A Catedral Maronita no Brasil celebra a Festa de São Marun.

Domingo dia 19 de fevereiro teremos Santa Missa em honra a São Marun, no Rito Maronita,  que será transmitida pela TV Canção Nova, às 11:30 h.
Rua Tamandaré 355, bairro Liberdade – SP.  Acompanhe pela http://tv.cancaonova.com/.

A Igreja Maronita deve seu nome a um importante mosteiro, São Marun, que recebeu o nome em homenagem ao anacoreta Marun (Maron). Infelizmente, temos poucas informações sobre a vida e as atividades de nosso eremita. O único relato que nos dá alguns pormenores vem-nos de Teodoreto, bispo de Cyr, morto no ano de 458, em sua obra HISTÓRIA RELIGIOSA, escrita por volta do ano de 440. Este grande historiador não nos informa sobre a data de nascimento ou de morte de São Marun. Todavia, graças a ele, sabemos que o monge Marun nasceu no século IV. Depois de renunciar ao mundo, levava, em seu eremitério, muitas vezes ao ar livre, vida ascética das mais austeras.

12366110_913722885371910_6030353653081195172_oA vida monástica na Igreja não se constituiu da noite para o dia; tampouco foi obra de um só homem: A vida monástica existiu desde o começo da Igreja. No fundo, é seguir a Cristo e o esforço constante de viver o Evangelho da maneira mais perfeita. Por isso que a vida monástica é chamada de “caminho da perfeição cristã”. Assim, das origens do cristianismo até nossos dias, encontramos número considerável de monges, eremitas, ascetas, que procuram viver o Evangelho. O monge Marun era apaixonado por Cristo, e tomado de entusiasmo pela perfeição cristã. Para atingir este ideal, renunciou ao mundo e às suas cobiças, e embrenhou-se numa das montanhas da diocese de Cyr, onde habitou nas ruínas de um antigo templo pagão, transformando-o em lugar de oração e meditação. Nessas montanhas, levou vida monástica mais austera que a de seus confrades, monges da região. Sua reputação logo atraiu ao seu redor todos os que, igualmente entusiasmados pela perfeição cristã, procuravam um modelo e um guia espiritual experiente. Destarte, seus discípulos foram muito numerosos e sua escola ascética, das mais prósperas. Muitas pessoas o visitaram no seu eremitério, solicitando a cura tanto das doenças corporais, quanto espirituais, e foram atendidos.

São Marun morreu no início do século V, e ao que tudo indica, no ano 410. Depois de morrer, seu corpo foi objeto de disputa entre os habitantes de diversas cidades da região, vistos os milagres que fazia. Cada uma queria para si o corpo daquele santo solitário; por fim, os habitantes do lugar mais povoado e o mais forte tornaram para si o corpo; depositaram-no em um templo construído especialmente para ele, e dedicado à sua memória. O santuário não tardou em transformar-se em local de peregrinação para os fiéis vindas de todas as regiões. No ano de 452, o Imperador Marciano mandou construir, para os discípulos deste santo, os monges maronitas, um grande mosteiro. Este mosteiro de São Marun foi o berço da Igreja Maronita.
                                                                             Unidade entre a Igreja de Roma e Igreja Maronita 
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Como se formou a Igreja Maronita?
Depois do Concilio Ecumênico de Calcedônia que foi convocado em 451 e declarou que Nosso Senhor Jesus Cristo é, há um tempo, “Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem”, os monges maronitas se revelaram os mais fortes defensores desta verdadeira doutrina da Igreja. Neste momento, a importância do Mosteiro de São Marun foi se tornando cada vez maior, de modo que o seu superior logo tornou-se, num lapso relativamente curto, chefe da região ao mesmo tempo espiritual e temporal. Também a influência dos monges, discípulos de nosso Santo, sobre os fiéis, tornou-se tão grande que estes se aplicavam a imitar os monges no modo de rezar, trabalhar, comer, jejuar e repousar.

No século VII, no momento em que o mosteiro de São Marun gozava dessa proeminência e testemunhava grande influência, os árabes invadiram o Oriente Médio. Resultou que a Sé patriarcal da Igreja oficial de Antioquia ficou desocupada por quase um século, pois o patriarca se refugiou em Constantinopla, e vaga durante quase quarenta anos. Foi neste período, consideravelmente perturbado pelos acontecimentos, e enquanto a Igreja oficial de Antioquia ‘encontrava-se sem um chefe, que o poderoso mosteiro de São Marun, tendo jurisdição sobre a população das vizinhanças do convento, declarou-se independente, e formou uma verdadeira Igreja, à testa da qual encontramos, no século VIII, um patriarca: “Patriarca de Antioquia e de todo o Oriente”. Até agora, a Igreja Maronita é considerada “comunidade monástica”.

892356_913709018706630_7248779835449930309_oA Igreja de Antioquia foi fundada por São Pedro, chefe dos Apóstolos, antes de ir a Roma. Por isso, só o patriarca maronita tem a prerrogativa de acrescentar a seu nome o de “Pedro”, em honra de São Pedro que foi o primeiro patriarca de Antioquia. Esta Igreja Antioquia tem a honra de ter como língua litúrgica o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo, como tem a honra de ter sido a única Igreja Oriental que ficou sempre Católica Apostólica Romana, ligada ao Papa.

