A Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo

Muitas pessoas não sabem que a Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados? Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.

No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital? Continue lendo…

O Vaticano retomou um tema importante em um novo pronunciamento através da “Sagrada Congregação da Fé” e da sua “Comissão Teológica Internacional”, onde deixa claro que os teólogos devem se submeter aos bispos porque são “os autênticos intérpretes da fé”.

O documento é intitulado “Teologia hoje: Perspectivas, princípios e critérios”, com 35 páginas, foi aprovado em novembro passado e sua publicação foi autorizada pelo cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, com o aval do Papa Bento XVI.

O novo documento da Comissão Teológica Internacional propõe  “critérios metodológicos determinantes para a teologia católica em relação a outras disciplinas afins, como as ciências religiosas”. E faz isso em três capítulos: a teologia pressupõe a escuta da palavra de Deus amparada na fé (capítulo 1); se realiza em comunhão com a Igreja (2); tem como fim dar razão à verdade de Deus (3).

Certamente virão muitas criticas ao Papa e à Congregação da Fé por este documento, especialmente por aquelas escolas de teologia que não obedecem o Magistério da Igreja e não respeitam os dogmas como ensinamentos perenes, e fazem teologia segundo os “seus” critérios e não os da Igreja. Mas a Santa Sé tem a missão de guardar “o deposito da fé”, a “sã doutrina” (1Tim 1, 10; 6,20; Tt 1,9; 2,1.7) intacto como o recebeu de Cristo. Os dogmas são as colunas e o fundamento da nossa fé, revelados por Deus, e não podem se alterados ou esquecidos. Quando era Prefeito da Congregação da Fé, em 1985, o atual papa disse:

“Numa visão subjetiva da teologia, o dogma é muitas vezes considerado como uma camisa-de-força intolerável, um atentado à liberdade do estudioso, individualmente considerado. Perdeu-se de vista o fato de que a definição dogmática é , ao contrário, um serviço à verdade, um dom oferecido aos crentes pela autoridade querida por Deus. Os dogmas, disse alguém, não são muralhas que nos impedem a visão, mas ao contrário, janelas abertas que dão para o infinito.” (A Fé em Crise? O Cardeal Ratzinger se interroga”; J. Ratzinger/ V. Messori; Ed. Pedagógica e Universitária LTDA; E.P.U.; 1985, pg. 49/50)

O documento salienta que os teólogos, para realizar seu trabalho, devem reconhecer a jurisdição dos bispos para “uma interpretação autêntica da palavra de Deus transmitida pela escritura e a tradição”.

O documento da Santa Sé não trás nada de novo, mas reafirma a necessidade dos teólogos não se afastarem dos dogmas da fé, o que alguns mais “modernos” se arriscam. Se o trem sair do trilho, descarrilha.

Falando aos membros da Comissão Teológica Internacional, em 2006, o Papa Bento XVI advertiu que os teólogos devem “procurar a obediência à verdade” e não desvirtuar a palavra e a alma “ao falar obedecendo à ditadura das opiniões comuns”. O Santo Padre lembrou que “falar para encontrar aplausos, falar orientando-se ao que os homens querem escutar, falar obedecendo à ditadura das opiniões comuns, considera-se como uma espécie de prostituição da palavra e da alma”. (ACI, Vaticano, 06 out 06)

Disse o Papa que “o teólogo deve seguir a disciplina dura da obediência à verdade, que nos faz colaboradores” e “bocas da verdade”.

O teólogo é um pesquisador que procura aprofundar o sentido das verdades da fé reveladas por Deus através dos Patriarcas, dos Profetas e da pregação de Jesus Cristo. Estas verdades estão na Tradição (= transmissão) oral e nas Sagradas Escrituras. Por isso o teólogo estuda a Bíblia Sagrada e suas ciências auxiliares (a lingüística, a arqueologia, a história…) assim como os documentos emanados da Igreja através dos séculos e a Filosofia, a fim de ilustrar e transmitir ao Povo de Deus o conteúdo dos artigos  da fé.

