Perseguição religiosa e sacrilégios no Equador

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 3:55 am on Thursday, August 14, 2008

  

O blog - http://7diasemrevista.blogspot.com/2008/08/perseguio-religiosa-e-sacrilgios-no.html 

publicou uma matéria de Hélio Dias Viana, que retrata uma situação muito preocupante no Equador. Entre outras coisas diz a matéria:  

“Inconformados com o fato de a Conferência Episcopal vir advertindo os fiéis contra a nova Constituição, recentemente votada pelos socialistas, militantes do partido governista Alianza País vêm sendo acusados de perpetrar ultimamente terríveis sacrilégios em templos católicos do Equador”. 

“Eles temem que a Constituição, a qual estabelece o aborto e o “casamento” homossexual, subtrai dos pais o direito sobre a educação dos filhos e concede poderes ilimitados ao Presidente da República – entre outras coisas –, seja rejeitada pela opinião pública no referendo marcado para o próximo 28 de setembro’. 

“A Sagrada Eucaristia, o tesouro mais precioso de todo católico, foi profanada em três ocasiões nas últimas semanas”, declarou Francisco Soyos, porta-voz da Arquidiocese de Guayaquil. E acrescentou: “Não se pode pensar que se trata de fatos isolados e sem importância. Estamos diante de um ato igual ao que sofreu Nosso Senhor em Sua Paixão e Crucifixão. Em Guayaquil, estamos flagelando novamente Nosso Senhor, que tal como um silencioso Cordeiro, recebeu todas essas ofensas.” 

“A primeira profanação ocorreu na Paróquia da Santíssima Trindade, em Nobol, quando foi roubada uma hóstia que estava exposta à adoração dos fiéis”. 

“A segunda se deu no dia 31 de julho, na Capela do Menino Jesus de Praga, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora de Loreto: os profanadores retiraram as Sagradas Espécies do cibório, espalharam-Nas pelo chão, cuspiram-Lhes e depois As pisotearam”. 

“Um sacrilégio análogo foi perpetrado depois, na noite de domingo, 3 de agosto, na Igreja da Santa Ceia, cujo cibório foi retirado do Sacrário, e as hóstias atiradas ao chão e pisoteadas. Em reparação por esses terríveis sacrilégios, próprios a atraírem a cólera divina, a Arquidiocese de Guayaquil mandou celebrar no domingo, 10 de agosto, uma Missa de desagravo na Catedral, bem como emitiu uma nota na qual afirma: “Quando ocorre um sacrilégio, especialmente no tocante às Sagradas Espécies eucarísticas, toda a Igreja é chamada a rezar junto, em reparação pela ofensa cometida contra Nosso Senhor Jesus Cristo, que está vivo e presente nessas hóstias”. 

“É o que informa a agência norte-americana Life Style News, citando a Agência Católica de Imprensa ACI, segundo a qual o Arcebispo de Guayaquil e Presidente da Conferência Episcopal, D. Antonio Arregui, vem recebendo ameaças de morte depois que, no estrito cumprimento de sua missão apostólica, fez críticas à referida Constituição. Ameaças análogas vêm sendo dirigidas também ao Sr. Amparo Medina, por sua oposição ao aborto. Por sua vez, a organização de extrema esquerda Impunidad Jamás, moveu um processo contra o Arcebispo”. 

Karl Marx, ateu radical

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 10:50 pm on Thursday, July 17, 2008

  

Por: Cônego Vidigal - 17/07/2008  

Professor no Seminário de Mariana - MG 

 Karl Marx foi sempre um ateu radical. G. Siewerth patenteia que para Marx, “a fé em Deus é, pois, ao mesmo tempo, uma divisão da consciência e uma ilusão. Urge, portanto, desmascarar esta ilusão a fim de restituir ao homem a dignidade perdida da sua interioridade infinita”. Karl Marx tende, ab ovo, ao anti-transcendentalismo. É o materialismo prático.

Escreve ele: “A luta contra a religião implica a luta contra o mundo do qual a religião é o aroma espiritual”. Como verdadeiro discípulo de Feuerbach, Marx conclui que a adesão a Deus tira ao homem a consciência de sua grandeza: é uma alienação. Eis seu asserto contundente: “Mais o homem coloca realidade em Deus e tanto menos resta de si mesmo”.

 A ação de um Deus Supremo impede sua independência total. Sua emancipação exige “a priori” a morte de Deus. É exatamente o trabalho que permite ao homem construir-se enquanto homem.

Fica claro, pois, que o ateísmo não é acidental ao marxismo, impossível ser um “bom” marxista, permanecendo crente.

