11. fevereiro 2011 · 1 comment · Categories: Sexo

A orientação sexual na adolescência ganha cada vez mais importância. Mais do que transmitir que sexo por sexo é fuga e sexo com consciência é amor, discutir as formas de relacionamento entre adolescentes é também uma das grandes preocupações da sociedade. Causa estranheza observar o descaso e o desrespeito com que o assunto ainda é tratado. Nem é preciso ser um especialista para perceber a discrepância das atitudes.

Uma médica pediatra de Fortaleza confidenciou recentemente que meninas pré-adolescentes são incentivadas pelos próprios parentes a engravidar, a fim de receber a verba do Programa Bolsa-Família. Em Porto Alegre (RS), uma parceria entre a prefeitura e a ONG Instituto da Mulher Consciente inicia um programa de implante de anticoncepcionais para prevenção de gravidez prematura em 2.500 adolescentes (entre 15 e 18 anos). Obviamente, meninas mais humildes serão o foco do projeto, dado sua condição econômica e vulnerabilidade social.

Atitudes desse gênero sucitam o questionamento: será que essas iniciativas assistenciais irão ajudar de alguma forma a baixar o alto índice de gravidez precoce? Ou, ao contrário, acabam incentivando ainda mais a prática sexual entre adolescentes?

A sociedade vem se preocupando em proporcionar segurança e liberdade sexual para os adolescentes, mas não consegue orientar adequadamente os representantes do futuro da nação sobre o assunto. Isso sem contar a forma com que o tema é tratado na mídia, principalmente em novelas, filmes nacionais e em programas de auditório.

Por que as autoridades não promovem mais ações éticas e humanas para os adolescentes, especialmente os mais pobres? Devemos repudiar qualquer possibilidade de que sejam tratados como meros animais de reprodução, que podem fazer sexo à vontade e sem perigo.

No caso de Porto Alegre, o anticoncepcional que será aplicado nas adolescentes evita a gravidez por três anos. O implante ocorre com o uso de anestesia local sob a pele do braço. Durante o tempo previsto, o bastonete vai liberar hormônio diariamente na corrente sangüínea, a fim de inibir a ovulação. Que conseqüências esse medicamento trará para a saúde das meninas?

Especialistas da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul já alertaram para um possível relaxamento no uso de preservativos por parte das adolescentes que participam do programa. Sem contar que, associada à distribuição gratuita dos preservativos e da abortiva “pílula do dia seguinte”, a liberdade de atos sexuais entre adolescentes torna-se cada vez mais normal, na visão deles, como um incentivo à promiscuidade.

O ser humano não deve ser considerado apenas como um corpo. Sua alma necessita de afago. A simples promoção de sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, também incita conseqüências trágicas como milhões de meninas gerando filhos, sendo violentadas, prostituindo-se à beira das estradas, crianças abandonadas por pais e mães despreparados para formar uma família e postadas em faróis à procura do sustento de cada dia. É claro, quem planta vento, colhe tempestades.

A moral e a ética exigem que ensinemos aos jovens o autocontrole de suas paixões intensas. Que devem vencer a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis com atos responsáveis, e não pelo uso da camisinha. João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: “Além de o uso de preservativos não ser 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana… O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo… O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental”.

Devemos incentivar a formação de famílias com conceitos, raízes e sentimentos puros e morais. Conservadora ou não, a família é o sustento do espírito e a fonte de conforto nos anseios individuais. A sociedade, de uma maneira geral, deve ter mais cuidado com o que simplesmente “controla a transmissão de doenças e evita filhos indesejados”. Ela deve transmitir princípios e valores através da orientação, em busca do resgate das origens e do respeito a moral e a ética. A satisfação do sexo não está restrita ao corpo, ela deve estar atrelada ao coração, espírito e mente.

* Prof. Felipe Aquino

06. setembro 2010 · 4 comments · Categories: Sexo

Gostaria de partilhar com os ouvintes, um email que recebi de um pai; segue abaixo;

Professor, bom dia

  ”Sou casado, tenho três filhos. Filha de 11 anos estuda em Escola Publica e ontem ao assistir o “Fantástico” eu ouvi a noticia de que haverá máquina de camisinhas nas Escolas.Solicito a gentileza de sua orientação como explicar o fato para a minha filha de 11 anos, ou se tem algum livro educativo para falar para esta idade.Um absurdo este plano de governo. Falar de sexo para uma criança de 11 anos abertamente como está acontecendo para mim é uma violência psicológica.Tenho medo de violência psicológica para uma criança de 11 anos. Peço uma ajuda”.

