29 dezembro,2011  |  autor: redacao  |  Retrospectiva

Um ano marcado pela perseverança e pela fé

Um ano no qual o Cristianismo foi desafiado, mais que nunca, a resistir ao bombardeamento de tantos atentados contra a vida. O amor foi e  sempre será a resposta que a Igreja deve escolher.

O Papa pediu aos jovens que não sucumbissem à manipulação, mas que tivessem a coragem de fazer escolhas. Viagens apostólicas tiveram espaço relevante nas mídias. Uma Igreja viva e atuante tendo à frente Bento XVI, o único Papa na história a beatificar seu predecessor.

Momento marcante para todos aqueles que de alguma forma foram alcançados pelo Pontificado do saudoso João Paulo II: “E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica“. Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu no Domingo da Misericórdia, dia 1º de maio.

João Paulo II ensinou aos cristãos de todo o mundo e a não cristãos também que é a ‘verdade quem garante a liberdade’. No rosto marcado pela dor, ele se doou completamente sem ter medo de mostrar sua fraqueza, pois entendeu que é nos momentos de maior sofrimento que o amor é mais presente.

O Pontífice polonês esteve na nação brasileira quatro vezes e conheceu de perto a fé do nosso povo e também as lutas para manter viva a ‘Vida’. Hoje o maior país católico do planeta assiste a um verdadeiro massacre contra a Vida.

No Brasil o aborto é tipificado como crime contra a vida pelo Código Penal, porém, há quem vá às ruas e lute para que ele seja legalizado. No ano de 2010, uma pesquisa conduzida pela Universidade de Brasília (DF) revelou que mais de cinco milhões de mulheres brasileiras já abortaram.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 49ª Assembleia em maio deste ano, deu atenção especial a essa ameaça contra a Vida: “Juntos, unidos num só coração, esforcemo-nos pela conquista de um Brasil sem aborto, sob a proteção de Maria, que deu seu Sim à vida”. Este foi o apelo feito pela CNBB, em uma moção de apoio à Frente Parlamentar Mista contra o Aborto, afirmando que todo o trabalho desenvolvido por ela [Frente Parlamentar], composta por políticos brasileiros de vários credos e partidos, “é digno da nossa admiração e incentivo”.

Os prelados também reiteraram o compromisso da CNBB com a causa indígena. Hoje, no Brasil, vivem mais de 800 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira; quase todos em condições precárias e marginalizados. Os povos indígenas enfrentam os desafios do mundo moderno e lutam por melhores condições no atendimento de saúde e de educação e para manter sua cultura viva.

O país, hoje em pleno desenvolvimento com uma economia crescente, mas ainda com tantos desafios pela frente, foi presenteado com uma beata, cuja vida foi totalmente dedicada aos mais pobres: “Salve! Salve! Salve, Irmã Dulce do amor”. Enquanto o hino da religiosa era entoado, o Cardeal Dom Geraldo Majella, representante do Papa Bento XVI na cerimônia, proclamava-a beata. Cerca de 70 mil fiéis acompanharam, emocionados, o evento no Parque de Exposições de Salvador (BA), munidos de faixas, lenços brancos e imagens da freira. A partir desse domingo, a religiosa passaria a ser chamada ‘Bem-Aventurada Dulce dos pobres’.

Num olhar para o mundo vemos as várias viagens apostólicas realizadas pelo Santo Padre o Papa Bento XVI. Uma das mais marcantes foi a ida à Croácia, onde manifestou a sua preocupação pela defesa da herança e da mensagem cristã na Europa: “Infelizmente temos de constatar, sobretudo na Europa, o aumento de uma secularização que leva a deixar Deus à margem da vida e a uma crescente desagregação da família”, alertou o Sumo Pontífice em sua homilia.

*Nota: No laicismo europeu, tem-se argumentado que o secularismo é um movimento em direção à modernização, longe de valores religiosos.

O Santo Padre tem exortado os fiéis a “render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa”.

