Palavras de um pai de um filho Anencéfalo

Arquivado em: Meditação, Familia — Prof. Felipe Aquino at 12:58 pm on Terça-feira, Maio 20, 2008

    Paulo Tominaga, Mestre em Ciência da Computação, engenheiro pela Unicamp, advogado, atualmente Consultor do Núcleo Jurídico do PRODASEN - Senado Federal. Tem três filhos, sendo que o segundo, já falecido, era anencéfalo.Vale a pena ler o seu depoimento sobre o assunto.

“Após ter um filho anencéfalo no ano passado, é com pesar que vejo como o tema tem sido tratado desde a recente decisão de um dos ministros do STF, na qual se assegura às mães o direito de dispor da vida daqueles que venham a gerar. É interessante notar como apenas de modo passageiro se faz referência a estas pequenas pessoas, ficando a tônica da discussão sobre um tal “direito à liberdade de escolha” dos adultos envolvidos no caso. Como se a gravidez correspondesse apenas a uma vida – a da mãe –, podendo prescindir da existência do filho.
Este enfoque parece ilustrar como o egoísmo impera em nossa sociedade. Sempre tinha ouvido falar no amor da mãe por seus filhos como o mais excelso tipo de amor possível. E desde os antigos gregos, este costumava ser indicado, para todos, como um ideal a ser alcançado, na relação com os demais.
Hoje o que parece preponderar como meta é outra espécie de “amor”, verdadeiro culto religioso, por uma triste caricatura de “liberdade”, entendida como absoluta falta de compromissos. Não mais se aceita, nem mesmo, o compromisso de se preservar a vida de um filho, se este não puder corresponder às expectativas de seus pais ou – o que é pior – da maioria da sociedade. Neste quadro, fica claro que, para alguns, só se tem filhos para uma satisfação da auto-estima, como parte de um projeto pessoal ou para que possam, de certa forma, “divertirem-se” com as crianças, utilizando-os, como se fossem um objeto qualquer. Se não há a perspectiva de que uma criança venha a proporcionar alegrias aos pais, então é melhor descartá-la o quanto antes – no ventre da mulher, de preferência, pois assim termina logo esta existência “insuportável e sem sentido”!
Uma pessoa não pode ser eliminada simplesmente porque não é como nós gostaríamos que fosse. Criam-se teorias e mais teorias para tentar encobrir o óbvio: está se matando uma pessoa, em nome de se “eliminar os terríveis sofrimentos, verdadeira tortura”, que sua existência causa a sua mãe, a seu pai. Além do mais, dizem, esta criança está condenada à morte, de qualquer forma. Assim, apenas se está antecipando aquilo que naturalmente iria ocorrer em pouco tempo.
Amigos, a criança já terá uma vida breve. Que saibamos respeitá-la. Posso assegurar, por experiência própria, que este caminho conduz a um crescimento grande no amor entre os cônjuges, e na capacidade de se doar aos demais filhos. Filhos que virão, com certeza, como veio para nós neste ano o pequeno Rafael – talvez a demonstração mais palpável de que não há qualquer “trauma” no caso, se os pais souberem agir com serenidade.
Se realmente desejam ajudar aos que passam por tais situações, saibam tratar do tema com um enfoque prático que não distorça a realidade mais óbvia, querendo criar teorias para esconder uma vida ou afirmar cegamente que este filho nunca existiu. O problema de saúde, a má formação da criança, é um fato que atualmente não se pode reverter. A questão não está apenas no que se deve fazer durante a gestação. O grande problema, para os pais – e para a mãe, em especial – é como lidar com o fato ocorrido, depois deste período ter acabado. Porque não é possível se esquecer de um filho: ficará para toda a vida a recordação destes dias. E então, ou a mãe irá se lembrar de que, não podendo ajudar seu filho, matou-o, porque ele não era nem poderia vir a ser como se desejava que ele fosse; ou irá se lembrar, com carinho e ternura, de que seu filho, que teve uma breve existência, foi sempre amado e respeitado.
Amem seus filhos. Garanto que vale a pena.”