Em 24 maio 1990 a  Congregação para a Doutrina da Fé, quando o seu Prefeito era o Papa Bento XVI, publicou uma Instrução “Sobre a Vocação Eclesial do Teólogo”, onde chama a atenção dos teólogos para vários pontos importantes, como:

“O teólogo, de modo particular, tem a função de adquirir, em comunhão com o Magistério, uma compreensão sempre mais profunda da Palavra de Deus contida na Escritura inspirada e transmitida pela Tradição viva da Igreja” (N.º 6).

“O objeto da teologia é dado pela Revelação, transmitida e interpretada na Igreja sob a autoridade do Magistério, e acolhida pela fé. Descurar estes dados, que têm valor de princípio, seria equivalente a deixar de fazer teologia”. (n.12)

Portanto, não é lícito a um teólogo opor-se ao Magistério da Igreja, A teologia  professa a assistência do Senhor ao Magistério da Igreja (cf. Jo 14, 15.25; 16,12-13), assistência de que ele, teólogo, pessoalmente não goza.

Infelizmente os maus teólogos recorrerem aos meios de comunicação para exercer pressão sobre a  opinião pública contra o Papa e a Santa Sé. A Instrução alerta que a Igreja não é uma simples democracia onde tudo se resolve pelo voto e pelo gosto da maioria:

“Não se podem aplicar à Igreja, pura e simplesmente, critérios de conduta que têm a sua razão de ser na sociedade civil ou nas regras de funcionamento de uma democracia. Menos ainda se podem inspirar as relações no interior da Igreja à mentalidade do mundo circunstante (cf. Rm 12,2). Indagar da opinião da maioria o que convém pensar e fazer, recorrer, à revelia do Magistério, à pressão exercida pela opinião pública, aduzir como pretexto um consenso dos teólogos, sustentar que o teólogo é o porta-voz profético de uma base ou comunidade autônoma que seria assim a única fonte da verdade, tudo isto revela uma grave perda do sentido da verdade e do sentido da Igreja” (n.º 39).

“O pluralismo não é legitimo a não ser na medida em que é salvaguardada a unidade da fé no seu significado objetivo” (n.º 34).

“Não se pode recorrer aos direitos humanos para fazer oposição às intervenções do Magistério. Um tal comportamento desconhece a natureza e a missão da Igreja” (n.º 36).

“Falar neste caso de violação dos direitos humanos não têm sentido, porque se estaria desconhecendo a exata hierarquia desses direitos, como também a natureza da comunidade eclesial e do seu bem comum. Além disso, o teólogo que não está em sintonia com o “sentire cum Ecclesia” se põe em contradição com o compromisso, livre e conscientemente assumido por ele, de ensinar em nome da Igreja” (n.º 37).

“A argumentação que alude ao dever de seguir a própria  consciência, não pode legitimar a dissensão. Antes de tudo, porque este dever se exerce quando a consciência ilumina o juízo prático em vista de uma decisão a ser tomada, enquanto aqui se trata da verdade de um enunciado doutrinal. Além disso, se o teólogo deve, como qualquer fiel, seguir a sua consciência, ele é também obrigado a formá-la. A consciência não é uma faculdade independente e infalível… A reta consciência do teólogo católico supõe, portanto, a fé na Palavra de Deus, cujas riquezas ele deve  penetrar, mas também o amor à Igreja, da qual ele recebe sua missão, e o respeito pelo Magistério divinamente assistido” (n.º 38).

“Às vezes, o Magistério pode ser levado a tomar graves providências, como, por exemplo, quando retira a um teólogo que se afasta da doutrina da fé, a missão canônica ou o mandato do ensinamento que lhe havia confiado, ou ainda quando declara que alguns escritos não estão de acordo com esta doutrina. Agindo dessa forma, o Magistério entende ser fiel à sua missão, porque defende o direito do Povo de Deus a receber a mensagem da Igreja na sua pureza e na sua integridade, e, assim, a não ser perturbado por uma perigosa opinião particular”  (n.º 37).