Na mesma Europa, no mês de julho, jovens de todos os Continentes testemunharam sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo durante a Jornada Mundial da Juventude, maior evento juvenil da Igreja, criado por João Paulo II em 1986.

Seis dias de muita festa, manifestação de fé e testemunho para todo o mundo. Assim foi a 26ª edição da JMJ em Madri, na Espanha, que teve como tema: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”. Na ocasião, o Papa pediu aos jovens que não cedessem à “tentação de ir «por conta própria» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade”.

Um momento marcante de explosão ocorreu durante o anúncio da sede da próxima edição da jornada em 2013: Rio de Janeiro, Brasil, quando Sua Santidade pronunciou as seguintes palavras: “Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com Sua força quantos hão-de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”, anunciou o Pontífice na Santa Missa de encerramento da JMJ 2011.

Nossa pátria já está preparando os fiéis para esta grande celebração de unidade da Igreja de Cristo com a visita da cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora,  símbolos da JMJ, às dioceses brasileiras num grande evento chamado “Bote Fé”, que reúne milhares de pessoas.

As mídias sociais ligadas a estes momentos têm dado visibilidade, em âmbito mundial, à manifestação da fé dos jovens da Terra de Santa Cruz. Esta estatística só confirma as discussões realizadas no 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, o Multicom, realizado no mês de julho na cidade que sediará a JMJ. Na ocasião, o presidente do Pontifício Conselho da Comunicação Social, Dom Claudio Maria Celli, afirmou que “o desafio das novas tecnologias foi aceito pelos membros da comunidade católica que trabalham com os meios de comunicação”.

De ouvidos atentos à voz do Sucessor de Pedro temos nos mantido vigilantes, a cada visita apostólica, aos direcionamentos dele não só para a Igreja local, mas para todos aqueles que são o rebanho desse pastoreio. Em visita à sua terra natal, Alemanha, o Santo Padre encontrou-se com luteranos, ortodoxos, muçulmanos, autoridades civis e os fiéis católicos alemães e declarou: “Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efêmeras”.

Papa em visita a Benin, na África

Papa em Benin na África

Em Assis, na Itália, no evento que marcou os 25 anos do encontro similar, a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo, Bento XVI disse que “este evento foi uma imagem do quanto a dimensão espiritual é o elemento-chave na construção da paz. Através dessa peregrinação única nós pudemos nos engajar num fraternal diálogo, para aprofundar nossa amizade, e vir juntos em silêncio e oração”.

Em Benin, na África, ele chamou a atenção das autoridades políticas: “Não priveis os vossos povos da esperança! Não amputeis o seu futuro, mutilando o seu presente”. Um Papa de olhos atentos ao mundo, no atentado contra cristãos na Nigéria, África, bem no dia de Natal,  Bento XVI exortou todos a escutarem a “voz dos que não têm voz” em sua mensagem de Natal “Urbi et Orbi” (para a cidade e para o mundo). O Pontífice de 84 anos pronunciou sua mensagem e pediu por mais ajuda para aqueles que passam fome no Continente Africano e pelos atingidos por enchentes na Tailândia e nas Filipinas.

Uma Igreja capaz de dar a vida,  no último 18 de dezembro, foi realizada a cerimônia em que o Arcebispo de Kirkuk, no Iraque, Dom Louis Sako, abençoou o monumento que homenageia 36 mártires cristãos da cidade, no norte do país. O memorial traz gravados os nomes de todos os cristãos que morreram durante os oito anos de guerra civil no país, após a intervenção dos Estados Unidos em março de 2003.

De fato, o ano foi marcado pela perseverança e pela fé de muitos em amar, acreditar, doar a vida num compromisso sério com o próximo.

Assista ao documentário sobre a vida do beato João Paulo II

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26 julho,2011  |  autor: redacao  |  Igreja

Ele é chamado de ‘o padre cigano’ por causa da missão que realiza

Passou pela Canção Nova padre Walace Zanon, diretor executivo da Pastoral dos Nômades.