 

A minha resposta a esse pai foi que é uma vergonha isso; e um tremendo desrespeito às nossas crianças, empurrando-as cirminosamente para uma vivência sexual sem responsabilidade, sem sentido, sem maturidade; fomentando o pecado da fornicação. É a destruição de nossa juventude. Que os pais fiquem alerta; protestem junto às escolas e junto ao governo. E orientem seus filhos e filhas sobre essa imoralidade sem precedentes em nosso país.  Expliquem aos fllhos toda a imoralidade desta inciativa.

Um estudo realizado pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento – BID, constatou que as novelas fazem aumentar o número de divórcios no Brasil. Alberto Chong é coordenador da pesquisa.

Os pesquisadores analisaram as três últimas décadas e verificaram que a taxa de divórcios no Brasil cresceu cinco vezes desde 1980.

Segundo o resultado das pesquisas do BID, a porcentagem de mulheres divorciadas é maior nas regiões onde se pode sintonizar a Rede Globo, em especial nas pequenas comunidades que recebem o sinal dessa emissora.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2009/01/30/estudo-do-bid-relaciona-novelas-divorcios-no-brasil-754213091.asp

 

         Infelizmente qualquer pessoa sabe que  isso é verdade, mas a pesquisa vem comprovar esta tristeza para aqueles que ainda acham que as novelas brasileiras são inofensivas.  Na verdade elas fazem uma pregação sistemática de anti-valores, destruindo os pilares da civilização cristã; fomenta o divórcio, incentiva o sexo livre e sem compromisso, fora e antes do casamento, enaltece a luxúria, promove a vida luxuosa e vazia, elimina Deus da vida das pessoas, etc.,etc., etc.

         As cenas de sexo e de beijos são permanentes, em horários onde as criancinhas estão na sala vendo tudo e aprendendo um comportamento perverso, desordenado, anti-cristão.

         Que tudo isso sirva de alerta aos pais para que amanhã não venham a estranhar o comportamento dos seus filhos, mesmo nas menores idades.

 

         Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Prof. Felipe Aquino fala sobre o sexo no namoro.

[audio:http://www.podcast1.com.br/canais/canal3099/3099_20090115_094442.mp3]

D. Estevão Bettencourt, osb, acaba de publicar em sua revista Pergunte e Responderemos (Edições Lúmen Christi, n. 547, janeiro de 2008) um interessante artigo intitulado “A Revolução Sexual” (pp. 21- 24) que completa bem o artigo que colocamos neste blog recentemente, baseado no do Padre Paulo Ricardo.  D. Estevão mostra em sete itens as raízes desta revolução que aconteceu no século XX. 

1 – O Pan-sexualismo de Freud -  Sigmund Freud, nasceu  em 1856 e morreu em Londres em  1939; foi um médico neurologista judeu-austríaco, fundador da Psicanálise. Interessou-se inicialmente pela histeria e, tendo como método a hipnose, estudou pessoas que apresentavam esse quadro. Freud afirmava que o sexo define a pessoa em todas as suas manifestações, mesmo no cultivo das artes. As práticas religiosas são movidas pelo “eros”, de modo que não é a pessoa que se manifesta pelo sexo, mas é o sexo que se manifesta na pessoa, segundo Freud. Então, para ele, deve-se favorecer a prática sexual e não coibi-la mesmo em idade precoce. Freud era ateu e inimigo da religião. A tese de Freud fez surgir a “educação sexual”,  “uso do sexo sem o risco” de engravidar e de se contaminar com doenças sexuais, especialmente hoje a AIDS.  

Para Freud, coibir o instinto sexual seria o mesmo que contrair uma neurose. A educação tradicional é vista então como uma grande depressão, causa de neuroses, e a cultura dos deveres como resultado de neurose coletiva. 

2 – O existencialismo de Sartre  – Jean-Paul Charles Aymard Sartre (nasceu em Paris, em 1905 e morreu em 1980). Foi um filósofo existencialista francês do início do século XX. Sartre difundiu pela literatura e pelo cinema a concepção de que “ se Deus não existe, então tudo é permitido”…, ora, Sartre era ateu, “Deus não existe”, ele dizia; logo, tudo é  permitido. Em conseqüência a experiência sexual foi exaltada como forma privilegiada de educação e comunicação; e todos os “tabus” deveriam ser derrubados. Esta mentalidade foi uma das componentes da Revolução sexual. 

3 – O Relatório Kinsey – Alfred Charles Kinsey (nasceu em 1894 e morreu 1956); foi um zoólogo norte-americano. Em 1947, na Universidade de Indiana, fundou o Instituto de Pesquisa sobre Sexo, hoje chamado de Instituto Kinsey para Pesquisa sobre Sexo, Gênero e Reprodução. Kinsey concluiu que os comportamentos sexuais não são mais do que “um mecanismo relativamente simples que se encarrega da realização erótica sempre que os estímulos físicos e psíquicos são suficientes… Logo, se são reações mecânicas da natureza, não há como falar de bem ou mal em termos de sexo, licito e ilícito, normal ou anormal”. Para ele o comportamento sexual de uma pessoa nada tem de moral ou imoral, muito menos religioso. Isto foi uma das raízes da Revolução sexual.   