Em 423, após o litoral fenício-libanês ter sido cristianizado pelos Apóstolos, depois da ressurreição de Nosso Senhor, a montanha libanesa, que ficou até esta data pagã, foi evangelizada pelo discípulo de São Marun, o monge Abraão de Cyr, que foi nomeado pelos historiadores “Apóstolo do Líbano”. Batizou o povo desta região; e podemos dizer que a montanha libanesa, a partir desta data, foi cristianizada e, mesmo, “maronitizada”. É bem verdade que o Líbano, terra e povo, existia bem antes da chegada dos maronitas. Mas o Líbano atual, território e povo, não existiria, se os maronitas não estivessem lá. Pos isso que se diz muitas vezes, e com justiça, que “O Líbano e a Maronidade são duas realidades gêmeas”.
Isto demonstra o insistente apego dos maronitas pelas montanhas libanesas e a resistência tenaz que testemunharam ao longo dos séculos para defender o Líbano, seu país e a fortaleza de sua fé, sua identidade, e sua liberdade. O centro desta Igreja está no Líbano onde fica a Residência do Patriarcado Maronita. Nesta TERRA SANTA libanesa nasceram nossos santos CHARBEL, RAFQA e NIMATULLAH. Os três foram buscar sua espiritualidade na tradição monástica da Igreja Maronita e foram formados na Ordem Libanesa Maronita que encarnou esta espiritualidade.
                                                                                               Festa Nossa Senhora do Líbano 

Oração para São Marun

Ó Deus, que suscitastes São Marun e fizestes dele um modelo de virtudes, concedei-nos, pela sua intercessão: compreender a nossa vocação cristã para uma vida de fé inabalável, de esperança firme e de amor perfeito; seguir pelo caminho da perfeição cristã e salvação; e chegar, por uma vida de oração e contemplação, às alegrias de Vosso Reino. Por Nosso Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo! Amém. Pai Nosso…Ave Maria…Glória…
São Marun, rogai por nós!

Fonte: Memórias do Líbano

Quinta-feira-de-Adoração (1)Eucaristia nosso tesouroO Corpo de Jesus, presente na Eucaristia, vem atingir plenamente o nosso ser.

Na comunhão:
Quem recebe a Eucaristia recebe o Corpo do Senhor. Ele permanece em nós e nós n’Ele.
Quando comungamos, é a pessoa inteira de Jesus que recebemos, é Cristo Ressuscitado com Seu Corpo glorioso.Ao comungar, entramos em comunhão com as chagas de Jesus, abertas por nós, para curar as nossas feridas e o que o pecado nos deixou. Comungamos o coração do Senhor, que amou e ainda ama cada um de nós, o mesmo coração que foi perfurado pela lança.
 
Na adoração:
A cura física e espiritual de que necessitamos está na adoração. Mesmo na fraqueza, precisamos usar nossa boca, nossa mente, nossos sentimentos e joelhos para adorar Jesus.
A adoração nos tira das garras do inimigo. Mesmo sem palavras, adoremos em espírito, diante do Trono da Graça. Na adoração, a tentação é obrigada a ceder.
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Precisamos da adoração tanto quanto da respiração.

Quinta-feira-de-Adoração (1)

Precisamos da adoração tanto quanto da respiração. Somos acostumados com a promessa de Jesus que diz: “Pedi e recebereis, buscai e acharei, batei a porta e abrir-se-vos-á”. Uma coisa está ligada à outra, se você pede, recebe; se busca, encontra, se bater a porta será aberta. A oração é como ginástica, quanto mais você a pratica, mais afiado você fica. Usei de propósito a palavra “praticar”, porque a oração é como um esporte, como a natação, o pilates… É preciso praticar.

Quando você está acostumado a orar, mas, num determinado momento, já não consegue, a oração não vem, não brota. Você pode estar diante do Senhor sem gozo, sem vontade, mas o seu coração, o seu espírito ora. É impressionante! Parece que essa oração, que exige esforço, é mais gostosa do que aquela oração do impulso.

Revestir-se da armadura de Deus quer dizer deixar que a oração penetre em nós, pois não é contra qualquer um que estamos lutando, mas contra o demônio. E quanto mais estiver próxima a vinda do Senhor, mais intensa será a luta. Nossa luta não é contra a política ou a economia, mas contra o inimigo. Por isso precisamos nos revestir da armadura de Deus, porque já estamos nos dias maus. Precisamos estar inabaláveis, por pior que esteja a luta. (Efésios 6, 10-18 )

 

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

UNIVERSAL

Por todos os que vivem em provação, sobretudo os pobres, os prófugos e os marginalizados, para que encontrem acolhimento e conforto nas nossas comunidades.

ESPECIAL

Rezemos pelas crianças que estão em perigo devido à interrupção da gravidez e também pelas pessoas em fim de vida.

ORAÇÃO

Deus, nosso Pai e Pai de todos.

Ao ler o Evangelho,

chama a nossa atenção a preferência de Jesus pelos mais pequenos,

pelos pobres, os doentes,

os que são postos à margem da sociedade.

Manifestou, mesmo no meio de incompreensões,

a proximidade da tua misericórdia,

curando, perdoando,

chamando cada um a fazer de novo parte da comunidade.

Nestes tempos em que tantos pobres,

marginalizados,

pessoas em busca de uma vida melhor batem às nossas portas,

passam nas nossas ruas,

pedimos que não tenhamos um coração endurecido e indiferente

às suas necessidades.

A comunidade cristã é o primeiro lugar do acolhimento.

Dá-nos, Senhor, a graça e a coragem de acolher a todos, como Jesus.


 DESAFIOS PARA ESTE MÊS:

– Num tempo em que se vivem tantos receios e resistências ao acolhimento dos refugiados no nosso país, procurar ganhar distância da propaganda que exclui e ganhar maior consciência dos dramas humanos que estão por detrás destas migrações forçadas.

– Acolher ou colaborar com instituições que acolhem refugiados ou trabalham com os marginalizados da sociedade.

– Ao cruzar-se com algum pobre e marginalizado na rua, não o evitar nem desviar o olhar, mas ser capaz de ver nele um filho de Deus e um irmão.

Rede Mundial de Oração Papa Francisco 

« DOM BOSCO CONTINUA MAIS VIVO DO QUE NUNCA! » DIZEM-ME EM ALEPO.
TODOS OS SALESIANOS SE MANTIVERAM AQUI, SÃO O REFLEXO DO PAI QUE AMAMOS «
Dom Bosco em Aleppo

”Estou em companhia do Provincial da província salesiana do Médio Oriente. Ele, Abbuna Munir, é sírio, nascido em Alepo, e dizia-me, de lágrimas nos olhos – não só pela dor do seu povo e da sua gente – mas também pelas coisas incrivelmente boas que está a viver no meio das balas, das bombas e da destruição.