O Amor de Deus no Mundo

Arquivado em: Ensinamentos, Meditação — Prof. Felipe Aquino at 1:12 pm on Sexta-feira, Maio 9, 2008

Jesus veio ao mundo para salvá-lo. Depois de cumprir até o fim a sua missão, passando pela morte e ressurreição, deixou a Igreja para continuar a obra da salvação de cada pessoa.
Para isto, enviou os Apóstolos: “ Ide a todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Esta é, portanto, a missão da Igreja e também de cada um de nós que recebeu o santo Batismo.
Cada cristão deve ser, como diziam os Padres da Igreja, “alter Christus” (um outro Cristo) que vai pelo mundo propagando o Evangelho, com a vida e com as palavras. Em cada cristão, consciente disso, Cristo continua a Sua missão salvífica. Assim, Ele nos deu a honra e a glória de o ajudarmos a construir o Seu Reino, que também é nosso. Desfrutará das delícias desse Reino eterno, todo aquele que tiver trabalhado para construí-lo.
Antes de Jesus partir para a Casa do Pai, Ele rezou profundamente pelos seus. É a oração sacerdotal de Jesus, que São João teve a felicidade de captar, naquela noite amarga em que o Senhor foi traído por Judas, negado por Pedro e abandonado pelos apóstolos. Antes de sofrer a Paixão, e enfrentar a morte, ele recomendou-nos ao Pai:
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo” (Jo 17,15-16).
Não somos do mundo, não pertencemos a este mundo, mas Jesus nos quer vivendo nele, para levá-lo a Deus.
Jesus precisa do cristão na  sociedade, para ser “ a luz do mundo e o sal da terra”(Mt 5,13-14). Sem os cristãos, o mundo não tem luz e não tem saúde moral e espiritual.
Diante de tantas profanações da pessoa humana, diante de tanta corrupção, diante de tanto roubo, de tanto crime, de tanta prostituição e pornografia, enfim, diante de tantas trevas, não é difícil de se concluir que a luz de Cristo ainda brilha muito pouco, mesmo numa civilização que se diz cristã. Por isso tudo, é urgente evangelizar; é urgente acender a luz de Cristo, no mundo do trabalho, no mundo da ciência, no mundo da economia, no mundo das leis, no mundo do comércio…
E esta é exatamente a missão que o Senhor confiou a cada um de nós leigos, que vivemos no mundo.
O documento do Concílio Vaticano II, sobre os leigos, Apostolicam Actuositatem, conclama-nos a abraçar a missão de iluminar o mundo com a luz de Cristo:
“Nosso tempo exige dos leigos um zelo não menor pois as circunstâncias atuais reclamam deles um apostolado mais intenso e mais amplo (AA,1)
“Faz-se porém mister que os leigos assumam a renovação da ordem temporal como sua função própria “ (AA,7)
O santo Concílio, iluminado pelo Espírito, deixou claro a nossa missão: consagrar o mundo em que vivemos a Deus. Estabelecer nele as Suas leis, construir nele o Seu Reino. E nesta imensa tarefa, ninguém está dispensado. Alguém já disse que no Reino de Deus não há desempregados e nem aposentados. Todos são indispensáveis. Cada um recebeu dons próprios que os outros não receberam; é mister colocar esses dons a serviço da construção do Reino de Cristo para a glória do Pai e a salvação dos irmãos.