“Às vezes a dissensão recorre também a uma argumentação sociológica, segundo a qual a opinião de um grande número de cristãos seria uma expressão direta e adequada do senso sobrenatural da fé… O fiel pode  ter opiniões errôneas, porque nem todos os seus pensamentos procedem da fé. Nem todas as ideias que circulam entre o Povo de Deus são coerentes com a fé, tanto mais que podem facilmente sofrer a influência de uma opinião pública veiculada pelos modernos meios de comunicação” (n.º 35).

Enfim, a missão do teólogo não é contestar as verdades de fé confirmadas pela Igreja e seu Magistério, assistido permanentemente pelo Espírito Santo, mas ajudar a Igreja a entendê-las cada vez melhor.

Prof. Felipe Aquino

O “Semanário Litúrgico-catequético” O DOMINGO (assinaturas@paulus.com.br tel. – 11- 3789 4000), de 13-06-2020, trouxe um artigo intitulado ECOLOGIA E MISSÃO, do padre João Batista Libânio, sj, onde exagera no relativismo doutrinário e no sincretismo religioso. Entre outras afirmações vagas e numa critica solerte à evangelização da Igreja no Ocidente, diz que:

“O conceito de vida ampliou-se. Os grandes empreendedores do passado se ofenderiam se lhes dissesemos que batalharam pela morte. “Não”, diriam. “Levamos a vida da fé católica, a vida da cultura ocidental, a vida da tecnologia européia a regiões sem fé, sem cultura, sem tecnologia.”. Eles tinham, porém, uma compreensão restrita da vida, fixada neles mesmos. Desconheciam que a vida se expande de mil maneiras. Vida de Deus existe em todas as religiões. Cultura se constrói em todos os povos. Fabricam-se até mesmo tecnologias na simplicidade de humanos primitivos”.

Ora, dizer que “Vida de Deus existe em todas as religiões”, é lançar joio no trigo puro do Senhor; é um convite terrível para que os católicos se liguem a outras religiões, já que em todas elas existe “Vida de Deus”. No mínimo essa afirmação dá à Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo um sentido relativo; algo dispensável. Se todas as religiões são boas, se em todas elas está a “Vida de Deus”, então, todos os deuses são verdadeiros e todos os credos dessas religiões são válidos e a morte de Cristo foi em vão, o trabalho de evangelização da Igreja é inútil; os mártires morreram e morrem hoje em vão.

Desta forma se nivela Jesus Cristo com Buda, Maomé, Massaharu Tanigushi, Alan Kardec, etc. Se é assim, então, para que 2000 de lutas da Igreja contra as heresias, os 21 Concílios ecumênicos para vencer o arianismo, o pelagianismo, o nestorianismo, o macedonismo, o monofisismo, o monoteletismo, o iconoclasmo, o jansenismo, o protestantismo e outras heresias?

Será que tudo isso foi em vão?; uma perda de tempo da Igreja e dos seus santos Padres, santos e doutores? Não, ao aprovar o Catecismo em 1992, na “Constituição Fidei depósitum” o Papa disse: “Guardar o depósito da fé é a missão que o Senhor confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos”. A Igreja sabe que se o sagrado “depósito” (1Tm 6,20) , a “sã doutrina” (1Tm 1, 10; Tt 2, 1), for corrompido, tudo estará perdido. Para S. Paulo, a salvação está na verdade e esta está na Igreja. “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade!” (1Tm 2, 4); mas, “A Igreja é a coluna e fundamento da  verdade” (1Tm 3,15). S. Paulo fala do perigo das “doutrinas estranhas” (1 Tm 1,3); dos “falsos doutores” (1 Tm 4, 1-2).

Sinceramente não podemos ficar calados diante de um absurdo tão grande – infelizmente notado por poucos – temos de protestar, pois, relativizar a salvação que só Jesus tem para nos dar é trair Cristo e a Igreja.

Evangelizar é levar o Evangelho da salvação a todos os povos. A ordem do Senhor é esta: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20).

E sabemos que não há salvação fora de Jesus Cristo e da Igreja Católica. São Pedro diz claro:

“Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4, 12). São Pedro explica-nos que essa salvação eterna foi conquistada “não  por  bens  perecíveis,  como a prata e o ouro… mas pelo  precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imolado” ( I Pe 1,18).

“Carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (1 Pe 2,24).

Jesus não disse: eu sou “um” caminho, como se houvesse muitos, não. Ele disse:  eu sou “o” Caminho, “a” Vida, “a” Verdade. Fora de Jesus Cristo  não há vida eterna. O nosso Catecismo diz no seu §846 que:

“Fora da Igreja não há salvação”. “Como entender esta afirmação, com freqüência repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo: Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar, ou então perseverar (LG 14)”.

Fora da Igreja Católica, há sementes de verdade e de bem, que devem ser reconhecidas, como disse o Concílio Vaticano II, mas não a verdade plena, e nem a “plenitude dos meios da salvação”, que só existe na Igreja católica (Unitatis Redintegratio, 3).

No Consistório dos Cardeais, em Roma, de 4 a 6 de abril de 1991, o Cardeal Josef Tomko, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, fez um alerta importante: apresentou uma nova teoria nascida em alguns ambientes teológicos que distingue entre o Cristo cósmico Logos e Jesus Cristo histórico. O Cristo Logos cósmico “estaria presente em todas as religiões do mundo”, não só no Cristianismo, ao passo que o Cristo histórico só no Cristianismo.  Isto leva à conclusão de que não se deveria fazer um esforço missionário de evangelização e catequese dos povos não católicos, mas apenas cuidar da promoção temporal e econômica de todos os povos.

A tese é muito perigosa, pois anula o conceito de verdade e relativiza todas as mensagens religiosas, colocando no mesmo plano o politeísmo, o panteísmo e o monoteísmo, como se todas as religiões fossem boas e igualmente verdadeiras.

Eis um resumo das colocações do Cardeal sobre este perigo:

“As conseqüências sobre a missão são simplesmente devastadoras. A finalidade da evangelização é desviada e reduzida, a necessidade da fé em Jesus Cristo, do batismo e da Igreja, é posta em dúvida.  “Neste contexto do pluralismo religioso – exclama um teólogo indiano – ainda tem sentido proclamar Cristo como o único Nome em que todos os homens encontram a salvação a chamar a fazerem-se discípulos mediante o batismo e a entrar na Igreja”?

A evangelização no sentido global, em que o “novo ponto focal” é a construção do Reino, ou seja, da nova humanidade, consistiria só no diálogo, na inculturação e na libertação. Estranha mas significativamente, é omitido o anúncio ou proclamação; antes, ela é classificada como propaganda ou proselitismo.  A evangelização é reduzida ao diálogo de tipo social ou à promoção econômico-social e à “libertação” das raças com todos os meios, incluída a violência.  Sobre a conversão, um teólogo indiano escreve: “A conversão religiosa é o resultado do jacobinismo ocidental e da sua intolerância … A conversão nasce do sentido de superioridade de uma religião a respeito de outra, enquanto nenhuma religião tem o monopólio da verdade”.

O abandono das estações missionárias, das pregações do Evangelho e da catequese, por parte dos missionários, do clero, das religiosas, e a fuga para obras sociais, como também o contínuo falar em sentido redutivo dos “valores do Reino” (justiça, paz) é um fenômeno difundido na Ásia e propagandeado por alguns centros missionários, também noutros continentes.”

Note que este Jesus histórico teria outras manifestações paralelas e equivalentes. Assim,  o objetivo do catolicismo não seria reunir todos os povos na Igreja fundada por Jesus Cristo, e entregue a Pedro e seus sucessores (cf. Lumen Gentium nº 14; Decreto Ad. Gentes nº 7), mas apenas reunir todos os homens, de qualquer religião, no Reino de Deus. Mas este Reino não seria caracterizado por uma única crença religiosa, um Credo católico, mas, por amor, justiça, paz, bem estar da humanidade, ecologia, libertação dos homens…; logo, o zelo missionário seria condenável como proselitismo e intolerância, e a evangelização se reduziria à promoção econômico-social e à libertação das raças.

