Temos visto nos últimos dias verdadeiros exemplos heróicos de alguns de nossos irmãos cubanos enfrentando a mais drástica e duradoura ditadura comunista que o mundo talvez conheça – a cubana – que já dura mais de 50 anos. Meio século sem que o povo da Ilha, que é uma verdadeira prisão, possa deixar o seu território livremente, escolher seus governantes e sentir o cheiro agradável da liberdade, a maior dádiva de Deus ao ser humano.

 

A maior prova de que o comunismo e o marxismo são caminhos desumanos para se atingir a justiça social, é que precisam ser “mantido pela força das armas” para sobreviver.  Jamais em algum país ele sobrevive sem isso. Sem as milícias populares armadas, sem o serviço de vigilância política e ideológica atuando fortemente na fiscalização do povo e no patrulhamento ideológico drástico, sem a prisão em massa de presos políticos, etc., o regime se acaba rapidamente, simplesmente porque é acima de tudo anti-natural, desumano e insuportável. Cuba é triste exemplo típico dessas mazelas.

 

Há poucos dias morreu Orlando Zapata Tamayo, injustamente preso e brutalmente torturado nas prisões cubanas por “delitos” de opinião, morto após greve de fome por denunciar os crimes e a falta de liberdade e democracia no seu país.

 

Outro heróico cubano que faz greve de fome, e que disse que vai até a morte, é o jornalista que já está sem comer há cerca de um mês, Guillermo Farinas.

 

E agora vimos o espetáculo de truculência da polícia política cubana  de Fidel e Raúl Castro contra as mulheres dos presos políticos – as “Damas de Branco” –  que pediam a liberdade e democracia. Foram presas e colocadas à força em ônibus quando protestavam pacificamente. Depois de soltas, voltaram às ruas e continuam o protesto desafiando o tirânico regime cubano. Um dia depois de serem retiradas das ruas à força, fizeram nova passeata por Havana Velha. O protesto marcou o 7º aniversário da ofensiva repressora que levou 75 opositores à prisão; mães e mulheres irão às ruas por 7 dias para pedir a libertação dos presos.

“Pedimos a liberdade de nossos maridos de modo pacífico e continuaremos até que eles sejam soltos ou que o regime cubano nos mate e derrame nosso sangue pelas ruas de Havana”. disse ao jornal “Estado de SP”,  Bertha Soler, cujo marido, fundador de um movimento pró-democracia, foi condenado a 20 anos de prisão.

“Queremos que o mundo inteiro veja que este governo é ditatorial.” (págs. 1 e Internacional 18)

 

Pablo Pacheco, preso político de Cuba, usou o telefone para conversar com o jornal “Estadão”:  “Fui preso por escrever o que penso.” O jornalista relatou as péssimas condições da prisão. “Fui enterrado vivo”, disse o preso cubano.

 

Um manifesto está correndo o mundo, em vários idiomas, pedindo a liberação dos presos políticos cubanos:

http://firmasjamaylibertad.com/ozt/index.php#top

 

Esses cubanos e cubanas,verdadeiros “mártires” da liberdade em Cuba, a “Ilha Prisão”, merecem nosso mais profundo respeito e nossas orações a Deus por eles. É de se lamentar que o mundo permanece mudo assistindo a tudo isso, confundindo a não ingerência em assuntos de outros países com grave omissão diante de tão grande desrespeito aos direitos humanos. Não foi por causa disso que Hitler fez toda a matança que fez? Até quando?E nós, o que estamos fazendo?…

 

 

09. agosto 2007 · 7 comments · Categories: Cuba

Como sabemos três atletas cubanos deixaram a concentração dos jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro e pediram asilo político no Brasil, o que é uma prática em todo mundo, especialmente em se tratando de Cuba,  uma ilha-prisão, onde os seus habitantes não podem livremente deixar o país. Em quase todas as competições internacionais atletas cubanos pedem asilo político no pais anfitrião dos jogos, e são atendidos.   