A mola propulsora de todo este trabalho há de ser sempre o amor a Deus e aos irmãos. Deus nos deu tudo: a vida, o ser, o mundo material com todas as suas belezas e riquezas, e nos deu o Seu Filho Único para sofrer e morrer pela nossa salvação. O que mais poderíamos pedir a Deus? Nada. Resta-nos agradecer. Mas não apenas com palavras e orações, mas com o comprometimento de toda a nossa existência no Seu projeto de reunir de novo todos os homens em Jesus Cristo, pela Igreja.
Cristo veio a nós e deu-nos a maior prova de amor que alguém poderia dar – deu a Sua vida – a fim de que pudéssemos voltar para a Casa do Pai, onde a felicidade é eterna. E Ele precisa agora de cada um para salvar a todos. Então, o nosso agradecimento será realizado se lhe entregarmos o coração e as mãos.
Jesus ama loucamente cada uma das suas criaturas humanas, pois cada uma delas é única, irrepetível, criada à sua imagem e semelhança. Por isso Ele não quer perder nenhuma de suas ovelhas, por mais fraca que seja. Ele garantiu que há mais alegria no céu por um único pecador que se converta; mais até por causa de noventa e nove justos que já fazem penitência (Lc 15). Veja como Ele ama cada um com um amor eterno!
Cada um de nós aqui na terra, pode fazer acontecer uma festa entre os anjos de Deus lá no céu, toda vez que convertemos um pecador do seu mal caminho. Esta é uma grande prova de amor a Deus. Não importa que você não possa converter a muitos; mas Deus espera que você converta para Ele aquele que está ao alcance do seu braço; aquele que é o seu próximo mais próximo.
Comece amando-o, gratuitamente. Não diga a ele logo: “Deus te ama”, pois ele pode não acreditar. Diga-lhe primeiro: “eu te amo”; e prove isto com os seus atos. Só depois, você vai dizer-lhe: “Deus te ama”; aí, então, ele vai acreditar, e vai querer conhecer o seu Deus. O amor é o combustível da evangelização. Ninguém pode evangelizar se não for movido pelo amor; amor a Deus e amor aos filhos de Deus.
A única recompensa que deve esperar aquele que abraçou esta missão, é a alegria de agradar ao seu Deus e ter o seu nome escrito no céu. Se buscarmos outra recompensa que não seja esta, perdemos todo o mérito diante de Deus. “Já receberam a sua recompensa” (Mt 6,2.5.16).
Cada um de nós deve se apropriar daquela palavra do Apóstolos:
“Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!  Se o fizesse da minha iniciativa, mereceria  recompensa. Se o faço independentemente  de minha vontade, é uma obrigação que se me impõe. “(1 Cor 9,16-18).
Quando Deus chamou o profeta Jeremias para revelar sua dura palavra aos hebreus que já não obedeciam as Suas leis, o profeta teme medo, e viu-se como se fosse uma criança despreparada para a missão. Mas o Senhor não pensava assim.
“Ah! Senhor Javé, eu  nem sei falar, pois que sou como uma criança”.
Replicou porém o Senhor:
Não digas: “Sou apenas uma criança;” porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que Eu ordenar. Não os deves temer porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. “ (Jer 1, 4-8).
Quando o Senhor nos envia em seu Nome, seja ao próximo mais próximo, seja aos confins da terra, Ele nos dá a Sua graça; e, mais ainda, a Sua própria Presença.
“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20)
Não tenhamos, portanto, nem medo e nem desânimo, pois a obra é Dele, e a batalha lhe pertence, somos apenas os seus comandados.