Dizia-me: Dom Bosco está vivo, mais vivo do que nunca na Síria, em Alepo. No meio dos escombros, a casa salesiana abre todos os dias as suas portas para receber centenas de meninos e meninas e jovens porque queremos que, entre tanta morte, continue a vida. E posso dizer que é incrível como, em vez de diminuir, o número de jovens aumenta e continua a aumentar. Torna-se comovente para mim ver mais de 1.500 rapazes, moças e jovens, o dobro de antes, a querer vir para a nossa, a casa de Dom Bosco, para viver, para rezar e para jogar.

E acrescentava: Quero dizer-te que o que mais me comove é que os meus irmãos salesianos fizeram questão de ficar aqui com os que nos procuram. Podiam ir-se embora, se quisessem, mas nenhum deles quis retirar-se e todos estão a correr a mesma sorte que a sua gente.

Eu escutava-o sem conseguir dizer palavra, também profundamente comovido.

E é verdade. Dom Bosco continua mais vivo do que nunca. Certamente, no paraíso, na Outra Vida que é Vida em Deus, mas também aqui, entre nós porque há centenas e centenas de salesianos, de irmãs, de leigos e de jovens que mantêm vivo o seu sonho e a sua obra educativa e evangelizadora, e o encontro pessoal com cada rapaz, com cada jovem.

E tal como falo de Alepo, poderia falar de muitos outros lugares.

Uma das lembranças que com mais insistência Dom Bosco recordava aos seus salesianos, e muito especialmente aos missionários que iam para a América era esta: “Cuidai sobretudo dos doentes, das crianças, dos idosos e dos pobres”, e isto explica o pequeno ‘milagre salesiano em Alepo’. Ser uma casa onde cada um pode ter o seu lugar. Pouco haverá que comer, porque a escassez é geral, mas continua-se a cantar à vida e a apostar fortemente pela vida numa situação de morte.

Alegra-me profundamente de que seja assim e daqui dirijo hoje palavras de homenagem e de agradecimento a Dom Bosco que, sem nunca o pretender, foi grande porque com um olhar, com um silêncio, com uma palavra chegava ao fundo do coração das pessoas. Algo semelhante ao que vai acontecendo em tantos “Valdoccos” de hoje no mundo.

Neste sentido, não resisto a contar-lhes um facto muito simples que diz bem do bom sentido e grande coração de Dom Bosco. Verão que é só uma anedota mas que diz tudo. Narra-o, muitos anos depois da morte de Dom Bosco, um salesiano, padre Alessandro Luchelli, que viveu alguns anos com Dom Bosco no Oratório. Conta ele como, no princípio do ano de 1884, a disciplina no Oratório de Valdocco (Turim) se havia tornado muito severa, contrária à tradição salesiana, isto apesar de Dom Bosco ali viver e com pena assistir a algumas coisas. De facto, a nossa conhecida ‘Carta de Roma’ expressa a sua preocupação. Pois bem, conta Alessandro: “Um dia encontrava-me ao lado de uma fila de rapazes a meu cargo, enquanto esperavam a sua vez de ir para a sala de estudo. Eu punha-os em ordem com aspeto severo exigindo que mantivessem bem a fila. Naquele momento passa Dom Bosco, põe a mão no meu ombro e diz-me: ‘ma lascia um po’stare’ (deixa lá!). Dom Bosco não queria filas. Só as tolerou quando o número de rapazes havia aumentado muito e parecia tornarem-se necessárias”.

É apenas um dos muitos testemunhos que nos falam desse coração de pai que cuida até das coisas mais simples da casa, da família, dos jovens da casa salesiana. Como em Alepo, como na Serra Leoa, como no Ghana, como na Ciudad Don Bosco da Colômbia, como na Etiópia, como com os rapazes refugiados nas casas salesianas da Alemanha… E assim centenas e centenas de nomes que poderia acrescentar.

É isto que nos leva a dizer também hoje, juntamente com Abuna Munir de Alepo, que Dom Bosco, continua vivo, bem vivo em tanta vida das casas salesianas do mundo e em tanta vida que os seus filhos e filhas, quer sejam religiosos, religiosas, ou leigos de todo o mundo que procuram, na simplicidade das suas vidas, ‘ser Dom Bosco hoje’.”

Reitor-Mor, P. Ángel Fernández Artime, a Família Salesiana.
Saiba mais sobre os Salesianos no  Oriente Médio.

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Da Introdução à Vida Devota, de São Francisco de Sales, bispo

A devoção deve ser praticada de modos diferentes
Na criação, Deus Criador mandou às plantas que cada uma produzisse fruto conforme sua espécie. Do mesmo modo, ele ordenou aos cristãos, plantas vivas de sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada qual de acordo com sua categoria, estado e vocação.
A devoção deve ser praticada de modos diferentes pelo nobre e pelo operário, pelo servo e pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela casada. E isto ainda não basta. A prática da devoção deve adaptar-se às forças, aos trabalhos e aos deveres particulares de cada um.

Dize-me, por favor, Filotéia, se seria conveniente que os bispos quisessem viver na solidão como os cartuxos; que os casados não se preocupassem em aumentar seus ganhos mais que os capuchinhos; que o operário passasse o dia todo na igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre disponível para todo tipo de encontros a serviço do próximo, como o bispo. Não seria ridícula, confusa e intolerável esta devoção?
Contudo, este erro absurdo acontece muitíssimas vezes. E no entanto, Filotéia, a devoção quando é verdadeira não prejudica a ninguém; pelo contrário, tudo aperfeiçoa e consuma. E quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é falsa, sem dúvida alguma.

A abelha extrai seu mel das flores sem lhes causar dano algum, deixando-as intactas e frescas como encontrou. Todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica a qualquer espécie de vocação ou tarefa, mas ainda as engrandece e embeleza.
Toda a variedade de pedras preciosas lançadas no mel, tornam-se mais brilhantes, cada qual conforme sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito em sua vocação quando esta for conjugada com a devoção: o cuidado da família se torna tranquilo, o amor mútuo entre marido e mulher, mais sincero, o serviço que se presta ao príncipe, mais fiel, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.

É um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida devota dos quartéis de soldados, das oficinas dos operários, dos palácios dos príncipes, do lar das pessoas casadas. Confesso, porém, caríssima Filotéia, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa de modo algum pode ser praticada em tais ocupações ou condições. Mas, para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras, próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem no estado secular.
Portanto, onde quer que estejamos, devemos e podemos aspirar à vida perfeita.

