Grupos da teologia da libertação apóiam aborto no Chile

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:36 pm on Thursday, October 30, 2008

A fonte www.acidigital.com noticia (29/10/2008) que os grupos “Opção pelos Pobres” e “Movimento Somos Igreja”, que por muito tempo se proclamaram católicos e exigiram reformas à Igreja, uniram-se a uma longa  lista de entidades que defendem o aborto e feministas para apoiar a descriminalização do aborto no Chile. Ambos os grupos, identificados com a teologia da libertação, assinaram uma “declaração pública em que dezenas de grupos anti-vida, reclamam o aborto sem restrições como parte da livre opção sobre a maternidade de acordo aos próprios projetos e condições de vida”. É pelos frutos que se conhece a árvore…

Já é conhecido há muito tempo que muitos militantes na teologia da libertação aceitam e defendem a prática criminosa e pecaminosa do aborto. O próprio Frei Betto, tão decantado por muitos infelizmente, aceita isto. O mesmo site www.acidigital.com, em 24/05/2007, publicou a seguinte notícia: “Frei Betto  propõe legalizar o aborto na América Latina”. Diz a noticia: 

SÃO PAULO, 24 Mai. 07 / 12:00 am (ACI).- Um dos representantes mais conhecidos da teologia da libertação, o frade dominicano brasileiro Alberto Libanio Christo, “Frei Betto”, tem proposto legalizar o aborto na região e considera que a defesa da vida só teria sentido em um mundo ideal. 

“Frei Betto, vinculado ao grupo de pressão de teólogos da libertação “Ameríndia”, sustenta contra os ensinamentos da Igreja que a oposição católica ao aborto “permanece aberta” pois “ao longo da história a Igreja nunca chegou a uma postura unânime e definitiva; o que não é verdade. Oscilou entre condená-lo radicalmente ou admiti-lo em certas fases da gestação” e sustenta que “até hoje nem a ciência nem a teologia têm a resposta exata” sobre “em que momento o feto pode ser considerado ser humano”.” 

Deixando de lado os ensinamentos do Código de Direito Canônico, o Catecismo da Igreja e a Encíclica Evangelium Vitae, o frade baseia suas afirmações nos textos de polêmicos teólogos e moralistas como Bernhard Haering e o bispo francês Duchene, desautorizados pela Santa Sé. 

Do mesmo modo, apóia o velho argumento de que é necessário legalizar o aborto para evitar sua prática clandestina e expõe que a legalização do aborto seria “uma legislação a favor da vida”  que “faria surgir este problema humano de entre as sombras para ser tratado adequadamente à luz do direito, da moral e da responsabilidade social do poder público”. 

Frei Betto chama “moralistas” a quem promove a defesa da vida e sustenta que se eles “estivessem sinceramente contra o aborto lutariam para que não se fizesse necessário e todos pudessem nascer em condições sociais seguras. Mas resulta mais cômodo exigir que se mantenha a penalização do aborto”. 

Esta posição lamentável de frei Betto, do grupo marxista Ameríndia, mostra de maneira inequívoca que os adeptos dessa linha teológica deixam muito a desejar em termos de moral, e caem com facilidade naquilo que o Papa Bento XVI tem chamado de “ditadura do relativismo” moral e religioso. Como pode alguém que se diz frei e religioso, contestar a posição oficial da Santa Igreja de que a vida começa no momento da fecundação? Como pode um religioso propor matar um criança inocente no ventre sagrado da mãe para resolver problemas sociais? Como pode um frei que se diz católico, caminhar insistentemente na contra mão da moral que a Igreja ensina? Os fins não justificam os meios.   

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

A Igreja aceita a pena de morte?

Filed under: Moral católica — Prof. Felipe Aquino at 2:51 am on Thursday, October 30, 2008

Alguns leitores têm nos perguntado como interpretar o §2266 do Catecismo da Igreja que fala sobre a pena de morte e afirma: “… o ensinamento tradicional da Igreja reconheceu como fundamentado o direito e o dever da legítima autoridade pública de infligir penas proporcionadas à gravidade dos delitos, sem excluir, em caso de extrema gravidade, a pena de morte. ”  

A Igreja, na prática, é contra a pena de morte; tanto assim que a cada caso de condenação nos EUA, o Papa pede clemência; aliás, tem pouco adiantado.

 Como S. Tomás de Aquino a aceitava, em casos raros, na Idade Média, a Igreja não fechou a porta definitivamente para a possibilidade dela ser usada em “um caso de extrema gravidade”. Esse caso de “extrema gravidade” seria por exemplo  comparado à legítima defesa, onde a sociedade não tivesse como se livrar do perigo de um assassino,  de forma alguma, nem pela prisão perpétua. Na prática, isto parece não mais existir; especialmente por causa dos presídios de segurança máxima;  o que faz a Igreja ser,  na prática contra  a pena de morte.

