CNBB quer exportar MST para a África?

Arquivado em: CNBB — Prof. Felipe Aquino at 1:50 am on Quinta-feira, Junho 19, 2008

O jornal “Estado de São Paulo” publicou em 17 junho 2008 uma matéria com o título acima, dizendo entre outras coisas, queGrupo de representantes da Conferência Episcopal Africana chega em julho para conhecer o  funcionamento da CPT (Comissão Pastoral da Terra)”, que fomenta as invasões de terra, infelizmente.

 http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080617/not_imp190821,0.php

Logo que li esta matéria, me lembrei de uma Entrevista que o ex-Presidente a CNBB, D. Geraldo Majela Agnelo, deu à “Folha de São Paulo”.O repórter do Jornal lhe perguntou:

 Folha - A CPT apóia invasões do MST. Como o senhor vê isso? A resposta de D. Geraldo foi:

Dom Geraldo“As pastorais são ligadas à CNBB, mas não refletem a posição e o pensamento oficial da instituição”.

Então, é preciso ficar claro para o bom povo católico que as Pastorais, mesmo que ligadas à CNBB  (…) não podem falar em nome dela. Quem fala por Ela são todos os bispos em conjunto, ou o Conselho Permanente, ou o seu Presidente, ou o seu  Secretário Geral.

Segundo o Estadão, “de acordo com explicações do padre Nelito Dornelas, assessor da CNBB para o setor de Superação da Miséria e da Fome e um dos encarregados de organizar a visita, os africanos vêm aprender com os brasileiros”. “Querem implantar lá a metodologia desenvolvida pela CPT”, disse o padre. “Também estão interessados em ter missionários brasileiros que ajudem os trabalhadores rurais a organizarem seus movimentos, como foi feito no Brasil. Como se sabe, o MST é filho da CPT.”

A reportagem diz ainda que: “Por fora da área oficial da Igreja, o MST já tenta manter contatos com os sul-africanos, especialmente com seu equivalente no país, o Movimento dos Camponeses Sem-Terra, criado em 2002. Os contatos são feitos por meio da Via Campesina, organização internacional que tenta estimular ações pela reforma agrária e contra o agronegócio em várias partes do mundo”.Confesso que não consigo entender como uma Pastoral (CPT) ligada à CNBB, fomenta um movimento (MST), que nem legalizado é, e que promove invasão de propriedades alheias, quando sabemos que por duas vezes, no mínimo, o Papa João Paulo II condenou radicalmente esta ação. Veja o que  o Papa disse.

1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, na visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996:

“Recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas”. (g.m.) (n.5)

2 - Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil:“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras - já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 - e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.

João Paulo II deixa claro que “invasão de terras e de outras propriedades”, é técnica da luta de classes, motor do marxismo, tão condenado pelos Papas inúmeras vezes. 

Infelizmente a Palavra do Papa parece  não  valer mais nada  para a CPT e outras pastorais. Começa ai o perigo para a Igreja.  Não dá para entender.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br  

A GRANDE LUTA DA CNBB E AS ELEIÇÕES DE 2008

Arquivado em: CNBB, Política — Prof. Felipe Aquino at 8:52 pm on Sexta-feira, Abril 11, 2008

 

 

Reunidos na 46ª Assembléia Geral da CNBB, de 02 a 11 de abril de 2008, em Itaici, os nossos Bispos emitiram, em 09 abr 2008, uma necessária e oportuna Declaração sobre as eleições de 05 de outubro deste ano. 

Entre outras coisas nossos Pastores destacaram que os cidadãos e as comunidades da Igreja têm na política um amplo campo de atuação. “A tradição da Doutrina Social da Igreja considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade - uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo”. 

Eles lembram que “no município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e outras e que o Poder local tem sido ainda mais valorizado através das Redes Intermunicipais pelo intercâmbio de experiências – sinais de esperança no mundo planetário”.  

Lembram os nossos Bispos que “o voto depositado na urna exige dos eleitores/as e dos eleitos/as um compromisso com a consolidação da democracia… Os eleitores/as são convidados a acompanhar os eleitos/as no cumprimento de sua missão e a valorizar os que atuam com critérios éticos”. 

