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A quaresma é um tempo oportuno para ter um profundo encontro com Deus. Por isso, o motivo de fazer silêncio e recolhimento interior.

O silenciar os barulhos exteriores ajuda-nos a ouvir o Senhor que habita em nossa alma. As penitências, Abstinências e jejuns nos ajudam a mergulham nesta dimensão espiritual da quaresma. Isto cria um ambiente propício para este encontro pessoal.

Neste tempo, eu procuro silenciar minha alma exteriormente e interiormente. Um exemplo é que procuro fazer uma “penitência digital”, limitando o uso das Redes Sociais. Faço como penitência, mas também como uma maneira de silenciar meu coração mediante algo que gosto muito, para assim dispor de mais tempo para estar com o Senhor.

Este encontro pessoal nos impulsiona a uma conversão interior que nos conduz a caridade. Uma quaresma bem vivida transforma-se me atos de misericórdia. Tira-nos do comodismo para ir ao encontro de Jesus Cristo que está nos mais necessitados.

Por fim, precisamos aprender que a esmola, o jejum e a oração não nos levam para tristeza, mas para alegria interior do encontro pessoal com Cristo. Por isso, não devemos viver a quaresma na tristeza, mas em um silêncio fecundo da alma que conduz a verdadeira alegria do encontro com Cristo nosso Senhor do qual temos o ápice na Semana Santa – Paixão, Morte e Ressurreição.

“Quaresma não é tempo de tristeza, mas é tempo de encontro com Deus!”

Um forte abraço a todos e uma Quaresma fecunda!

@ademircn

Seminarista da Comunidade Canção Nova

Não serei eu que te responderá, mas o Papa Bento XVI, pega essa então.

“Na quarta-feira passada, com o jejum e com o rito das Cinzas, entramos na Quaresma. Mas o que significa “entrar na Quaresma”? Significa começar um tempo de compromisso particular no combate espiritual que nos opõe ao mal presente no mundo, em cada um de nós e à nossa volta. Significa enfrentar o mal e dispor-se a lutar contra os seus efeitos, sobretudo contra as suas causas, até à causa última, que é satanás.

Significa não descarregar o problema do mal sobre os outros, sobre a sociedade ou sobre Deus, mas reconhecer as próprias responsabilidades e ocupar-se delas conscientemente. A este propósito ressoa muito urgente, para nós cristãos, o convite de Jesus a assumir cada um a sua “cruz” e a segui-lo com humildade e confiança (cf. Mt 16, 24).

A “cruz”, por mais pesada que seja, não é sinónimo de infelicidade, de desgraça a ser evitada o mais possível, mas oportunidade para se pôr no seguimento de Jesus e assim adquirir força na luta contra o pecado e o mal. Portanto, entrar na Quaresma significa renovar a decisão pessoal e comunitária de enfrentar o mal junto com Cristo.

O caminho da Cruz é, de facto, o único que leva à vitória do amor sobre o ódio, da partilha sobre o egoísmo, da paz sobre a violência. Vista assim, a Quaresma é verdadeiramente uma ocasião de grande empenho ascético e espiritual fundado na graça de Cristo.” (Bento XVI, Angelus, 10/02/2008)

Obrigado Santo Padre, sua explicação me basta…

Caros amigos, faço a opção de fazer nesta quaresma um “silêncio digital”, “uma penitência tecnológica”. Sendo assim, voltamos a estar juntos neste blog na Páscoa (08/04). Até lá…

Forte abraço!

Ademir Costa