A Dor do Abandono

Arquivado em: Meditação — Prof. Felipe Aquino at 5:33 pm on Domingo, Janeiro 27, 2008

David Souza Costa 

Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. 

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor… 

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos… Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? 

Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono… A mais deprimente solidão… Se ao menos eu pudesse andar… Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim… Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho… Os dias passam… e com eles a esperança se vai… No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei…  

Mas, agora… como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima… Queria saber dos meus filhos… dos meus netos… Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos… que a arrastam sem misericórdia… para longe de mim. 

Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim…É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria… Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo… que eu vivo… que eu sinto… 

Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso…Que a vida continua após a morte, de uma outra forma… Mas com certeza a minha matéria, a minha mente, o meu eu dessa vida que vivo agora, com o nome que tenho… nunca mais existirá ! E quando a morte chegar, só restará a saudade que com o passar do tempo se ameniza… (se é que alguém vai sentir saudade de mim, já que não sentem enquanto ainda estou viva neste asilo).

Sinto que a minha hora está chegando… Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam… Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado…

 “O alimento da caridade são as boas obras”   

Beato A. Frederico Ozanam

UM DEFEITO NA MULHER

Arquivado em: Meditação — Prof. Felipe Aquino at 8:09 pm on Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

Recebi este texto pela Internet e o partilho com os leitores;

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

   Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.Um anjo apareceu e Lhe disse: “Por que gastas tanto tempo com esta?”  

E o Senhor respondeu: “Você viu minha “Folha de Especificações” para ela?”“Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos.”

O anjo se maravilhou com os requisitos.  

“Somente duas mãos….Impossível! 

E este é somente o modelo Standard?  

É muito trabalho para um só dia…Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.”“ Não o farei, protestou o Senhor. Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração. 

Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.” 

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.“Porém a fizeste tão suave, Senhor!” “É suave”, disse Deus, “porém a fiz também forte. Não tens idéia do que pode aguentar ou conseguir.” 

“Será capaz de pensar?” perguntou o anjo.   

Deus respondeu:“Não somente será capaz  de pensar , mas também de raciocinar e negociar”Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher….

“Senhor, parece que este modelo tem um vazamento…Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela” “Isso não é nenhum vazamento… É uma lágrima“,corrigiu-o o Senhor.

“Para que serve a  lágrima?” perguntou o anjo.E Deus disse: “As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.”Isto impressionou muito ao anjo

“És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa”“ Sim, ela é!

A mulher tem forças que maravilham os homens. Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam,  quando querem chorar. Choram, quando estão  felizes e riem, quando estão nervosas.Lutam pelo que acreditam.Enfrentam a injustiça.Não aceitam “não” como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Se privam, para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente.Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São  felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. Porém, há um defeito incorrigível na mulher:

“É que ela se esquece o quanto vale.” 

VOCÊ SE ACEITA COMO É ?

Arquivado em: Meditação — Prof. Felipe Aquino at 6:27 pm on Segunda-feira, Dezembro 3, 2007

VOCÊ SE ACEITA COMO É ? 

Cada um de nós é riquíssimo no seu ser. Fomos feitos à imagem de Deus; o que mais poderíamos desejar? Deus entrou dentro de Si mesmo para lá ir buscar o nosso molde.

Como, então, você pode ficar reclamando das qualidades que você não tem? Não seria isto ser ingrato com Deus?

 Antes de lamentar e lamuriar o que você não tem, agradeça o que você já tem, e tudo o que recebeu gratuitamente Dele. Olhe primeiro para as suas mãos perfeitas… e diga muito obrigado Senhor!Pense nos teus olhos que enxergam longe, teus ouvidos que ouvem o cantar dos pássaros, e diga obrigado Senhor!

Olhe para a beleza e vigor da sua juventude, e agradeça ao bom Pai, de quem procede toda dádiva boa.

 A pior qualidade de um filho é a ingratidão diante do pai.

Jesus ficou muito aborrecido quando curou dez leprosos (uma doença incurável na época!), mas só um (samaritano) voltou para agradecer. E este não era judeu, isto é, o único que não era considerado pertencente ao povo de Deus.

Você recebeu uma grande herança de Deus, que está dentro de você; sua inteligência, sua liberdade, vontade, capacidade de amar, sua memória, consciência, etc., enfim, seus talentos, que Deus espera que você faça crescer para o seu bem e o dos outros.

 A primeira coisa para que você possa multiplicar esses talentos, é aceitar-se como você é, física e espiritualmente.

Não fique apenas olhando para os seus problemas, numa espécie de introspecção mórbida,  porque senão você acabará não vendo as suas qualidades; e isto te tornará  escravo do teu complexo de inferioridade.

 São Paulo disse que somos como que “vasos de barro”, mas que trazemos um tesouro de Deus escondido aí dentro (cf. 1Cor4, 7).

