Na celebração em honra a Virgem de Guadalupe, no dia 12 de dezembro de 2011, na Basílica de São Pedro, o Papa Bento XVI anunciou o desejo de realizar uma viagem apostólica ao México e a Cuba.
O Sumo Pontífice chegará, proveniente do México, à cidade de Santiago de Cuba, onde será recebido oficialmente pelo presidente, Raúl Castro Ruz, pelos responsáveis da Conferência de Bispos Católicos de Cuba e pelo Arcebispo da cidade no dia 26 de março, no período da tarde. A seguir fará um passeio panorâmico.
Ao entardecer, Sua Santidade vai presidir, na festa da Anunciação da Virgem Maria, a Santa Missa na Praça da Revolução Antonio Maceo. Ao terminar a Celebração Eucarística, Bento XVI vai se dirigir a um local chamado “O Cobre”, onde permanecerá na residência com os sacerdotes.
Na parte da manhã do dia 27 de março, o Papa realizará uma visita privada ao Santuário da Virgem de Caridade para rezar durante alguns minutos diante da venerada imagem da Virgem Maria. Ao concluir essa visita, o Santo Papa vai ser conduzido ao aeroporto de Santiago de Cuba, de onde partirá rumo à capital do país, Havana.
Ao meio-dia, Bento XVI chegará ao aeroporto José Marti de Havana, onde será acolhido pelo Cardeal Jaime Ortega Alamino, Arcebispo da capital cubana, Bispos auxiliares e outras autoridades religiosas e civis.
A seguir o Papa vai ser conduzido em um carro fechado até a Nunciatura Apostólica, onde vai se hospedar.
Na parte da tarde, o Papa Bento XVI visitará o presidente da República, Raúl Castro Ruz, para um encontro oficial. Ao entardecer haverá um encontro na Nunciatura Apostólica com todos os Bispos do país.
Na manhã do dia 28 de março, o Pontífice presidirá a Santa Missa na Praça da Revolução José Marti. Após a Celebração Eucarística, retornará à Nunciatura Apostólica para realizar um passeio panorâmico até o aeroporto José Marti, onde será realizada a cerimônia de sua despedida oficial.
Fonte: Nosotros Hoy - Segmento noticioso del Sitio WEB de la COCC
Conferencia de Obispos Católicos de Cub
www.iglesiacubana.org
Tradução Thais Rufino
Um ano no qual o Cristianismo foi desafiado, mais que nunca, a resistir ao bombardeamento de tantos atentados contra a vida. O amor foi e sempre será a resposta que a Igreja deve escolher.
O Papa pediu aos jovens que não sucumbissem à manipulação, mas que tivessem a coragem de fazer escolhas. Viagens apostólicas tiveram espaço relevante nas mídias. Uma Igreja viva e atuante tendo à frente Bento XVI, o único Papa na história a beatificar seu predecessor.
Momento marcante para todos aqueles que de alguma forma foram alcançados pelo Pontificado do saudoso João Paulo II: “E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica“. Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu no Domingo da Misericórdia, dia 1º de maio.
João Paulo II ensinou aos cristãos de todo o mundo e a não cristãos também que é a ‘verdade quem garante a liberdade’. No rosto marcado pela dor, ele se doou completamente sem ter medo de mostrar sua fraqueza, pois entendeu que é nos momentos de maior sofrimento que o amor é mais presente.
O Pontífice polonês esteve na nação brasileira quatro vezes e conheceu de perto a fé do nosso povo e também as lutas para manter viva a ‘Vida’. Hoje o maior país católico do planeta assiste a um verdadeiro massacre contra a Vida.
No Brasil o aborto é tipificado como crime contra a vida pelo Código Penal, porém, há quem vá às ruas e lute para que ele seja legalizado. No ano de 2010, uma pesquisa conduzida pela Universidade de Brasília (DF) revelou que mais de cinco milhões de mulheres brasileiras já abortaram.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 49ª Assembleia em maio deste ano, deu atenção especial a essa ameaça contra a Vida: “Juntos, unidos num só coração, esforcemo-nos pela conquista de um Brasil sem aborto, sob a proteção de Maria, que deu seu Sim à vida”. Este foi o apelo feito pela CNBB, em uma moção de apoio à Frente Parlamentar Mista contra o Aborto, afirmando que todo o trabalho desenvolvido por ela [Frente Parlamentar], composta por políticos brasileiros de vários credos e partidos, “é digno da nossa admiração e incentivo”.
Os prelados também reiteraram o compromisso da CNBB com a causa indígena. Hoje, no Brasil, vivem mais de 800 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira; quase todos em condições precárias e marginalizados. Os povos indígenas enfrentam os desafios do mundo moderno e lutam por melhores condições no atendimento de saúde e de educação e para manter sua cultura viva.