Fonte: Liturgiadashoras

Volte a sonhar e reencontre a felicidade
Os sonhos estão intimamente ligados à vida, e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar

Felicidade é a grande meta de todo ser humano, e como encontrá-la é o desafio que nos une a milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Aliás, vale a pena lembrar que buscar a felicidade é condição para encontrá-la, pois se costuma encontrar o que se procura.

Se você busca a felicidade, vai encontrar razões para ser feliz mesmo em meio às adversidades; porém, se não a busca, mesmo quando ela vier ao seu encontro não a reconhecerá. Conheço um provérbio popular que diz: “Para o barqueiro que não sabe aonde quer chegar, nenhum vento lhe é favorável”. Ou seja, quem não sabe o que quer, dificilmente chega a alguma conquista, e até mesmo quando acontecem coisas boas, nada parece favorecê-lo. É claro que existem pedras no caminho e nem todos os ventos sopram a nosso favor, mas quando temos uma meta definida, algumas pedras nos servem de degraus e alguns ventos fazem nosso barco avançar mar adentro com maior velocidade. Então, se você deseja ser feliz, é preciso dar passos firmes em direção à felicidade, e um dos passos que considero essencial é reencontrar sua essência, depois fazer as pazes com os acontecimentos que marcam sua história e voltar a sonhar, porque os sonhos estão intimamente ligados à vida, e não há como seguir em busca da felicidade sem os considerar.

Fonte: formacao.cancaonova.com

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“Deus não se esqueceu de você” (Is 49,15)

Canção Nova realiza Aprofundamento de Cura Interior

A Comunidade Canção Nova realiza, entre os dias 18 e 19 de março de 2017, o Aprofundamento de Cura Interior, no Auditório Paulo Apóstolo – Paulinas, Vila Mariana, São Paulo (SP).

Com o tema: “Deus não se esqueceu de você” (Is 49,15), o encontro tem como objetivo levar os participantes a uma experiência de restauração e de cura das vivências dolorosas do passado, as quais deixaram marcas em suas histórias.

O encontro começa às 08h da manhã e encerra às 18h, no sábado e no domingo, com momentos intensos de oração de cura interior, pregação da Palavra, Santa Missa e Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Estarão presentes para conduzir o aprofundamento: Pe. Adriano Zandoná, Pe. Serginho, Dijanira Silva e Comunidade Canção Nova.

Inscrições:

Para fazer a sua inscrição, basta se dirigir à Casa de Evangelização da Canção Nova em São Paulo, localizada na Rua Tamandaré, 355, Liberdade (metrô São Joaquim). Informe-se quanto aos horários de funcionamento no seguinte telefone: (11) 3382-9800.

Você pode se inscrever também na Loja Canção Nova, Rua São Bento, 43, Centro (metrô Sé). Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 09h às 18h. Sábados, das 09h às 13h.

A cura interior é a restauração da personalidade, a chave para a cura plena de uma pessoa. A cada dia, o Senhor nos reserva uma surpresa e uma graça; cabe a nós colher d’Ele o caminho de cura que necessitamos trilhar.

Por isso, participe e viva conosco este final de semana de bênçãos e graças!

Tome Nota!

Aprofundamento de Cura Interior
“Deus não se esqueceu de você” (Is 49,15)

Data:

18 e 19 de março (sábado e domingo)

Horário:

Sábado: 08h às 18h
Domingo: 08h às 18h

Local do Aprofundamento 

Auditório Paulo Apóstolo – Paulinas
R. Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana, São Paulo/SP
(5 minutos do metrô Vila Mariana)

Inscrições:

Facebook - Inscrições online

 

 

 

 

 

Casa de Evangelização
Rua Tamandaré, 355, Liberdade, São Paulo/SP
(metrô São Joaquim)
Informações: (11) 3382-9800 ou eventossp@cancaonova.com

Grupo de Oração – ”De mãos unidas’
Auditório Paulo Apóstolo – Paulinas
R. Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana, São Paulo/SP
(5 minutos do metrô Vila Mariana) – Terças-feiras de 19:30h as 22h

Loja Canção Nova
Rua São Bento, 43, Centro, São Paulo (SP)
(metrô Sé)
Informações: (11) 3587-3141 – Horário comercial 9h as 18h

Valor da Inscrição: R$ 100,00 (individual – não aceitamos cartões)

Reflita sobre o papel da terapia e a melhor abordagem psicológica

Vivemos um tempo em que a terapia deixou de ocupar o lugar da “loucura” para assumir seu verdadeiro papel. E qual seria esse papel? Auxiliar o indivíduo em seu processo de autoconhecimento e autodomínio.

As vivências humanas de hoje sofrem muito com o desgaste emocional. Reflexo disso é o aumento da procura por atendimento psicológico. Não só a adesão ao tratamento psicológico tem aumentado, quanto a necessidade real desse auxílio, devido ao aumento de patologias psíquicas desencadeadas.

Como tornar a terapia um tratamento eficazFoto: Copyright: shironosov 

A terapia é verdadeiramente eficaz?

Com toda certeza é possível dar uma resposta positiva a essa pergunta. As abordagens psicológicas têm contribuído em diversos aspectos para o bem-estar do ser humano.
No entanto, o que é interessante saber, nesse caso, é o que a torna eficaz. Muitas pessoas abandonam o tratamento psicológico por desacreditar na eficácia da terapia. Questiono, então, por que aquilo que era bom passou a ser ruim? O psicólogo? O tempo? A pessoa que está no processo terapêutico? São muitas as possibilidades, e irei apontar algumas delas:

Abordagens psicológicas

Muita gente não sabe, mas existem diversas abordagens psicológicas como Terapia Cognitivo Comportamental, Psicanálise, Humanista Existencial, Sistêmica dentre outras. Com isso, é preciso compreender que cada pessoa se identifica com uma abordagem específica.

Pode ser que o problema da eficácia não esteja no psicólogo ou na pessoa que faz terapia, mas na abordagem. É interessante respeitar o fato de que para cada abordagem existe um público específico. Umas trabalham de forma direta, focada; outras, mais indiretas, sendo assim menos invasivas. Vai sempre depender da necessidade da pessoa e do que ela vive no momento.