Marx é taxativo: “O ateísmo é uma negação a Deus e por esta negação coloca a existência humana”.  Entre a razão e a fé o conflito é peremptório. Diria depois Lénine: “O marxismo é o materialismo. Por este título ele é tão implacavelmente hostil à religião, quanto o materialismo dos enciclopedistas do século XVIII ou o materialismo de Feuerbach”. Prossegue ele: “Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”. Não se trata de um conselho facultativo. Fala categoricamente: “Nossa propaganda compreende necessariamente a do ateísmo”.

  É a própria religião, sob a forma mais pura, que o marxismo considera como alheação perigosa da qüididade do homem. O comunismo, que é o herdeiro mais fiel de Karl Marx, se revela, pois, em lógica conseqüência, intransigente neste ponto.

Lénine assim se manifestou também, em 1905: “A religião é uma espécie de mau vodka espiritual no qual os escravos do Capital afogam seu ser humano e suas reivindicações para com uma existência ainda pouco digna do homem”.

 Marxismo e ateísmo não podem ser dissociados. O ateísmo é intrínseco ao marxismo. É-lhe medular, parte integrante. O ateísmo não é em Marx uma superestrutura. A própria consciência que o homem tem de si exclui, completamente, a possibilidade de Deus. Daí ser um erro primário querer abstrair dos escritos de Marx o ateísmo. É desestruturá-los. Não há meio termo. Há uma contestação terminante à Transcendência.  

UMA ALERTA À NAÇÃO

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 11:53 pm on Wednesday, June 25, 2008

 

 A Folha de São Paulo (24 junho 2008) noticiou que o  Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou um relatório que pede a dissolução do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Segundo a  reportagem o documento já serviu de base para oito ações judiciais contra o MST. Em entrevista ao UOL, o promotor Gilberto Thums, integrante do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, explicou a intenção do Ministério Público:  

“O Conselho Superior do Ministério Público, o qual eu integro, determinou a realização de um levantamento no Rio Grande do Sul sobre a situação do MST e os acampamentos. Foram feitas algumas constatações. Fiz um relatório, aprovado por unanimidade no conselho, e a partir daí foram designados dois promotores com objetivo de implementar as ações judiciais necessárias. Uma delas, foi o deslocamento de dois acampamentos que foram utilizados para promover ataques sistemáticos a propriedades rurais.” 

“O MP não está aqui defendendo propriedades rurais. O MP está tomando essa atitude em defesa do estado de direito, porque o MST vem se caracterizando nos últimos tempos não mais como um movimento social, mas como um movimento político, adotando técnicas que são típicas de guerrilha… Recentemente, foi mostrado no país inteiro, o MST entrou para a segunda fase das organizações guerrilheiras, que são os atos de sabotagem. Em Porto Alegre, por exemplo, invadiram supermercado, quebraram tudo, levaram um monte de coisa. Em Passo Fundo, entraram numa empresa, que é a Bunge, uma multinacional, propriedade privada, que a Constituição brasileira garante respeito e funcionamento. “ 

“O que inquieta o Ministério Público é: por que se escolhe determinados territórios para ocupação? O objetivo não é reforma agrária, o Rio Grande do Sul não tem terra para reforma agrária. Não existe. Isso já foi concluído pela CPMI da Terra em 2005…Por que essa terra foi escolhida estrategicamente para a ocupação? Porque ali passa o duto de nafta que abastece o pólo petroquímico. Sobre essa granja, passam quatro redes de alta tensão que abastecem dois terços de energia do Rio Grande do Sul. Junto à granja, passa um rio, e, sobre ela, passa uma ferrovia. Se fomos olhar, em qualquer lugar do mundo seria o ponto mais vital que alguma organização podia escolher para ocupar. O movimento escolheu esse local e já tomou todas as providencias necessárias porque não agüenta mais os atos de sabotagem que estão fazendo.” 

” O que tem que ficar claro é o seguinte: o MST, na verdade, é o braço da Anca (Associação Nacional de Cooperação Agrícola) e da Concrab (Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil), que são ONGs que têm existência jurídica, que recebem dinheiro público, que são o braço financeiro do MST. A CPMI da Terra concluiu em 2005 o seguinte: o MST é um grupo econômico. Embora apresente uma estrutura bem formada, a ausência da personalidade jurídica é proposital, para evitar que seu patrimônio seja atingido em ações judiciais. Os recursos financeiros provêm da Anca e da Concrab. Esses são os braços financeiros do MST. O dinheiro é canalizado para eles por meio dessas instituições. O MST na verdade é uma máscara, q é utilizada para ações ilegais.” 