O país, hoje em pleno desenvolvimento com uma economia crescente, mas ainda com tantos desafios pela frente, foi presenteado com uma beata, cuja vida foi totalmente dedicada aos mais pobres: “Salve! Salve! Salve, Irmã Dulce do amor”. Enquanto o hino da religiosa era entoado, o Cardeal Dom Geraldo Majella, representante do Papa Bento XVI na cerimônia, proclamava-a beata. Cerca de 70 mil fiéis acompanharam, emocionados, o evento no Parque de Exposições de Salvador (BA), munidos de faixas, lenços brancos e imagens da freira. A partir desse domingo, a religiosa passaria a ser chamada ‘Bem-Aventurada Dulce dos pobres’.
Num olhar para o mundo vemos as várias viagens apostólicas realizadas pelo Santo Padre o Papa Bento XVI. Uma das mais marcantes foi a ida à Croácia, onde manifestou a sua preocupação pela defesa da herança e da mensagem cristã na Europa: “Infelizmente temos de constatar, sobretudo na Europa, o aumento de uma secularização que leva a deixar Deus à margem da vida e a uma crescente desagregação da família”, alertou o Sumo Pontífice em sua homilia.
*Nota: No laicismo europeu, tem-se argumentado que o secularismo é um movimento em direção à modernização, longe de valores religiosos.
O Santo Padre tem exortado os fiéis a “render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa”.
Na mesma Europa, no mês de julho, jovens de todos os Continentes testemunharam sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Jornada Mundial da Juventude, maior evento juvenil da Igreja, criado por João Paulo II em 1986.
Seis dias de muita festa, manifestação de fé e testemunho para todo o mundo. Assim foi a 26ª edição da JMJ em Madri, na Espanha, que teve como tema: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”. Na ocasião, o Papa pediu aos jovens que não cedessem à “tentação de ir «por conta própria» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade”.
Um momento marcante de explosão ocorreu durante o anúncio da sede da próxima edição da jornada em 2013: Rio de Janeiro, Brasil, quando Sua Santidade pronunciou as seguintes palavras: “Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com Sua força quantos hão-de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”, anunciou o Pontífice na Santa Missa de encerramento da JMJ 2011.
Nossa pátria já está preparando os fiéis para esta grande celebração de unidade da Igreja de Cristo com a visita da cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora, símbolos da JMJ, às dioceses brasileiras num grande evento chamado “Bote Fé”, que reúne milhares de pessoas.
As mídias sociais ligadas a estes momentos têm dado visibilidade, em âmbito mundial, à manifestação da fé dos jovens da Terra de Santa Cruz. Esta estatística só confirma as discussões realizadas no 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, o Multicom, realizado no mês de julho na cidade que sediará a JMJ. Na ocasião, o presidente do Pontifício Conselho da Comunicação Social, Dom Claudio Maria Celli, afirmou que “o desafio das novas tecnologias foi aceito pelos membros da comunidade católica que trabalham com os meios de comunicação”.
De ouvidos atentos à voz do Sucessor de Pedro temos nos mantido vigilantes, a cada visita apostólica, aos direcionamentos dele não só para a Igreja local, mas para todos aqueles que são o rebanho desse pastoreio. Em visita à sua terra natal, Alemanha, o Santo Padre encontrou-se com luteranos, ortodoxos, muçulmanos, autoridades civis e os fiéis católicos alemães e declarou: “Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efêmeras”.
Papa em Benin na África
Em Assis, na Itália, no evento que marcou os 25 anos do encontro similar, a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo, Bento XVI disse que “este evento foi uma imagem do quanto a dimensão espiritual é o elemento-chave na construção da paz. Através dessa peregrinação única nós pudemos nos engajar num fraternal diálogo, para aprofundar nossa amizade, e vir juntos em silêncio e oração”.
Em Benin, na África, ele chamou a atenção das autoridades políticas: “Não priveis os vossos povos da esperança! Não amputeis o seu futuro, mutilando o seu presente”. Um Papa de olhos atentos ao mundo, no atentado contra cristãos na Nigéria, África, bem no dia de Natal, Bento XVI exortou todos a escutarem a “voz dos que não têm voz” em sua mensagem de Natal “Urbi et Orbi” (para a cidade e para o mundo). O Pontífice de 84 anos pronunciou sua mensagem e pediu por mais ajuda para aqueles que passam fome no Continente Africano e pelos atingidos por enchentes na Tailândia e nas Filipinas.
Uma Igreja capaz de dar a vida, no último 18 de dezembro, foi realizada a cerimônia em que o Arcebispo de Kirkuk, no Iraque, Dom Louis Sako, abençoou o monumento que homenageia 36 mártires cristãos da cidade, no norte do país. O memorial traz gravados os nomes de todos os cristãos que morreram durante os oito anos de guerra civil no país, após a intervenção dos Estados Unidos em março de 2003.
De fato, o ano foi marcado pela perseverança e pela fé de muitos em amar, acreditar, doar a vida num compromisso sério com o próximo.
Assista ao documentário sobre a vida do beato João Paulo II
“Momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus”
O Papa Bento XVI anunciou neste domingo, 16, a celebração do “Ano da Fé”, que terá seu início em 11 de outubro de 2012, data do 50º aniversário do Concílio Vaticano II, e se findará em 24 de novembro de 2013, na solenidade de Cristo Rei.