Um exemplo: para um anoréxico em grau avançado, é mais indicado buscar uma abordagem mais direta, pois existe um grave risco de morte, e não há tempo hábil para tratar determinados aspectos. Por isso, diante de uma insatisfação com o processo terapêutico, seria indicado iniciar o tratamento com uma nova abordagem, diferente da anterior, e não abandonar a terapia. Tudo bem que todo mundo quer acertar de primeira, mas, infelizmente, pode ser que isso não aconteça. E aí, vai abandonar? É melhor gastar um pouco mais de tempo em um recomeçar do que ficar paralisado em um sofrimento psíquico.

O vínculo é algo que pode ser positivo inicialmente, mas também pode prejudicar a eficácia do tratamento. Existem casos em que a relação psicólogo e cliente deixa de ser terapêutica e se torna mais familiar. A aproximação, o permitir viver bem próximo um da vida do outro, iniciando um vínculo de amizade, prejudica a eficácia do tratamento terapêutico. Existe uma “distância” saudável, que precisa ser respeitada, para um bom tratamento.

Leia mais:
.: O que o psicólogo não fará por mim
.: O que pode abrir as portas para a depressão?
.: Psicólogo, uma ajuda para transpor problemas
.: O que é e como identificar a ansiedade?

Comprometimento! Essa é uma das chaves para que esse processo seja eficaz. Se você não acredita no psicólogo, não acredita que a terapia funciona, não vai com a “cara” do seu psicólogo ou até mesmo faz terapia, porque alguém impôs e não por achar que precisa, sua terapia não terá evolução nenhuma. O trabalho terapêutico depende muito do reconhecimento e do desejo de tratamento. É um comprometimento mútuo, um trabalho conjunto.

Terapia não é algo para um público específico, pois todos nós, em algum momento da vida, apresentamos questionamentos, sofrimentos e angústias que passam a dominar e reger nossa vida.

Nesse momento, acreditar na eficácia da terapia e decidir investir na própria vida, em um processo terapêutico, seria a escolha mais acertada.

Invista em você!

Fonte: formacao.cancaonova.com

Artigo: Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial.

Combata a ansiedade com a confiança em Deus

Gosto de olhar fotos antigas e tentar me recordar da ocasião em que elas foram tiradas, pensar no que eu estava vivendo naquele momento e fazer um paralelo com o que mudou daquele dia até hoje. Outro dia, vi uma dessas fotos que me fez refletir uma questão: como eu me preocupava com coisas desnecessárias!

Era o batizado de uma sobrinha há uns quinze anos. Na foto, quase todos estavam alegres, descontraídos e voltados com ternura para aquele pequeno ser vestido de branco que acabara de se tornar cristão pelas águas do batismo. Eu, ao contrário, apareço na foto tão tensa que até minha testa estava franzida. Comecei a pensar se havia alguma razão para eu estar assim tão preocupada na ocasião, e percebi claramente que não. Recordo-me de que foi me pedido apenas para ajudar a posicionar as pessoas na foto e pronto. Só isso.

Dicas para controlar a ansiedadeFoto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Eu me preocupava demais com coisas extremamente desnecessárias, e a foto fez com que eu me recordasse disso. Se você me perguntar, hoje, se eu continuo me preocupando com as coisas, a resposta será sim, com certeza! Mas em uma proporção muito menor, pois tenho aprendido a confiar mais em Deus; e à medida que cresço na confiança, diminuo na preocupação. Na verdade, uma das coisas mais difíceis na vida são as preocupações que temos. Seja com nossos filhos, amigos, cônjuge, pais, emprego e tantas outras coisas que fazem parte de nossa vida. Mas me diga: quem, até hoje, conseguiu resolver alguma coisa à custa de preocupação?

Dar um basta na ansiedade

Bem sabemos que o fato de nos preocuparmos não resolve nada; na verdade, o que mais queremos, nesta vida, é deixar de nos preocupar, só não sabemos como fazer isso. Mesmo sabendo que, amanhã, talvez, já tenhamos nos esquecido de quais eram as preocupações de hoje, conscientes de que nossa vida pode deixar de existir a qualquer momento, achamos impossível fazer com que a nossa mente viva tranquila sem nos preocuparmos. Daí, vem a questão: afinal, será que existe algo que possamos fazer para nos preocuparmos menos e darmos um basta na ansiedade?

Leia mais:
.: A cura para os medos e para a ansiedade é a fé
.: Salette Ferreira reza pela cura da ansiedade
.: O que é e como identificar a ansiedade?
.: Será que sofro de transtorno de ansiedade?

Lendo os escritos do padre Henri Nouwen, descobri que existe, sim, uma solução. Ele explica que se é verdade que não podemos mudar seja o que for pelo fato de nos preocuparmos com a situação, o remédio é treinarmos nosso coração e nossa mente no sentido de não perdermos tanto tempo e energia com a ansiedade. Ele também nos mostra o caminho e nos recorda as palavras de Jesus: “Procurai, antes de tudo, o Reino de Deus e sua justiça e tudo mais virá por acréscimo” (Mt 6,33).

Compreendi com isso que, quanto mais tenho me lançado na confiança em Deus e priorizado a ação do Reino d’Ele em minha vida, mais serenidade experimento mesmo em meio às lutas, e a transmito também aos outros. Essa mudança está registrada claramente em minhas fotos, como pude perceber no álbum de família. Como é interessante olharmos para nossa história e percebermos o quanto Deus vai nos moldando pela força de Sua graça! Já parou para pensar sobre isso? Desejo que, no dia de hoje, o Senhor também o visite e fortaleça sua confiança n’Ele, concedendo-lhe mais serenidade e alegria no viver o dia de hoje como ele é: um grande presente de Deus.

Fonte: formacao.cancaonova.com

Como o casal deve lidar com esse sentimento de frustração e pressão diante da possibilidade de não ter filhos?

Vivemos constante pressão! Quando se é solteiro, a pressão é: “ Quando você vai se casar?”. Quando se é casado, a pressão é: “ Quando você terá filhos?”. Quando se tem um filho, a pressão é: “ Quando você terá outro?”. Porém, diante de tanta pressão, podemos nos perder na indiferença do que, de fato, o outro está vivendo. Talvez, o solteiro viva o sofrimento de não ter encontrado alguém para se casar; o casado, o sofrimento por não ter um filho; o pai, o sofrimento por se sentir incapaz de dar ao filho o que este deseja e por aí vai.