Os  cubanos não podem desfrutar do maior e mais precioso dom que Deus nos deu: a sagrada liberdade, que nos faz imagem e semelhança de Deus.  

A “Folha de São Paulo” noticiou hoje (09.8.07) que o primeiro atleta cubano a desertar no Pan do Rio, Rafael Capote, 19, ex-lateral esquerdo da seleção de handebol, deu entrada anteontem,
em São Paulo, no pedido de refúgio no Brasil. Em entrevista à rádio CBN, o cubano afirmou, ao ser perguntado pela Cáritas Arquidiocesana, entidade que entrevista os interessados em pedir refúgio no país, que queria ficar para ter “melhores condições de vida do que em Cuba”.
 

E, questionado sobre o que aconteceria se ele voltasse agora, depois de desertar, a Cuba, respondeu: “Perguntaram o que aconteceria se regressasse a Cuba e expliquei que sofreria pressão e que eu e minha família poderíamos perder o que temos no país”.         Segundo o mesmo jornal os boxeadores Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara não agüentaram a pressão do governo cubano, segundo o empresário Ahmet Öner, dono da alemã Arena Box. Segundo ele, o governo de Fidel Castro falava para os pugilistas “que, por conta da deserção, fariam isso ou aquilo a seus parentes”. Os cubanos não agüentaram a pressão de seu governo, inclusive sobre suas famílias, e que, por isso, adotaram discurso nacionalista e a versão de que foram aliciados e drogados, em vez de assumirem que queriam desertar. Rigondeaux e Lara dizem agora que estão arrependidos, que não fizeram nada. Sabe-se que isto não é verdade.          Lamentavelmente o governo brasileiro foi conivente com Cuba e ordenou que a Policia Federal devolvesse os atletas boxeadores para a ilha-prisão, de onde não poderão sair mais, nem mesmo para as competições internacionais, como já disse Fidel. As ligações de amizade de Lula e demais membros do governo com Cuba comunista, fez com que os cubanos fossem deportados. O ministro da Justiça deu um desculpa cínica para justificar a deportação dos cubanos.         Segundo a “Folha de SP”, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou ontem a atuação do governo federal na deportação dos pugilistas cubanos que desertaram no Pan. Aécio afirmou que o governo não seguiu a tradição brasileira de conceder asilo político e criticou “a forma intempestiva como foi feita essa repatriação, sem que houvesse por parte da sociedade brasileira a possibilidade de saber se essa era a vontade daqueles indivíduos”.         É triste e repugnante que o Brasil devolva à prisão cubana aqueles que pedem asilo político entre nós, o que é fundamental em todo  mundo importante para a defesa dos direitos humanos. É duro saber que ainda no século XXI há nações onde os seus filhos não podem viver em liberdade. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

 

 

          

29. julho 2007 · 3 comments · Categories: Cuba

 

 

A imprensa noticia hoje (29 .07.07) que parte da delegação de Cuba (240 atletas) que ainda estava no Rio de Janeiro já embarcou às pressas com destino ao país, antes mesmo do final da participação dos atletas no encerramento dos jogos do Pan-Americano. Isto por causa do medo dos atletas desertarem em massa após a cerimônia de encerramento dos Jogos, no domingo, e pedirem asilo político no Brasil como aconteceu já com três atletas. A ordem de retorno  partiu diretamente do líder cubano Raul Castro.Durante os Jogos, dois boxeadores (o bicampeão olímpico Guillermo Rigondeaux e o campeão mundial Erislandy Lara), um jogador de handebol (Rafael D’Acosta) e um técnico de ginástica artística (Lázaro Lamelas) desertaram.
A viagem de volta dos atletas cubanos para Cuba foi feita às pressas e, no Galeão, atletas e dirigentes tiveram problemas para encontrar bagagens nos dois caminhões que levavam as malas.
No final da noite de sábado (28.07.07), Cuba não compareceu ao pódio do vôlei masculino. Com o terceiro lugar vazio, brasileiros e norte-americanos receberam suas medalhas. Um vexame. As medalhas, segundo representantes da delegação cubana, serão enviadas para Cuba, onde os jogadores as receberão.
Espantados com o assédio da imprensa no aeroporto, alguns atletas de Cuba brincaram com a situação. “Estamos com uma ameaça de ciclone e por isso precisamos voltar logo”, brincou um deles.