Penso que um Semanário “litúrgico-catequético” não é o lugar para se fazer catequese ecológica, social e sincretista, mas de anunciar o “Kerigma”, o grito, de que Jesus Cristo, e só Ele, é o salvador e redentor do  homem.

Prof. Felipe Aquino

Sabemos que em todos os países o número de pessoas idosas aumenta a cada dia; vive-se mais hoje e nascem menos crianças. Assim, os idosos ocupam hoje um lugar de destaque nas sociedades, e essas estão voltando os seus olhos para eles.

A Igreja não pode ficar alheia a esta realidade. Por isso precisa fomentar a Pastoral da Pessoa Idosa, que não existe em muitas paróquias.

Quanto mais a vida moderna agita os lares, mais importância as pessoas idosas têm na vida da família e dos seus filhos e netos. Hoje a maioria dos pais e mães trabalham fora de casa, e muitos netos ficam a cargo das avôs e avós, que prestam um grande serviço a seus filhos na educação dos netos. A sabedoria deles, a experiência nas coisas do lar, ajudam muito na educação dos seus netos. Sem contar que muitos deles já foram professores de muitas disciplinas, além de música, dança, e tantas coisas que podem agora transmitir aos jovens e crianças.

Da mesma forma esta experiência acumulada pode ajudar muito a Igreja no seu trabalho de evangelização de crianças,  jovens e adultos. Penso que em primeiro lugar, a Pastoral dos idosos deve olhar para isso, e abrir-se para esta riqueza disponível de tantas pessoas sábias, doutas, que podem ser muito úteis à Igreja. Por outro lado, isto dará aos idosos que dispõem de tempo, uma atividade importante em suas vidas, trazendo-lhes valorização, realização e vida mais longa. Sabemos que a inatividade pode apressar a morte de uma pessoa idosa. É preciso valorizar a pessoa do idoso.

Em muitas atividades eles podem ser úteis: na catequese das crianças, jovens e adultos, na formação específica, nos Conselhos paroquiais e diocesanos, na administração das obras e finanças, na liturgia, nos trabalhos de escritório, no atendimento às pessoas, na oração, etc. Ficamos muito tempo a mingua de uma boa catequese, e por isso, muitos de nossos jovens e adultos de hoje  não sabem sequer a relação dos Sacramentos e Mandamentos; penso que muitos idosos podem ajudar a Igreja a vencer esse atraso. Muitos católicos foram para as seitas porque lhes faltou a catequese.

O documento do V CELAM, de Aparecida, pede que a Igreja esteja em “estado permanente de missão”, e isto deve incluir os idosos.

Mas a pastoral do idoso tem o outro lado, que é levar a eles a boa acolhida e o amor de Cristo. Sabemos que muitos idosos têm uma vida difícil, e por isso a Pastoral deve se preocupar em dar-lhes assistência espiritual, material e afetiva. Muitas famílias deixam os seus idosos em situação difícil; às vezes doentes, sem recursos financeiros, sem às vezes até um lar, vivendo na solidão, abandonados…  Não há dúvida de que esse idoso é o “pobre mais pobre”, aquele que o braço de Cristo, através da Igreja, deve alcançar com mais urgência.

O mundo de hoje é muitas vezes injusto e insensível com os idosos; muitos deles são vistos como pessoas que “só dão trabalho”, já não produzem mais, são abandonadas nos asilos; e, pior ainda, pesa-lhes sobre a alma, em alguns países,  a ameaça da eutanásia, que a cada dia cresce no mundo todo. Os jornais noticiaram que muitos idosos da Holanda estão deixando os asilos daquele país, com medo da eutanásia, e estão se abrigando nos asilos da Alemanha onde a eutanásia não é legal.

Que horror!  Que injustiça! Essa pessoa que trabalhou a vida toda, que construiu a sociedade, agora é empurrada para a morte como se fosse apenas um estorvo, e não um ser humano… Não podemos chamar a isto de civilização, antes de barbárie.