Hoje, no entanto, gostaria de falar sobre a pressão que um casal vive para terem um filho, mas, por inúmeras razões ( infertilidade orgânica, transitória e até mesmo esterilidade), não conseguem, gerando assim uma situação de possível e grande sofrimento. A pressão da família e da sociedade para que o casal tenha filhos, muitas vezes, é enorme; e o fato de não conseguir engravidar pode fazer a pessoa se sentir um completo fracasso.

Como lidar com frustação de não ter filhoFoto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Como administrar tal sofrimento perante a própria vida e diante da conjugalidade assumida?

1º) Não negue seus sentimentos

A primeira coisa a se viver diante do sofrimento em não conseguir engravidar é assumir os sentimentos, o desejo frustrado, o sonho que não se realiza. Quanto mais se nega estes sentimentos, mais eles ganham forças destrutivas dentro de você. É preciso reconhecer a fundo o desejo que ambos ( homem e mulher) trazem referente à concepção dos filhos. A aceitação e o enfrentamento do que você está sentindo ajuda a suportar as emoções e pressões (internas e externas) com mais serenidade.

2º) Não se destrua pela culpa

Diante da dor em não conseguir ter filhos, não se autodestrua procurando os culpados: “Ah, se eu tivesse engravidado antes!”, “Ah, se eu não tivesse esperando terminar o pós-doutorado para engravidar!”, “Ah, eu poderia ter me cuidado mais” etc. Essas são vozes que tentam tirar sua esperança e levá-lo à completa aniquilação de si mesmo e de seu (sua) esposo (a).

A culpa pode até impedir que você tenha uma centralidade para, de fato, encarar o problema, impossibilitando-o de buscar ajuda médica, psicológica e, quem sabe, até espiritual. Nada de se culpar!

3º) Viva a harmoniosa e fecunda vida de casados!

Quando a gravidez não surge, muitos casais começam a “esfriar” a relação, é como que se a impossibilidade em ter filhos tirasse deles a vitalidade do relacionamento. Nessa hora, não só a parentalidade está em cheque, mas também a própria conjugalidade. Tentem encontrar, juntos, maneiras realistas de dividir o estresse e a frustração em não poder/conseguir ter filhos. Muitos casais pensam que a fecundidade do relacionamento está apenas na questão de gerar filhos, mas não está somente nisso, não! Papa Francisco, na Exortação Amoris Laetitia, afirma: “Àqueles que não podem ter filhos, lembramos que «o matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação (…). Por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda a vida».

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4º) Busque toda ajuda necessária

É importante que dentro da moral católica vocês busquem toda ajuda necessária. Vá a médicos especializados, talvez a infertilidade seja de fundo psicológico; busque um bom terapeuta. Recorra à espiritualidade! Faça sua parte sem se perder em uma vida obsessiva para engravidar. Mas com calma e esperança dê os passos que cabe a você e a seu esposo (a)!

5º) Relaxe, você não é amaldiçoado

Sim, filhos são bençãos de Deus! Então, se não os tenho, não sou abençoado por Ele? Calma, não é essa a lógica! De fato, é Deus quem dá o dom dos filhos, mas não quer dizer que se você não os tem seja pelo fato de que Deus não os quer dar a você! Nesta hora, a fé é acreditar que, no mistério do sofrimento, Deus também sofre com você! Não se permita ser invadido por pensamentos de que Deus não o ama, que você é amaldiçoado.

6º) Estabeleça um limite. Até onde tentar?

Há casais que decidem, desde o começo, por viver, de fato, o que a Igreja ensina sobre reprodução humana; por isso, esgotadas todas as possibilidades morais, é hora de escolher o que fazer. Ficar anos tentando sem que se tenha um parecer médico favorável pode ser de maior sofrimento ainda para o casal. Lembre-se: desistir dos meios humanos não quer dizer perder a fé que Deus pode realizar o impossível!

7º) Abra-se à fecundidade alargada

Papa Francisco, na Amoris Laetitia, afirma: “A adoção é um caminho para realizar a maternidade e a paternidade de uma forma muito generosa, e desejo encorajar aqueles que não podem ter filhos a alargar e abrir o seu amor conjugal para receber quem está privado de um ambiente familiar adequado. Nunca se arrependerão de ter sido generosos. Adotar é o ato de amor que oferece uma família a quem não a tem.”

Quantos casais que se abrem à adoção como uma forma de viver a paternidade e maternidade, com isso tornam-se, de fato, realizados? O amor sempre abre possibilidades!

Ao falar em cada um desses pontos, não pretendo diminuir ou tirar seu sofrimento em não conseguir ter filhos, mas a tentativa é de fazer com que os sentimentos possam ser administrados de uma forma mais integrada e humanizada possível.

Fonte: formacao.cancaonova.com

Descubra quais são os caminhos e a graça de recomeçar

Recomeçar nem sempre é fácil. Após uma queda, leva-se algum tempo para levantar. As escoriações requerem o cuidado necessário e o repouso salutar. Contudo, chegará o tempo de começar novamente. E sempre estamos recomeçando: ao ser demitido de um emprego, é necessário buscar outro. Quando a vida espiritual é descuidada, faz-se necessário retomar a caminhada. Ao A graça de recomeçar é uma dádiva de Deusmudar-se de cidade, surge o desafio de adaptar-se à nova realidade. Assim vamos recomeçando. A graça de recomeçar é uma dádiva que o Senhor Jesus Cristo nos oferece. Em Seu misericordioso amor, Ele vem ao nosso encontro e, com Sua infinita bondade, anima-nos na caminhada.

Foi assim com os discípulos que regressavam a Emaús (cf. Lc 24,13-35). Após a crucifixão e morte de Jesus Cristo, eles voltavam para o povoado de onde haviam saído. Podemos imaginar que levavam na alma a dor da decepção. Aquele no qual haviam depositado toda confiança fora morto. E eis que, enquanto caminhavam, o próprio Ressuscitado aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Tenha esperança

Diante da decepção que determinada situação provoca, ficamos com o rosto e o coração sombrios. Olhamos e não vemos possibilidade de futuro. Há momentos em que a derrota ofusca a esperança. Diante de tal realidade frustrante, o desânimo pode aprisionar nosso ânimo e ficarmos presos ao que não deu certo.