Essa pastoral foi criada no Brasil há 25 anos e engloba o trabalho com ciganos, circenses (profissionais do circo) e parquistas (parques itinerantes).

O Papa Bento XVI recebeu, no dia 11 de junho, cerca de 1.300 ciganos na Sala Paulo VI, na peregrinação a Roma por ocasião dos 75 anos do martírio do Cigano Zeferino Gimenez: “O Papa está perto de cada um de vocês e os recorda em suas orações!”

Seguindo esta inspiração da Igreja, direcionada pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, padre Walace conta com um grupo de 30 pessoas que compõem a Pastoral dos  Nômades:

“Somos poucos e trabalhamos com quase um milhão de pessoas,  infelizmente, nosso trabalho ainda é limitado, porém, isso não diminui o desejo de que a Igreja seja presença no meio deles, os assistimos com a pregação do Evangelho e a celebração dos sacramentos.”

Em âmbito social a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou uma parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos: “Há a necessidade de reconhecer seus [ciganos e demais povos nômades] direitos e deveres e de serem considerados como cidadãos brasileiros, mesmo tendo uma cultura diferente e uma língua própria”, afirma o sacerdote.

A missão da pastoral é levar a Palavra de Deus e os sacramentos a esse povo.

Padre Walace testemunha sua longa experiência com essa realidade: “Já tem 17 anos que trabalho com esta pastoral, morei 4 anos com os ciganos, fiz a experiência concreta com este povo, me doo por esta missão, pois a Igreja como mãe vai ao encontro de todos os filhos e sou lisonjeado por trabalhar com essa realidade”.

Ele é chamado de “o padre cigano” por causa da missão que realiza: “Estou visitando os ciganos por este tempo, sou nômade também, minha pátria é onde precisam de mim.”

O sacerdote também recorda o preconceito sofrido pelos ciganos: “Talvez as pessoas não tenham conhecimento, mas este povo foi massacrado na época da Segunda Guerra mundial, foram mais de 250.000 ciganos mortos durante o holocausto.”

Padre Walace lança um desafio: “Temos que quebrar os preconceitos, pois preconceito é pecado. É preciso ir além e conhecermos a cultura desse povo. No geral, os nômades acolhem com muito respeito a Igreja e conservam uma linda experiência de família. Enfim, são pessoas com muitos valores e que não são conhecidas por muitos. Eu sugiro: vá até eles e reze o terço. Eu desafio você a sair do seu lugar e ir ao encontro do diferente”.

Se você quer conhecer melhor a missão da Pastoral dos Nômades no Brasil, clique aqui.

Veja também: Arcebispo responsável pelo setor da Mobilidade Humana da CNBB reflete sobre a realidade dos Nômades do Brasil.

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27 março,2011  |  autor: redacao  |  Coberturas

Meios de comunicação são instrumentos potentes para encontro com Jesus, diz bispo

“Os meios de comunicação são instrumentos potentes para o encontro pessoal com Jesus”, destacou o secretário-geral da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa na homilia da missa de encerramento do IV Encontro de Jornalistas Católicos organizado pela CNBB neste domingo, 27, em Brasília.

O comunicador deve “ir ao encontro do outro sem distinção de pessoas. Nosso desafio é anunciar um mundo novo anunciado por Jesus. É n’Ele que se renova a história”, acrescentou o secretário-geral.

“Exortação [apostólica pós-sinodal] Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, deveria ser o livro de cabeceira de qualquer evangelizador”, orientou Dom Dimas em conversa com jornalistas.

Os participantes debateram temas relevantes para a ação evangelizadora da Igreja Católica como Jornalismo Institucional e Media Training.

No sábado, 26, profissionais como o Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC – Minas) Mozahir Salomão, e o jornalista da TV Senado, Ronaldo Martins, deram dicas sobre estratégias e qualificação de porta-vozes na Igreja.

