12. agosto 2011 · 2 comments · Categories: CNBB

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) afirmou, em nota, que as acusações no governo federal geram “um clima de perplexidade, insegurança e indignação”. “Sacrificar os bens devidos a todos é um crime que clama aos céus por lesar, sobretudo, os pobres [...] Os fatos em visibilidade reforçam a necessidade de aperfeiçoamento da democracia.”

Os bispos se referem à inundação de corrupção que se alastra no Ministério governamental como um dominó.  Sem haver punição aos culpados o crime cresce. O povo precisa precionar o Congresso para fazer uma CPI ampla que investigue toda a corrupção no Governo que começou na Casa Civil e continuou no ministério dos Transportes, Agricultura, Turismo…

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1208201111.htm

BRASÍLIA, terça-feira, 21 de dezembro de 2010 (ZENIT.org<http://www.zenit.org/spanish>)

Apresentamos, a seguir, a “Nota sobre a campanha contra a AIDS”, divulgada hoje pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

* * *

Em face à campanha lançada pelas Juventudes Socialistas de Andalucía (JSA), na Espanha, incentivando o uso de preservativos e, ao mesmo tempo, relacionando a camisinha à hóstia consagrada que, de acordo com a fé católica, é verdadeiramente o Corpo de Cristo (cf. Mc 14,12-16.22-26), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, fiel à sua missão, considera-se no dever de se manifestar junto às Autoridades espanholas para expressar-lhes perplexidade e repúdio a esse grande desrespeito à Eucaristia que é o centro e o ápice da vida da Igreja católica. Não podemos silenciar diante dessa grande ofensa que fere profundamente os sentimentos religiosos dos católicos.

A preocupação em evitar a propagação da Aids (SIDA) não justifica iniciativas dessa natureza. Essa Campanha, que repercutiu também aqui no Brasil, manifesta uma atitude preconceituosa, inadequada e ofensiva à nossa fé.

No âmbito de suas atribuições e responsabilidades, a CNBB deseja contribuir para que o homem e a mulher cresçam no diálogo, no respeito à liberdade, na defesa da vida, na promoção dos direitos humanos e na conquista dos verdadeiros valores que os tornem felizes conforme os planos de Deus.

Brasília-DF, 21 de dezembro de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana-MG
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus-AM
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJ
Secretário Geral da CNBB

Qui, 16 de Setembro de 2010 11:11 cnbb

Constantes interpelações têm chegado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB a respeito de seu posicionamento em relação às eleições do próximo dia 3 de outubro.

Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País.

Nessa Declaração, a CNBB, em consonância com sua missão histórica, mantém a tradição de apresentar princípios éticos, morais e cristãos fundamentais para ajudar os eleitores no discernimento do seu voto visando à consolidação da democracia entre nós.

Reafirmamos, portanto, o que diz a Declaração: “A campanha eleitoral é oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto Nacional com participação popular.

Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana. Em particular, encorajamos os leigos e as leigas da nossa Igreja a que assumam ativamente seu papel de cidadãos colaborando na construção de um País melhor para todos.

Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bençãos de Deus para todo o Povo Brasileiro”.

Brasília, 16 de setembro de 2010

P. nº 0762/10

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana – MG
Presidente da CNBB


Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB


Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

02. setembro 2010 · 1 comment · Categories: CNBB

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100822/not_imp598568,0.php

 

 

CNBB nega ser responsável por plebiscito

22 de agosto de 2010 | 0h 00

 

Roldão Arruda – O Estado de S.Paulo

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de enviar uma carta a todos os bispos para esclarecer que não é responsável pelo plebiscito sobre limites da propriedade rural no País.

A iniciativa foi tomada logo após o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, ter divulgado no horário de propaganda eleitoral gratuita que os bispos brasileiros querem delimitar o tamanho da propriedade.

O chamado plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra no Brasil está marcado para 7 de setembro. Na carta, a presidência da CNBB afirma que a iniciativa não é dela, mas sim do Fórum Nacional pela Reforma Agrária, que reúne cerca de 40 organizações e movimentos, entre os quais o Movimento dos Sem-Terra (MST). Também faz parte a Comissão Pastoral da Terra (CPT). “Não é, portanto, iniciativa da CNBB, nem será realizada sob sua responsabilidade”, diz a carta enviada aos bispos.

A Comissão Pastoral da Terra e outras pastorais sociais vinculadas à CNBB apoiam o plebiscito, que está de acordo com orientações gerais da Igreja no Brasil sobre a questão da terra. Isso não significa que todos os bispos devam apoiar. A principal preocupação da carta parece ter sido justamente reafirmar que eles têm poder para definir como o assunto deve ser encaminhado em cada diocese.

“Entendemos que esse gesto está em sintonia com as orientações da CNBB sobre as questões da terra”, diz a carta, referindo-se ao plebiscito. Logo em seguida, porém, acrescenta: “Nas Igrejas particulares, os senhores bispos darão as orientações que julgarem convenientes.”

A CNBB recorda ainda que a Igreja defende todas as “questões de justiça social que visam a melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros”. A questão fundiária seria uma dessas questões. 

 

24. agosto 2010 · 1 comment · Categories: CNBB

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

73ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul I

Aparecida – SP, 29, 30 de Junho e 1 de julho de 2010.

Doc. 15/73

Os Bispos Católicos do Regional Sul 1, da CNBB (Estado de São Paulo), no cumprimento de sua missão pastoral, oferecem as seguintes orientações aos seus fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano:

1. O poder político emana do povo. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem este poder. Lembre-se de que seu voto contribui para definir a vida política do País e do nosso Estado.


2. O exercício do poder é um serviço ao povo. Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes e legisladores: a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e melhor distribuição da renda, educação de qualidade para todos, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente.


3. Governar é promover o bem comum. Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social, a segurança pública, a superação da violência, a justiça no campo, a dignidade da pessoa, os direitos humanos, a cultura da paz e o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até à morte natural. São valores fundamentais irrenunciáveis para o convívio social. Isso também supõe o reconhecimento à legítima posse de bens e à dimensão social da propriedade.


4. O bom governante governa para todos. Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pretendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo, levando em conta, especialmente, as camadas sociais mais frágeis e necessitadas da atenção do Poder público.


5. O homem público deve ter idoneidade moral. Dê seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”, dignos de confiança, capazes de governar com prudência e equidade e de fazer leis boas e justas para o convívio social.


6. Voto não é mercadoria. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral. Fatos como esses devem ser denunciados imediatamente, com testemunhas, às autoridades competentes. Questione também se os candidatos estão dispostos a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade. Candidatos com um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos não devem receber nosso apoio nas eleições.


7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e as propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você também defende.


8. A religião pertence à identidade de um povo. Vote em candidatos que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.


9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituível para a pessoa. Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural. A sociedade que descuida da família, destrói as próprias bases.


10. Votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.

Aparecida, 29 de junho de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj

Presidente do CONSER

Dom Benedito Beni dos Santos

Vice-Presidente

Dom Airton José dos Santos

Secretário-Geral