Uma prova clara disso, foi que quando da pena de morte aplicada a Sadam Hussein, o Vaticano foi contra a sua execução. A fonte de noticias www.acidigital noticiou o seguinte:

O Vaticano reitera rejeição à pena de morte após execução de Saddam Hussein

VATICANO, 2006-12-30 (ACI).- A Santa Sé reagiu ao anúncio da aplicação da pena capital ao ex-presidente do Iraque,  Saddam Hussein, mediante um comunicado do Diretor da Sala de Imprensa,  Pe.  Federico Lombardi, S.J., quem reiterou a posição da Igreja contra a pena de morte e auspiciou o início de um tempo de reconciliação e paz para o país.

“Uma execução capital é sempre  uma notícia trágica, motivo de  tristeza,  inclusive quando este foi culpado de graves delitos”, diz a nota do Pe. Lombardi.“A posição da Igreja católica,  contrária à  pena de morte, foi várias vezes reiterada”.

“A morte do culpado não é o caminho para reconstruir a Justiça e reconciliar à sociedade. Existe, pelo contrário,  o perigo de que isto alimente o desejo de vingança e se semeie nova  violência”, adiciona.O exposto acima deixa claro que a Igreja Católica é contra a pena de morte.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

  

«Estamos em dívida com o Concílio Vaticano II»

Filed under: Concílio Vaticano II — Prof. Felipe Aquino at 2:12 pm on Wednesday, October 29, 2008

  

Mais uma vez o Papa Bento XVI destacou a grande importância do Concílio Vaticano II. Falando aos participantes do Congresso «O Vaticano II no Pontificado de João Paulo II», sobre João Paulo II e o Concílio, organizado pela Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura – Seraphicum (www.zenit.org – 28 out 2008).  Papa disse, entre outras coisas, que:  

«Os documentos conciliares não perderam sua atualidade com o passar do tempo», mas ao contrário, «revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas instâncias da Igreja e da presente sociedade globalizada». 

Disse o Papa que «todos nós somos verdadeiramente devedores deste extraordinário acontecimento eclesial», e lembrou que teve «a honra de participar como especialista». «Tornar acessível ao homem de hoje a salvação divina foi para o Papa [João XXIII] a razão fundamental da convocação do Concílio, e foi com esta perspectiva que os Padres trabalharam». 

O Papa Bento XVI, falando do Papa João Paulo II, disse: «que naquele Concílio ofereceu uma contribuição pessoal significativa como Padre conciliar, da qual se converteu depois, por vontade divina, em executor primário durante os anos de seu pontificado».  

Disse ainda que João Paulo II «acolheu praticamente em todos os seus documentos, e ainda mais em suas decisões e em seu comportamento como pontífice, as instâncias fundamentais do Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual se converteu em intérprete qualificado e testemunha coerente». O Concílio, «brotou do coração de João XXIII, mas é mais exato dizer que em último termo, como todos os grandes acontecimentos da história da Igreja, brotou do coração de Deus, de sua vontade salvífica».  

«A múltipla herança doutrinal que encontramos em suas constituições dogmáticas, nas declarações e nos decretos, estimula-nos ainda agora a aprofundar na Palavra do Senhor para aplicá-la ao hoje da Igreja, tendo muito presentes as necessidades dos homens e mulheres do mundo contemporâneo, extremamente necessitado de conhecer e experimentar a luz da esperança cristã.» 

O Santo Padre pediu aos congressistas que se aproximem «dos documentos conciliares para buscar neles respostas satisfatórias aos muitos interrogantes de nosso tempo».  

«A meta última de todas as nossas atividades deve ser a comunhão com o Deus vivo. Assim, também para os Padres do Concílio Vaticano II, o fim último de todos os elementos da renovação da Igreja foi guiar ao Deus vivo revelado em Jesus Cristo», concluiu o Papa.  

Essas palavras do Papa deixam muito claro, mais uma vez, a fundamental importância do Concílio Vaticano II para a Igreja. João Paulo II já tinha se referido a ele como “a primavera da Igreja”. Assim, é preciso calar de vez as vozes dissonantes e muito prejudiciais à Igreja que se levantam contra o Concílio. São maus católicos, em comunhão imperfeita com a Igreja, os que se prestam a esse triste serviço.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

Vida fora da Terra

Filed under: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 3:29 am on Wednesday, October 29, 2008

  

Em tempos de vultuosos investimentos na exploração espacial, quando novas e antigas potências mundiais enviam sondas e robôs para a Lua, Marte e outros corpos do sistema solar, lança-se também no ar perguntas existenciais importantes. A possível existência de vida fora da Terra, apesar de ser uma indagação antiga, ganha ares de certeza científica e torna-se, deste modo, tema importante para todos. Entretanto, antes de querer se desbravar pelas sempre válidas questões existenciais, é necessário entender alguns aspectos físicos e biológicos desta área. Algo que, além de servir de base para discussões filosóficas e teológicas, ajuda a não cair nos misticismos e modismos da ufologia e outras  pseudociências.

