colocar fim à sua greve de fome; seria drástico e indelicado o Papa agir assim. Mas o povo diz que “um pedido de quem se ama é mais que uma ordem”. Ora, D. Cappio é bispo por escolha do Papa e, portanto, deveria oferecer-lhe este gesto de amizade, respeito, consideração, afeto… 

Será que as razões de D. Cappio são maiores que a da Santa Sé? É contra a doutrina católica fazer greve de fome e colocar a vida e a saúde em risco, por isso o seu exemplo não é bom para os fiéis, e é neste sentido que o Vaticano pediu a D. Cáppio já da primeira vez que ele fez greve de fome, que a suspendesse.

Além do mais já houve um decisão judicial na semana passada impedindo a continuidade das obras de transposição do Rio São Francisco. Creio que isto já seria suficiente para o Bispo encerrar a greve de fome.Se ele a continuar, vai continuar dividindo a Igreja, como está fazendo, uma vez que não há um consenso sobre a questão. Isto não é bom para ninguém; a força da Igreja está na sua unidade e principalmente na fidelidade ao Papa.  

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