Os discípulos reconheceram o Senhor ao partir o pão com eles. No gesto da partilha, seus olhos se abriram, e a dor que outrora carregavam no peito tornou-se alegria revigorante. Voltaram e recomeçaram a caminhada de seguir o Mestre. Na dor e mediante as derrotas da vida, o Senhor Jesus Cristo também caminha conosco.

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Não estamos sozinhos. Contudo, é necessário não nos deixarmos abater, embora tal sentimento surja involuntariamente em nossa alma. Somos humanos, mas é a divindade de Jesus Cristo que nos dá a graça de recomeçarmos sempre.

Confie na graça

Na vida, não caminhamos sozinhos, pois o Senhor vai conosco. Em meio às quedas, ferimentos e dores, Ele nos estende Sua mão misericordiosa, derrama o bálsamo do amor, revigora nossa alma já desfalecida pelo desânimo e ilumina nosso caminho com a esperança de um novo tempo. Não desanimemos. Nas quedas, confiemos n’Aquele que nos levanta e refaz nossas forças.

Sempre é possível recomeçar. Mesmo que seja necessário um período de recuperação, cultivemos a certeza de que não estamos sozinhos. A graça, o amor e a misericórdia de Cristo estão conosco. No desânimo, oremos. Na angústia, abandonemo-nos nas mãos do Senhor.

Padre Flávio Sobreiro
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG)

Fonte: formacao.cancaonova.com

Está provado que melhor do que fugir da espera é render-se a essa pedagogia divina

A espera, naturalmente, faz parte da vida humana. Esperamos o tempo certo para nascer, andar, falar, sorrir. Quando adultos, a lista de esperas tende a crescer. Então, independente da idade e do tempo, querendo ou não, todos nós estamos à espera de alguma coisa. E você há de concordar comigo que esperar não é nada fácil, principalmente quando esperamos por respostas ligadas aos anseios mais profundos e às necessidades mais urgentes da nossa alma.

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Já está provado, porém, que melhor do que fugir da espera é render-se a essa pedagogia divina que tanto nos forma e tentar extrair o melhor que ela pode nos oferecer. E se você me perguntar o que fazer enquanto espera para aproveitar bem a vida, eu tenho uma ótima notícia: existem muitas coisas boas e cheias de significado que você pode fazer nesse tempo!

Glorioso encontro

Se a espera, por exemplo, é por um namorado, baseada na minha própria experiência, eu o aconselho a buscar, em primeiro lugar, a cura do seu coração e o autoconhecimento. Quanto mais nos conhecemos e buscamos a reconciliação com nossa história, mais livres e, portanto, mais aptos ao amor nos tornamos, favorecendo assim um “encontro glorioso”, que pode durar para sempre, trazendo paz e alegria a sua vida.

O tempo de espera é também o tempo de viver intensamente cada instante da vida como se fosse o último e o único, pois se pararmos para pensar, “o passado não volta, o futuro não o temos e o hoje não acabou”. Então, agora é o tempo de viver sendo quem você é, com a liberdade de filho amado de Deus, sem se comparar e sem fugir da sua realidade. Aliás, a comparação é um grande mal em todas as fazes da vida, e no tempo de espera ela se torna ainda pior, pois cada vez que nos comparamos, achando que para as outras pessoas as coisas dão certo e para nós não, além de nos machucarmos, permitimos que roubem algo essencial em nossa vida, que é a convicção de que somos amados por sermos nós mesmos, e não por aquilo que gostaríamos de ser ou possuir. Lembre-se: Deus o ama profundamente do jeito que você se encontra agora, não permita que a comparação roube sua alegria.

Promovendo a felicidade você será feliz

Enquanto espera, tente também ser agradável, descomplicado, alegre e disponível, tenha interesse pelas pessoas que a vida lhe permitir encontrar. Ouse sair de si mesmo e ir ao encontro de quem precisa de apoio, amor e presença. É dando amor que você aprende a amar, e é promovendo a felicidade que você será mais feliz.

Desarme seu coração de todo preconceito – isso não ajuda ninguém a crescer na vida. Por trás das aparências, sempre existem corações bondosos e dispostos a amar. Ouse ir além do que seus olhos veem e surpreenda-se com o resultado.

Leia bons livros, mantenha contato com a natureza, faça viagens, relacione-se com o mundo e, na medida do possível, faça as coisas simples e boas que você realmente gosta de fazer hoje, sem deixar para amanhã.

Por fim, procure passar pela espera com os olhos e o coração abertos, e não pare no “objeto de desejo”, como se nada mais existisse neste mundo. Nossa espera precisa ser ativa e não passiva; então, fique atento. A vida oferece novas oportunidades a cada amanhecer, e se você estiver apegado a uma única possibilidade de realização, corre o risco de não perceber a felicidade que está acenando para você aqui e agora!

Fonte: formacao.cancaonova.com

Identifique os demônios  que aparecem ao longo da vida conjugal

Fonte : formacao.cancaonova.com

No amor conjugal, o segredo é não lutar contra a idade, mas estar em união com ela, tal é a regra da sabedoria. No início, a relação é, sobretudo, de alegria e esperança. O amor é novo e está intacto. Os dois vivem em estado de descoberta permanente; entretanto, o amor não escapa aos ataques do tempo. Uma primeira crise, a da desilusão, sacode o lar nascente. O demônio da desilusão faz com que a imagem ideal, que um havia construído do outro, comece a desvanecer-se. Para vencer essa crise, terão de se aceitar em suas imperfeições. Nessa fase, o matrimônio se constitui realmente.

Os demônios da vida conjugal

A juventude do amor

Ao fim da fase de adaptação, um mútuo conhecimento impede maiores atritos. O amor se instala. Mas se a crise da desilusão não foi superada, o tempo precipita a segunda crise, a do silêncio. Se o demônio mudo se apodera dos dois, estes caem em uma espécie de letargia. O casal vive, então, em retrocesso, sem crescer, sem um ritmo seguro, sem dinamismo. Vencer essa segunda crise é indispensável para que o amor sobreviva.