“Se fossem os cidadãos comuns, estavam todos presos. Porque isso aí tem um nome: isso se chama organização criminosa. O que eles já fizeram de depredações, de atos ilegais em vários locais, é motivo suficiente para pedir prisão preventiva se fosse um cidadão comum. A hora em que cair essa máscara, de o sujeito deixar de ser protegido por esse manto chamado MST, as situações tomam outro rumo. Se nós conseguirmos por decisão judicial declarar o MST um movimento ilegal, à margem do sistema jurídico brasileiro, o tratamento que vai ser dado aos seus integrantes em caso de ocupações com violência, de enfrentamento de policiais, e ocupações diárias, depredações, atos de vandalismo, furtos, seqüestros etc, vamos considerar esses integrantes como pertencentes a uma organização criminosa, e vão receber o tratamento como cidadão recebe. Até hoje, houve tolerância do MP no sentido de não fazer nada, porque afinal é o MST. Só que agora vamos tratar as pessoas que compõem esse movimento.” 

“Estamos defendendo a ordem jurídica. O artigo 127 da Constitutição Federal atribui ao Ministério Público o dever de defender a ordem jurídica e o estado democrático de direito. O que o MST está fazendo, nos últimos momentos, é uma agressão ao estado democrático de direito. É um atentado à democracia. Em nenhum lugar do mundo seria tolerado esse tipo de conduta, nem na Rússia seria tolerado. Por que nos omitimos de tamanho absurdo? Qual é a proposta? O que o MST quer? Se eles querem terra, podem acampar em Brasília, onde o presidente Lula é o representante maior deles, e eles podem conseguir através de pressão em cima do poder político da nação. Agora, nada justifica uma invasão de áreas privadas produtivas, de empresas, supermercados, ou coisas semelhantes. É injustificável.” 

“Qualquer cidadão vai ver que é uma situação ilegal. A simpatia que o MST teve no passado hoje se tornou o contrário no país. Poucas pessoas hoje aplaudem essas ações, que são completamente nocivas, inaceitáveis numa democracia. Os movimentos sociais pacíficos têm toda a proteção constitucional. Isso que o MST está fazendo não é um movimento social. A reivindicação, a causa deles, hoje, é uma causa perdida. Estamos defendendo a prevalência da lei. Se um indivíduo entra num supermercado e subtrai qualquer objeto, ele está preso. Agora, qual é a lei do mundo que autoriza uma montanha de gente invadir, quebrar, subtrair objetos e sair impune? Se alguém conseguir explicar isso pra mim, retiro tudo o disse até agora.” 

Penso que essas declarações são muito claras e dispensam comentários. Nunca é demais lembrar que inúmeras vezes o Papa João Paulo II condenou as invasões de terra e de prédios:Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, na visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996: “Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas”. (g.m.) (n.5)

No  Discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, o Papa  disse:”Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras - já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 - e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.João Paulo II deixa claro que “invasão de terras e de outras propriedades, é técnica da luta de classes, motor do marxismo, tão condenado pelos Papas inúmeras vezes. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Agoniza a democracia na Venezuela

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 4:35 am on Monday, June 9, 2008

  

Agoniza a cada dia a democracia na Venezuela. A imprensa é cerceada, o principal canal de televisão privado foi suspenso, e agora um Decreto de Hugo Chaves impõe um patrulhamento ideológico ao povo. Os bispos da Venezuela lutam bravamente contra essa atitude totalitária do Presidente. 

A revista VEJA (11 jun 2008. n. 2064) traz uma matéria que denuncia que “em sua marcha para criar um estado policial, Hugo Chaves decreta a delação obrigatória na Venezuela. Em maio, sem publicidade, “o presidente criou por decreto um sistema de inteligência que obriga todos os cidadãos a colaborar com os espiões do governo. Quem não o fizer poderá ser condenado a cumprir de dois a seis anos de cadeia. Juízes e promotores têm obrigação especial de passar ativamente informações à polícia política. É a Lei de Inteligência e Contra-Inteligência”. 

A Lei diz: “Os órgãos de inteligência devem fazer frente à ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do país”, Como Chávez considera que toda e qualquer oposição a seu governo tem influência americana, fica entendido que o objetivo da reforma é a repressão política”.  

O novo “sistema de segurança” e a obrigatoriedade da “delação destroem a democracia venezuelana e instaura o regime ditatorial e totalitário. A Venezuela começa a se transformar em um estado policial, como Cuba.  

“Agora o governo pode definir quando um cidadão infringe ou não a lei. Dessa forma, a população se torna refém do regime. “Chávez subverteu a regra democrática de que o estado deve satisfação ao cidadão, não o contrário”, diz o cientista político Jorge Zaverucha, coordenador do Núcleo de Estudo de Instituições Coercitivas, da Universidade Federal de Pernambuco”. 

A matéria afirma que “Chávez aprendeu com Fidel Castro a utilidade de uma rede de espionagem com a missão de identificar cidadãos descontentes. Esse tipo de controle social, em que as pessoas se policiam umas às outras, é eficiente em garantir a lealdade de todos ao estado. Em Cuba, essa função é desempenhada pelos Comitês de Defesa da Revolução (CDRs)”. 