Na velhice, todas as faculdades físicas enfraquecem. Os olhos já não enxergam como antes; os passos agora são lentos e, muitas vezes, precisam do apoio de bengalas; os ouvidos já não ouvem bem; os dentes já não são fortes como antes; os braços já não podem fazer força… o corpo dói com facilidade porque os músculos são frágeis e todos os órgãos já estão cansados. Facilmente, a doença se instala. É ai então que a caridade de Cristo deve agir. É então nesta fase que o idoso mais precisa do calor dos jovens, do seu carinho, apoio e companhia caridosa. Isto nos sugere unir de certa forma a catequese dos jovens e das crianças aos idosos.

A Pastoral do idoso deve, então, se preocupar com a sua “acolhida”; não ficar esperando que ele chegue à Paróquia, porque  muitos deles já não têm mais condições de ir a ela. Então, é a Paróquia que deve ir a eles. Conheço uma família ex – católicos que se tornou protestante porque a avó da família ficava só e doente em casa o dia todo. Recebendo a visita dos protestantes que a acolheram, trataram dela, oravam com ela, etc., ela foi para a igreja deles, e levou toda a família. Penso que isto se repete muito hoje. É uma grave omissão das nossas pastorais, e que precisa ser corrigida.

Esta lição nos ensina que a Pastoral do idoso precisa ir de rua em rua, de casa em casa, descobrindo e acolhendo cada idoso que precise de ajuda. Muitos deles já não podem ir à Igreja, então precisam receber os Sacramentos em casa. É nesta hora que se vê a grandeza da Pastoral.

Se a nossa caridade para com os outros irmãos não é esquecida por Deus, quanto mais a caridade para com os idosos!

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Por causa dos meios de comunicação modernos (rádio, televisão, jornal, internet, etc., ) o mundo vai ficando “cada vez mais pequeno”; isto é, cada vez mais rápido as noticias são transmitidas quase simultaneamente a todas as partes do planeta. É uma grande e bela conquista do homem com a inteligência que Deus lhe deu. Com todas essas descobertas o homem moderno louva e engrandece o seu Criador, pois foi Dele que recebeu este dom extraordinário.

A Igreja nada tem contra a técnica; ao contrário, faz uso pleno dela; apenas reprova o seu mau uso, quando é colocada a serviço da maldade, da perversão sexual, da violência, da exploração dos simples, ou da propagação de ideologias contrárias à moral e à dignidade do homem.

A missão da Igreja é evangelizar o mundo todo; é levar a boa nova de Jesus Cristo a todos os confins da terra, por que “Deus quer todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”(1 Tm 2,4); e o Apóstolo não esquece de dizer que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade”(1Tm 3,15).

A verdade salvífica do Evangelho precisa chegar a todos os homens através da pregação; e o Apóstolo das gentes ensina que “a fé provém da pregação; e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo”( Rom 10,17) E São Paulo pergunta: “… como invocarão aquele em quem não tem fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? (Rom 10,14)

Por tudo isso, o profeta já exclamava : “Quão formosos são os pés  daqueles que anunciam boas novas!”  (Is 52,7).

Hoje não se pode deixar de lado os meios de comunicação para levar o Evangelho às pessoas, sob pena de estarmos pecando por omissão. O Papa Paulo VI , na “Evangelii Nuntiandi”, em 1974, já falava sobre isso, dizendo que a Igreja seria culpada diante do seu Senhor se não usasse os poderosos meios de comunicação para levar a mensagem da salvação às pessoas.

“A Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios potentes …”(EN,45)

Também o nosso querido João Paulo II tem falado insistentemente do mesmo modo, fazendo eco às palavras do outro Paulo a Timóteo: “Prega a palavra; insiste oportuna e importunamente”(2Tm4,2).

Ao falar aos Bispos do Brasil da Regional Norte 1 de CNBB, no Vaticano, em 30/05/95,  em visita “ad limina”, o Papa assim se expressou:

“Gostaria, porém, de chamar a vossa atenção para outro campo, de não menor importância e que, pelas dimensões continentais do vosso país, adquire um significado capital. Já tive ocasião de ressaltar a responsabilidade que cabe aos agentes pastorais no campo das Comunicações Sociais, tendo em vista a reta divulgação de valores éticos (cf. Discurso pronunciado em 1-IV-1995). Hoje , minha atenção vai dirigida a alguns dos protagonistas  deste fenômeno de massa.