4 – A descoberta dos anticonceptivos – A Pílula anticoncepcional começou a ser propagada em meados do século XX, o que facilitou a realização das relações sexuais antes, fora e dentro do casamento, sem o risco de gravidez, separando os aspectos unitivo e procriativo do ato sexual. Por isso foi condenada pelo Papa Paulo VI na encíclica “Humanae Vitae”, em 1967. A Pílula foi, sem dúvida um dos grandes incentivos à Revolução sexual. 

5 – Marxismo e Neo-marxismo  de Karl Marx – Karl Heinrich Marx (nasceu em 1818 e morreu em  Londres em 1883) foi um intelectual alemão, economista. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário que deu origem à revolução russa (bolchevista) de 1917, responsável pelo comunismo. Para ele o mundo seria salvo pela economia e pela política. Era ateu e inimigo da Igreja.  

Karl Marx afirmava que a família deveria estar vinculada à produtividade. Até os jogos das crianças deveriam, conforme a escola de Marx, ser concebidos como preparação da atividade produtiva e como educação para o trabalho. A mulher deve entrar no mercado de trabalho e deixar  os filhos aos cuidados das pedagogas, psicólogas, etc. Caso a mulher não possa dar conta dos filhos, deve fazer o aborto. Por isso a Rússia foi o primeiro país da Europa a legalizar o aborto, em 1920. Hoje realiza cerca de 1,5 milhão de abortos por anos; onde só nascem 700 mil crianças por ano. 

Para Marx a Revolução Russa (1917) deveria libertar a mulher dos três K: “Kinder, Küche, und Kirche” (filhos, cozinha e Igreja). Nessa linha o homem deveria livrar-se da dependência erótica afetiva que ocorre no matrimônio, libertando-se da dependência dos princípios da moral familiar. Para Marx e para os comunistas, a família era uma realidade filha da Igreja e ambas deveriam ser eliminadas. “Deus é o ópio (droga) do povo”. Lênin se dizia “inimigo pessoal de Deus”. 

Herbert Marcuse (1898 – 1979), citado em nosso artigo anterior (Você sabe o que é a revolução sexual?), assimilou essas idéias e as colocou em seu livro “Eros e a Civilização” (Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1955). 

6 – O feminismo de Simone Beauvoir – A procura radical da emancipação da mulher, igualada ao homem no trabalho fora de casa, deu origem aos movimentos feministas radicais, que ensinam que a maternidade não é desejável para a mulher pois a faz escrava do lar.  

Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 1908 — 1986), foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa, que escrevia romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, etc. , e que proclamou como direitos da mulher, o recurso ao aborto e á contracepção, a fim de que a mulher possa exercer um papel político-social semelhante ao do homem.  

“Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polêmica (foi uma relação “aberta”, pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros) e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto” (Wikipédia). 

7 – O Malthusianismo – Thomas Robert Malthus (1766 — 1834) foi um economista britânico. Ele e sua escola propuseram bases teóricas para justificar as políticas anti-natalistas dos Governos. Afirmava que a população do planeta crescem em proporção geométrica enquanto a produção de alimentos em progressão aritmética, e assim propunha um drástico controle da natalidade, prevendo que no ano 2000 haveria uma explosão demográfica. Nada disso aconteceu, e os governos dos paises europeus hoje incentivam a natalidade. Sabe-se que hoje, com a revolução verde da biotecnologia,  a terra tem condições de alimentar 25 bilhões de pessoas caso se faça justa distribuição de recursos. Hoje há apenas 6,2 bilhões de pessoas na terra… O Japão tem 320 pessoas por Km quadrado, enquanto o Brasil, e toda a América Latina,  tem apenas 20. 

Uma vez que a tese de Malthus falhou, os neo-malthusianos de hoje apresentam novos argumentos: a carência da falta de água, energia, aumento da poluição e outros catastrofismos para continuar o drástico controle da natalidade, de modo especial dos pobres. Por detrás da campanha anti-natalista está o receio de que as populações pobres possam crescer numericamente e ameaçar o bem estar das potências econômicas. É o desejo dos povos mais fortes de dominar os mais fracos; fala-se de manter o mundo com apenas 2 bilhões de pessoas.  

Esses fatores, segundo D. Estevão, promoveram a Revolução sexual dos anos 60 do século XX, e que tanto estrago gera nos dias de hoje. É uma cultura muito arraigada e difundida nas universidades e propagadas pela mídia. Cabe à Igreja, como Cristo, “Sinal de contradição” (Lc 2, 34), remar contra essa maré avassaladora que ameaça a família e a sociedade. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br