Nossos Pastores lembram que “A cultura da corrupção perpassa as malhas da nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. É relevante e urgente aplicar com empenho a Lei 9.840, em decorrência da qual já foram cassadas em torno de 600 pessoas. Esta lei ajuda a assegurar a lisura das eleições na campanha eleitoral. Para tanto, queremos valorizar os Comitês contra a corrupção eleitoral. Também apoiamos o Projeto de Lei de iniciativa popular, complemento à Lei 9.840, proibindo candidatura de quem já foi condenado em primeira instância”. 

E os nossos Bispos terminam a Declaração colocando os critérios a serem observados para se dar o voto a um candidato:  

“Propomos critérios para a votação: respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos/as; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias. Consideramos qualidades imprescindíveis para os candidatos/as: honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida. Para tanto, reafirmamos o Documento de Aparecida ao “apoiar a participação da sociedade civil para reorientação e conseqüente reabilitação ética da política” (n. 406). 

Além disso a CNBB quer colher 1,2 milhão de assinaturas a favor da ética na política. Ela lançou  uma grande iniciativa popular que pretende se tornar um projeto de lei a favor da ética na política. A idéia do novo projeto de lei popular surge na seqüência da Lei 9.840, promulgada em 1999 quando um milhão de brasileiros subscreveram a iniciativa que hoje combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa nas eleições no país. 

O novo projeto tornaria inelegíveis, durante os trâmites do processo, os políticos condenados pela Justiça em primeira instância. Os políticos processados diretamente pelo Ministério Público também estariam impedidos de ir às urnas enquanto aguardam julgamento. Prevê ainda a inelegibilidade dos políticos que vierem a renunciar de seus cargos públicos para escapar de possíveis punições por quebra de decoro. «Na base da nova iniciativa está a idéia de que os que respondem a processos criminais por delitos graves devem ser afastados temporariamente da vida política até que solucionem seus problemas judiciais», disse Dom Geraldo Lyrio. 

Na base do novo Projeto de Lei de iniciativa popular está o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, uma rede de entidades da sociedade, da qual fazem parte a CNBB e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), entre outras instituições. 

Todos os católicos e as pessoas de boa vontade devemos nos unir aos nossos Bispos, com o apoio especialmente de todos os meios de comunicação cristãos (Tvs, rádios, jornais, revistas, internet…) para que esse Projeto se realize. Somos profundamente gratos aos nossos Bispos pelas iniciativas oportunas em favor do povo brasileiro tanto na defesa da vida contra o aborto, manipulações de embriões, etc., quanto na luta contra o flagelo da corriupção.  

Fonte: ZP08040912 - 09-04-2008 http://www.zenit.org/article-18082?l=portuguese 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Explicação sobre o caso do DVD da Campanha da Fraternidade

Arquivado em: CNBB — Prof. Felipe Aquino at 3:15 am on Domingo, Janeiro 27, 2008

De: “Pe. Geraldo Martins Dias - Assessoria de Imprensa CNBB”

Para: Alessandro Lima - [do site Veritatis Spendor]

Data: 15/01/2008 14:14

Assunto: RES: Sobre a participação da Sra. Dulce Xavier (Católicas pelo Direito de Decidir) em DVD da CF2008

Caro professor Alessandro,

paz no Senhor!

De fato, a Verbo Filmes produziu um DVD sobre a CF-2008 no qual incluiu a palavra do movimento Católicas pelo Direito de Decidir.  O vídeo não é iniciativa da CNBB e não faz parte do material oficial da CF-2008. Tal como a Verbo Filmes, vários Regionais, Dioceses, Congregações, Editoras e Produtoras de Rádio e TV católicas também produzem subsídios, não só para a CF, mas para os diversos momentos do Ano Litúrgico.

Todos têm autonomia para isso desde que deixem claro não se tratar de material oficial da CNBB.

No caso do vídeo da Verbo Filmes, tão logo soube do ocorrido, o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, solicitou à produtora o recolhimento do material comercializado, uma vez que o vídeo comprometia a CNBB por trazer sua logomarca. A Verbo Filmes fez, imediatamente um recall e produziu uma segunda edição, sem o referido conteúdo.

Pe. Geraldo Martins - MTB 11.409

Assessor de Imprensa - CNBB

Tel.: (61) 2103-8300 / 2103-8313

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