Todos sabemos que a mentalidade das pessoas sofre uma influência decisiva destes veículos de comunicação. Neles se acha a chave do mundo de valores que vai reger as gerações de amanhã. Já o destacara o Concílio Vaticano II no Decreto Inter mirifica: “Visto que a opinião pública exerce uma poderosa influência em todas as ordens da vida social (…) é necessário que todos os membros da sociedade cumpram os seus deveres de justiça e de caridade (…) e procurem formar e divulgar uma reta opinião pública” (cf. n.8).

Deveis, portanto, empenhar vossos fiéis na evangelização dos meios de comunicação social e difusão cultural, incentivando também programas de promoção humana, adaptados às exigências de cada segmento social, e que sirvam de estímulo à solidariedade cristã. Como jornalistas, cronistas, articulistas, produtores de filmes para o cinema e a televisão, atores, músicos ou artistas plásticos, deverão unir seu talento pessoal, sua arte e seu prestígio no meio em que trabalham a um testemunho inequívoco de sua fé em Jesus Cristo. Cabe-vos, como Pastores, incentivar, apoiar e orientar a ação apostólica inserida nas realidades deste mundo tão complexo em que atuam estes vossos fiéis, a fim de que estes, mediante a força do Evangelho, possam se tornar verdadeiramente sal da terra e luz do mundo (cf. Mt. 5,13-14).(L’Osservatore Romano N.22, 03/06/95, pag 23).

Falando também aos Bispos do Brasil da Regional Leste 1, em 01/4/95, em visita “ad limina”, o Papa disse:

Hoje, assim como nos tempos do Apóstolo das Gentes (cfr. At 17,23), existem modernos areópagos, um dos quais queria salientar especialmente por exigir uma atenção redobrada, quando se trata da formação evangélica dos indivíduos, das famílias e do inteiro âmbito social: os meios de comunicação. Como já observei na Encíclica Redemptoris missio, “os meios de comunicação social alcançaram tamanha importância que são para muitos o principal instrumento de informação e formação, de guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e sociais” (n.37). É necessário que os agentes pastorais aprendam a conhecer e a usar os meios de comunicação social de modo que o cristianismo, em seus valores e na sua mensagem, além de ser posto em relevo durante os horários destinados aos temas religiosos, seja também motivo inspirador nas emissões dedicadas à informação, aos temas científicos, à arte e à sadia diversão. Os responsáveis pelos meios de comunicação devem prestar atenção para evitar qualquer forma de manipulação da verdade e dos valores éticos; demasiados interesses pessoais ou formas discutíveis  de expressão cultural ou artística que podem modificar a escala de valores e ferir os sentimentos mais íntimos  da pessoa. Os cidadãos têm, pelo contrário, o direito de ser respeitados nas próprias convicções morais e religiosas, como, aliás, a Sé Apostólica tem constantemente relembrado (cfr.P.C. para as Comunicações Sociais, Inst. Past. Aetatis novae, 22-II-1992).  (L’Osservatore Romano, N.14, 08/4/95, pag 7.

Com esses ensinamentos do Santo Padre podemos ver a urgência  e a importância de se usar bem os meios de comunicação em prol da evangelização.             Lamentavelmente hoje, com poucas exceções,  assistimos a uma televisão que faz uma “pregação sistemática de anti-valores cristãos”; colocando dentro dos lares o sexo acintoso, baixo e fora dos planos de Deus; a violência sofisticada e destruidora, a mentira apresentada encoberta com uma capa de verdade; a exploração  dos sofrimentos dos pobre e mais humildes para se obter ibope à custa da desgraça das pessoas e da curiosidade mórbida da população…

Urgentemente esta televisão maléfica, que está desconstruindo as famílias, precisa ser substituída por outra que traga a diversão sadia, os filmes formativos, as reportagens culturais e, sobretudo novos valores éticos e morais.