“Transparência é a melhor postura”, indicou Ronaldo Martins. Porém, “toda entrevista representa um certo embate. De antemão, o jornalista quer transformar a entrevista em produto vendável, atraente!”, alertou o jornalista.

Outros temas como Comunicação Institucional e Gerência de Crises foram abordados por profissionais como a jornalista da Globo News, Cristiana Lobo. Ela ressaltou a importância do comunicador ter uma linguagem simples. “Se não falar a linguagem do povo e não pensar como os outros entendem, não adianta ter muitos meios de comunicação”, salientou.

Já o Professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), João Curvello sugeriu aos Assessores de Imprensa que produzam pautas baseadas em “valores que orientam a sociedade. Esses valores sim, podem e devem ser trabalhados [por jornalistas]”.

O encontro iniciado na sexta-feira, 25, reuniu 54 jornalistas católicos de todo o Brasil que atuam em Assessoria de Imprensa de dioceses, organismos e regionais da CNBB e terminou neste domingo, 27.

Rodrigo Luiz/ Brasília (DF)

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17 fevereiro,2011  |  autor: redacao  |  Diversos

CNBB critica “baixo nível moral” na TV e em reality shows

O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) divulgou uma nota no final da tarde desta quarta-feira, 16, manifestando-se sobre o “baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão”. Os bispos citam especialmente os reality shows “que têm o lucro como seu principal objetivo”.

Acesse
.: Íntregra da nota sobre ética e programas de TV

Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio “Clara de Assis de Televisão”, promovido pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality shows.

Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.

A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães, educadores, anunciantes e publicitários, e convida todos a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.

Fonte: noticias.cancaonova.com

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28 maio,2010  |  autor: redacao  |  Coberturas

Comissão de Liturgia e de Comunicação Social da CNBB ministram curso na Canção Nova

A TV Canção Nova reuniu cerca de 190 profissionais nesta sexta-feira, 28, em sua sede em Cachoeira Paulista (SP) para o curso de “Comunicação e Liturgia: celebração do mistério das transmissões televisivas”, aplicado pela Comissão de Liturgia e pela Comissão de Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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A primeira palestra foi do assessor da Comissão de Liturgia da CNBB padre Carlos Gustavo Haas, que explicou a origem da liturgia, dizendo que ela é ação, serviço, obra. “Não devemos ser técnicos em liturgia, mas liturgos, participantes”, enfatizou.

O Bispo da Diocese de Lorena Dom Benedito Beni que acompanha os trabalhos da Comunidade Canção Nova, que tem sua sede na diocese, prestigiou os palestrantes e participantes com sua presença durante um período do curso. Dom Beni agradeceu a equipe da CNBB pelo trabalho e falou que tem procurado zelar a liturgia em sua diocese e na Canção Nova. “O bispo é aquele que promove a vida litúrgica. A Igreja zela pela liturgia porque ela teve sua origem na última ceia”, destacou.

“O curso objetiva refletir, partilhar e orientar as transmissões das missas celebradas nas TV’s de inspiração Católica”, explica a assessora do Setor de Comunicação Social da CNBB, Irmã Élide Fogolari.

As reflexões foram a respeito do fundamento teológico e pastoral da liturgia e da comunicação; dos gestos, da música, dos ritos e símbolos como elementos fundantes das cenas litúrgicas; do aspecto espiritual, humano e técnico da comunicação contemporânea, e da televisão enquanto espaço de visibilidade e de celebração do mistério Pascal de Cristo.

Sacerdotes, ministros da Eucaristia, acólitos, leitores, cantores e instrumentistas, roteiristas, câmeras, iluminadores, assistentes de estúdio são os participantes do curso que estão analisando sua atuação dentro da Celebração Eucarística.

O encerramento do curso será domingo, 30.

A iniciativa do curso, que será ministrado em todas as TV’s de inspiração católica, surgiu em 2009 na reunião da CNBB em Itaici (SP), a primeira TV a receber o curso foi a TV Nazaré de Belém do Pará.

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