Aproximando-se as festas natalinas, um grupo de amigos brasileiros da Cidade de Tete, subiu as montanhas de Zobuè para promover um Natal Feliz para as nossas crianças carentes da vila.

Estes nossos amigos e amigas se movimentaram por mais um de mês para fazer esta festa para as nossas crianças. Estiveram envolvidas quase 40 pessoas e vieram ao Zobuè no dia do evento mais de 30 benfeitores. Estes deixaram suas casas e seus serviços a mais de 120 km daqui para promover este lindo ato de caridade.

Assim no sábado dia 30 de novembro chegaram em comitiva a nossa vila trazendo muito mais que presentes, trazendo um profundo desejo de doação e de amar esses pobres. Fizeram um bonita festa em nossa paróquia. Muitos lanches, doces, presentes… E muito mais que isso, muito carinho e amor para essas crianças.

Um dia para ficar marcado em nossa vida, quase 500 crianças a brincar, lanchar e se divertir. É uma diversão para eles estar com os azungos – homens brancos, se fazendo um com eles.

Não temos muitas palavras para descrever e agradecer pelo que foi este dia para a Paróquia de Zobuè. Mas a certeza que “há mais alegria em dar que em receber”. E esses irmãos porque muito amaram, receberam muito amor destas crianças. E em saber que nossa recompensa é o Reino do Céus, pois “o amor cobre uma multidão de pecados”.

Minha profunda gratidão. “Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro”. Aqui em Moçambique, louvo a Deus por ter encontrado estes tesouros. Obrigado meus amigos!

Deus vos abençoe imensamente!

Padre Ademir Costa

A língua oficial de Moçambique é o português. Mas se fala dezenas ou centenas de línguas ou dialetos ligados as muitas etnias do país.

Aqui na Vila de Zobuè fala-se o português e o dialeto chewa, também chamado de nianja. Um dialeto que falado em toda a República do Malawi, partes da Zâmbia e do Zimbabwe e toda essa nossa região de montanhas ao norte da Província de Tete em Moçambique.

Em Zobuè na área “urbana” muitas pessoas tem dificuldades com a língua portuguesa, mas ainda consegue se comunicar alguma coisa em português.

Agora, nas aldeias? Esquece! Praticamente toda a comunicação é em dialeto.

Vocês me perguntam: Como faço para evangelizar essas aldeias? Como celebro Missas? Como faço as homilias?

Deus provê tudo!

Quando vamos para essas aldeias, sempre vai conosco nativos que falam o português e o dialeto, estes fazem nossa tradução e facilita nossa comunicação com o povo. A Missa, eu consigo celebrar na língua chewa, mas celebro algumas Missas em português. Quanto as homilias, faço em português e os anciãos da comunidade me ajudam em traduzir-me ao povo.

É certo que também, precisamos nos esforçar para aprender um pouco o dialeto de onde vivemos. Quem tem uma alma missionária, deve estar aberto a mergulhar na cultura do povo, também na língua deles. Principalmente quanto a saudar as pessoas, falar algumas palavra e frases na sua língua local. Isso abre o coração do povo.

Vou me virando assim, por estas terras de missão na África. Mas não é nada demais, pois o mais importante aqui é a linguagem do amor.

 

Deus abençoe a todos!

 

Até a próxima…

 

Padre Ademir Costa

Missionário CN em Moçambique