Uma das primeiras coisas a se fazer quando se quer apresentar o ponto de vista científico sobre a vida fora da Terra, é separar o que é científico do que não é. Pode parecer bobagem, mas o fato é que muitos não têm esta distinção clara. Quando cientistas sérios estudam o tema, não tratam de seres marcianos que raptam pessoas, nem se preocupam em desmascarar conspirações governamentais malignas. Tampouco se interessam em violações bizarras e sem base científica da física tão bem estabelecida. São objeto de estudo somente as possibilidades reais, ainda que improváveis e, sobretudo, tem-se por método e base a ciência conhecida, que pode nos fornecer instrumentos e idéias válidas. A ufologia não é ciência. Reveste-se de jargões e aparência científica para, sob a ótica do misticismo e do ocultismo, tratar fenômenos que, com muita frequência, têm explicações científicas muito mais simples e convincentes.

Investigar a vida fora da Terra requer um esforço multidisciplinar. É preciso tratar de maneira conjunta, e com grande habilidade, áreas como física, química, biologia e astronomia. Tem-se adotado o termo “astrobiologia” como nome desta incipiente ciência. São aspectos cruciais no estudo desta disciplina a biologia do surgimento e evolução da vida, a química dos corpos celestes, a física do meio interestelar e a astrofísica das estrelas e o surgimento dos planetas. A Igreja não fica à margem destas discussões. No ano de 2005 os padres jesuítas do Observatório do Vaticano, em Roma, convidaram especialistas do mundo todo para darem palestras e apresentarem seus trabalhos à jovens cientistas de todos os continentes sobre este tema.

Quando se fala em vida fora da Terra, geralmente se pensa em vida inteligente. Este não é, entretanto, o foco principal das investigações dos cientistas. Em geral, é dada mais ênfase às formas de vida simples, como bactérias. É uma questão de probabilidades de existência e de capacidade de detecção. Segundo o que se conhece da evolução da vida, é muito menos provável que surja vida inteligente do que vida unicelular. Visto que aquela se desenvolve a partir desta. Além disso, sabe-se pelo exemplo dos primeiros seres da Terra, que estas formas menos desenvolvidas são capazes de modificar radicalmente a composição química da atmosfera do planeta. Isto nos abre um leque de possibilidades reais de detecção da vida nestes planetas através de observações da luz vinda deles, com nossos telescópios.

O principal problema para o contato com outras civilizações inteligentes é o imenso tamanho do universo. Mesmo que estas civilizações existam, estariam a milhões ou talvez bilhões de anos luz de nós. Como Einstein previu, e já foi provado experimentalmente de muitas formas, é impossível viajar mais rápido do que a luz. Isto se torna uma barreira física que impede o contato com estes seres inteligentes. Enviar e receber sinais de rádio também deve ser infrutífero. O motivo é o mesmo, a vastidão do universo. Precisaríamos de quantidades infinitas de energia para a transmissão e, além disso, teria-se que esperar milhões de anos para receber qualquer resposta, se recebêssemos.

 Segundo o padre José Funes, atual diretor do Observatório do Vaticano, a vida fora da Terra não impõe-se como um problema teológico. Está de pleno acordo com as escrituras e a fé recebida de Cristo. A experiência cotidiana, entretanto, mostra que o ocultismo e o misticismo associados à ufologia são graves desvios da sã doutrina cristã e podem levar as pessoas a se perder em doutrinas falsas e ilusórias que prometem explicações fáceis. A solução, defendo, é sempre o conhecimento. Conhecer a ciência, o que os cientistas fazem e pensam e, sobretudo, conhecer sua fé. Estudar, pensar e rezar junto com a Igreja Católica, o papa e os bispos. Este é um caminho seguro para não se perder na profusão de idéias falsas existentes. 

Alexandre Zabot

alexandrezabot@gmail.com

www.astro.ufsc.br/~zabot

Físico, mestre e doutorando em Física pela UFSC 

Convocação para o abaixo-assinado pela vida e contra o aborto na ONU

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:10 pm on Monday, October 27, 2008

SG n. 0919/08

Grupos pró-aborto estão promovendo um abaixo-assinado para que a ONU reconheça o aborto como um suposto direito universal, aproveitando a festa dos 60 anos da promulgação da Declaração Universal dos Diretos Humanos, no dia 10 de dezembro.

Nós, Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, entidades e movimentos em defesa da vida,  estamos promovendo outro abaixo-assinado, ou seja, em favor da vida e contra o aborto. Precisamos de 50.000 assinaturas. Convocamos a todos para que divulguem esta nossa campanha a fim de neutralizar um flagrante desrespeito aos direitos humanos.

Faça sua assinatura, defenda a maternidade e a vida inocente votando a favor da dignidade do embrião, do feto e da criança no útero materno. Para isso, acesse: http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp

Repasse esta mensagem à sua família, seus amigos, enfim, a todas as pessoas . “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Brasília, 24 de outubro de 2008.

 

 

Dom Dimas Lara Barbosa

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Secretário-Geral da CNBB

 

 

 

Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família

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