Eu não estou dizendo que você deve se esconder dos seus problemas, ou fazer de conta que eles não existem, não é isto. Reconheça-os e aceite-os; e, com  fé em Deus, e confiança em você, lute para superá-los, sem  ficar derrotado e lamuriando a própria sorte.

 Saiba que é exatamente quando vencemos os nossos problemas e quando superamos os nossos limites, que crescemos como pessoas humanas.

Não tenha medo dos seus problemas, eles existem para serem resolvidos. Um amigo me dizia que todo problema tem solução; e que, quando um deles não tem solução, então, deixa de ser problema. “O que não tem remédio, está remediado”, diz o povo. Não adianta ficar chorando o leite derramado.

 É na crise e na luta que o homem cresce. É só no fogo que o aço ganha têmpera. É sob as marteladas do ferreiro que a lâmina vira um espada.

Por isso, é importante eliminar as suas atitudes negativas.

 Deus tem um desígnio para você e para cada um de nós; uma bela missão a ser cumprida, e você pode estar certo de que Ele lhe deu os talentos necessários para cumpri-la.

Deus quer que você seja um aliado dele, um cooperador Seu, na obra da construção do mundo. Ele não nos entregou o mundo acabado, exatamente para poder nos dar a honra e a alegria de sermos seus colaboradores nesta bela obra.

 Ele precisa de nossas mãos e de nossa inteligência, Ele quer usar os seus talentos.O homem mais infeliz é aquele que se fecha em si mesmo e não usa os seus talentos para o bem dos outros. Esse se torna deprimido.

Na parábola dos talentos, Jesus mostrou que só foi pedido um talento a mais àquele que tinha ganhado um; mas que foi pedido dez novos talentos ao que tinha dado dez. Deus é coerente.

 Você  sabe que é  “único” aos olhos de Deus, irrepetivel; logo, você recebeu talentos que só você tem; então, Deus espera que você  desenvolva esta bela herança, sendo aquilo que você é.

É um ato de maturidade ter a humildade de reconhecer os seus limites e aceitá-los; isto não é ser menor ou menos importante; é ser real.

Aceite suas limitações, seus problemas, seu físico, sua família, sua cor, sua casa, também seus pais e seus irmãos, por mais difíceis que sejam… e comece a trabalhar com fé e paciência, para melhorar o que for possível.

 Se você não começar por aceitar o seu físico, aquilo que você vê, também não aceitará os defeitos que você não vê.Você corre o risco de não gostar de você se não aceitar o seu corpo. Muitos se revoltam contra si mesmos e contra Deus por causa disto. Você só poderá gostar de você - amar a si mesmo -  se aceitar-se como é, física e espiritualmente. Caso contrário não será feliz.

É claro que é bom aprender as coisas boas com os outros, mas não podemos querer imitá-los em tudo.

Você não pode ficar se comparando com outra pessoa, e quem sabe, ficar até deprimido porque não tem os mesmos sucessos dela. Cada um é um diante de Deus.

Também não se deixe levar pelo julgamento que as pessoas fazem de você. Saiba de uma coisa: você não será melhor porque as pessoas o elogiam, mas também não será pior porque o criticam.

 Como dizia São Francisco, “sou, o que sou diante de Deus.”Certa vez iam por uma estrada um velho, um menino e um burro. O velho puxava o burro e o menino estava sobre o animal. Ao passarem por uma cidade, ouviram alguém dizer:“Que menino sem coração, deixa o velho ir a pé. Devia ir puxando o burro e colocar o velho sobre este!”Imediatamente o menino desceu do burro e colocou o velho lá em cima, e continuaram a viagem.Ao passar por outro lugar, escutaram alguém dizer:“Que velho folgado, deixa o menino ir a pé, e vai sobre o burro!” Então, eles pararam e começaram a pensar no que fazer: O velho disse ao menino:

Só nos resta uma alternativa: irmos a pé carregando o burro nos nossos braços!…”

 Moral da estória: é impossível agradar a todos! 

Do livro – Jovem, levanta-te!

 Prof. Felipe Aquino – Editora Cleofas – www.cleofas.com.br 

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