A maturidade do amor

Por volta dos 15 anos de vida conjugal, os esposos adquiriram maturidade. Com uma juventude madura, vivem com serenidade. São os anos mais belos da vida conjugal. Já não se fala de felicidade, como quando se é jovem, simplesmente se é feliz. Mas também pode se produzir o contrário, se não encontraram o caminho do diálogo e de sua unidade. Uma terceira crise, com frequência fatal, é a da indiferença. O amor se transformou em hábito, o hábito em rotina, e a rotina, enfim, em indiferença. Vive-se junto ao outro, mas os corações já não estão em contato: o tempo paralisou ou matou o amor. A vida em comum não é mais que uma aparência que se mantém, seja por obrigação, já que há os filhos, seja por conveniência social.

Com o demônio da indiferença instalado, sempre existe lugar para um novo amor e, por isso, para a infidelidade e a separação.

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O “meio-dia” do amor

Entre os 45 e 50 anos, surge um novo perigo. Em ambos é o difícil momento das mudanças físicas e psicológicas. A mulher perde um atributo de sua feminilidade: a fecundidade. O homem vai perdendo um caráter de sua virilidade: o vigor sexual. Mas, antes que se produza esse declive, muitas vezes se dá uma espécie de volta à adolescência.

A essa crise da metade da vida chamamos de “demônio do meio-dia”. Se o matrimônio entra nessa etapa, minado pela indiferença e pela rotina, o “demônio do meio-dia” tem grandes possibilidades de triunfar.

O renascimento do amor

Se o casal soube superar essa época turbulenta, entra num período de uma segunda maturidade. É o crepúsculo do amor, o momento em que o matrimônio desfruta da unidade conquistada, de una harmonia profunda e de uma nova paz. É a hora de uma felicidade serena, sem choques nem conflitos. O tempo, que não perdoa, oferece então aos cônjuges a inapreciável recompensa do renascimento do amor.

O repouso do amor

Virá, por último, a hora do repouso, em que, –envelhecidos no amor,– ambos só terão reconhecimento um para o outro. Nem sequer a dolorosa perspectiva da morte poderá perturbar a maturidade do amor. Eles terão se amado até o fim, quando a morte se converte num ápice, numa vitória. Diante dos homens, como diante de Deus, não existe um amor mais perfeito que o de dois seres que envelheceram juntos e que deram a mão para vencer as últimas dificuldades, para gozar das últimas claridades do dia.

Perguntas para a reflexão

1. Algum desses demônios me é conhecido?
2. Que posso fazer para enfrentá-los?
3. Como andamos com o diálogo conjugal?

Padre Nicolás Schwizer
Shoenstatt – Movimento Apostólico

Perseverar é o melhor caminho, mesmo diante dos obstáculos que enfrentamos na vida

Perseverar é a certeza do paraíso, onde existe uma vida plena e feliz, é o que me faz caminhar sem parar diante das pedras que naturalmente encontro no caminho por onde passo. Gosto das palavras do apóstolo Paulo quando escreve aos Hebreus dizendo: “Irmãos, perseveremos na fé para nossa Salvação”, porque acredito que a salvação tem tudo a ver com a perseverança, que, por sua vez, também está ligada à fé e à esperança. Aliás, creio que a esperança é o remédio que pode curar as dores da humanidade, é ela que nos faz dar mais um passo, mesmo quando todos param, e recomeçar a cada amanhecer como se fosse a primeira vez, mesmo depois de uma noite de cansaço.

Conheço uma história que ilustra bem o que digo: conta-se que Cristóvão Colombo, o descobridor das Américas, navegava já há várias semanas, durante a longa travessia marítima, e a terra custava a aparecer. Até que, em um fim de tarde de dúvidas e desalentos, os marujos timidamente lançaram a ele a pergunta: “Chefe, já navegamos há vários dias e até agora nenhuma terra à vista”.

O que faremos quando todas as esperanças tiverem morrido? Diz a história que Colombo olhou fixamente nos olhos dos marujos e respondeu com convicção: “Ao raiar do dia, quando formos atingidos pelos primeiros raios do sol, a esperança também renascerá e vocês mesmos dirão: ‘continuemos navegando, navegando, navegando’…” E como sabemos, Colombo, com seus marujos, acabou descobrindo as Américas, certamente movidos pela esperança que foi restaurada a cada amanhecer.

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Plante esperança e sonhos

Quando falamos de sonhos, é indispensável considerarmos que a esperança é o combustível que nos impulsiona a chegarmos às realizações. Na verdade, assim como os “marujos de Colombo”, muitas vezes também nos sentimos cansados, cheios de dúvidas e pensamos em desistir, mas a esperança é essa força que nos faz continuar navegando quando a correnteza parece contrária às nossas expectativas. É preciso, mais do que nunca, atravessar a “casca” dos acontecimentos cotidianos e lançarmos um olhar confiante para Aquele que está acima de tudo, certos de que nada acontece ou deixa de acontecer por um acaso em nossa vida, e que em todas as situações podemos contar com sua ajuda.

Não sei como você se encontra hoje, mas peço a Deus que plante em seu coração uma semente de esperança ou regue a que já existe, porque sei que Deus nos fez homens e mulheres de esperança, e precisamos retomar a nossa essência para ver concretizados os seus sonhos em nossa vida. Perseverar é isso, é ter esperança, mesmo contra toda expectativa. É deixar-se encantar com as coisas simples da vida, sem jamais deixar de sonhar. É sorrir como criança, descontrair-se sem medo de ser julgado, ouvir histórias sem olhar para o relógio, é dar e receber amor sem medida. Por que quem persevera já descobriu que o mais importante não é fazer muitas coisas, mas ser canal do amor e agir com amor, mesmo que seja no anonimato.

Desejo que você nunca esqueça que Deus é sempre fiel e está disposto a ajudá-lo, e Ele espera de você também fidelidade e perseverança, para que seu projeto de amor e felicidade se cumpra plenamente em sua vida.

Fonte: formacao.cancaonova.com