Otimista, o Pontífice enfatizou que este “será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n’Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo”.
Aos participantes do encontro Bento XVI disse: “Estou feliz por esta reunião se realizar no contexto do mês de outubro, uma semana antes do Dia Mundial das Missões. Isto reforça a verdadeira dimensão universal da nova evangelização, em harmonia com a missão ad gentes”.
“Cada missionário do Evangelho deve considerar sempre esta verdade: é o Senhor que toca os corações com sua Palavra e seu Espírito, chamando a pessoa à fé e à comunhão na Igreja”, concluiu.
Após a Santa Missa o Papa presidiu o Angelus e anunciou aos peregrinos o “Ano da Fé”, e informou que “os motivos, as finalidades e as diretrizes desse Ano, estão contidos na Carta Apostólica que será publicada nos próximos dias”.
Bento XVI apontou também que “O Servo de Deus Paulo VI também proclamou um Ano da Fé, em 1967, por ocasião do 19° Centenário do Martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo, um período de grandes mudanças culturais”.
A Prefeitura da Casa Pontifícia divulgou, nesta sexta-feira, 18, através do Boletim da Santa Sé, uma nota ratificando que não serão distribuídos ou cobrados ingressos para os fiéis participarem da beatificação do Papa João Paulo II.
O comunicado se deve à existência de “abusivas ofertas”, sobretudo pela internet, para venda de bilhetes de audiências e cerimônias pontifícias, especialmente na ocasião da beatificação do antecessor de Bento XVI.
Os bilhetes concedidos pela Prefeitura da Casa Pontifícia, explica o texto, para cerimônias pontifícias ou audiências gerais são sempre gratuitos e nenhuma instituição ou pessoa física pode pretender qualquer pagamento.
Quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana.”
É o que afirma o Papa na Mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, intitulado “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”.
O Dia será celebrado em 5 de junho próximo, na Solenidade da Ascensão. Como de costume, a Mensagem foi apresentada na Sala de Imprensa da Santa Sé, na manhã desta segunda-feira, dia em que a Igreja celebra a memória de São Francisco de Sales – Padroeiro da imprensa católica.
Além do Diretor da Sala de Imprensa vaticana, Pe. Federico Lombardi, intervieram, entre outros, o Presidente e o Secretário do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, respectivamente, o Arcebispo Claudio Maria Celli e Dom Paul Tighe.
O Papa tem uma visão positiva, mas não por isso ingênua sobre a Internet e os novos meios de comunicação: foi o que frisou Dom Celli, que evidenciou a importância que essa Mensagem dá ao testemunho dos cristãos no “continente digital”:
“Na Mensagem fala-se de um “estilo cristão” de presença: é aquilo que dá significado ao tema da própria Mensagem, no sentido que o testemunho de agentes católicos não pode limitar-se à simples abordagem de temas religiosos, mas é chamado a manifestar-se no nível do concreto testemunho pessoal.”
Honesto, aberto, responsável e respeitoso do outro: esse é o estilo da presença cristã nos meios de comunicação – disse o Arcebispo. Um estilo que também o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais está buscando levar avante.
Em seguida, Dom Celli e Pe. Lombardi explicaram que, mesmo não recorrendo à Internet, o Papa acompanha com interesse e admiração os desenvolvimentos tecnológicos da comunicação.
Embora Bento XVI escreva à mão os seus discursos – como foi recordado – ao mesmo tempo, o Papa tem consciência da importância de instrumentos como Youtube, segundo explicou Pe. Lombardi:
“Quando propomos o canal no Youtube, motivo pelo qual saiu a notícia “O Papa no Youtube”, preparamos um texto ilustrando muito bem de que se tratava e ele colocou o seu “BXVI” – a sua sigla quando aprova alguma coisa – dizendo-nos que prosseguíssemos e que estava perfeitamente de acordo.”
Durante a coletiva de imprensa foi evidenciado que por ocasião da beatificação de João Paulo II – prevista para 1º maio – se tornará ainda mais estreita a colaboração entre a Sala de Imprensa da Santa Sé e o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. Em seguida, o Arcebispo Celli se deteve sobre a criação de um Portal de notícias vaticanas, com uma significativa dimensão de multimídia.
“Com uma dimensão de multimídia porque inegavelmente fará referência também às transmissões da Rádio Vaticano e a todo o serviço particularmente precioso do Centro Televisivo Vaticano. Nesse sentido, confesso que tenho um desejo: que esse Portal já esteja em operação na Páscoa. Uma coisa é certa, estamos trabalhando intensamente nesse sentido!”
Por fim, Pe. Lombardi anunciou aos jornalistas que no dia 10 de fevereiro próximo será inaugurada, nos Museus Vaticanos, uma exposição sobre os 80 anos da Rádio Vaticano. (RL)
Fonte: Rádio Vaticano