 Criados em 1960 sob o lema “toda dissidência é uma traição”, estão presentes em cada quarteirão e nominalmente reúnem mais da metade da população da ilha. Toda essa gente tem a obrigação de informar à polícia política qualquer “conduta suspeita” dos vizinhos.  

A revista informa que “no caso da Venezuela, o papel de vigilância que em Cuba cabe aos CDRs será desempenhado pelas inúmeras organizações assistencialistas criadas por Chávez. Ele usa os abundantes dólares do petróleo venezuelano para aliciar e amordaçar o povo  e a liberdade. Na nova lei, elas são chamadas de “órgãos de apoio às atividades de inteligência do estado”. Os presidentes de cooperativas serão considerados informantes privilegiados da polícia chavista.  

O mesmo tipo de “delação compulsória’ (dedo duro) foi    muito usado no regime comunista da Rússia, China,  Cuba, etc. “Outros exemplos de estados policiais já mostraram que o autoritarismo miúdo dos pequenos agentes torna a vida dos cidadãos um inferno”, diz José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública.  

“A Stasi, o serviço secreto da Alemanha Oriental, era tão eficiente na supressão da liberdade que Fidel Castro convidou seus agentes para assessorá-lo na montagem de sua própria polícia política. Nesse aspecto, o modelo chavista de vigilância ideológica é ainda mais perverso. Nem os alemães-orientais ousaram emitir uma lei tornando a delação obrigatória”. 

Em Cuba todo quarteirão tem um Comitê de Defesa da Revolução (CDR), que exerce uma patrulhar na conduta dos moradores. Até mudar de casa sem autorização do governo é motivo para ser denunciado. Os espiões usam e abusam do poder, a ponto de extorquir os vizinhos. Afirma a revista que “um dos maiores aparatos montados para espionar os próprios cidadãos existiu na Alemanha comunista. Era formado por 100.000 agentes e 600.000 informantes. Filhos denunciavam os pais e amigos espionavam-se uns aos outros. A suspeita de dissidência podia levar um denunciado às salas de interrogatório da polícia secreta”. 

Lamentavelmente renasce na América do Sul o mais triste regime comunista que com muito custo foi superado na  Europa. O triste regime deixou um saldo de cem milhões de mortos segundo o “Livro Negro do Comunismo” (Stéphane Courtois e outros, Ed. Bertrand Russel, SP,2005)

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

 

 

O Papa João Paulo II e as Invasões de Propriedades

Filed under: Marxismo — Prof. Felipe Aquino at 4:47 pm on Friday, April 18, 2008

 

Temos visto crescer no país os movimentos de invasões de terras, prédios habitacionais, prédios de empresas do governo e particulares, por parte dos “movimentos sociais”; e parece que com uma tolerância descabida por parte de algumas autoridades. Nota-se que é um movimento crescente e que preocupa a Nação. Em vista disso, penso que vale a pena recordar  a posição da Igreja diante desses fatos.  

Ao menos por três vezes o Papa João Paulo II se manifestou de maneira muito clara, e que não deixa a menor dúvida, de que a Igreja é totalmente contra a invasão de propriedades alheias. Vale a pena recordar o que o Papa de saudosa memória disse algumas vezes.  

Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, provenientes do Regional Sul l da CNBB, em  visita “ad limina Apostolorum”,  de 13 a 28 de Março de 1996, no Vaticano, o Papa João Paulo II disse: 

“… recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (Rerum Novarum, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.” 

Com uma clareza absoluta o Papa deixa claro que nada justifica “danificar alguém ou invadir a sua propriedade”. E que a Igreja jamais pode alimentar esse tipo de desordem. No entanto, sabemos que há elementos da Igreja, membros do clero, que são mentores e incentivadores das invasões de terra, prédios, etc. Não há como justificar isso.  

Em Discurso no dias 26/nov/2002, aos bispos do Brasil, o Papa voltou a dizer: 

“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça que pretendiam resolver”. 

     Novamente o Papa deixou claro que a necessária justiça social deve ser obtida pelas ações legais e não por “aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes”; e condenou explicitamente as “invasões de terra”. O Papa lembrou que essas ações desordeiras pioram os problemas referentes à  justiça social ao invés de resolvê-los. A história recente da Rússia e dos paises da antiga Cortina de Ferro, mostram sobejamente esta verdade.  

     A Igreja é plenamente a favor da justiça social e quer que  mesma se faça dentro da lei e da ordem como propõe na sua Doutrina Social, mas, sem lançar mão, mais uma vez à violência, à luta de classes, ao incitamento do ódio de uns contra os outros. Isso não é um meio moral e cristão. Não se pode fazer o bem por um caminho mau. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

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