AS AMEAÇAS CONTRA A FAMÍLIA

Filed under: Familia — Prof. Felipe Aquino at 8:34 pm on Tuesday, May 13, 2008

No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: “a proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados “a casarem-se no Senhor” (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio” (FC,7).
Na Carta ás Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II disse:
“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Às vezes até parece que se procure, de todas as formas possíveis, apresentar como “regulares” e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são “irregulares”…  Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão”(CF, 5).
Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o Papa diz:
“…uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13).
Mostrando os riscos que o “amor livre” e o “sexo seguro” representa hoje para a família, o Papa adverte:
“O chamado “sexo seguro”, propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso.
“Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado “amor livre”, tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento “verdadeiro”, quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do “amor livre”! … Mas não se tomam em consideração todas as conseqüências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).
Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, reagiu de maneira forte e  imediata:
“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral…Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz, “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais  pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.
Não consigo aceitar a desculpa de um pai que afirma que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar a  um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.
Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família:
“Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos … o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais freqüente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).
A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família,  que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado de 1 a 3 de outubro, denunciou:
” A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos” (1.1).
“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para “desconstruir” a família, de forma que o sentido de “casamento”, “família” e “maternidade” é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos “direitos sexuais” espúrios e “direitos de reprodução”. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente”(1.2).
“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação… Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).
“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades…”(1.5).
“A família é o “santuário da vida”. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente através da paternidade responsável”(3.3).
Estas alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos, e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!

Prof. Felipe Aquino

Livro: Jovem, levanta-te

Filed under: Livros do Prof. Felipe — Prof. Felipe Aquino at 8:24 pm on Tuesday, May 13, 2008

Jovem, Levanta-te

Este é um livro para você jovem!

Trata com clareza e coragem os problemas que hoje afetam e fazem sofrer a juventude: drogas, violência, sexo, namoro, prostituição, bebida, desentendimento com os pais, trabalho, falsas religiões, estudo, etc.

É uma orientação segura para que o jovem viva “de pé”, e não, se “arrastando” pela vida e desperdiçando a sua riqueza incomensurável.

Com a sua experiência de pai de cinco filhos, adquirida também em mais de trinta anos de trabalho com os jovens, como professor universitário e como pregador, o prof. Felipe Aquino fala aos jovens com uma linguagem clara e direta, sem rodeios e subterfúgios.

É um livro recomendado aos jovens, mas também aos pais, professores e a todos aqueles que convivem e trabalham com os jovens.

Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 85-86283-25-8
Ano: 2006
Edição: 11
Número de páginas: 176
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14×21 cm

A Criança abortada morre de maneira dolorosa

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 12:49 pm on Tuesday, May 13, 2008

Como o feto já pode sentir dor após algumas semanas de gestação, ao ser abortada ela morre de maneira dolorosa. O filme “silent scream” (o grito silencioso) feito nos EUA pelo Dr. Bernard Nathanson, mostra uma criança sendo abortada, fugindo do instrumento de morte que a iria dilacerar. O Dr. Bernard Nathanson, que chefiou a maior clinica abortiva do mundo, tendo praticado pessoalmente cerca de 75.000 abortos nos EUA, mas que depois se converteu ao catolicismo, em seu livro “The Hand of God” (A mão de Deus), descreve as técnicas para abortar.
Um dos métodos é o da aspiração do feto; ele conta que, por ultra-som, viu que no momento em que o aspirador foi introduzido no útero materno, o feto procurou desviar-se  e seus batimentos cardíacos quase dobraram, quando o aparelho o encontrou. Assim que seus membros foram arrancados, sua boca abriu-se, o que deu origem ao título de um outro estudo e filme que Dr. Bernard realizou: “The silent scream” (O grito silencioso).
Há várias formas de aborto: sucção: o bebê é arrancado do útero por uma sucção 29 vezes mais forte do que o vácuo de um aspirador de pó; a criança é destruída como se fosse uma fruta no  liquidificador. Este é o tipo do aborto mais comum.  Um tubo de plástico, com uma lâmina afiada na ponta é introduzido no útero. O corpo do bebê é dilacerado e aspirado. A placenta também é aspirada.
Outra forma de abortamento é com o catéter macio. O útero é esvaziado por sucção. Se for realizado bem no início da gestação chama-se extração menstrual. Outra forma é por envenenamento:  insere-se uma agulha dentro do abdômen da mãe até a bolsa d’água do bebê, e injeta-se uma solução do veneno. O bebê, que já respira e engole líquido desde a 11ª semana, fica envenenado. Esses bebês levam mais de uma hora para morrer e, algumas vezes, ainda nascem vivos.  O veneno destrói o mecanismo coagulante do sangue. O efeito corrosivo do veneno queima e esfola toda a pele dele, deixando à mostra a carne vida.
Também a cesariana é usada como método abortivo. Numa cesariana comum, o cirurgião corta o cordão umbilical, entrega o bebê à enfermeira que o leva ao berçário e faz tudo para conservá-lo vivo. No caso de aborto, ele, no entanto, está destinado a morrer; é arrancado do útero,  jogado em um balde e abandonado à morte com até seis meses de gestação, em alguns países. No final do dia, em um hospital-escola, onde se pratica o aborto, esses bebês são levados ao patologista para exame e depois são jogados na lata de lixo. Alguns, como foi mostrado no livro “Bebês para queimar”, como você verá adiante, são vendidos para as fábricas de cosméticos e sabão.
Outro método é o da injeção de solução salina; injeta-se este veneno no feto quase sempre com mais de 18 semanas, e este leva mais de uma hora para morrer, e é abortado depois de 24 horas.
Nenhum método elimina a dor do feto; por isso já se fala em anestesiá-lo antes de provocar o aborto.