Quem era a mãe de Maria?
Ontém foi celebrada a festa de Santa Ana na cidade onde ela viveu parte de sua vida, Séforis, situada na Galiléia. Peregrinos da região se dirigiram para a antiga Igreja Medieval para em uma missa agradecer a Deus pela santificação dos pais da Virgem Maria.
Qual a importância desse local, o que o testemunho desses santos nos ensina?
Séforis, no tempo de Jesus era uma grande capital, dotada de muita importância, seja no aspecto econômico, quanto ao militar e religioso. Foi sede do Sinédrio; ao seu centro Herodes Antipas construiu vários palácios públicos, constituindo-a também como a primeira capital de seu reinado.
Qual sua importância para a fé cristã?
Maria passou sua infância em Jerusalém, após a morte de seu pai Joaquim, foi juntamente com sua mãe Ana para Séforis. Ali elas viveram com seus parentes ( avós, tios, tias e primos ) antes de partirem para Nazaré. No período em que os Cruzados ali estiveram construíram uma grande Igreja, confirmando a longa devoção mantida ali pela mãe de Maria.
Em 1263 foi destruída juntamente com Nazaré pelo sultão mameluco Bibars.
Entre as ruínas de Séforis e a Igreja, está a casa das “Filhas de Santa Ana”, uma Congregação nascida na Itália, a qual possui como patrona a mãe da Virgem Maria.
Todos os anos renovam, em ocasião de sua Festa, sua consagração a Deus. Nesta Congregação, todas recebem o nome de Ana, como sinal de devoção.
Irmã Ana Adelaide é italiana e vive em Nazaré, ela fala a respeito da espiritualidade de Santa Ana:
Como a Congregação assimilou a forma de vida de Santa Ana?
É a espiritualidade dos anawins, ou seja dos pobres do Senhor. Lemos na Bíblia sobre o pequeno resto de Israel. A exemplo deles procuramos manter viva a esperança do povo, vivendo como pobres em uma doação materna.
O que é a espiritualidade dos anawins?
É a espiritualidade dos pobres, daqueles que esperam tudo do Senhor. Depois da destruição de Israel, se dispersou a maior parte da população; ficou em Israel um pequeno resto que rezava, que esperava, que continuou mantendo viva a fé. Portanto, era o fermento que permaneceu vivo.
O belo ambiente, situado no alto de uma montanha, era o local onde uma multidão de pessoas simples, trabalhava para se sustentar. Entre essas pessoas estavam também a viúva Ana e a pequena Maria.
Neste chão escolhido para ser escola daquela que seria a mãe do Salvador, formou-se também Santa Ana, testemunha viva da santidade do dia-a-dia.
Leandro César
Canção Nova - Terra Santa
Dunga
Seguindo os passos de Jesus, Dunga, missionário da comunidade Canção Nova, sua esposa Néia e os peregrinos brasileiros que os acompanham fazem o que Jesus fez antes de ir para Jerusalém: sobem o Monte Tabor.
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Chegando a região conhecida como Judéia, a primeira cidade a ser visitada é a famosa Belém.
Com sua esposa Néia, Dunga beija o menino Jesus no chão onde ele nasceu.
Como todo peregrino, Dunga pode contemplar uma Oliveira com cerca de 2000 anos.
Após a missa os fiéis puderam rezar sobre a pedra onde Jesus disse:
Em seguida, rumo aos lugares mais importantes da vida do Salvador, caminham na mesma estrada na qual os discípulos aclamaram:
Chegaram ontem depois de longas horas de viagem dentro de um avião. O cansaço não foi barreira, algo novo estava à espera de cada um. Conduzidos pelo Dunga, membro da comunidade Canção Nova e pelos guias da peregrinação, todos se dirigem para Caná da Galiléia.
Em seguida, todos se dirigiram para onde tudo começou, Nazaré, visitar a casa onde o anjo Gabriel anunciou a Virgem que ela conceberia o Salvador do Mundo.
Na manhã desta quarta-feira, foram primeiramente para o Monte das Bem Aventuranças. A beleza deste lugar não superou a emoção de ouvir o santo sermão onde este aconteceu.
Chegando em Cafarnaum, cidade onde Jesus realizou a maior parte de seus milagres, curou a sogra de Pedro e chamou Mateus, o cobrador de impostos para ser seu discípulo, entram na Sinagoga.
Entrando no ônibus para a última parada: as águas do rio Jordão. Foi nessas águas que Jesus foi batizado por João Batista.
A Festa dedicada a Nossa Senhora do Carmo, nasceu na Terra Santa no Monte Carmelo, lugar onde o profeta Elias esteve para manifestar ao povo de Israel que “só o Senhor é Deus”, pedindo chuva depois de um longo período de seca, foi aqui que desceu fogo do céu, queimando os falsos ídolos e foi aqui também que nasceu a Ordem do Carmo, os chamados Carmelitas.
Frei Pier Giorgio, Carmelita, vive há quatro anos na Terra Santa servindo no mosteiro situado sobre o Monte Carmelo, conhecido como “Stella Maris”. Ele fala sobre a festa do dia:
Nós construímos neste lugar uma igreja dedicada a “Maria Rainha do Monte Carmelo”; nos momentos de dificuldade sempre recorremos à nossa protetora, Maria.Ela apareceu a Simão Stocke e disse que todo aquele que carregar consigo o Escapulário estará sob a sua proteção.
Stella Maris nasceu com Simão Stoke: uma oração feita por ele se tornou um canto gregoriano, neste existe vários versos onde se dirige à Maria com diversos símbolos poéticos, um desses é flor do carmelo, o outro é Estrela do Mar .
Nossa origem começou à oitocentos anos próximo à fonte de Elias e das grutas de Elias e Eliseu. E aqui construímos um oratório dedicado à Nossa Senhora.
Sabemos que a regra foi escrita entre 1206 a 1214, são os anos nos quais esteve este Patriarca que após receber nosso pedido nos presenteou com está regra que é a base dos Carmelitas homens, mulheres e nos outros institutos que se reconhecem em nós e nos carmelitas secolares os quais vivem no mundo e são amigos do Carmelo.