Esta fato não é inteiramente novo porque sabe-se que em cada edição dos Jogos Pan, parte da delegação de Cuba sempre deserta e pede asilo político no país  dos jogos. Começou em 1971 com seis abandonos e chegou a seu ápice em Winnipeg-1999. 

Contra fatos não há argumentos. Tudo isto mostra a dura e cruel realidade de Cuba há 50 anos; seus filhos jovens e atletas fogem do país, bem como muitos outros cubanos, por ar e por mar; não fogem por terra porque o país é uma ilha. Onde mais no mundo acontece isso? Só nos países comunistas como Cuba, Coréia do Norte e poucos outros. 

Há quase 50 anos esse povo bom, educado pela Igreja Católica, vive na mais cruel falta de liberdade como um passarinho na gaiola. Tem “alpiste e água”, mas não tem Liberdade: de expressão, de locomoção, de eleger seus governantes, de ter sua casa própria, de ter seu próprio negócio, de viajar… Um homem sem liberdade perde toda a sua dignidade porque perde o que lhe é mais precioso e que lhe faz “imagem e semelhança de Deus”. 

É bom que este fato – a deserção do cubanos –  aconteça também  aqui no Brasil, bem debaixo de nossos olhos, para que caia por terra, de uma vez por todas, a grande mentira do tal “Paraíso” socialista cubano, tão decantado em prosa, verso e falsidade por muitos religiosos da teologia da libertação como frei Betto, Boff e companhia.  

Precisamos rezar por Cuba, para que Deus tenha compaixão desse povo, para que ele possa ter agora com esta transição que está vivendo um destino mais humano e digno. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

ois representativos grupos dissidentes cubanos enviaram cartas aos bispos reunidos na Assembléia Ordinária do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) nas quais solicitam o apoio dos prelados para procurar a libertação das dezenas de presos políticos que o Governo encarcerou em março de 2003.

As Damas de Branco, associação que reúne mulheres familiares dos dissidentes encarcerados com penas de até 28 anos da prisão, depositaram sua esperança “nas gestões do Santo Padre Bento XVI ante as autoridades de Cuba, assim como a intercessão de suas eminências, a fim de que os prisioneiros de consciência sejam libertados imediata e incondicionalmente”.

Do mesmo modo, solicitam a mediação dos bispos para a libertação de outros “prisioneiros políticos pacíficos” da ilha, e pedem que “enquanto isto não ocorra, eles tenham assistência religiosa, tratamento médico e condições de prisão adequadas”.

Ao mesmo tempo, o Movimento Cristão Libertação (MCL), liderado por Oswaldo Payá, enviou uma mensagem aos bispos onde oferece suas orações, pede apoio para os presos políticos e assegura que Cuba sofre o “atentado perverso da descristianização forçada”.

Payá e as Damas de Branco receberam o Prêmio Sajárov de Direitos Humanos do Parlamento Europeu. A 31° Assembléia Ordinária do CELAM começou na terça-feira e hoje termina. Esta foi a primeira vez que se celebra em Cuba.

Infelizmente Cuba continua sendo um dos poucos países ainda comunistas no mundo, cerceando a liberdade do seu povo, a maior dádiva que recebemos de Deus. Sem liberdade o homem perde a sua dignidade.   Os católicos do mundo todo precisamos rezar e mediar junto às autoridades de Cuba para que o povo tenha liberdade de expressão, possa votar e escolher seus dirigentes, etc. Há cerca de 46 anos o pobre povo cubano vive amordaçado em um regime comunista de força; indigno do ser humano; escravizado por um Ditador que se julga todo poderoso.